História Talvez sim, talvez não. Talvez amor. - Capítulo 38


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Drama, Romance
Exibições 160
Palavras 2.430
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Ola de novo pessoas haha
Eu vou postar mais um cap depois desse porque domingo agora não postarei. então decidi fazer essa pequena maratona de 3 caps para vocês rs
Espero que gostem. boa leitura.
Deixem seus comentários e me façam uma pessoa feliz kkkk
Twitter: @Caminah_Gostosa

Capítulo 38 - Conversa.


 

POV Camila

Dinah e eu acabamos de chegar a NY, são exatamente 21h e eu estou morrendo de fome. Estamos do lado de fora do aeroporto esperando um taxi para irmos para casa.

– Estou com fome – eu resmunguei enquanto encostava a cabeça no ombro da maior.                                                                                                                            

 – Quando você não está com fome, Walz? – Ela questionou divertida me fazendo revirar os olhos e não contestar, porque de fato era verdade, eu sempre estou com fome. – Vamos – ela me chamou, fazendo com que eu abrisse os olhos e a acompanhasse até o taxi.

O caminho para o apartamento foi feito em um silencio confortável. Dinah estava trocando mensagens com Normani e eu estava caindo em sono. Depois de poucos minutos eu senti o olhar da loira sobre mim e abri os olhos para olhá-la.                                                                                                                                                          

– O que foi Chee? – questionei preocupada com o olhar preocupado que estava em seu rosto.                                                                                                        

– Você acha que... – ela parou de falar e negou com a cabeça.                                     

– Fala de uma vez Dinah. Sem medir as palavras, lembra? Não precisamos disso – eu disse carinhosa e segurei sua mão como que dissesse que estava tudo bem qualquer coisa que ela quisesse dizer.                                                         

– Lauren está lá em casa. – Ela disse de uma vez e eu fechei os olhos com força ao ouvir o nome da garota que eu amo. – Ela quer conversar – disse e eu a olhei. – Você acha que está pronta para conversar com ela?  – questionou em duvida e eu fiquei calada pensando. – Se você não estiver pronta, eu posso manda-la embora quando chegarmos – ela disse e me puxou para um abraço.

– Tudo bem Chee. Acho que está na hora de conversarmos. – eu disse baixo. Meu olhar estava perdido pela estrada e minha cabeça estava deitada em seu ombro. Ela beijou minha cabeça e ficamos em silencio mais uma vez.

Algum tempo depois o taxi parou em frente ao nosso prédio e Dinah me olhou.

– Você paga – disse simplesmente e a olhei de forma indignada. – Que foi? Você me deve 50 pratas. Use-as para pagar o taxi – disse e saiu do carro. Revirei os olhos e paguei o taxista logo saindo do carro e indo em direção a minha melhor amiga.                                                                                                    

– Você é uma ridícula – eu disse e ela riu.                                                                      

– Sabíamos que você não me daria aquelas 50 pratas. Considere como se eu tivesse pagado o taxi, já que de alguma forma elas me pertenciam.  – ela disse divertida e eu revirei os olhos soltando uma risadinha.

Entramos no nosso prédio, o porteiro nos cumprimentou de forma educada e eu lhe lancei um sorriso sem dentes, assim como Dinah. Entramos no elevador e ela apertou o botão para o ultimo andar. Quanto mais perto eu estava do apartamento, mais nervosa eu ficava.

Dinah segurou minha mão e me olhou de forma intensa.                                              

– O que foi? – questionei.                                                                                                

– Para de batucar o dedo na parede do elevador. Esta me deixando nervosa. – disse e soltou minha mão.                                                                                               

– Eu não estava batucando – eu disse e ela me olhou – estava? – questionei.      

– Sim, estava. E se batucar de novo eu arranco seus dedos – disse seria e eu comecei a brincar com a barra da minha blusa. – Vai ficar tudo bem Chancho, é só uma conversa. – ela disse calma e eu assenti.

