História Tão Frio - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Animais, Criaturas, Drama, Planetas, Poderes, Reinos, Revelaçoes, Romance
Visualizações 4
Palavras 4.293
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá.
Está estória e de minha autoria e está já está escrita, então eu vou postando os capítulos e estou escrevendo o segundo.
Já peço desculpa se encontrarem algum erro, eu geralmente reviso, mas acabo deixando passar algo.
Agradeço desde já pela leitura.
Tenha uma boa leitura.

Capítulo 1 - Desastre


Charlotte Clark Bayer

Minha mãe Cerys diz que o planeta Terra é lindo e nesse fato eu tenho que concordar com ela. Ela diz que o dono ou dona daquele planeta não sabe a sorte que tem e nesse fato eu não concordo.

Eu moro em um planeta chamado Planeta Evif, esse planeta é divido em 5 partes e dessas partes apenas 4 são Reinos. O Reino de Fogo, Reino de Gelo/Água, Reino de Ar e o Reino da Terra. A quinta parte não é um Reino e sim um centro que nós chamamos de Capital.

O Reino que eu pertenço é Reino de Gelo. Minha mãe Cerys é Rainha e minha tia Eerys é Duquesa e braço direito da minha mãe. As pessoas do planeta quando completam uma certa idade são enviadas ao Centro, onde descobrem qual Reino vai pertencer e existe o caso dos Raros. As pessoas chamadas de Raras são as pessoas que conseguem dominar os 4 poderes dos elementos e mais um poder que é diferente e esse poder diferente só aparece com muita força com muito tempo de treino e por isso essas pessoas acabam ficando no centro. Minha mãe diz que esse tipo de poder ser bom como pode ser muito ruim, minha avó Kirsty acabou escolhendo o lado ruim e o Conselho de Mestres tiveram que decidir o futuro da minha avó e decidiram matar ela.

O Conselho de Mestres envolve os Reis, Rainhas, Guardiões, 5 Mestres do Centro e o Grande Mestre. Lá eles decidem o futuro de todos no planeta e decidem o que é melhor para as pessoas do planeta e foi em uma reunião entre eles no ano passado que eles decidiram matar a minha avó e colocar minha mãe para assumir no lugar de Rainha. Cada Rei ou Rainha podem decidir quais são as leis de seu Reino e minha avó era muito rigorosa com a leis que ela criou, algumas dessas leis eram cumpridas com a pena de morte e com a morte da minha avó e minha mãe no Trono de Gelo muitas dessas leis deixaram de existir.

Outro fato bom e importante é que os Raros são premiados com um planeta, não é os Raros que escolhem o planeta e sim o planeta que escolhe o Raro. Minha avó foi premiada com um planeta que eu não me lembro qual era. Eu lembro muito era ela reclamando que o planeta era ruim e as pessoas do planeta era inúteis e não aceitavam uma líder, eu sempre ria toda vez que ela falava isso até o dia que ela congelou o planeta completamente e o destruiu em pedaços matando as pessoas que habitavam o planeta.

Eu agradeço por fazer parte do Reino de Gelo e não ser uma Rara assim eu não teria que tomar decisões tão difíceis e ter uma vida complicada.

― Lottie. ― Eu fui tirada dos meus pensamentos quando o Aidan entrou no meu quarto. ― No que você tanta pensa?

― Na vida. ― Ele chegou perto da minha cama e pegou a pequena bola azul que representa o Planeta Terra. ― A vida seria fácil se eu fosse uma Guardiã igual a você.

― Com certeza você não pode ser uma Guardiã. Isso não é função para você.

― Por que? ― Ele colocou a espada do lado do corpo e sentou do meu lado na cama.

― Porque você tem a Síndrome Kirsty, por enquanto você tem a beleza dela só falta a personalidade.

― Eu não sou má.

― Quando e questão de justiça você é muito mais que má, você praticamente incorpora a sua avó. ― Isso eu concordo. ― É tão bonito. ― Ele falou girando a bola na mão.

― Verdade.

― Eu tenho vontade de conhecer esse planeta. Deve ser muito maravilhoso como sua mãe sempre diz.

