História Tão Jovens - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Hora de Aventura
Personagens Marceline, Personagens Originais, Princesa Jujuba
Tags Bubbline, Drama, Hora De Aventura, Yuri
Exibições 114
Palavras 1.364
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Estou arrasada pela morte de camren...

Capítulo 13 - Ela é sua amiga?


Fanfic / Fanfiction Tão Jovens - Capítulo 13 - Ela é sua amiga?

- É brincadeira.

Ela parou de apertar minha bochecha enquanto ainda tomava seu café. Voltamos pra dentro da casa, encontramos Ash na cozinha.

- Que raridade ver o babacão em casa a essa hora.

Ash trabalhava desde as 6:00 da manhã até as 9:00 da noite.

- Marcy eu tô ocupado com uma missão que o meu chefe deu, já tô saindo. - Ele terminou de tomar o café e saiu.

- Do que ele trabalha?

- Ele era apenas redator do canal nove, foi demitido como eu te disse e depois foi contratado pelo canal vinte dois pra ser reporter cinematográfico.

- E você?

- Hã? Eu o quê?

- O que você vai fazer quando terminar a escola?

- Ainda é muito cedo pra decidir isso. - Ela começou a lavar a louça.

- Não é não. Faltam mais dois anos e meio pra você ir pra faculdade.

- Jujuba, eu não sei nem se eu vou passar esse ano!

- Vai, se depender de mim vai sim.

Ela olhou pra mim de relance e continuava a lavar a louça. Senti falta do meu telefone e lembrei que deixei ele lá no quarto dela. Entrei em seu quarto e peguei meu celular debaixo dos lençois embolados em cima da cama. Tinha duas chamadas perdidas de Flame, muito estranho pra ser logo as... Hum, já era 7:04.

7:04... 7:05...!!

Pirei quando prestei atenção na hora.  Marceline não tava nem aí se perdessemos um dia de aula. Saí imediatamente do quarto pra dar uma bronca nela.

- Marceline Abadeer!! - Enxugava suas mãos e olha pra mim meio assustada. - Olha que horas são! - Mostrei a tela do celular.

- Sim... E o quê que tem?

- Você tava me enrolando pra gente faltar na escola!

- Não, aconteceu mesmo. - Ela riu. - Bom, já que estamos atrasadas, não adianta mais.

- Nada disso, vai tomar um banho a-go-ra... E nada de demorar!

- Eu tenho uma ideia melhor, por que a gente não fica em casa e aproveita o dia? - Ela me carregou até o quarto e me prendeu em seu abraço na cama.

- Não, Marcy... A gente tem que ir. - Eu percebo que não estou mais com raiva quando a chamo de Marcy.

- A gente não vai morrer se perdermos um dia de aula.

- Mas você vai...

- Shh.

- Se você repetir de ano a gente não vai poder estudar juntas ano que vem.

- Você quer terminar comigo?

- Claro que sim! Espera... - Parei pra pensar um pouco. - Isso é uma pergunta discreta pra terminar comigo?

- Não. - Ela gargalhou. - Eu tava falando sobre a escola mesmo.

Já que eu não podia escapar do seu aperto eu fechei os olhos tentando pegar no sono.

- Ei...

- O que foi?!

- Já pensou se uma bomba cai aqui e mata a gente agora?

- Que horror Marceline!

- Nós duas, o quateirão... O bairro, a escola...

- Tinha que incluir a escola!

- A cidade, o mundo...

Levantei meu rosto para olhá-la, sua expressão é vaga, não dá pra saber se ela tá triste ou só pegando no sono. De repente ela fecha os olhos.

- "Eu não vou saber explicar a fascinação que tenho por você, mas só sei que sinto." - Isso é o que eu escrevi... Ela leu. - Mesmo depois de eu ter te dado um soco... - Ela riu. - Você tava gostando de mim. - Abriu seus olhos para mostrar-se sincera. - A minha resposta pra isso é: eu também.

Flame ainda insistia em ligar, antes que nos beijássemos eu interrompo atendendo o celular.

- Oi Flame, tudo bem?

- Jujuba! O quê que deu? Eu tava tentando falar urgente com você... Seu pai tá no hospital, vem pra cá agora!

- O quê?! O que houve?! Eu tô indo agora!

- Fica do outro lado da cidade... Seu pai estava em uma reunião.