O elevador abriu e saímos andando em direção à porta de madeira escura. Peguei as chaves e então tive noção da quão nervosa eu estava. Dinah tomou as chaves de minha mãe e abriu a porta, adentrando ao local e me puxando junto.

Ao entrar na sala, logo vi Normani que correu para abraçar Dinah e verônica sentada no sofá, que me olhou e deu um sorriso em cumprimento. Ally logo veio em minha direção e me dei um abraço questionando como havia sido em Miami. Meu olhar percorria toda a sala em busca da garota de olhos verdes, mas não havia sinal dela por ali.

– Foi bom, Allycat – eu respondi sincera – Estava com saudades de Sofia. Aliás, ela transformou meu quarto em uma bagunça – eu disse                                     

– Seu quarto sempre foi uma bagunça, não culpe a menina – ela disse divertida e eu lhe lancei um olhar indignado – Que? Sabe que é verdade. – disse e eu dei de ombros.                                                                                                                 

– Mas agora está uma bagunça estilo Sofi – eu disse e ela riu. – Regina e ela estão fazendo uma zona – comecei contando quando ouvi barulho de uma porta se fechando e meu olhar acompanhou o som, parando exatamente na garota de olhos verdes. Ela acabara de sair do banheiro.

Eu travei, e somente conseguia olhar para ela. Lauren estava com um conjunto de moletom cinza. Os cabelos estavam presos em um coque frouxo e desleixados. Ela parecia cansada, tinha grandes olheiras e parecia ter emagrecido um pouco, seu rosto estava mais fino e olhos perdidos e vazios me encaravam, também sem reação. Todos estavam em silencio como se esperassem que uma de nós disséssemos algo, mas eu não sabia o que falar.

Eu estava com saudades dela. Eu não a via desde o ocorrido, e ao mesmo tempo em que eu queria jogar-me nos braços dela, assim como Normani fez com Dinah, eu também queria chorar. Porque antes, não teríamos problemas em correr e nos abraçar, mas agora não era assim. Então eu quis chorar.

“Como eu deixei que isso chegasse a esse ponto?” era a única coisa que eu conseguia pensar.

–Oi – ela exclamou quebrando o silencio e sorriu fraco para mim.                         

– Oi. – eu respondi baixo

Estávamos como duas estranhas, e isso era uma sensação horrível. Estávamos a poucos passos de distancia e parecíamos há km.

– Oi Dinah – ela disse e olhou para a loira, que simplesmente fez de conta que não ouviu nada e saiu andando em direção à cozinha, ignorando-a totalmente. Lauren baixou os ombros e sorriu triste.

Eu me senti mal por isso. Mas Dinah tinha seus motivos para estar com raiva de Lauren, e o motivo era eu.  Ela sentia toda a raiva que eu não conseguia sentir.

–Bom, acho que vocês precisam conversar. Nós vamos deixar vocês a sós –Ally disse quebrando o silencio e puxando verônica do sofá, para nos deixar sozinhas na sala.

Dinah voltou para a sala com dois sanduiches em mãos e me entregou um.

–Obrigada – eu disse sorrindo. Eu estava morta de fome, apesar de agora meu estomago estar dando voltas em nervoso. Mordi o sanduiche e ela sorriu para mim e caminhou em direção ao sofá sentando-se lá.                                                         

– Dinah – Ally chamou repreendedora e a loira levantou o olhar para ela  – Vamos deixa-las a sós – disse e Dinah deu de ombros voltando o olhar para a televisão – Dinah Jane. – Chamou mais uma vez.                                                                 

– Estou na minha casa, eu fico onde eu quiser. Se elas quiserem privacidade que procurem outro lugar. Eu estou cansada e não vou levantar. – disse sem tirar os olhos da televisão. – Além do mais, Camila vai nos contar tudo mesmo, não sei pra que privacidade. – Disse e Ally bufou caminhando em direção a mesma para falar algo, porém eu a parei.                                                                         

– Deixa ela Ally. Ela está cansada e irritada. Tudo bem – sorri terna. – Nós conversaremos no meu quarto – eu disse e ela assentiu.

