História Quando acontece - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Garotas, Lesbicas, Romance
Visualizações 12
Palavras 1.362
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Orange, Policial, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Gente, é a primeira vez que tento uma história yuri, sejam legais comigo, please.

Capítulo 1 - A aposta.


- Olha, eu estou bem, é que aconteceram tantas coisas... – Tentei argumentar.

- Você não pode se prender ao passado para sempre! – Minha melhor amiga já havia se irritado a algum tempo e andava inquieta de um lado para o outro a minha frente.

- Não é bem assim. – Respondo na defensiva.

- Lara! – Ela praticamente gritou e eu me encolhi na banco onde estava. – A gente não se vê todos os dias e a única coisa que quero quando nos encontramos é que esteja bem, mas você com essa sua cara de enterro não me ajuda a achar que está bem! – Ela não estava feliz com nossa pequena discussão, mas também não queria abrir mão de me dar uma bronca.

- Mas eu não estou bem! – Levantei admitindo finalmente e olhando para os lados desanimada.

- Ah, agora você resolveu falar a verdade, não é? – Ela perguntou irônica.

- Pra mim também não é fácil! – Falei me levantando. – Você acha que eu já não tentei? Eu não consigo! – Decretei como se isso fosse mais do que um simples fato.

- Você não consegue ou não quer!? – Percebendo minha expressão ainda mais desanimada Laura suavizou o seu tom. – Olha, eu te entendo, só... Me preocupo. – Ela falou sentando e me puxando para sentar ao seu lado. Procurei uma forma de fuga em todos os cantos daquela praça. – Só me promete que vai tentar de novo, vai ter esse projeto lá na escola, e eu queria muito que você fosse, queria te apresentar alguém. – A olhei e tive uma ideia.

- Vamos fazer assim. – Meu tom animado fez com que ela me olhasse arqueando uma das sobrancelhas desconfiada. – Calma, não é tão sem noção quando você deve estar pensando. – Propus e ela revirou os olhos.

- O que é dessa vez? – Ela perguntou ainda parecendo estar com um pé atrás.

- Sabe esse banco aqui? – Apontei para onde estávamos sentadas e ela fez um barulho nasal indicando que havia entendido. – Segunda feira quando eu estiver voltando da escola vou escrever algo nele e ficar monitorando durante uma semana, se alguém me responder até o prazo eu vou nesse seu projeto escolar e tento seguir em frente, mas caso contrário, vai ter que esperar meu tempo, okay? – Eu sabia o quanto aquela ideia era louca, e sabia que realmente poderia me arrepender de tudo aquilo, mas não me custaria nada tentar.

- Não tem cabimento! – Ela levantou exaltada. – Isso é no mínimo loucura! – Ela riu ironicamente. – Onde já se viu, escrever em um banco... – Ela começou a murmurar algo baixo.

- Sabe que isso para mim é só mais uma forma de fugir do assunto temporariamente, e sabe também que uma hora ou outra irei desistir de contrariar você, então o que custa você apostar comigo dessa vez? – Perguntei estendendo a mão e ela pareceu pensar no assunto.

- Não sei por que aceito entrar nessas suas furadas. – Ela respondeu revirando os olhos e aceitando meu aperto de mão.

- Por que minhas furadas são as melhores que existem! Admita, isso é no mínimo muito criativo. – Falo sorrindo.

- Isso eu admito, mas isso funcionar, vou dar um jeito de te fazer ficar melhor, sabe disso, não sabe? – Ela perguntou parecendo querer me lembrar.

- Vai dar um jeito é? – Perguntei maliciosa.

- Não desse jeito! – E me empurrando para longe sorriu para mim. – Você não tem jeito mesmo. – Balançou a cabeça negativamente e quando iria falar algo seu telefone tocou e ela se afastou para atender. Fiquei observando-a gesticulando ao conversar com alguém no telefone, lembrei do dia em que nos conhecemos, nós acabamos discutindo por algum motivo, mas depois nossa amizade só cresceu e agora ela sabia quando eu não estava bem sem que ao menos precisasse falar. Ela de certa forma se parecia comigo, não só em sua personalidade, mas em sua aparência também, seus cabelos castanho claro levemente encaracolados caídos sobre o ombro davam um belo contraste com seus olhos escuros, ela é um pouco mais alta que eu, e me dá nos nervos quando se gaba por isso, já chegaram a nos perguntar se éramos gêmeas e até fazíamos trocadilhos com isso mesmo eu não achando que nos parecíamos tanto assim. Sorri involuntariamente pensando em quantas vezes já tivemos aquela mesma discussão sobre seguir em frente, era algo que eu realmente queria fazer, confesso que as vezes não o fazia só para irrita-la um pouco, mas parte de mim não sabia se conseguiria realmente.

