História Talvez - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Naruto, Sasusaku
Visualizações 17
Palavras 1.262
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Cotidiano


‘’ - A senhorita esta bem?- Sua voz era de um tom forte, mas não a ponto de dar medo, era uma melodia boa.

- Ah sim... Eu pergunto o mesmo... Não é tão fácil me aguentar... - Dei uma risada sem graça pegando a minha bolsa do chão.

- Tu és leve... - Ele riu e depois de alguns segundos em silencio o agradeci por ter me segurado e então fui para o trabalho um pouco sem graça pelo acontecido. ‘’

A cena se passava varias vezes na cabeça, eu nunca tinha o visto antes no apartamento, deveria ser o vizinho novo. Eu comecei a correr pela cidade, enquanto via algumas pessoas abrindo caminho, outras distraídas com o celular, e outras pessoas com aquela cara de quem odeiam a segunda feira.

Depois de um tempo, avistei o restaurante e já fiquei mais aliviada por estar chegando. Diminui o passo e entrei pelas portas do fundo, e logo dei de frente com Ino que ria e olhava para o relógio, ela era uma das minhas parceiras e ainda queria ver me atrasar em algo ou perder algum compromisso.

-Mais um minuto e seria o seu 1° atraso em dois anos, mas pelo visto, você nunca perde hora em Sakura... – Ela sorriu me entregando o avental e se virando para terminar algum pedido, a cozinha estava agitada, cozinheiros correndo para todos os lados, mesmo que fosse cedo, o restaurante estava lotado, com pedidos de comida ou cafés da manha.

-Jamais irei perder... A não ser que eu tenha algo muito, muito importante... Mas nunca tem... – Vesti o avental, peguei a bandeja com um bloquinho e caneta, saindo da cozinha para então, infelizmente, começar mais um dia de garçonete.

O restaurante estava cheio como o de costume, fiquei ao lado de Zoe, que junto a mim e Sai, atendia aos pedidos das mesas.

-Tem alguma teoria, poema depressivo ou frase de impacto rosada?- Eu sempre compartilhava com ela alguma coisa que via, mas éramos apenas colegas de serviços. Zoe estava sempre bem disposta e sorridente, com seus cabelos castanhos claros sempre muito bem escovados, os rapazes que vinham aqui na maioria das vezes pediam o seu numero, ela era aquele tipo de garota animada que topava tudo a toda hora.

-Hum... Talvez a graça da vida seja o mistério... O mistério de não saber o que vai acontecer amanha, levando as pessoas a ficarem curiosas ou simplesmente ignorando os relógios, algumas se apaixonam para passar o tempo, desenham, escrevem, dançam, se divertem ou se entediam com o cotidiano... - Falei isso olhando o comportamento das pessoas que estavam no restaurante, algumas talvez no seu primeiro encontro, outras discutindo negócios de empresas, outras que olhavam para a janela o tempo com seu café em mãos, e outras que riam.

-Você sempre usa talvez... - Ela riu e foi andando para uma mesa que pedia uma atenção para mais um pedido. Eu fiquei olhando as demais mesas ate que um homem forte levantou o braço e me dirigi ate a mesa do mesmo.

-Bom dia senhor, em que posso ajudar?- Puxei a caneta e o bloquinho do bolso e olhei para ele que estava vidrado no cardápio.

-Eu vou querer apenas um café, e o numero da castanha ali. - Ele apontou para Zoe e eu segurei o riso, talvez ela passasse o numero de telefone errado, bem, não sei, era o que eu faria, não ela.

-Ok, qual seu nome?- Anotei no bloco o pedido e quando fui olhar esperando uma resposta ele estava obcecado em Zoe, ate que perguntei novamente ate ele cair na realidade para me responder.

-Ah sim, Thiago. - Ele ficou um tanto sem graça, mas ignorei isso, talvez seja normal estar distraído quando temos alguma coisa que nos interesse.

