História Talk Me Down - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais
Tags Amor Proibido, Bts, Jimin, Kykai
Exibições 283
Palavras 2.044
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, gente!
Demorei demais e eu odeio lembrar disso :(
Minha demora deve-se ao fato de que eu não estava conseguindo encontrar um final apropriado, final que só encontrei agora.
Essa fic terá dois finais.
Esse é o primeiro e eu espero que vocês gostem.
Sei que vai flopar devido a demora, mas espero que aqueles que lerem me perdoem e gostem desse retorno.
O outro capítulo já está pronto ^^

Beijinhos e boa leitura!

Sue.

Capítulo 14 - Talk Me Down


Fanfic / Fanfiction Talk Me Down - Capítulo 14 - Talk Me Down

"... Eu quero dormir ao seu lado
Mas isso é tudo que eu quero fazer agora
Então vem aqui e me acalme..."

Eu poderia sentir remorso, poderia estar com medo de ser presa por assassinato, mas a sensação de paz que a morte de minha própria irmã causou em meu interior estava sendo inexplicável, quase como um sonho maravilhoso.

Eu não estava feliz, não, isso seria frio demais da minha parte, mas eu também não podia negar que não estava infeliz com a sua morte. É confuso, mas é um misto insano de sentimentos.

-Você está bem? -Os braços de Jimin rodeavam o meu corpo, enquanto o socorrista avaliava meu estado médico, inclusive a minha recém recuperada visão.

-Vou sobreviver.- Escolhi o silêncio como escudo e assim permaneci até o médico me liberar para ir até a delegacia prestar o meu depoimento. Algo que levei três horas para terminar, sendo liberada em seguida, já que minha situação foi encaixada como legítima defesa.

O relógio marcava onze da noite  quando cheguei acompanhada por Jimin ao meu apartamento, o qual estava da mesma forma que deixei.

-Vou preparar um banho para você. -Apenas assenti e abracei meu corpo com os meus próprios braços, indo até a janela, que me proporcionara uma bela visão de Seul. Foi ao ver as luzes e o céu lindamente negro, que não consegui mais me manter fria. Então, apenas chorei, um choro sentindo, que me fazia soluçar e sentir uma dor intensa em meu peito. -Amor, o que você tem? -Jimin me abraçou apertado e selou minha cabeça. Segurei as laterais de sua camisa e o apertei ainda mais contra mim.

-Eu tive tanto medo, medo por mim, nosso filho, por você. Jimin, eu achei que morreria.-Jimin me apertou ainda mais contra si e acariciou minhas costas.

-Esquece isso, meu bem. Vocês estão bem agora e eu nunca mais te deixarei passar por algo assim.- Prendemos nossos olhares e Jimin selou meus lábios. -Me perdoa? Por minha culpa nosso destino quase teve um fim trágico. -Neguei e voltei a juntar nossos lábios em um simplório selinho.

-Não há o que perdoar, o que importa é que estamos juntos agora e que ficaremos bem. -Voltamos a nos abraçar e permanecemos assim por um longo período.

-Vem, a banheira já deve estar cheia. - Caminhamos de mãos dadas até o banheiro, onde assim que entramos Jimin se pôs a minha frente e retirou cada peça que estava sobre o meu corpo, deixando-me completamente nua diante dos seus olhos. -Eu estou com tantas saudades de você.

-Então mate a sua saudade. Me toque, meu amor. - Sem mais delongas, Jimin selou nossos lábios em um beijo calmo. Suas mãos deslizaram pelo meu corpo e chegaram as minhas nádegas, onde ele apertou sem piedade.

-Entra na banheira.- Abruptamente, Jimin separou-se de mim, mas não questionei, apenas o obedeci e adentrei a banheira, que estava cheia de água quentinha. - Relaxe, meu anjo, eu vou cuidar de você. - Me entreguei a sensação gostosa da água relaxando todos os meus músculos, que  se intensificou quando Jimin adentrou a banheira e me colocou sentada entre suas pernas fortes. - Sabia que a cada dia eu te amo mais?

-Eu também te amo. - Jimin plantou leves selares em meu pescoço e voltou a acariciar meu corpo.

-Fica de frente para mim, Safira.- Obedeci meu namorado e me sentei sobre seu colo, agora de frente para ele.

Jimin selou nossos lábios e encaixou-se em minha intimidade, logo dando início a estocadas ritmadas. Gemi manhosa e segurei em seus ombros para me movimentar de forma mais confortável.

-Ah, Jimin...- Mordi o lábio inferior e pendi a cabeça para trás, entregando-me a sensação intensa de ser tomada por ele. Aumentei o meu ritmo e só cessei quando nossos corpos se desfizeram em intensos orgasmos.

