História Tão frágil quanto vidro - Amor Doce - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Bia, Boris, Castiel, Charlotte, Dajan, Dakota, Debrah, Iris, Jade, Kentin, Kim, Leigh, Letícia, Li, Lynn, Lysandre, Melody, Nathaniel, Nina, Priya, Professor Faraize, Professora Delanay, Rosalya, Senhora Shermansky, Thomas, Viktor Chavalier, Violette
Tags Alexy X Kentin, Amor Doce, Armin, Castiel, Colegial, Docete X Armin, Docete X Lysandre, Lysandre, Nathaniel, Romance, Yaoi
Visualizações 41
Palavras 2.294
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - O cachecol


O dia amanheceu com um friozinho gostoso semelhante ao da madrugada, a diferença era que ele duraria toda a manhã. Por esta razão, Lindsey acabou se esquecendo de acordar, a simples sensação de dormir embrulhada numa coberta quente enquanto respirava ar gelado a fazia desligar do mundo. E acabou sobrando para Viktor acordá-la.

- Lindsey... - Ele chama com a voz suave, ainda escorado na porta.

A ruiva continuou intacta, nenhum sinal de movimento, a não ser o que deduzia que ela estava respirando. Se aproximou da beliche e a chamou novamente.

Sem resposta, apenas um longo suspiro. Em seguida, ele senta ao lado dela e balança seu ombro de leve, chamando-a outra vez, que ao invés de responder, cobriu o rosto com o travesseiro e perguntou:

- Que foi?

- Levanta, senão vai perder o horário.

- Hmm... eu não quero ir pra escola hoje...

- Por quê?

- Porque não...

- Ah, você vai! - Ele joga o travesseiro no chão.

Lindsey encara Viktor de braços cruzados.

- E quem vai me obrigar?

Ele a prensa na cama, Lindsey arregala os olhos e cora fortemente.

- Eu vou. - Após estas palavras, abre um sorriso malicioso.

- O que você vai fazer...? - Ela pergunta, nervosa.

- Eu? Nada...

Viktor levantava devagar a aba do babydoll, Lindsey se debateu tentando impedi-lo, mas ele foi ágil o bastante para imobilizar seus braços na parede, deixando a barriga amostra. Ele não fez questão de abaixar o short.

- Viktor... isso não tem graça...

- Não está na hora de você rir. Já já estará.

- Como você acha que eu posso rir disso?!

Viktor começou a fazer cócegas em Lindsey, que ria feito louca, pedindo desesperadamente para que ele parasse.

- Você deveria analisar seus atos antes de falar!

Lindsey consegue se soltar e o empurra para ficar encima dele, mas acabam caindo no chão, dizendo um Ai! uníssono.

- Badalhoca! - Exclamou ela.

- Amo você também...

Ambos levantaram, Lindsey vai diretamente até seu guarda-roupa, abre e coloca as mãos na cintura.

- Acho que vou me atrasar... - Afasta os cabides.

- Não sabe o que vestir? - Se aproxima com as mãos nos bolsos.

- Exatamente.

- Deixe-me ver - Ele vasculha o imóvel com rapidez.

Pouco a pouco, Viktor entregava peça por peça para Lindsey. Ela se trocava ali mesmo sem nenhum constrangimento, usando o conceito Biquíni comparado à  lingerie, inventado por ela mesma.

 

Me ver de biquíni na praia, é a mesma coisa de me ver de lingerie em casa.

 

Resultado:

Cachecol vermelho por cima de um suéter cinza e uma jaqueta de couro preto, calça skinny também preta, luvas de motoqueiro da mesma cor e botas de plástico vermelho.

- Então... - Segura os ombros de Lindsey e a coloca de frente para o espelho. - gostou?

Ela solta um riso meio abafado, impressionada com o que Viktor havia feito, depois o abraça, e dá um beijo demorado nele.

Não, eles não são namorados, seriam se gostassem assim um do outro. Seis meses antes de Viktor viajar, ele se declarou para Lindsey, e no final os dois acabaram se beijando, um beijo longo e de língua. Mas logo entenderam que nunca dariam certo. Sentiam sim um carinho em comum, e se aquilo se transformasse num relacionamento duplicaria, caso terminassem seria cada um pro seu lado e meses sem contato. Pensando nisso, decidiram apenas trocar selinhos entre si.

Maduros, não?

Viktor parou de nutrir esse sentimento por Lindsey depois de um ano, havia ficado no passado, virado paixonite de criança.

E ainda que se considerem irmãos, os dois mantêm uma amizade colorida, sem sexo ou um "eu te amo" várias vezes ao dia. Apenas selinhos, e raramente um beijo de verdade.

 

Após alguns segundos, eles param.

- Gostei... - Ela sussurra.

- Nossa... - Ele diz meio atordoado - Você andou treinando?

- Não, só faz tempo que isso não acontece.

- E esse tempo todo você fez uma pós-graduação pra chegar a esse nível?

- Hmm, engraçadinho... - Dão um selinho e Lindsey pega seu capacete e chave, saindo do quarto. - Deu comida pro Gaster?

