História Tal Mãe, Tal Filha - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Dominique Weasley, Draco Malfoy, Hermione Granger, Rose Weasley, Roxanne Weasley, Scorpius Malfoy, Tiago S. Potter
Tags Next Generation, Romance, Scorose
Exibições 49
Palavras 1.965
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Escolar, Famí­lia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi, gente *eu não morri, ta?*
Faz quase quatro meses, eu sei. Nem demorei, né?

Boa leitura, babes ♥

Capítulo 22 - Verdes


Quando Scorpius desceu da vassoura, ao fim do treino, o sol já havia ido embora. Tom agradeceu — de seu jeito — ao time e disse com um sorriso animado que as coisas estavam correndo muito bem por ali. Era possível sentir o quão alegre estava o capitão Zabini.

O batedor Malfoy, número cinco no uniforme verde, sentia-se ótimo. Foi para o vestiário e tomou um banho por ali mesmo, o treino havia sido bastante pesado e, além de tudo, ele estava exausto. O time inteiro estava.

O que Scorpius não esperava nem depois de Zabini entrar no vestiário e lhe lançar um olhar estupidamente significativo de sobrancelhas arqueadas, era que Rose estava escondida, esperando por ele.

Scorpius não a viu de primeira, estava escuro e Zabini só havia deixado uma luz ligada dentro do estádio. Saiu carregando sua vassoura para voltar ao castelo, enquanto metade do time ainda estava no vestiário. Assim que atravessou a entrada do Campo de Quadribol, ouviu um som familiar, porém muito baixo. Acabou por ignorar e seguiu andando.

— Scorpius! — Ele soube imediatamente quem era a dona daquele sussurro apressado.

Rose saiu da sombra de um dos portões abertos e segurou o cotovelo das vestes de Scorpius. Ela olhava para os lados, procurando alguém por perto. Com a pouca luz, seus cabelos ondulados e volumosos pareciam castanhos e não ruivos, seus olhos estavam estranhamente translúcidos.

Scorpius sorriu. O coração acelerado e as mãos formigando.

— Oi — disse, simplesmente, e tocou de leve as sardas da bochecha de Rose com o dedo indicador.

Ela o encarou e sorriu. Na ponta dos pés, beijou-o na bochecha.

— O que faz aqui, Rose? — perguntou Scorpius, quase explodindo por dentro de felicidade em vê-la.

Após o dia do jogo contra a Corvinal, quando as coisas entre eles pareceram finalmente se acertar — pelo menos de certa forma —, tinham passado mais tempo juntos do que era de praxe. Até tiraram proveito dos sumiços usuais de Albus nos intervalos das aulas. Isso quando não estavam cheios de deveres durante a semana e Rose se enfurnava sozinha na biblioteca para terminar os dela sempre o mais rápido possível.

Ela ainda não parecia completamente confortável ao lado de Scorpius quando estavam sozinhos, mas tudo voltara ao normal na medida do possível. Considerando que, agora, não parecia condizente com a situação declararem-se — mesmo que só entre eles — apenas amigos, porque, não, eles definitivamente não eram apenas amigos.

Ainda que Rose fizesse todos os esforços possíveis para que ninguém os visse juntos, talvez Albus tivesse percebido algo, e isso podia ser inevitável, afinal ele era o melhor amigo tanto dela quanto de Scorpius.

Para Scorpius estava tudo bem, desde que estivesse com Rose, sabendo que não era o único a sentir. E mesmo que Rose fosse tão cautelosa em se esconder de todo mundo quando estava junto a ele, havia baixado a guarda. Nem parecia a mesma que andara evitando Scorpius por semanas.

— Bem — Rose desviou o olhar. — Queria... saber como foi o treino.

— Só isso?

— É. Creio que sim.

Scorpius assentiu, contendo um sorriso que ameaçava aparecer.

— Segundo o capitão, estamos todos proibidos de falar sobre os treinos para qualquer outra pessoa fora do time. — Ele deu de ombros. — Não ligo muito para o que Zabini diz, mas só posso dizer que foi bastante cansativo e que eu sinto como se meus braços pesassem dez vezes mais que o normal.

Rose riu brevemente.

Eles seguiram para o castelo, em silêncio por um tempo.

— E as suas aulas, como foram? — perguntou Scorpius.

Eles não haviam tido aulas juntos naquele dia, nem mesmo haviam se visto, a não ser na hora em que passaram um pelo outro após o café da manhã, no Salão Principal.

— O mesmo de sempre, ainda que hoje não tenha havido mais deveres. — Rose suspirou. — Apenas uma exceção na semana. Não demora muito começam os exames.