― Eu não tenho vontade de ir, as coisas nesse planeta mudaram. Dizem que o planeta Terra está cheio de pessoas com poderes, eu tenho pena do dono da Terra, vai sofrer para colocar ele em ordem.

― Eles não precisam desse tipo de ordem, eles precisam aceitar todos como são.

― Você e sua mania de ver um lado bom em todos.

― Chega desse papo. Vamos?

― Para onde?

― Sua mãe e sua tia querem você na sala do Trono.

― Com certeza vai ser alguém que fez alguma coisa muito ruim.

― Mas você tem que está presente, um dia quem vai governar isso tudo é você.

― Prefiro que esse papel passe para minha tia.

― Acho que ela também não vai aceitar. Agora vamos Lottie. ― Ele colocou a bola parecida com a Terra  no lugar e levantou da cama.

― Vamos. Só espero que não seja nada grave. ― Eu levantei e acompanhei ele.

― Então já pensou na proposta da sua mãe?

― Já.

― Vai ou não?

― Não. Eu não quero ir para a Terra.

― Você não sabe a chance que está perdendo. Quem sabe o amigo dela pode te ajudar.

― Primeiro eu não quero ir, segundo o Elliot não é amigo da minha mãe ele é filho do Senhor Harrison que é o amigo da nossa Rainha e terceiro eu não preciso de ajudar nenhuma. ― Nós chegamos na sala e eu parei. ― Não faça besteiras Charlotte Bayer. ― Falei para mim mesma

― Pode deixar que qualquer coisa eu vou impedir você. ― Ele colocou a mão no meu ombro e nós entramos completamente na sala e eu encontrei o criminoso de costas, o Aidan passou por ele e ficou do lado do Trono da minha mãe e da minha tia.

― Vamos começar. ― Eu parei do lado do criminoso e fiquei observando. ― Charlotte venha. ― Minha tia esticou a mão na minha direção e eu fiz um gesto para ela esperar e ela entendeu. ― Faça referência a sua rainha. ― Ele fez uma referência para a minha mãe.

― Porque você matou seu filho? ― Eu estava caminhando rumo ao meu assento quando minha mãe fez essa pergunta para o criminoso e me fez parar no meio do caminho. ― Responda.

― Primeiramente ele não era meu filho, por isso eu matei ele. ― Uma raiva começou a surgir.

― Ele deve morrer por isso. ― Minha tia levantou com raiva.

― Eerys não estamos no mesmo Reinado da nossa mãe. ― Eu caminhei até meu assento e tentei me distrair para não acabar fazendo besteira. ― Aonde está sua mulher?

― Está sendo cuidada. ― Assim que eu olhei para ele eu vi o desespero da mulher caída no chão completamente ferida com a criança no colo.

― Aidan. ― Eu chamei ele que veio depressa.

― Sim?

― Eu preciso sair daqui. ― Ele percebeu que eu não estava bem.

― Calma. ― Ele colocou a mão no meu braço. ― Você está muito quente. Vamos sair daqui. ― Eu levantei do meu assento.

― Charlotte. ― Minha tia me chamou e eu olhei para ela. ― O destino dele está em suas mãos. ― Eu fiquei olhando para o Aidan sem saber o que fazer. ― Ele vive ou morre? ― Meu medo e de olhar para ele e ver aquela cena novamente.

"Charlotte."

Eu senti um arrepio da cabeça aos pés.

"Charlotte."

Eu escutei novamente a voz da minha avó.

― Vovó Kirsty?

"Faça o que é certo. Você sabe o que é certo."

A voz dela estava dentro da minha cabeça, eu automaticamente olhei para o colar que ela me deu.

"O certo Charlotte."

Eu virei novamente na  direção do criminoso.

"Faça Charlotte."

Desta vez a voz dela ecoou na sala inteira para todos escutarem.

― Charlotte. ― Eu olhei para a espada do Aidan e puxei, eu comecei a caminhar no rumo do criminoso que se afastava a cada passo que eu dava no rumo dele. ― Charlotte pare. ― Minha mãe gritou. ―Charlotte. ― Eu senti algo ficando muito gelado na minha mão e quando eu olhei a espada estava completamente congelada. Em um gesto rápido eu rodei a espada que ficou vermelha e tomada por chamas que logo se apagaram e deixou a espada normal.

