História Tão Jovens - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hora de Aventura
Personagens Marceline, Personagens Originais, Princesa Jujuba
Tags Bubbline, Drama, Hora De Aventura, Yuri
Exibições 102
Palavras 1.335
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey fantasminhas! Olha eu aqui o/
Escrever de manhã me faz ter mais disposição '-'

Capítulo 10 - A verdade sobre Lelis


Fanfic / Fanfiction Tão Jovens - Capítulo 10 - A verdade sobre Lelis

A sala tava uma baderna, carteiras de forma desorganizada, grupinhos aqui e ali, casais de namorados se beijando, coisas normais que acontecem em sala quando o professor não está presente.

Eu já tinha juntado a minha carteira com a de Marceline desde que começamos a namorar, embora ela tenha achado isso desnecessário.

- Olha isso... As suas linhas são diferentes! - Examinávamos as mãos uma da outra numa brincadeira de tentar saber o que aconteceria no futuro.

- As suas são iguais... Peraí, junta. - Ela pegou minhas mãos uma do lado da outra. - Caramba! Faz um sorriso! - Ela riu.

- Ah para... Porque que a gente chegou a falar disso? - Livrei minhas mãos das dela.

- Eu não sei...

- Nossa Marcy, suas unhas estão enormes! Quanto tempo faz que você não corta? 

- Desde a nossa última vez. - Falando naturalmente.

- Achei que você gostasse de pintar de preto.

- Não... Dá muito trabalho pintar, por isso só passo base e fica assim. - Ela apoiou sua cabeça na carteira.

- Você vai trabalhar hoje?

- Sim... Eu meio que tenho pra sobreviver né...

- Eu tava pensando se um dias desses...

- Hum?

- Eu podia saber onde é esse lugar secreto.

- Por que você não perguntou antes? - Ela conteve seu riso. - Eu trabalho numa locadora de filmes.

- Ahh! É bem a sua cara mesmo.

- Não, a minha cara é uma loja de discos ou de instrumentos.

- Mas você já tá no lucro né? - Eu ficava contente por ela estar se acostumando com a nova vida. 

Antes ela parecia meio pra baixo e rancorosa, mas de pouquinho em pouquinho eu começo a entendê-la.

- Pode ser hoje.

- Tudo bem. - Me subiu calafrios quando a mão dela ficou em cima da minha coxa.

- Algum problema Boni?

Essa coisa de nomes eu acabei de perceber... Bonibaka, quando tá nervosa, Jujuba quando tá normal, Ju quando tá romântica e Boni quando tá maliciosa.

- Não. Tá tudo ok. - Sorri forçadamente. Saí da carteira deixando sua insinuação de lado.

- Ei, onde você vai? - Continuou sentada.

Não que estivesse brava por ela ter feito aquilo, mas se eu desse liberdade ela poderia achar que poderia fazer o que quisesse comigo e quando quisesse. Ela tem que ter um pouco de limites. Precisava tomar um ar puro.

Fui até o banheiro lavar meu rosto, encontrei uma garota loira penteando seus cabelos, ela olhou pra mim e sorriu, fechei minha boca depois da surpresa, fazia tempos que ela não aparecia na escola.

- É você quem tá roubando a Marcy de mim? - Ela deixou de pentear o cabelo pra bater um papinho.

- Lelis...

- Responde garota. - Fez pose de durona.

- É certo dizer que, ela preferiu estar comigo... Depois de você ter... TRAÍDO ela. - Da onde eu havia tirado essa coragem pra falar assim?

- Aquilo foi só um contratempo, eu mal gostava dela.

- Sei, você nem se importou em visitá-la quando a mãe dela tava nas últimas horas.

- O que eu podia fazer? Ela se fechava pra mim, ela nem sequer deixava eu ir na casa dela!

O quê?!

- O quê?! Como assim ela nunca te deixou ir na casa dela?

- Ela me dizia... De vez em quando, mas ela não confiava em mim o bastante pra me deixar ir lá.

- Por quê será? - Marceline deve ter ficado muito com o pé atrás com essa garota. O que ela fez?

- Manda lembranças pra ela. - Em seguida ela me beijou.

Essa garota é lunática, doida, pirada, sem-noção e infeliz!