-Agora me dê banho.- Sussurrei preguiçosa, assim que abracei ele com força.

-Não se acostume com isso, gatinha manhosa.- Sorrimos e Jimin me colocou sentada novamente de costas para si, logo ensaboando meu corpo e meus cabelos, os quais ele lavou com um shampoo de frutas vermelhas.

Por fim, com ambos de banho tomado, nos deitamos na minha cama e dormimos abraçados. O dia seguinte seria cheio e eu precisava sair assim que amanhecesse.

(...)

Quando os primeiros raios de sol passaram pela janela, eu já estava de pé. Vestida com uma calça jeans, blusa de manga e converse, findei meu visual com um rabo de cavalo.

-Vai sair? - A voz rouca de Jimin, chamou minha atenção.

-Vou resolver uma coisa. Não me espere para o almoço.- Caminhei até a cama e selei seus lábios. Jimin parecia querer saber para onde eu iria, mas respeitou minha opção de não contar.- Tchau, meu amor! - Saí do quarto e, consequentemente, do apartamento. Segui de elevador até o estacionamento e lá peguei meu carro.

Dirigi pensativa até a casa de Jeongguk, de onde ele provavelmente estaria saindo para ir fazer sua corrida matinal, fato que tive certeza assim que o vi cruzar o portão  da mansão. Parei o carro e corri até ele.

-Kookie! - Gritei. O moreno virou em minha direção e sorriu docemente.

-Noona!- Nos abraçamos de forma demorada. Parecia que só havia eu e ele no mundo inteiro.

-Vem. Quero te levar para passear. -Ele sorriu e seguiu-me de volta ao carro, o qual adentramos e que guiei até o estúdio de dança, onde praticavamos quando mais jovens. -Quero relembrar os velhos tempos.

-Pensei que não lembrasse mais disso. -Neguei e estacionei o carro.

-Eu não esqueceria nunca dessa fase. Nos conhecemos aqui. Você tinha doze anos e eu quase quinze. Lembra do quanto gostávamos de dançar depois que todos iam embora? O Jimin odiava isso. -Sorrimos enquanto descíamos do carro. -Quero dançar contigo mais uma vez.

-Safira, se tudo isso for para me dizer que você ama o Jimin, não precisa. -Voltei a negar e tomei sua mão com a minha.

-Vamos entrar.- Assim fizemos. Passamos pela entrada e cumprimentamos algumas pessoas que nos conheciam. Continuamos a caminhar até chegarmos a sala onde passávamos grande parte do nosso tempo, entramos e eu fechei a porta.

Segurei meu celular e coloquei para tocar Talk Me Down do Troye Sivan. Jungkook olhou-me de uma forma indecifrável, parecia tentar ler minha alma.

-Dance comigo, Jeon.- O moreno segurou meu corpo em seus braços e passou a guiar-me em um balançar calmo e melancólico. -Sabe, eu não consigo esquecer os momentos que passei contigo. Você sempre esteve comigo, sempre cuidou de mim e nunca me pressionou a nada. Houve sempre tanta paciência e compreensão, que eu entendo o motivo de tudo que sinto.

-Aonde quer chegar? - Questionou.

-Eu amo você, amo da forma que sempre quis que eu te amasse. Eu te desejo, quero cuidar de você, quero te fazer sorrir, quero ser o motivo dos seus sorrisos.  - Jungkook me apertou ainda mais contra o seu corpo e juntou nossas testas. -É possível uma só pessoa amar duas ao mesmo tempo? Meu amor por você foi moldado, calmamente plantado em mim. Eu escolhi amar você. -Neste momento, Jungkook se afastou de mim e passou as mãos pelos cabelos negros.- Porém...

-Você o ama bem mais que a mim. - Seu tom amargo fez um corte em meu coração.

-Eu amo os dois, mas os amores são diferentes. Com Jimin é uma necessidade, já com você é uma escolha. - Jeongguk prendeu seu olhar ao meu e completou.

-Ele é o escolhido, será sempre ele.- Caminhei até o moreno e calei seus lábios com um beijo intenso, que foi devidamente correspondido.

-Eu daria tudo para que você pudesse ser meu também, mas seria egoísmo demais da minha parte, te prender a algo que só gerará dor. Você precisa esquecer de mim, precisa ser feliz de verdade. Esse amor não tem sentido. -O abracei apertado e Jeongguk começou a chorar.

-Eu gostaria que fosse diferente.- Assenti as suas palavras. -Safira, promete que sempre me amará?

-Prometo.- Voltei a selar nossos lábios e Jeongguk segurou meu corpo de forma possessiva.