― Nada vai te salvar.

Eu levantei a mão esquerda e fiz uma pequena pedra de gelo aparecer atrás dos pés dele o fazendo cair, eu cheguei bem perto dele que estava caído no chão.

― Sinta a dor que sua mulher e aquela criança sentiram. ― Eu enfiei a espada com tudo no homem caído, logo o sangue dele começou a se espalhar pelo piso branco.

― Charlotte.

― Me deixe. ― Eu gritei com a Aidan que foi parar perto do assentos completamente imóvel, foi como se um vento muito forte atingiu ele o jogando longe.

― Minha nossa. ― Eu soltei a espada e coloquei as mãos na boca e meus olhos encheram de lágrimas, eu corri no rumo dele e todos que estavam perto dele se afastaram com medo. ― Aidan. ― Eu abaixei e segurei o rosto dele que estava sangrando muito. ― Me desculpa, Aidan. ― Eu puxei o corpo dele para mais perto do meu. ― Aidan acorde. ― Eu comecei a chorar e dentro da sala começou a bater um vento muito forte e o chão ficou tremendo.

Eu não sei o que aconteceu comigo para machucar uma das pessoas mais importantes da minha vida.

― E sua vez Charlotte. ― Minha mãe me chamou e eu sair de perto da minha tia que estava me dando consolo.

Depois de todo o ocorrido no Reino da minha mãe eu fui parar no meu quarto sozinha enquanto minha mãe e minha tia estavam resolvendo a situação. Eu estava torcendo para o Aidan acordar, mas ninguém me avisou nada.

No nosso planeta os guardiões são extremamente especiais, quem mata um guardião é condenado a morte, eles são membros dos Reinos e se o Aidan morrer eu vou ser condenada a morte e ninguém  vai me salvar.

Minha mãe desconfiou de algo e me trouxe para o centro para falar com o Grande Mestre, ele pode ver tudo e quando ver o que eu fiz ele não vai pensar duas vezes em apagar a minha existência nesse planeta.

― Você vai ficar bem. ― Minha mãe falou colocando a mão no meu ombro e nós entramos na sala do Grande Mestre.

― Você realmente não parece nada bem. ― Um homem que aparentou ter uns 36 anos, alto, com alguns fios do cabelo branco veio na minha direção.

― Por que essa cara de surpresa?

― Eu esperava que você fosse mais velho.

― E eu sou querida. O tempo me fez bem. ― Minha mãe sentou em uma cadeira e eu continuei de pé. ― Sua mãe me contou completamente o que aconteceu.

― Eu vou morrer por isso?

― Deite. ― Ele apontou para uma cama diferente e eu obedeci indo deitar na cama ainda esperando pela resposta da minha pergunta. ― Eu vou ver tudo o que aconteceu e depois eu vou te explicar tudo. ― Eu olhei para ele que estava com as mãos do lado da minha cabeça. ― Você vai sentir sono e vai se sentir bem. ― Logo depois que ele colocou as mãos na minha cabeça eu adormeci.

Eu acordei no mesmo lugar que eu estava com o Grande Mestre me olhando e pareceu que eu dormir por muitas horas.

― Você é uma Rara igual a sua avó Kirsty e por causa da intensidade dos 4 elementos o quinto poder apareceu de uma vez e isso acabou te descontrolando. Esse colar que a Kirsty te deu tem a presença dela que se manifestou quando você estava fraca. E seu quinto poder é o domínio da mente. ― Eu fiquei completamente surpresa ao saber dessa notícia desagradável.

― Eu não quero isso.

― Infelizmente você não pode escolher Charlotte. A sua mãe me disse que tem o filho de um amigo dela no planeta Terra que pode ajudar você.

― Eu não preciso de ajuda. ― Eu levantei rapidamente da pequena cama.

― Você não pode ficar aqui. Não por agora. Me responde uma pergunta Charlotte. Você adora esse colar da sua avó?

― Claro que sim. Eu amava minha avó.

