História Tantibus - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Policial, Serial Killer, Suspense
Visualizações 0
Palavras 1.456
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Policial, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


✝ Olá, amores. Antes de começar a história eu queria dar uns avisos aqui:

- Essa história, assim como os personagens e o lugar onde se passa são de autoria minha e completamente fictícios;

- Ainda não tenho uma data exata para postar os capítulos, então espero paciência enquanto me organizo;

- Tantibus (latim) - significado: pesadelo;

- Também está sendo postado no Wattpad (@ThaiJujuba);

- Desde já agradeço à todos ♡.

Beijos, Thai. ✝

Capítulo 1 - Prólogo


ED. CAELUM – RUA Nº 12

Santiago já havia cogitado a possibilidade de ir para casa diversas vezes enquanto esperava o elevador chegar. Mas ele havia prometido dar essa entrevista, então se manteve no lugar.

O elevador fez barulho e as portas se abriram. Esperou todas as pessoas saírem e fitou o grupo de pessoas que aguardavam com ele. Por um momento quis atrasar o bastante para que as portas se fechassem antes de entrar, mas era pontual demais para isso. Se fosse ter que fazer essa entrevista idiota, que a fizesse direito.

Assim que vazio, entrou no elevador e aguardou num canto perto da porta todos entrar. Olhou impaciente para o seu reflexo na parede do elevador, escutando uma música irritante tocando ao fundo. A porta se abriu; três pessoas desceram. A música irritante voltou. A porta abriu de novo; três pessoas saíram duas entraram. Quando ele teve certeza absoluta de que aquela música iria demorar a desgrudar de sua mente, a porta abriu novamente. Ele se apressou para sair.

Virou a direita no corredor, em direção aos números pares. 46, 48, 50... Ficou parado em frente à porta número 52. Diversos pensamentos passaram por sua mente antes de decidir bater.

A porta de madeira se abriu com um rangido. Um rosto pequeno e fino apareceu pela fresta da porta; olhos curiosos e sonolentos o fitaram.

- Pois não? – a garota parecia não ter mais que 16 anos.

- Santiago Lopez, prazer.

Imediatamente a porta foi aberta por completo e a figura pequena pareceu finalmente acordar.

- Sr. Lopez! Eu estava a sua espera. Por favor, entre. – ela deu um passo para o lado, abrindo caminho para ele passar. - Eu me chamo Maria. É um prazer conhecê-lo.

- O prazer é todo meu. - sorriu gentil.

O quarto era pequeno e terrivelmente bagunçado. As paredes tinham uma cor cinza desbotado que fazia com que o cômodo parecesse sem vida. Mas, em contraste com o apartamento monótono, a garota parecia um furacão. Empurrou roupas para um lado, pacotes de comida para outro e liberou o sofá.

- Sente-se, por favor. – ela lhe ofereceu um sorriso convidativo e com uma risadinha complementou – E não repara na bagunça.

Lopez sorriu educado e se acomodou como pôde no sofá de couro marrom. Observou a garota sumir atrás de um balcão em uma cozinha improvisada. Ela voltou segurando uma bandeja com duas xícaras e um pires com alguns biscoitos de polvilho.

- Aceita café? – empurrou a xícara fumegante em sua direção.

- Aceito sim, obrigado. – Santiago pegou a xícara olhando desconfiado para o líquido preto nela. Inspirou. O cheiro o atingiu como uma carícia.

Café era um de seus maiores prazeres e ele se derramava em deleite em apenas sentir seu aroma. Assoprou e experimentou um gole. O amargo tocou sua língua e todo seu corpo se acalmou. Não percebeu que estava tão tenso até sentir seus músculos relaxarem.

Santiago sempre gostou de aproveitar um bom café sem açúcar durante o trabalho, nos lanches e nas breves pausas que fazia, mas nessas últimas semanas ele havia se tornado cada vez mais dependente da cafeína e seu corpo estava começando a reagir a isso, não de um jeito bom. As bolsas ao redor de seus olhos demonstravam isso.

- Então, podemos começar? - a garota estava sentada em uma cadeira no lado oposto a mesa de centro à sua frente. Ela tomou uma postura séria. Colocou um gravador sobre a mesa e, pegou um bloco de anotações e uma caneta.

- Claro. - Santiago se endireitou no sofá, pousando a xícara de café.

- Bom, o senhor se sentirá mais confortável se eu lhe fizer algumas perguntas, ou prefere contar a história de seu ponto de vista?

- Me sentirei mais confortável se não me chamar de "senhor". Pode me chamar apenas de Santiago. - ele riu sem humor.

- Como preferir. - Maria sorriu. - Quer apenas contar como tudo aconteceu, Santiago?

- Sim, acho que é o certo. Mas não sei por onde começo exatamente. - coçou a cabeça perdido.

- Que tal me contar sobre como você acabou envolvido no incidente de 22 de dezembro?

Os olhos de Santiago perdem o foco.