-Eu irei partir, não posso continuar aqui depois de tudo que você me disse, porque sou capaz de te arrancar dos braços do Jimin e te fazer para sempre minha.- Permaneci em silêncio e ele continuou. - Irei buscar um outro amor, uma nova razão para sorrir, mas sempre irei te amar, nunca esqueça disso. - Nossos lábios voltaram a se chocar, dessa vez em um último beijo repleto de promessas e tristeza.

Sim, eu o amava.

Sim, eu aprendi a amá-lo.

Sim, ele partiria

Sim, eu sofreria.

Sim, seria o melhor para ambos.
A escolha estava feita.

Seria Jimin, sempre seria ele.

-Seja feliz, Kook. Se você estiver feliz, eu também estarei.- Nos abraçamos e voltamos a dançar.

Após a dança, levei Jungkook até em casa e retornei ao meu apartamento, onde encontrei Jimin preparando o almoço. - Oi. -O abracei por trás e permaneci quieta.

-Você estava com o meu irmão. - Sua afirmação me causou medo, mas optei por ser verdadeira. Ele saberia uma hora ou outra.

-Sim, eu precisava conversar com ele. Jimin, o Jungkook sempre me amou. - Jimin olhou-me de forma calma e falou:

-E você, também o ama? -Assenti. - Quando descobriu isso?

-Só parei para pensar nisso agora. É um sentimento novo. Eu sempre soube o que ele sentia, mas esse tempo que passamos juntos serviu para fazer brotar em mim um amor doce. Desculpa, eu não consegui evitar.- Jimin permaneceu em silêncio e me abraçou. -Eu te escolhi, Jimin. Assim como eu falei para o Jeongguk, te amar é uma necessidade enquanto amá-lo é uma escolha. Eu não saberia viver sem você.

-Eu sei.- Meu corpo foi ainda mais apertado pelo seu. -Eu te amo, Safi.

-Também amo você, meu amor.

(...)

-Eles são lindos. -Em frente ao berço dos gêmeos, eu e Jimin babavamos. Nossos filhos, Noah e Jeon, eram os retratos de nós dois. - O Jeongguk adorará saber da novidade.

-Com certeza. -Sorri, ainda admirando meus filhos.

O tempo passa rápido demais. Após aquele dia em que deixei claro o que eu sentia por ambos os homens da minha vida, Jeongguk viajou e eu e Jimin nos casamos em uma cerimônia simples, que contou com poucos convidados. Eu me mudei para a mansão Park Jeon e moro nela desde então. Agora, uma semana depois do nascimento dos gêmeos, eu não consigo parar de sorrir.

A gravidez foi só uma palinha do intenso amor que a maternidade pode fazer brotar no interior de uma mulher.

Jimin em momento algum saiu do meu lado, a cada dia eu percebia o quão grande estava se tornando o meu amor por ele. Ele me conquistava a cada novo raiar do sol; não haviam palavras para descrever a minha felicidade.

-Espera um pouco, eu tenho uma surpresa. -Jimin saiu brevemente do quarto e retornou com o celular em mãos, o qual chamava. -Vamos apresentar o Jeon ao titio Jeongguk. -Meu marido tomou o bebê em seus braços e esperou Jeongguk atender a chamada de vídeo, fato que aconteceu em poucos segundos. -Kook, olha quem está aqui! - Jeongguk começou a rir e eu me senti nas nuvens. Era o meu primeiro contato com ele depois de sua partida.

-Ele é lindo, assim como o tio. -Foi a vez de Jimin rir.

-Só que não, meu querido. O Jeon é a minha cara, assim como o Noah. -Jeongguk silenciou e Jimin colocou Jeon no berço.

-Como se chama o bebê que estava em seus braços?- Ouvi o meu cunhado perguntar.

-Jeon.- Me pronunciei e Jimin virou o celular em minha direção. -Olá, Jeongguk! O nome de um dos seus sobrinhos é Jeon. -O moreno sorriu docemente.

-Obrigado.- Agradeceu. -Logo aparecerei aí para visitar vocês. Tenho que ir. -Nos despedimos e a chamada foi encerrada.

-Ele gostou. - Abracei Jimin e voltamos a mirar nossos filhos.

É, não havia melhor maneira de expressar o meu amor por ele. No fim das contas, não ficamos juntos, mas eu jurei que o amaria para sempre, e assim seria. 

Seremos sempre ligados, eu, Jimin e Jeongguk; eu escolhi isso.

"O amor não pode ser explicado, não pode ser rotulado, pois ele é indomável. " Sue.

Fim.


Notas Finais


Alguém quer o outro final?
:D
Bye


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