História Talvez, apenas talvez. - Capítulo 1


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Jon Snow, Petyr Baelish, Sansa Stark
Tags Game Of Thrones, Jon, Jonsa, Romance, Sansa
Visualizações 128
Palavras 1.163
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ficção, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Incesto, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Acho que não temos fanfics Jonsa (Jon e Sansa) suficientes, então, decidi escrever essa oneshot sobre eles. É minha primeira fic de game of thrones e a primeira que posto aqui nesse site. Espero que gostem. Contém pensamentos de incesto, não leia se não gosta da ideia.

O mundo e os personagens de GoT não me pertencem.


Contém spoilers do segundo episódio da sétima temporada da série.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Jon Snow se preocupava com Sansa Stark, na verdade, ela era o motivo de quase todos os seus pensamentos, ela e os caminhantes brancos.  Às vezes, também pensava em Arya e Bran, se perguntando se os dois ainda estariam vivos, torcia muito para que estivessem. Também pensava nos seus novos deveres como rei do Norte, em como acalmar os lordes e no possível conflito com Cersei, mas, na maior parte do tempo, seus pensamentos estavam divididos entre a iminente batalha contra o exército dos mortos e, é claro, Sansa. Então, quando ouviu Mindinho dizer que amava sua irmã, Jon ficou furioso e perdeu todo o controle que havia reunido para não bater naquele homem desprezível. Em sua mente, uma voz ficava relembrando-o que fora por causa dele que Sansa sofrera nas mãos dos Bolton. Fora por culpa de Mindinho que ela se casara com Ramsay e sofrera tantos abusos. Não que ela já não houvesse sofrido antes nas mãos de Joffrey e Cersei, mas não precisava ter passado por mais aquilo também. Então, cada vez que lembrava disso, Jon cerrava os punhos usando de todo o seu autocontrole para não bater nele. No entanto, ouvi-lo pronunciar o nome dela e dizer que a amava fora a gota d’água. Jon agarrou Mindinho pelo pescoço e o pressionou contra a parede, apertando o suficiente para impedi-lo de falar e quase matá-lo.

Jon sentia um impulso incontrolável de protegê-la, afinal, Sansa era sua irmã. Era por isso que ele se sentia tão irritado ao ouvir aquelas palavras do outro, certo? Sua irritação era motivada apenas por uma preocupação fraternal, uma preocupação pela irmã que já sofrera demais, não era? Será que ele teria feito o mesmo por seus outros irmãos? Provavelmente não, já que eles podiam se defender sozinhos, mas Sansa parecia tão frágil como uma boneca de porcelana, tão machucada que ele queria embrulhá-la e protegê-la do resto do mundo. Isso era um sentimento válido de irmão, não era? Ele só queria fazer a coisa certa, aquilo que seu pai gostaria que ele fizesse. Então por que Jon tinha aquela sensação estranha na boca do estômago? Por que tinha a impressão de que havia algo mais por trás da raiva que estava sentindo agora? Só de imaginar Mindinho encostando suas mãos na garota, o seu sangue fervia e ele sentia vontade de puxar a espada do sinto e cravá-la no peito do infeliz ou então apertar seu pescoço com toda a sua força e sufocá-lo até a morte.