Caminhei em direção a Lauren e avisei que subiríamos, ela assentiu e começou a subir na frente, quando pisei no quarto degrau, a Polinésia gritou.

– PORTA DESTRANCADA. SE EU OUVIR GRITOS OU QUALQUER COISA SUSPEITA EU SUBIREI, E NÃO TEREI PENA E ARREBENTAR A SUA CARA JAUREGUI –  Lauren parou olhando para ela e voltou a subir, eu a olhei e ela fez sinal dizendo que qualquer coisa estava ali, eu assenti e subi as escadas.

Quando terminei de subir as escadas, a garota dos olhos verdes estava parada em frente a minha porta de cabeça baixa me esperando. Meu coração acelerou assim que ela pôs seus olhos nos meus. Eu senti um frio na barriga e tive mais uma vez vontade de abraçá-la, mas ignorei essa vontade e abri a porta dando espaço para que ela entrasse.

As memorias da ultima vez que estivemos as duas aqui passou pela minha cabeça e eu respirei fundo e sacudi a cabeça para me livrar desses pensamentos.  Notei que ela ainda estava de pé perto da porta

– Senta. – eu disse baixo e apontei para a cadeira da minha escrivaninha

Ela caminhou e sentou-se de frente para mim. Ficamos em silencio por uma grande quantidade de tempo. Eu não sabia o que falar, eu não sabia como agir, então simplesmente fiquei a observando.

 – Eu sinto muito – ela disse quebrando o silencio e me olhando nos olhos. – eu não sei o que aconteceu comigo, eu sinto muito mesmo Camz. – ela disse e eu fechei os olhos.

Eu sentia falta dela me chamando assim, senti falta da voz dela e do cheiro dela.

– Eu nunca quis fazer aquilo. Eu só... Me perdoa por favor. – ela disse e seus olhos se encheram de lagrimas e aquilo fez meu coração apertar. – Eu não consigo Camila, não consigo ficar longe de você. Eu tenho medo que você encontre alguém melhor que eu, alguém que te faça mais feliz que eu. Eu tenho medo, por isso eu fico extremamente ciumenta. Eu nunca quis insinuar que você era uma vadia e menos ainda te agredir. Se eu pudesse voltar atrás, eu voltaria e mudaria tudo isso. – ela dizia desesperada e eu só a encarava incrédula.

“Alguém melhor que ela? Alguém que me faça mais feliz que ela? Ela esta louca.”  Eram as únicas coisas que eu pensava.

–Quantas vezes eu tenho que dizer que eu te amo Lauren? Que ninguém me faz mais feliz que você e que eu só quero você? – perguntei baixo e ela começou a chorar. – Você não confia em mim – eu disse baixinho – eu achei que confiava, mas não confia.                                                                                        

– Eu confio em você – ela sussurrou.                                                                                              

– Não Laur, não confia. Você sempre está preocupada de que eu vá te trocar. Você não confia em mim quando digo que só quero você. – eu disse e ela negou com a cabeça.                                                                                                    

– É em mim que eu não confio. Eu não sou boa suficiente para você. – ela disse e baixou o olhar.                                                                                                     

– Você deveria me deixar decidir se é ou não suficiente para mim, Lauren. Essa é minha decisão. Não sua. – eu disse e suspirei. – Você sempre foi suficiente para mim Lauren. Sempre, e então você partiu meu coração naquela noite. Não foi o tapa, o aperto ou essas coisas, me doeu foi o fato de você nunca me ouvir e sempre deixar seus ciúmes falar mais alto. Me doeu o fato de você realmente acreditar que eu queira alguém além de você, ou que eu tenho vontade de ir para a cama com qualquer um que me olhe. – eu dizia tudo e ela chorava cada vez mais.

Doía-me o fato de agora eu ter medo de cada reação dela, mas eu jamais diria isso a ela. Doía o fato de que agora a amizade com as meninas não seria mais a mesma. Tudo isso por seus ciúmes, mas eu não poderia dizer isso, ela ficaria mal e eu não gosto de vê-la mal. Talvez seu seja idiota, mas eu a amo e não suporto vê-la magoada.

