História Quando acontece. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Garotas, Lesbicas, Romance
Visualizações 308
Palavras 1.354
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Orange, Policial, Romance e Novela, Suspense, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Gente, é a primeira vez que tento uma história yuri, sejam legais comigo, please.

*Parcialmente revisado, aceitando criticas construtivas!

Capítulo 1 - A aposta.


– Olha, eu estou bem, é que aconteceram tantas coisas... – tento argumentar.

– Você não pode se prender ao passado para sempre! – Minha melhor amiga Laura já havia se irritado há algum tempo e andava inquieta de um lado para o outro à minha frente.

– Não é bem assim – respondi na defensiva.

– Lara! – ela praticamente gritou e eu me encolhi no banco onde estava. – A gente não se vê todos os dias e a única coisa que quero quando nos encontramos é que esteja bem, mas você com essa sua cara de enterro não me ajuda a achar que está tudo certo! – Laura não parecia estar feliz com nossa pequena discussão, mas também não aparentava estar disposta a abrir mão de me dar uma bronca.

– Mas eu não estou bem! – Levantei admitindo finalmente e olhando para os lados, desanimada.

– Ah, agora você resolveu falar a verdade, foi? – ela perguntou irônica.

– Pra mim também não é fácil! – falei tentando amenizar a situação. – Você acha que eu já não tentei? Eu não consigo! – decretei porque era mais do que um simples fato.

– Você não consegue ou não quer? – Percebendo minha expressão ainda mais desanimada, Laura suavizou o seu tom. – Olha, eu te entendo, só... Me preocupo. – ela falou se sentando e me levando consigo. Desviei meu olhar e procurei uma forma de fuga em todos os cantos daquela praça. – Só me promete que vai tentar de novo. Vai ter esse projeto lá na escola e eu queria muito que você fosse, queria te apresentar alguém.

A olhei e tive uma ideia.

– Vamos fazer assim – meu tom animado fez com que ela me olhasse arqueando uma das sobrancelhas, desconfiada. – Calma, não é tão sem noção quanto você deve estar pensando – disse e Laura revirou os olhos.

– O que é desta vez? – ela perguntou ainda parecendo estar com um pé atrás.

– Sabe esse banco aqui? – Apontei para onde estávamos sentadas e Laura fez um som nasal indicando que havia me entendido. – Segunda feira, quando eu estiver voltando da escola, vou escrever algo nele e ficar monitorando durante uma semana. Se alguém me responder até o prazo, eu vou nesse seu projeto escolar e tentar seguir em frente; mas, caso contrário, vai ter que esperar meu tempo, ok?

– Eu sabia o quanto aquela ideia era louca, e sabia também que realmente poderia me arrepender de tudo aquilo, mas não me custaria nada tentar.

– Não tem cabimento! – Minha amiga se levantou, exaltada. – Isso é no mínimo loucura! – Riu ironicamente. – Onde já se viu, escrever em um banco...

Começou a murmurar algo baixinho.

– Sabe que isso, para mim, é só mais uma forma de fugir do assunto temporariamente, não é? E sabe também que uma hora ou outra irei desistir de contrariar você, então o que custa apostar comigo dessa vez? – perguntei estendendo a mão e ela pareceu pensar no assunto.

– Não sei por que aceito entrar nessas suas furadas – respondeu revirando os olhos e aceitando meu aperto de mão.

– Por que minhas furadas são as melhores que existem! Admita, isso é no mínimo muito criativo – falei sorrindo.

– Isso eu admito, mas não vai funcionar. Vou dar um jeito de te fazer ficar melhor, sabe disso, não sabe? – ela perguntou parecendo querer me lembrar.

– Vai dar um jeito, é? – perguntei, maliciosa.

– Não desse jeito! – E, após me empurrar para longe, sorriu para mim. – Você não tem jeito mesmo. – balançou a cabeça negativamente e, quando ia falar algo, seu telefone tocou e Laura se afastou para atendê-lo.

Fiquei observando-a gesticular ao conversar com alguém no telefone e acabei por lembrar do dia em que nos conhecemos. Nós discutimos por algum motivo, mas depois nossa amizade só cresceu e agora ela sabia quando eu não estava bem sem que ao menos precisasse falar. De certa forma, Laura se parecia comigo não só em sua personalidade mas em sua aparência também, seus cabelos castanho claro levemente encaracolados caídos sobre o ombro davam um belo contraste com seus olhos escuros. Ela era um pouco mais alta que eu e me dava nos nervos quando se gabava por isso. Já chegaram a nos perguntar se éramos gêmeas e até fazíamos trocadilhos com isso mesmo eu não achando que nos parecíamos tanto assim.