A verdade era que ele não queria que ninguém mais encostasse em Sansa, queria tê-la em seus braços, protegendo-a e cuidando dela. Queria que ela se sentisse em casa, assim como ele se sentira quando ela o abraçara ao se reencontrarem. Ele só queria ser o seu porto seguro. Repetia a si mesmo que era porque ela era parte da sua família e ele precisava proteger o que restara dela, mas achava cada vez mais difícil de acreditar em si mesmo. Ele não fazia aquilo por ser a coisa certa a se fazer, não cuidava dela porque era o que Ned Stark gostaria que ele fizesse. Ele a protegia porque não tinha escolha, soube disso assim que a viu em Castelo Negro depois de todo aquele tempo. Agora, todas as suas ações e pensamentos giravam em torno dela, na melhor forma de cuidar dela. Contudo, algo parecia errado e Jon começara a desconfiar de toda a sua devoção em relação a Sansa. Ela era a última coisa em que ele pensava antes de dormir e o seu primeiro pensamento depois de acordar. Muitas vezes, quando não estava ao seu lado, ele se pegava imaginando o que ela estaria fazendo, queria saber se ela estava feliz e o que ele poderia fazer para melhorar o seu dia. Queria tê-la ao seu lado nas reuniões com os lordes, mesmo se ela discordasse dele e discutisse na frente de todos diminuindo a sua autoridade. Deveria se importar mais com isso, devido a sua nova posição como rei do Norte, mas a verdade era que ele não conseguia. Repreendê-la daquela vez já fora difícil o suficiente, principalmente quando ela o comparara a Joffrey. Por alguma razão, ouvir aquilo doera mais do que o Snow poderia ter antecipado. Mesmo depois dela ter retirado o que havia dito, ele ainda ficara com um gosto amargo na boca. Para piorar, Sansa dissera novamente que ele não poderia protegê-la e isso o enfureceu. Por que ela precisava ser tão orgulhosa e ter essa nova mania de querer ser tão independente? Por que ela não podia simplesmente aceitar a sua ajuda? Por que precisava ser tão teimosa a ponto de não ver o quanto ele queria, o quanto precisava, cuidar dela? Então, quando ela disse que Jon acabaria morto se não fosse mais esperto que seu irmão e seu pai, ele não pensou direito e fez aquela pergunta maldosa. Aquele momento ficava reprisando em sua mente: “E como eu deveria ser mais esperto? Ouvindo você? ”. Arrependeu-se do que disse assim que as palavras saíram de sua boca, e a mágoa estampada nos olhos dela só aumentou o arrependimento que já sentia. A pergunta que ela fizera em seguida também reprisava em sua memória: “Isso seria algo tão terrível? ”.

Não pôde responder na hora, então as palavras que queria ter dito ficaram presas com ele durante o resto do dia. “Não seria nada terrível escutar você, Sansa. Muito pelo contrário, quero saber o que você está pensando, quero ouvir tudo o que tem a dizer. ” Jon queria abraçá-la, queria sentir a paz que só os seus braços podiam oferecer. Mais do que Winterfell, sua casa agora era Sansa. Ela era a coisa mais importante da sua vida no momento, Jon não sabia o que seria dele caso a perdesse. E agora ele precisava ficar longe dela para se encontrar com Daenerys Targaryen na tentativa de formar uma aliança que pudesse salvá-los do Rei da noite. Realmente não queria ir, estava cansado de lutar, cansado de jogos políticos e de lutas por poder. Porém, mais do que tudo, não queria se separar de Sansa, não queria perdê-la de vista, queria estar sempre por perto para protegê-la. Então, quando ouviu Mindinho dizer que a amava, só conseguiu pensar no idiota a tocando enquanto ele estaria longe demais para impedir. Soltar seu pescoço fora uma das coisas mais difíceis que ele já fizera, mesmo depois de ameaçar matá-lo. No entanto, sua ameaça não era vazia, ele mataria Petyr Baelish num piscar de olhos se o homem sequer ousasse encostar um dedo em sua irmã.

Enquanto acenava um adeus a Sansa e deixava Winterfell para trás, não pôde deixar de pensar que essa poderia ser apenas uma preocupação de irmão, mas talvez, apenas talvez, houvesse algum outro motivo para Jon Snow se preocupar tanto com Sansa Stark. Contudo, esse era um pensamento que ele teria que deixar para outra hora, porque agora eles tinham uma guerra para travar.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, adoraria saber o que acharam e o que pensam do casal. Sei que não vai acontecer na série, mas não custa sonhar né?


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