– Desculpe – ela pediu em um sussurro e as lagrimas escorriam de seus olhos como rios. Ela começou a soluçar em desespero. – Des-culpe – pedia entre um soluço e outro – eu nun-ca quis partir seu c - coração.                                                            

–Shiii – eu pedi e a puxei para meu abraço – Shii, esta tudo bem Lo. Tudo bem. Você errou, mas todo mundo erra. Está tudo bem meu amor– eu dizia enquanto ela chorava. – Você fez algo ruim, mas não é uma pessoa ruim – eu dizia enquanto a apertava em meus braços.

 E então não existia mais mágoa, só existia a vontade de consolá-la e abraçar. Só existia eu e ela, sem cicatrizes, sem desconfianças e sem medo. E então eu soube que meu amor por ela era maior que tudo o que aconteceu nessa semana.

Eu a perdoei. 

E eu fiquei com raiva de mim por perdoa-la tão fácil.

 Eu sei que quando sairmos daqui, eu ainda terei medo, e as coisas ainda estarão as mesmas, mas meu coração não tinha mais magoa e isso era bom.

– Você me perdoa? – ela perguntou depois de alguns minutos que o choro havia cessado.                                                                                                               

– Eu já perdoei Lo. Já perdoei – eu disse e ela sorriu.                                                    

– De verdade? – questionou em duvida.                                                                          

– De verdade. – eu disse e sorri.                                                                                     

Ela tentou me beijar, mas eu virei o rosto fazendo com que ela beijasse minha bochecha. Ela me olhou confusa.                    

– Achei que tinha me perdoado. – ela disse confusa e eu sorri triste.                           

– E perdoei.                                                                                                                    

– Então...                                                                                                                         

– Você sabe que beijos significam algo para mim. Eu não quero beijar você agora por beijar. Eu estou com saudades de você e da sua boca e de tudo, mas não quero que seja assim. Nós estamos quebradas. – eu disse e ela suspirou assentindo.                                                                                                        

– Acha que vamos voltar? – questionou.                                                                             

– Não me lembro de termos terminado. – eu disse e ela sorriu largo. – Só, vamos com calma. Ok? – eu disse e ela assentiu.                                                        

– Tudo o que quiser Camz. – disse e beijou meu rosto.

Depois de algum tempo em silencio, eu decidi que seria melhor descermos, já que se eu ficasse mais tempo sozinha com ela eu não conseguiria me controlar e a beijaria, tamanha saudade que eu sentia. Mas eu não queria fazer isso nesse momento.

Quando chegamos ao andar de baixo, Vimos verônica e Dinah no sofá vendo um filme. Quando notaram nossa presença, a Loira logo se sentou e olhou cada parte exposta de meu corpo, como se quisesse analisar se não tinha nenhuma marca. Lauren abaixou a cabeça constrangida e eu segurei sua mão. Veronica sorriu e Dinah revirou os olhos, voltando à atenção para a televisão.

Eu sei que teria que conversar com a minha melhor amiga.

Ally apareceu na sala e olhou para nossas mãos, ela sorriu e disse que estava preparando algo para comermos e Normani estava a ajudando. Meu estomago roncou na hora o que a fez rir e voltar para a cozinha. Dinah me olhou novamente e me fez uma pergunta silenciosa, eu entendi o seu olhar e apenas confirmei de maneira sutil com a cabeça. Ela queria saber se eu estava bem. Sorri para ela e me aproximei. Lauren sentou-se em outro sofá e eu sentei ao lado da loira e suspirei. Ela passou o braço pelo meu ombro e eu me aconcheguei a ela fechando os olhos.

E então eu soube, ela apoiaria qualquer decisão minha, mesmo que ela não concordasse.

O tempo faria o melhor e colocaria cada coisa em seu devido lugar. E então tudo ficaria bem de uma forma ou outra. 


Notas Finais


Vou postar outro após esse. espero que gostem.
até já.


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