Sorri involuntariamente pensando em quantas vezes já tivemos aquela mesma discussão sobre seguir em frente. Era algo que eu realmente queria fazer e confesso que às vezes não fazia só para irritá-la um pouco. Entretanto, parte de mim não sabia se conseguiria realmente.

– Preciso ir – Laura falou voltando para mim.

– É, realmente está ficando tarde – olhei para o céu percebendo enfim que já estava anoitecendo. – Queria muito poder te ver todos os dias de manhã como antes... – falei desanimada.

– Eu até poderia ficar mais um pouco, mas chegaria atrasada no curso.

Ponderou a possibilidade.

– Não precisa, não quero que se atrase – disse mesmo me perguntando por que alguém teria curso sábado à noite. – E minha mãe já deve estar esperando por mim, não quero encrenca – completei sabendo que provavelmente o que eu disse não era verdade, mas, sem algum motivo real, minha melhor amiga não iria desistir de se atrasar.

– Tudo bem, então. Você tem uma semana – me lembrou da aposta e eu revirei os olhos. – A partir de segunda. – Piscou para mim e ajeitou sua mochila.

– E, olha, não vale vir aqui e responder você mesma ou mandar alguém fazer isso, viu! – A analisei e ela sorriu de lado.

– Eu nem pensei nisso – sua ironia se tornou perceptível.

– Prometa – mandei com o cenho franzido.

– Vou me ofender desse jeito, está duvidando de mim? – perguntou fingindo estar afetada.

– Prometa! – Continuo decidida.

– Tá. – Laura revirou os olhos e estendeu o dedo mindinho em minha direção. Entrelacei nossos dedos e em seguida cada uma deu um beijo em sua própria mão ainda com os dedos conectados. – Acha mesmo que eu seria capaz de fazer isso? – perguntou se levantando de onde estávamos sentadas e começando a andar.

– Claro – falei e Laura sorriu.     

– É, você realmente me conhece. – E, com essa declaração, a encarei desacreditada.

– Que horror! – falei alto e dei alguns tapinhas em seu braço. – Você é ridícula! – a insultei quando a vi começar a rir.

– A ridícula que você ama – disse convencida.

– É, isso eu não posso negar. – Sorri carinhosa.

Nos despedimos e fui caminhando lentamente para casa. Não queria voltar, o clima lá não estava muito bom desde o fim do ano passado, uma longa história que não estava com cabeça para relembrar no momento. Observei a paisagem ao meu redor, era um percurso até longo para chegar em casa, morava em um lugar de classe média. Não tinha luxo como alguns bairros do centro, mas era agradável ao meu ver. Vivia em um bairro simples, estudando em uma escola pública e me esforçando ao máximo para ter um futuro melhor. Tinha bons amigos e problemas familiares. Enfim, uma vida normal.

Uma rajada de vento frio veio contra mim e eu me encolhi um pouco, maldizendo por não ter pegado o casaco quando saí mais cedo. Cheguei em casa tremendo de frio, minha mãe assistia algum filme na televisão e meus irmãos haviam saído, então fui direto para o quarto tentando evitar qualquer tipo de discussão e ajeitei minha cama para tentar dormir.

O que a Laura me falou havia ficado na minha mente. Talvez eu não quisesse realmente, mas tinha que tentar. Comecei a pensar nas possibilidades do que poderia acontecer a partir de segunda feira e me peguei realmente ansiosa para escrever naquele banco, o que era algo realmente sem cabimento já que essa era uma ideia muito louca. Mas a mente de pessoas com partes do mapa astral em peixes é foda, viu?

Até tentei lutar contra todas as expectativas, mas acabei ficando perdida em pensamentos até finalmente adormecer.

Para resumir o meu domingo eu usei somente uma palavra: “monótono”. É a palavra certa. Passei o dia alternando entre assistir e ler alguma coisa, estava ansiosa para que chegasse logo a segunda feira e por isso me parecia que o tempo estava passando relativamente mais devagar. Antes de dormir, aqueles pensamentos me invadiram mais uma vez. E, nessa ocasião, não tentei lutar contra eles.


Notas Finais


Então, é isso ai!


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