― Se você continuar no nosso planeta sem nenhum treinamento sua avó vai entrar na sua cabeça como ela fez a algumas horas atrás e ela vai te deixar descontrolada e você vai acabar machucando alguém novamente e se você ir para o planeta Terra você vai poder ter a presença dela, mas de uma maneira boa. Charlotte, sua avó não está morta completamente e até nós descobrirmos algo para tentar parar ela você vai ter que ficar na Terra e se fortalecer.

― E por que tem que ser a Terra?

― Porque a Terra não tem um dono e alguns outros planetas tem e isso pode ser ruim porque eles podem não te aceitarem, por isso o melhor lugar é a Terra, lá tem várias pessoas como você e isso vai deixar as coisas em uma certa paz até você voltar e fazer o processo da escolha do planeta.

― Eu não vou conseguir.

― Sim, você vai conseguir. ― Ele fez uma pausa. ― Quando você chegar no seu Reino você vai até a ala médica e vai atrás do Aidan e veja você mesma o que pode acontecer se você ficar aqui e o que vai acontecer se você for para a Terra e depois você decide se vai ou fica. Seja qual for a sua escolha eu, a sua mãe e a sua tia vamos te ajudar no que você precisar e eu posso mandar você para a Terra com mais facilidade, basta você decidir o que quer.

― Eu tenho quanto tempo?

― O tempo que você quiser. Pense pelo lado bom, você na Terra vai poder treinar e aprender a dominar os seus poderes, o seu quinto poder é sobre domínio da mente e isso é um grande poder, como eu te disse você pode ver o futuro e o passado de alguém e com muitas técnicas e treinos você pode evoluir esse poder.

― E como é essa evolução?

― Com treino concentrado você vai poder evoluir todos os seus poderes e especialmente o quinto poder que com a evolução você vai poder controlar muitas mentes.

― É difícil controlar?

― Não. É preciso treino e uma mente aberta apenas para o bem. Você já ouviu falar no pico de evolução dos Raros?

― Não.

― O máximo da evolução de um raro e conseguir usar todos os poderes em conjunto e isso pode ser muito perigoso. Se você estiver escolhidos o lado errado na hora de dominar os poderes apenas um mestre do nosso planeta pode te para e só existe um modo para parar. ― Eu entendi muito bem o modo de parar um raro descontrolado.

― Obrigada Mestre. ― Minha mãe fez uma reverência para ele e eu fiz o mesmo.

― Qualquer coisa me procure.

Nós saímos da sala e fomos para a saída do prédio entrando diretamente na nave.

Eu cheguei no palácio e fui direto para o meu quarto, quando eu coloquei a mão na porta para fechar eu me lembrei do que o Grande Mestre falou:
" ― Você vai até a ala médica e vai atrás do Aidan e veja você mesma o que pode acontecer se você ficar. "

Eu saí do quarto e caminhei em direção a ala médica, eu perguntei para uma mulher onde estava o Aidan e ela apontou para a sala de emergência, eu cheguei na porta e olhei para o Aidan deitado em uma cama com alguns aparelhos ligados ao seu corpo, até que ele acordou e me chamou, eu entrei na sala e fiquei longe dele.

― Vem até aqui, Lottie.

― Não. É mais seguro que eu fique longe de você.

― Você não vai me machucar.

― Mas...

― Vem. ― Eu pensei rapidamente e decidir chegar perto dele. ― Como você está?

― Eu quase matei você e ainda me pergunta como eu estou. ― Olhar para ele nessa situação me deixou muito mal.

― Porque eu sei que em questão emocional você sempre fica pior. ― Ele me olhou por alguns segundo e ficou calado. ― Me da a sua mão.

― Não. Tenho medo de machucar você de novo.

― Você não vai me machucar. Pode confiar. ― Eu fiquei com medo de segurar a mão dele, mas segurei assim mesmo. ― Não aconteceu nada.

― Aidan, eu sou uma rara.

― E isso é bom ou ruim?

― Se eu continuar aqui vai ser ruim, por isso eu vou ter que ir embora.

― Embora?

― Sim. Para o Planeta Terra. Se eu ficar eu posso acabar matando alguém. ― Eu senti uma lágrima escorre pelo meu rosto.