É um gosto ainda pior do que quando a Marceline me beija depois de fumar. Fumar... Não, é mais pesado que isso.

Ah não... Ela tava usando drogas?!

 

- Escova bem essa boca, porque eu não vou te beijar assim. - Estava de braços cruzados se escorando na parede do banheiro.

Tinha levado minha escova de dentes na mochila, pra estar na casa dela batendo outro papinho com tema "Lelis".

- Será que eu passar desinfetante resolve? - Lavei minha boca e guardei minha escova do lado da escova da Marceline.

- Muito provavelmente não, vou pegar a creolina.

- Marcy... Por que você não deixava a Lelis vir na sua casa e de primeira você me deixou? - Saimos do banheiro indo até seu quarto.

- Hum... Não é óbvio? Eu confio em você.

- É só isso mesmo? Não tem outro motivo? - Ela se sentou numa cadeira perto do hobbie dela, bonecos de pano, tinha um de cada pessoa que ela conhecia. Estava tão cheia que não era mais uma penteadeira mais, só fiquei meio triste que não tinha um meu. 

Eu queria saber porque tem tantos bonecos ali, mas realmente parece que não tem ninguém na vida real que os representa. A segunda pessoa com quem ela diz contar é o Ash.

- Jujuba, isso não é bom pra você.

- A-há! Você está escondendo alguma coisa. Lembra do "confia em mim?", pois é, onde tá agora? - Revirou os olhos resistindo em me contar. - Fala.

- Depois disso, você vai querer se afastar de mim.

- Tá tornando isso grande demais...

- Porque é. A Lelis é filha de um traficante de drogas.

- Woh... Eu acho que, não deveria mesmo mexer nisso.

- Calma, agora escuta tudo. - Em tom gentil. - Logicamente ela também usa essas paradas e por um tempo eu usava também, mas o Ash descobriu a tempo e me proibiu. Eu só voltei a fumar  e beber, pra ele era um avanço.

- Sim, é um grande avanço. - Encolhi minhas pernas estando sentada em sua cama.

- O pai dela é amigo do meu pai. - Ela sentia dor ao falar nisso, deve ter passado alguma lembrança em sua mente. - Ele é um capacho. 

- Como foi que... Sua mãe tinha ficado daquele jeito?

- Ela tava com ele no carro. Houve uma perseguição da polícia. Ele bateu, ela foi gravemente ferida e levada ao hospital. Ele foi preso e depois solto... - Era assustador quando ela relatava a ordem dessas coisas. - Minha mãe sempre foi inocente. Foi um choque pra mim e pro Ash sabermos a verdade sobre ele quando estavam investigando o acidente e a causa dele.

Ela pegou o bonequinho do Ash.

- Poxa Marcy. - Levantei da cama e lhe dei um abraço.

- Ele e você são a única família que eu tenho. Ainda quer ir comigo?

- Pode?

- O dono é legal. - Levantou da cadeira e pôs o mini Ash no lugar. - Você pode até me ajudar. - Ela sorriu.

Foi bem tranquilo ficar na locadora com a Marceline, eu passeava pelos corredores e lembrava todos os filmes dos quais já assisti em toda a minha vida e aqueles que ainda precisava assistir, era incomum ver uma locadora com tanta movimentação, mas aquela tinha, era uma decoração atraente aos clientes, toda temática de herois de filmes, desenhos e banners nas paredes. Uma área que parecia uma barzinho e uma tela pra ver os trailers dos filmes. 

- Eu quero este por favor. - Fingi estar locando um. O lugar já não tinha mais cliente e agora era só eu e ela.

- Mas a senhorita gosta de filmes assim? - Entrou na brincadeira. Era o filme chamado a geladeira, dizia na sinopse que era um filme de terror, ele é bem antigo e poucos o conhecem.

- Nunca é tarde pra experimentar coisas novas.

- Ah, esse não é bom... Te recomendo esse, cemitério maldito do Stephen King. Mas, talvez seja muito pesado pra você. - Ela iria tirando a capa de cima do balcão e eu interfiro pondo minha mão em cima da dela.

- Eu vou levar. - Falei corada.

- Moça, eu te consigo um desconto especial. - Falou se inclinando em meu ouvido.


Notas Finais


O que vocês acham de uma nova fic bubbline voltado pra terror?


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