Estavam no fim da segunda semana de novembro, os exames começavam em meados de dezembro. Faltava um mês, mas para Rose não importava, faltava quase nada.

Houve silêncio novamente.

A curta trilha na grama até os portões frontais da escola era um caminho escuro após anoitecer, Rose acendera a ponta de sua varinha com Lumus e agora iluminava o chão para que não tropeçassem em algum possível obstáculo.

Scorpius olhou-a de soslaio, no fundo, sentindo-se inseguro. Ela ficava ainda mais bonita sob a luz da varinha, que refletia em seus olhos cor de céu, deixando-os mais claros. Perguntava-se se Rose estava ali porque sentira falta dele durante o dia.

Se já pensava nela antes, agora Rose não saía de sua mente. Ele chegava a sentir-se ridículo por relacionar quase tudo a qualquer conversa que tivera com ela, ou a algo que lembrava a ela. Tudo tinha motivo, tudo era desculpa para que o garoto se desligasse do mundo e se perdesse num mundo particular e alternativo.

Scorpius tentou não pensar muito e tocou levemente o antebraço de Rose. Ele deslizou as pontas dos dedos para baixo, até o pulso, então juntou suas mãos e entrelaçou seus dedos aos dela.

Rose fitou-o primeiramente intrigada, depois apertou sua mão — o que ele interpretara como um sinal de que ela não a soltaria — e sorriu timidamente. Ele não pôde deixar de retribuir. Provavelmente seus olhos estavam brilhando, mesmo no escuro, alheios à luz da varinha.

Pelo ritmo em que Scorpius e Rose andavam, o castelo e os olhares dos outros alunos ainda estavam distantes. Não havia com o que se preocupar ali, naquele meio-escuro.

Rose repousou a cabeça em seu ombro enquanto caminhavam e ele se arrepiou, no entanto imaginou que poderia se acostumar com a sensação de tê-la tão perto.

— Na verdade — A menina disse, inesperadamente, aumentando o aperto na mão de Scorpius. — Eu vim porque queria mesmo ver você.

 

***

 

 

Lily andava apressada pelos corredores frios e solitários do primeiro andar. Já fazia algum tempo que ela decidira encontrar Louis. Não estava se sentindo bem.

Era como se todo o peso que o clima ensolarado, úmido e desagradável daquele dia estranho se refletisse dentro dela e todo o desconforto que parecia pesar toneladas se acumulasse e fizesse o seu estômago embrulhar. Lily sentia-se desanimada, queria conversar com alguém. E ela sabia que conversar com Louis a faria bem, ele sempre a deixava mais feliz. Sempre.

No entanto, o garoto não se encontrava em lugar algum em todos os últimos sete andares por onde Lily o procurara. Começara a cogitar pedir o Mapa do Maroto emprestado a James pelo menos meia hora atrás, porém sabia que o irmão jamais o emprestaria, nem que fosse apenas por um ou dois minutos.

Lily queria gritar de alívio quando finalmente encontrou Louis, bem acomodado em um dos bancos de pedra dos jardins de Hogwarts. A testa franzida, as pernas cruzadas, o cabelo louro-avermelhado e ligeiramente comprido solto em seus olhos. As mangas das vestes arregaçadas até os cotovelos, deixando bem a mostra mãos brancas que seguravam delicadamente um livro de aparência antiga em seu colo.

Claro, pensou Lily, você ainda o verá casado com um personagem literário, Potter.

Ela respirou profundamente e sentou-se ao seu lado sem pedir licença. Esperou que Louis a notasse, enquanto observava de frente a beleza colorida e brilhosa do lugar. Grama e folhas verdes, a fonte no centro, bancos a espaços intercalados e as flores e árvores vivas. Tudo tão desagradavelmente sem graça naquele dia chato.

Louis continuava absorto nas páginas do livro. Lily queria que ele falasse com ela, dissesse que sentiu sua falta, que só ia terminar aquela página e enfim passaria o resto da tarde sem dar atenção para o que quer que estivesse lendo, somente para Lily.

Mas ele não parou de ler, ele não olhou para o lado. Pior: ele virou a página e seguiu lendo.

Lily não aguentou.

— Louis — Ela o cutucou no ombro.

Louis levantou o olhar lentamente. Seus olhos brilharam.

— Oi, Lil — disse baixinho.

Lily adorava seus olhos, eram castanhos, como os dela.

Céus, Louis era bonito o suficiente para que ela tivesse de engolir em seco umas três vezes consecutivas. Lily disfarçou, obviamente. Não conseguia deixar o orgulho de lado e não encará-lo desafiadoramente. Sua desculpa sempre seria um descarado “não consigo evitar”.