De repente eu parei em um lugar estranho, eu olhei em volta e tudo estava queimando. O Aidan, minha mãe, minha tia e todos do meu Reino estavam no chão mortos. Algo passou muito rápido e eu não conseguir ver o que é, até parar na minha frente. Ele e ficou me olhando parecendo que está com muita raiva enquanto eu não entendi nada. Ele começou a correr, fazendo um círculo e me deixando se ar, eu tentei atirar alguma coisa nele só que nenhum poder meu funcionou, eu tentei pensar rapidamente e a primeira coisa que apareceu na minha cabeça foi uma parede de gelo e para essa parede ser erguida eu precisei apenas colocar a mão no chão e a parede apareceu e o garoto corredor se chocou contra ela com muita rapidez e saiu rolando no chão enquanto eu levantei com muita dificuldade e acabei indo parar novamente no chão, quando eu olhei para o garoto que me derrubou me deu raiva e vontade de levantar e acabar com ele.

― É o único jeito que encontramos para te parar. ― A mão dele começou a sair alguns raios azuis e ele apontou na minha direção fazendo o raio me atingir eu sentir meu coração disparar rapidamente e eu fiquei sem ar novamente e acabei fechando meu olhos.

― Charlotte. ― Eu olhei assustada para o Aidan.

― Você conseguiu ver?

― Ver o que? ― Eu olhei para a minha mão e para a mão dele juntas e puxei a minha o deixando confuso e a sala começou a ficar gelada e na parede apareceu gelo. ― Charlotte, é você que está fazendo isso?

"Lottie, minha querida. "

Eu escutei a voz da minha avó.

"Destrua tudo. "

― Para com isso. ― Eu comecei a ficar desesperada.

― Parar com o que? ― O Aidan perguntou.

"Eu posso fazer isso, você só precisa me libertar. "

― Não. ― Eu gritei e a sala deixou de ficar gelada para muito quente. ― Para. ― Logo as chamas subiram pela parede e eu me assustei.

― Fica calma. ― O Aidan tentou levantar da cama e acabou caindo no chão, eu iria ajudar ele, mas parei no momento que percebi que eu poderia machucar ele.

― O que está acontecendo aqui? ― Minha tia entrou na sala e eu fiquei um pouco aliviada. ― Como você fez isso? ― Ela apenas fez um gesto com a mão e a água desceu pela parede apagando o fogo e logo depois ela caminhou até o Aidan e o ajudou a voltar para cama e me olhou em seguida. ― O que está acontecendo com você? ― Ela tentou colocar a mão no meu ombro e eu desviei.

― Tia, não se aproxime.

― Você não vai me machucar querida, eu vou ajudar você.

― Ninguém pode me ajudar. ― Eu comecei a correr em direção ao meu quarto e quando cheguei fechei a porta rapidamente e comecei a procurar por uma bolsa dentro do grande armário, quando encontrei eu peguei qualquer peça de roupa e coloquei dentro da bolsa junto com algumas coisas que eu vou precisar e fechei o zíper da bolsa cheia.

Do lado de fora do meu quarto no corredor eu não encontrei nenhum guarda o que eu achei estranho, mas não tenho que me incomodar com isso já que o que eu menos quero é guardas me perguntando o que eu vou fazer. Eu conseguir saí do castelo e observei vários guardas entrando na floresta completamente coberta por neve.

― Senhorita. ― Eu olhei para o guarda que me chamou. ― É melhor a Senhorita entrar, não é seguro ficar aqui fora.

― O que está acontecendo?

― Um animal grande foi encontrado. ― Outro guarda chamou por ele que rapidamente foi em direção da floresta.

Eu nunca encontrei um animal nesse reino, o único animal que eu consegui ver foi um Dragão de Fogo que hoje é preso no Reino de Fogo, fora isto eu nunca encontrei outro animal do nosso planeta. Enquanto eu observava os guardas correndo na direção contrária da minha eu aproveitei para entrar na área onde as naves do reino ficam.

― Você sabe pilotar uma dessas naves? ― Eu perguntei assustando o guarda que me fez uma referência rápida.

― Sim.

― Você pode me levar até a Capital?