Liguei pro motorista contratado por meu pai. Marceline insistiu que fosse comigo, por mim estava bem, eu não teria apoio emocional o suficiente se ela não estivesse.

 

- Pai... Pai... - Só os bips e os meu lamentos reinavam naquele quarto de hospital.

- A culpa é minha. - Marceline estava bem atrás de mim.

- Você tem que sair, apenas familiares. - Um enfermeiro a levou pra fora, ela não se rebelou, acatou de forma voluntária e saiu.

- O que foi que aconteceu com você?

Mesmo sabendo que ele não poderia me ouvir eu fiquei ao lado dele. Eu olhei pro soro pingando dentro daquele plástico e a máscara de respiração em sua face. As vezes eu penso que poderia ter passado mais tempo com ele, mas não adianta agora eu pensar nisso. Talvez eu também estivesse no mesmo estado que ele ou pior se seguisse os mesmos passos.

Saí da sala quando me foi insuportável continuar vendo-o daquele jeito.

- Flame, o que aconteceu? - Finalmente pudemos conversar.

- Ele tava no carro e ao que parece, ficou desgovernado. Os peritos estão vendo se houve mesmo uma sabotagem.

- Quem está tentando matar ele Flame? E por quê?

- É difícil deduzir tudo isso... - Ela queria ajudar, mas estava tão confusa quanto eu. - Eu tentei te ligar desde a madrugada. Onde você tava?

- Eu tava na casa da... De uma amiga.

Marceline veio passando ao lado dela e ficou ao meu lado. Por favor, não nos entregue, por favor, não nos entregue, por favor, não nos entregue...

- Essa é a sua amiga? Meu nome é Flame.

Ferrou.

- Então você é a Flame... Meu nome é Marceline.

Ai obrigada pela boa educação nas horas certas!

- Eu ia na sua casa pra te visitar, mas seu pai me disse que você tá indo direto pra casa dela. - Flame falava comigo.

Marceline olhou pra mim antes de abrir a boca pra falar, mas eu a puxei dali bem a tempo dela responder.

 

- Amiga Jujuba?! Você ainda tá insistindo nesse disfarce? - Ela bateu na porta do banheiro. - Fala pra mim... - Ela respirava e inspirava tentando se acalmar. - O que eu sou pra você?

- Você é...

- Eu sou o quê?! - Ela tava quase gritando.

Ela pôs suas mãos uma em cada lado na parede perto da minha cabeça.

- Você é... A minha namorada.

- Repete. - Ainda bufando de raiva.

- Você é a minha namorada.

Ela tirou suas mãos e se afastou de mim.

- Se você repete uma mentira muitas vezes na sua cabeça, ela não vai se tornar verdade, você vai tá se iludindo.

- Marcy... Eu não quero falar sobre isso agora. Meu pai tá em estado grave, dá pra ser menos egoísta?

- EU?! Egoísta?! Haha... Olha quem tá falando.

- Você é muito rude!

- Você é muito retardada!

- Você é desprezível e ressentida!

- Você é mesquinha e irritante!

Parei de xingá-la quando nossos rostos já estavam próximos e nos damos conta das atrocidades que cometemos. Ela ficou vermelha e desviou seu olhar do meu.

- Desculpa, Marcy.

A princípio ela não correspondeu, mas eu trisquei em sua nuca e ela ficou arrepiada e deixou se envolver. 

- Ô! Que demora... Eu preciso usar o banheiro!

- Tá ocupado! - Marceline respondeu e me olhou maliciosamente. - Não faça barulho. - Sussurrou.

Esse é o segundo momento em que ferrou. Não tem como não ser vulnerável a ela nessa situação.

 

- Ah vocês voltaram! Onde estavam? 

- Batendo um papinho entre amigas. - Marceline beijou na minha bochecha em seguida seguiu seu rumo pelo corredor.

- Ela é muito estranha...

- Você também é Flame!

- Wow, o que deu em você pra ficar brava desse jeito?

- Nada... Só que ela me é muito querida, então não fica falando mal dela perto de mim.

- Na boa, acho que vocês são amantes. - Ela brinca.

- C-claro que não! - Minha voz falhou, além de gaguejar, fiquei envergonhada e apesar de todos os sinais eu fico aliviada por Flame ser realmente ruim em notar o óbvio.



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