- Preciso ir. – Ela falou ficando de pé a minha frente.

- É, realmente está ficando tarde. – Olhei para o céu e percebi que já estava anoitecendo. – Queria muito poder te ver todos os dias de manhã como antes... – Falo desanimada.

- Eu até poderia ficar mais um pouco, mas chegaria atrasada no curso. – Ela ponderou a possibilidade.

- Não precisa, não quero que se atrase. – Falo mesmo me perguntando por que alguém tem curso sábado à noite. – E minha mãe já deve estar esperando por mim, não quero encrenca. – Completo, provavelmente isso não era verdade, mas sem algum motivo real ela não iria desistir de se atrasar.

-Tudo bem então, você tem uma semana. – Ela me lembrou da aposta e eu revirei os olhos. – A partir de segunda. – Ela piscou para mim e ajeitou sua mochila.

- E olha, não vale vir aqui e responder você mesma, ou mandar alguém fazer isso, viu! – A analisei e ela sorriu de lado.

- Eu nem pensei nisso. – Sua ironia era perceptível.

- Prometa. – Mandei com o cenho franzido.

- Vou me ofender desse jeito, está duvidando de mim? – Perguntou fingindo estar afetada.

- Prometa! – Continuei decidida.

- Tá. – Ela revirou os olhos e estendeu o dedo mindinho em minha direção, entrelacei nossos dedos e em seguida cada uma deu um beijo em sua própria mão ainda com os dedos conectados. – Acha mesmo que eu seria capaz de fazer isso? – Perguntou quando levantei e começamos a andar.

- Claro. – Falei e ela sorriu.

- É, você realmente me conhece. – E com essa declaração a olhei desacreditada.

- Que horror! – Falei alto e dei alguns tapinhas em seu braço. – Você é ridícula! – A insultei quando a vi começar ar rir.

- A ridícula que você ama. – Falou convencida.

- É, isso eu não posso negar. – Sorri carinhosa, nos despedimos e fui caminhando lentamente para casa, não queria voltar, o clima lá não estava muito bom desde o fim do ano passado, uma longa história, pretendo contar a vocês, mas não agora. Observei a paisagem ao meu redor, era um percurso até longo para chegar em casa, morava eu um lugar de classe média, não tinha luxo como alguns bairros do centro, mas era agradável ao meu ver. Eu vivo em um bairro simples, estudando em uma escola pública e me esforçando ao máximo para ter um futuro melhor, tenho bons amigos e problemas familiares, enfim, uma vida normal.

Uma rajada de vento fria veio contra mim e eu me encolhi um pouco maldizendo por não ter pego o casaco quando sai mais cedo. Cheguei em casa tremendo de frio, minha mãe assistia algum filme na televisão e meus irmãos haviam saído, fui direto para o quarto tentando evitar qualquer tipo de discussão, ajeitei minha cama e tentei dormir, o que a Laura me falou havia ficado em minha mente, talvez eu não quisesse realmente, mas tinha que tentar, comecei a pensar nas possibilidades do que poderiam acontecer a partir de segunda feira, e me peguei realmente ansiosa para escrever naquele banco, o que era algo realmente sem cabimento, já que era uma ideia tão louca, mas mente de pessoas com partes do mapa astral em peixes é foda viu, até tentei lutar contra todas aquelas expectativas, mas acabei ficando perdida em pensamentos até finalmente adormecer.

Para resumir o meu domingo eu usaria somente uma palavra, “monótono” é a palavra certa, passei o dia alternando entre assistir e ler alguma coisa, estava ansiosa para que chegasse logo segunda feira, e por isso me pareceu que o tempo passou relativamente mais devagar, antes de dormir aqueles pensamentos me invadiram mais uma vez e dessa vez não tentei lutar contra eles.


Notas Finais


Então, é isso ai!


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