Antes de ter que se mudar para Chancellor, Santiago trabalhava na delegacia de Munique, uma cidade grande na qual ele havia morado desde sempre. Sua infância estava marcada pelo seu sonho de se tornar um investigador.

Ele lembrava de Anna, a garota gentil da rua 4. O tipo de garota que iluminava o dia das pessoas com sorrisos e bom dias; era educada e gentil. Foi encontrada morta em sua casa revirada. Possível caso de latrocínio; roubo seguido de morte. O caos se alastrou por toda a vizinhança depois desse episódio de horror. Os vizinhos não confiavam mais em ninguém. O que antes era um bairro calmo, agora as pessoas tinham medo de sair de casa.

A polícia local investigou tudo "minusciosamente", procuraram por pistas e culpados. Duas pessoas foram acusadas e depois, soltas por falta de provas.

O bairro ficou em luto. Os policiais ainda não tinham ideia de quem tinha feito aquilo com a garota dos sorrisos. Então, um mês se passou. Em um piscar de olhos já era primavera e as investigações perderam a força.

Mais uma vítima, achada em um riacho. A moça da floricultura. A perícia anunciou que a causa da morte não havia sido afogamento e, sim, envenenamento. As únicas ligações entre ambos os casos, eram que as duas vítimas eram mulheres e que não foram encontrados nenhuma pista ou testemunha, portanto sem culpados.

Santiago havia apenas oito anos de idade, mas ele lembrava claramente daquele sentimento de frustração que o seguiu por mais dois anos e cinco assassinatos depois.

O último episódio do terror de Munique se passou em um verão. O céu estava limpo e a brisa era forte. Forte o bastante para espalhar o odor horrível que vinha de uma casa da rua 5. A casa de John, o homem do piquenique. Ele tinha seus trinta e poucos anos, mas aparentava ter pouco mais de vinte. Era quieto, mas simpático. Todos os sábados em que o clima estava bom, fazia piquenique no parque perto de sua casa. Contudo, naquele sábado ninguém o tinha visto, os vizinhos acharam estranho, mas deram de ombros e foram viver suas vidas. Até o cheiro insuportável de podridão ser carregado pelo vento.

A polícia foi chamada. Acharam não somente um corpo, mas dois.

Um deles era do rapaz; causa da morte: overdose de remédios. Ao lado de seu corpo encontraram uma carta. O papel dizia com uma letra quase ilegível: "Encontro vocês no inferno."

O outro corpo era de uma garota que havia desaparecido a alguns dias. Ela estava amarrada em uma sala secreta onde, também podia se encontrar fotos de várias garotas que foram mortas ou registradas como desaparecidas ao longo dos últimos três anos, inclusive a foto de Anna - que estava sorrindo.

- E isso foi o que te motivou a se tornar um investigador? - Maria parecia muito interessada na sua história de infância. E, Santiago, parecia estar muito mais empolgado do que deveria.

- Desculpa, acho que eu estou fugindo do foco principal da entrevista. - ele sorriu sem graça.

- De modo algum, eu amo ouvir histórias. E a sua, me parece bem interessante. - ela se inclinou em direção a Santiago.

Ele riu fraco.

- Bom, respondendo a sua pergunta: o que me motivou a ser investigador, não foi apenas o fato da polícia ter deixado dezenas de casos de feminicídio impunes, sem ao menos se esforçar para achar o culpado, mas também porque o culpado não teve o castigo que mereceu. Ele escapou da sua punição do modo mais covarde possível, tirando a própria vida. Eu prometi a mim mesmo que ia fazer esses criminosos pagarem por seus crimes, e só depois disso, eles iriam ser livres para morrer.

Santiago se esforçou para realizar seu sonho e tornou-se um investigador. Lidou com casos de assassinatos, roubos, fraudes e sequestros. Até ficar cansado da rotina.

Por ser uma cidade grande, ele não tinha descanso. Sempre tinha algum problema a ser resolvido o mais rápido possível. Quando teve uma oportunidade, pediu para ser transferido para uma delegacia menor.

Chancellor, uma cidade pequena a 3 horas de distância. Havia apenas uma delegacia no local, mas Santiago não viu porque negar.

Despediu-se de sua família e colegas de trabalho. Colocou as malas no porta-malas do Volvo e se preparou para seguir viagem.

Ele não era muito apegado às coisas. Sua cidade natal era apenas uma cidade. Sua família? Poderia visitá-los. Amigos? Não confiava nas pessoas o suficiente para chamá-los de "amigos". Santiago não se prendia a relacionamentos ou coisas materiais. Portanto, ele não fazia ideia de que sentiria tanta falta de sua rotina sem descanso ou que desejaria tanto voltar para sua normalidade.

Seu pesadelo estava à 3 horas de distância.


Notas Finais


Então, é isso!
Estou começando a faculdade agora, contudo foi deixar alguns capítulos já prontos e me organizar pra ter um dia certo de postar.
Bjos Thai ♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...