-Ok. – Me dirigi novamente à cozinha e entreguei o pedi, logo recebi o prato da mesa 42, com saladas bem temperadas e algumas fritas de lado.

Fui ate a mesa e antes de ir embora o homem da mesa me chamou novamente.

-Pode me passar o numero daquela garçonete?- Eu fiquei surpresa, hoje seria um daqueles dias em que Zoe voltaria cheia de papeis com números de telefone para casa, para então chegar a casa e tentar decidir com quem sair a cada dia da semana.

-Passa o teu numero e eu entrego a ela. -Ofereci o meu bloco a ele, mas tirou um cartão do bolso e me entregou.

-Obrigada. - Ele agradeceu e eu assenti e me retirei.

Cheguei próxima a Zoe e avisei ela sobre Thiago e o homem da mesa 42 sobre o pedido de numero, ela riu e pegou o cartão rindo.

O dia foi indo aos poucos, logo a tarde começou a chover e já estava na hora de eu ir embora. Quando soaram 16 horas, tirei o avental, me despedi de Zoe, Ino e Sai, abrindo a bolsa e retirando o guarda chuva.

Dessa vez não precisava voltar correndo já que não tinha nada de mais. A chuva estava se engrossando, e logo os semáforos da cidade ameaçaram a dar problema, os barulhos dos carros pareciam aumentar, às vezes de fundo escutávamos as conversas de pessoas ao celular, e por um segundo escutei um choro.

Cheguei ao apartamento, deixei a sombrinha secando e fui novamente às escadas, subindo ate o meu andar.

Entrei em casa, e minha irmã estava largada ao sofá, com um pote de sorvete e assistindo qualquer comedia melosa de mais para o meu gosto.

-Boa tarde Hina. - Coloquei a bolsa de lado e vi ela se levantar empolgada para me abraçar.

-Boa tarde coisinha fofa. - Me apertou forte, mexendo em meus cabelos presos. - Preparei um miojo para ti.

Sorri e fui logo a cozinha pegar a panela que me esperava e sentei a mesa com ela.

-Como anda o escritório?- Comecei a dar algumas garfadas enquanto olhava para ela que sorria muito.

-Sabe aqueles dias que são raros?- Os olhos dela brilhavam e já comecei a imaginar o que viria pela frente.

-Mais conhecidos como dias bons? Sim.

-Então... Hoje foi um deles. - Ela pousou a cabeça nas duas mãos sorrindo boba.

-Ai sim?- Fingi uma surpresa. - Que milagre... O que aconteceu?

-Hoje foi um homem, chamado Naruto, que veio pedir o divorcio da mulher.

-Você fica feliz com divórcios?-Eu ri da sua cara em seguida que se fechou.

-Você não me deixou terminar. Enfim, ele pediu o meu numero.

-Talvez tenha sido para esclarecer as duvidas em vez de ir ao seu escritório a todo o momento...

-É incrível como você consegue matar qualquer esperança. -Ela revirou os olhos.

-É incrível o meu jeito de ser realista, é diferente... - Dei risada encarando o miojo.

-Mas e você? Ta pegando alguém?

-Eu não pego nem gripe imagina alguém... - Assim que terminei de falar alguém bateu na porta e estranhei. Levantei-me e abri a mesma me deparando com o moreno das escadas.

-Tu deixaste cair isto aqui... –Ele entregou um caderno de capa preta e eu me surpreendi como eu pude deixar isso cair?

-Oh meu Deus... - Peguei o caderno e abracei firme.

-Tu desenhas... -Ele olhou para o lado talvez pelo constrangimento de ter fuçado em minhas coisas.

-... Sim... Eu havia parado por um tempo e voltei agora...

-Bom, se eu precisar de alguma dica... Posso contar contigo?

-Claro... -Eu estava tão sem graça e as minhas respostas estavam a começar a travar. Ele se virou para ir embora, mas eu acabei ficando curiosa. – Ei... Qual teu nome?

-Sasuke.

-Prazer, Sakura.

 

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...