- Dei.

Lindsey monta na moto e segue caminho, e Viktor a observa desaparecer no horizonte.

...

- Filho, com calma! Você vai engasgar!

Nathaniel está sentadoca mesa na companhia de Lysandre e Josiane. Vestiu as roupas que Ambre havia lhe trazido e guardou na mochila o que havia usado no dia anterior, talvez Lysandre quisesse perguntar onde ele a tinha arranjado, se não estivesse ocupado demais metendo de uma vez o seu café da manhã na boca.

- Desculpe - Disse, assim que terminou de mastigar -, mas hoje é dia de visita. - Se enche de comida novamente.

Não era surpresa que Nathaniel tenha estranhado, Lysandre aparentava ter mais modos.

- Por isso, chamei um táxi pra você. Agora, por favor, devagar. - Pediu Josiane.

A mãe dava instruções ao filho para que ele voltasse a comer normalmente.

- Está mais calmo? - Ela perguntou.

Lysandre confirma com a cabeça, servindo-se com uma xícara florida de café.

- Desculpe se eu estiver sendo intrometido, mas de que visita tanto falam? - Indagou Nathaniel.

Depois de um bom gole, o platinado respondeu.

- Meu pai está internado, por causa de um problema respiratório. É raro ele poder ser visitado, sempre melhorando e piorando a cada momento.

- Ah... sinto muito...

- Não sinta, a culpa não é sua. - Leva sua louça até a pia.

Mal ele largou os pratos e um carro buzinou. Lysandre da um beijo rápido na testa da mãe e um tampinha no ombro do representante, dizendo tchau e saindo com pressa.

Os outros dois não puderam deixar de rir.

Nathaniel lavou a louça depois do desjejum, Josiane insistiu em dizer que não era necessário ele se incomodar, mas o loiro conseguiu convencê-la de que gostava de fazer as coisas e que aquilo era uma simples gentileza, no final fizeram outras tarefas e bateram um papo. Ele agradeceu pela hospitalidade e seguiu rumo ao colégio.

...

Lindsey estacionou no Starbucks sedenta por cafeína, precisava disso e muito. O sono tomava conta, achou melhor pedir rápido. Nem se deu ao trabalho de escolher uma mesa, sentou num dos banquinhos da bancada de alimentos.

- Bom dia. Qual o seu pedido? - Perguntou a garçonete.

- Bom dia. Pode me trazer um capuccino bem forte?

- Dobre o pedido por favor. - Alguém diz, sentando num banquinho também.

- Daqui alguns minutos está pronto. Com licença. - A garçonete, na qual o crachá a identificava por Letícia, se retira com um enorme sorriso nos lábios.

Lindsey olha para o rapaz e diz:

- Tá bom, quem é você e o que fez com o Armin?

Ele ri.

- Depende do que você se refere.

- Você não está segurando o seu console, e nem usando aquelas roupas que te assemelham a um riquinho metido à besta.

- Riquinho?

- Lenços fazem isso comigo.

Armin riu novamente.

- Tenho que concordar com isso. Mas respondendo a sua pergunta, o Alexy escondeu o meu console e disse que só devolveria se eu passasse a comprar minhas roupas por mim mesmo. Agora tô aqui, vestido como um gamer que faz vídeos pro YouTube.

- A segunda parte eu não sei, mas a primeira te define.

- É verdade. - Ele sorri.

Minutos depois, o pedido chega junto com a conta. Enquanto Lindsey pagava a conta, Letícia se esforçava para segurar o riso.

Armin estava tomando o capuccino dela pelo canudinho.

- Ei!

Os três caíram na gargalhada.

- Toma. - Armin arrastou sua xícara para perto de Lindsey.

...

George Lafayette

Hora do óbito: 7:05 AM

Falência pulmonar

...

Acabou que os dois foram juntos para a escola, Lindsey tinha outro capacete no banco da moto, por que não? O Starbucks era longe de Sweet Amoris e Armin certamente cairia no chão na metade do caminho.

- Valeu pela carona Lindsey. - Ele disse, lhe devolvendo o capacete.

- Imagina... Ah! Quando achar o Alexy me avisa, preciso falar com ele.

- Aviso sim.

- Falou. - Dirigiu até o estacionamento.

Armin permaneceu ali, imóvel, seguindo-a com o olhar. Respirou fundo e fitou o chão.

E logo deu de cara com ele.

- Ai! - Afaga sua cabeça. - Qual o problema de vocês?! - Exclamou.

Alexy e Rosalya eramos vocês, ignoraram a pergunta de Armin e saíram saltitando e cantando "Armindsey" feito dois retardados. Levantou tirando a poeira da camiseta, cobriu o ferimento com a touca e entrou como se nada tivesse acontecido.

- Armin!

O garoto travou na hora, era a voz de Lindsey, lembrou do seu machucado e tentou esconde-lo mais, então finalmente virou.

- Ahm... - Nada saiu de sua boca.

- Quando foi que você arranjou isso? - Ela tirou a touca dele com cuidado, Armin apertou os olhos de dor - E tá bem feio. Não foi só um arranhão.