Louis pareceu não notar diferença na expressão de Lily. Isso a deixou ansiosa e começou a irritá-la.

— Te procurei em todo o castelo. — informou Lily, pretensiosamente.

— Eu estive todo o tempo aqui — disse o garoto e sorriu com tranquilidade, afinal, tudo estava certo por ali.

Lily controlou-se, segurou a bile que subia pelo seu esôfago; sua boca devia estar ligeiramente torta, mas ela fingiu que tudo estava ótimo, como Louis parecia pensar com a aquele sorriso irritantemente adorável.

Passou-se um breve momento de silêncio e Louis voltou a ler seu livro. O interior de Lily gritou de indignação e ela falou, segundo seu próprio julgamento, calmamente:

— Louis.

— Sim?

— Será que a gente pode conversar? — perguntou com cautela.

Então veio:

— Lily... — começou Louis. — Eu estou lendo. Já está no fim. Demetria está prestes vencer a batalha contra o rei. Ele vai cair no Penhasco das Sombras. Está na beirada. — Seu tom era suplicante e animado.

Lily sentiu-se ofendida, para falar a verdade.

— Você pode terminar depois, Lou. Eu realmente preciso conversar...

Ele já havia voltado ao livro.

— Louis!

— Só um momento.

Lily levantou-se do banco, pondo-se de frente para o garoto, ela estava muito indignada, ofendida e irritada.

— Você não vai me ouvir, Louis Weasley? — Louis a encarou de olhos arregalados. Ele até tentou dizer algo, mas Lily continuou: — Eu estou aqui, tentando conversar com você, porque estar com você costuma, ou costumava, me fazer bem. Mas o que é que você faz? Me ignora, Louis. Me ignora.

Louis fechou o livro rapidamente, tempo suficiente para que Lily lhe desse as costas, bufando decepcionada.

Ele a seguiu.

— Lily — tentou.

Lily apressou o passo.

— Lily! Espere!

Lily não ia ouvi-lo. Louis não havia parado para escutá-la e ela não queria desculpas, só queria sair dali. Nada que ele fizesse adiantaria, já a tinha decepcionado o suficiente. Trocá-la por Demetria, a droga de uma personagem. Louis não podia estar pior com Lily naquele momento.

— Lily Luna! Por Merlin! — insistiu o garoto.

Ignore-o. Ignore-o. Ignore-o. Ignore-o.

Não volte, ande mais depressa.

Louis alcançou-a e bloqueou sua passagem.

— Lily, me escute, por favor — pediu ele. Lily permaneceu impassível. — Olhe aqui — Levantou a mão que segurava o livro, sorrindo desesperado. — Está fechado! Me desculpe por não ter te dado atenção quando você chegou. Me desculpe, me desculpe. Se você precisa conversar, eu estou aqui. Eu estou aqui, certo? Pode falar, por favor.

Lily apenas piscou.

— Eu gostaria de passar, Louis. Com licença.                               

A expressão de Louis caiu. Nem um sorriso amarelo restou. E Lily convenceu-se de que não importava quando ele liberou a passagem.

Não adiantava pedir desculpas. Além do mais, ela também não queira mais conversar com ninguém. Almejava por sua cama no dormitório e por seu gato, Leo, enroscado em seus pés. Nada disso incluía pensar em como Louis era um idiota e em como ele foi estúpido e que ele deveria ir ler seu livro imbecil e esquecer que Lily existia.

Não, ela não estava exagerando.

Deitou a cabeça no travesseiro relutante à pergunta de que se fora realmente uma boa ideia ter saído da cama pela manhã. Fechou os olhos e sentiu um aperto no peito. Podia sentir também as lágrimas vindo. Não queria chorar, porém não conseguiu segurá-las.

Logo, era somente o pranto de Lily Luna no dormitório solitário. Quanto mais pensava e culpava Louis por estar chorando, mais chorava.

Não perceberia imediatamente a solidão em que se colocara. Louis era seu melhor amigo e ela insistia em flexionar o verbo para o pretérito, arrancando de si mesma qualquer vontade de perdoar que pudesse ter por algum tempo.

E não, ela não estava exagerando.


Notas Finais


Espero que tenham gostadooo ♥

Desculpa pela demora (pela milésima vez por aqui), mas é que anda bem difícil terminar os capítulos ultimamente. To tentando editar a fic desde o começo também, então, bem, tá um pouco entediante.
De qualquer forma, não prometo nada, porque eu tenho quase certeza de que vou demorar pra postar o 23. Me esperem, por favor, não desistam, o.k.? Porque eu não vou desistir.

Até a próxima ♥
xx


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