― Sim. Entre. ― Ele entrou na nave e eu fiz o mesmo sentando ao lado dele e colocando o cinto enquanto ele apertava vários botões e várias luzes acenderam de diferentes cores.

Quando chegamos na Capital o guarda insistiu em esperar, mas eu com muito esforço conseguir fazer ele voltar para o Reino de Gelo, logo depois eu entrei no enorme prédio do Grande Mestre e uma mulher me informou que ele estava me esperando na sala dele, eu peguei o elevador e cheguei no ultimo andar que é onde o Mestre trabalha.

― Você vai, certo? ― Ele observou a bolsa na minha mão.

― Sim.

― Você vai ser bem recebida e vai poder ficar o tempo que precisar e não vai esquecer o principal que é aprender a controlar seus poderes e você mesma e logo depois você vai poder viver em paz no seu reino.

― E a minha avó?

― Vocês duas tem uma ligação extremamente forte e isso me ajudou a entender que quando ela morreu ela o corpo dela foi levado para a santuário de gelo, mas a alma e a consciência dela parece que foram parar junto a você e nesse colar que era dela e aqui no planeta onde vocês duas tinham uma convivência diariamente essa ligação ficou mais forte com ela morta, é possível que no planeta terra essa ligação seja enfraquecida um pouco.

― Ela vai continuar se comunicando comigo?

― Sim.

― Eu vou ficar na residência de quem?

― Na casa do Harrison Foster, ele é amigo da sua mãe e foi amigo da sua avó também. O filho dele junto com dois amigos treinam pessoas como você e o Harrison disse que vai ser bom para você treinar com eles.

― Como eu vou?

― Eu vou levar você, mas antes eu preciso fazer algo com você. Sente na cadeira. ― Eu deixei a bolsa no chão e sentei na grande cadeira de metal que ele falou e ele veio com uma placa metálica apoiada em um carrinho e a colocou do meu lado. ― Você precisa ficar calma, fechar os olhos e tocar na placa com a mão direita. ― Eu fiz passo a passo do que ele mandou e esperei o próximo passo. ― Agora abra os olho. ― Eu abrir meus olhos e a sala estava com uma luz brilhante azul, o barulho de água e linda imagem do enorme plante terra estava na minha frente, eu não entendi o motivo desse procedimento, mas olhar para a imagem desse planeta, escutar o barulho da água e a cor azul me deu uma calma que eu não sinto a muito tempo.

― Tudo isso é maravilhoso. Por que me mostrou isso Mestre?

― Você não gostou? ― Eu percebi que a voz dele mudou para um tom de preocupação.

― Eu amei.

― Eu apenas te mostrei sua casa temporária. ― Eu tirei a mão da placa e tudo o que ela mostrava sobre o plante sumiu.

Eu passei anos dentro da sala de controle do reino de gelo estudando sobre vários planetas e o Aidan me falou que sempre era interessante estudar os planetas com uma quantidade alta de habitantes e um planeta que tem os costumes iguais o do nosso planeta e o planeta que se encaixou nessas duas questões foi o planeta Terra, então eu acabei estudando muito sobre aquele planeta.

― Charlotte? Vamos?

― Sim. ― Eu levantei da cadeira e peguei minha bolsa do chão e pensando em tudo que eu vou deixar para trás.

Eu achei que a viagem seria muito demorada, mas não foi. Quando a nave pousou e nós saímos eu fiquei maravilhada com o tamanho da casa e como ela é moderna com paredes de vidro escuro, o melhor e que tem um lago e várias árvores.

― Charlotte, venha. ― Eu segui o mestre e paramos de frente a uma grande porta e o Grande Mestre apertou na campainha e eu conseguir escutar o barulho irritante.

Logo depois a porta foi aberta por um homem que aparentou ter 28 anos, alto, branco, o cabelo preto e em um corte baixo, os olhos dele são tão claros que eu não conseguir reconhecer a cor e a barba feita recentemente e o sorriso bonito como o dono.

― Charlotte Bayer Clark.


Notas Finais


O que acharam do primeiro capítulo?
Vou tentar postar 3 vezes por semana.
Obrigada pela leitura e pela atenção.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...