Ele pôs a touca novamente. Sem dizer nada, Lindsey o puxou para algum lugar, Armin só percebeu que estaria na enfermaria quando ela abriu a porta, e sem pensar direito entrou, parando justamente ao lado do sofá.

- Senta aí. - Disse ela, se dirigindo a bancada.

- Você... não precisa fazer isso...

Lindsey colocou as mãos na cintura e suspirou, olhando-o por cima do ombro.

- Acho que você não entendeu... - Se aproxima e põe as mãos nos ombros dele. - Eu disse... - Sentou-o no sofá e ajeitou suas pernas ao redor da cintura do gêmeo. - senta... aí...

Mesmo sendo um pouco pervertido de vez em quando, Armin corou, tanto que a qualquer momento suas bochechas poderiam pegar fogo. Aquele olhar alegre e sereno ganhou um ar desafiador em questão de segundos. Nem sequer mediu esforços para analisar seus atos, segurou a cintura de Lindsey ainda que meio receoso. Ela viu, mas deixou as mãos dele lá, dando-lhe um beijo no rosto e outros dois no pescoço.

Armin gemeu baixinho entre um suspiro, apertando as coxas dela de leve.

- Você vai ficar quieto? - Ela pergunta no mesmo tom do gemido de Armin.

- Uhum...

Ela encosta sua testa na dele.

- Vai? - repete.

- Vou...

Lindsey mordeu o lábio inferior de Armin, depois disso ele não resistiu. Abraçou a cintura dela usando apenas um braço, a outra mão entrelaçou os dedos nos cabelos da garota, aproximou seus lábios um do outro num beijo cheio de desejo. Armin explorava cada canto da sua boca com vontade, talvez levasse um tapa na cara depois, mas precisava daquele beijo, e não podia ser de uma pessoa qualquer. Tinha que ser dela!

As mãos bobas de Armin por pouco não agarraram os seios da ruiva. Foi deitado no braço do sofá ainda aos beijos.

Pararam por culpa do oxigênio. Zangou-se por ter que voltar a respirar e parar o beijo, ele queria mais.

- Você beija bem... - Sorri, sai de cima dele e retorna para a bancada.

Ele não sabia o que dizer  depois daquilo, aconteceu mesmo? Quebrou o silêncio perguntando:

- Você fez de propósito?

- VOCÊ me beijou.

- E você retribuiu.

- Não gostou? - Olhou-o de relance.

Armin demorou responder.

- Eu não disse isso.

- Mas foi o que pensou dizer?

Ele queria dizer não, mas não conseguiu, e isso a fez rir.

- De qualquer forma, eu não vim aqui pra ficar parada enquanto você me beija. - Sacudiu um frasco de remédio, sentou ao lado dele e molhou a barra do cachecol.

Armin segurou o pulso se Lindsey quandl a mão dela se dirigia ao corte do mesmo.

- O que foi? - Ela perguntou.

- Você... não precisa sujar meu cachecol por minha causa...

- Ninguém vai notar vermelho no vermelho - Sorriu observando a mão de Armin, depois o olhou debaixo para cima. -, e... não havia outra coisa que eu pudesse usar no lugar disso...

Devagar, ela o fes largar seu pulso. E antes de começar a limpar o sangue, alertou:

- Isso vai arder.

Quando o tecido encobriu a ferida, Armin estremeceu, e Lindsey sussurroy um "Desculpa". Limpava com cuidado e calma.

E Armin? Todo bobo, ainda pensando no beijo.

-  Não tem marca de batom rosa na minha boca, né? - Indicou os lábios rindo um pouco, formando uma interrogação nas sobrancelhas.

- Não passo batom rosa. - E deslizou os dedos nos lábios para provar.

Então a boca dela era rosada naturalmente? Armin não podia achar aquilo mais excitante.

Saíram da enfermaria em silêncio e caminharam lentamente pelo corredor vazio, havia somente os dois ali, sozinhos.

- Aí... - Disse Lindsey, timidamente. - Desculpa por aquele showzinho hoje, não vai mais acontecer...

Armin coçou a nuca.

- Eu acho que não é isso... que eu quero que aconteça... - Corou levemente.

Agora a vontade que tinha era bater várias vezes a cabeça na parede. O que deu nele para falar isso? Era apenas o segundo dia que via Lindsey e já estava planejando casamento?

- E vai fazer o que a respeito disso? - Ela perguntou.

Quase que instantaneamente, Armin segurou Lindsey pelo braço e a prensou contra um armário, assustando-a. Ele estranhou-a por reagir assim, ela parecia tão segura há alguns minutos atrás.

Mas para Lindsey era normal,ela sempre reagia assim quando um homem tomava iniciativa sobre a mesma, ou melhor, comandava.

- Feche os olhos... - Disse ele calmamente.

- Pra quê? - Perguntou Lindsey, tentando manter a pose.

- Quero fazer uma coisa...

- E que coisa é ela que eu não posso fazer de olhos abertos?

Armin segurou o queixo de Lindsey e elevou seu rosto.

- Porque isso a gente faz de olhos fechados...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...