História Tão Jovens - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Hora de Aventura
Personagens Marceline, Personagens Originais, Princesa Jujuba
Tags Bubbline, Drama, Hora De Aventura, Yuri
Exibições 94
Palavras 2.097
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Não estou tão bem pra postar outro cap hoje.
O link da música está nas notas finais.

Capítulo 14 - "Tijolo sobre tijolo"


Fanfic / Fanfiction Tão Jovens - Capítulo 14 - "Tijolo sobre tijolo"

- Quando ele vai melhorar doutor?

- Precisamos de mais alguns dias, até que ele recobre a consciência. Mas em risco ele não passa mais.

- Obrigada.

Se passaram três dias depois do acidente. Eu ia depois da escola visitá-lo. Em consideração a mim, Marceline respeitou não tocar no assunto e não ir comigo, frequentava normalmente as aulas como lhe pedi.

 

- Parece até que alguém morreu... O que deu em vocês duas? - Finn perguntou inocentemente.

- O pai dela teve um acidente de carro, mas já está melhorando. - Marceline respondeu me livrando.

- Puxa, eu sinto muito.

- Onde tá o Rubens, Finn?

- Ele teve alguns problemas em casa, ficam achando que ele é satanista, mas eu já até o ajudei dizendo que ele vai na mesma igreja que eu.

- Você vai na igreja Finn? - Peguntei rindo.

- Só vou quando ele vai.

- Ah sim.

- Aê manezão! - Um cara do time de futebol agarrou pela camisa para afrontar Finn. - Tem duas gatas sentadas na tua mesa, nem pra dar em cima delas... Tu é bichinha mesmo!

- Vai se danar seu ótário. - Finn o empurrou se livrando do cara.

- Ui... Tá bravinha ne? Sua bicha... - O refeitório todo começou a prestar atenção naquela briga. - É o seguinte, a gente não anda com maricas que nem você, tu com certeza tá de rolo com aquela vampirinha da escola, como é que é o nome dela mesmo?... Rubizinha.

- Cala a tua boca mermão. - Finn disse depois de dar um soco na boca do marmanjo.

- Bicha. - Ele passou a mão na boca e viu o sangue, mostrou um sorriso maldoso ao Finn. Os rapazes do time do futebol começaram a insultar Finn, assim como o refeitório todo entrou na briga.

Não houve controle, ninguém apareceu para pará-los e Finn saiu andando com a cabeça erguida de lá.

 

- Não fica assim. - Marceline mexia em meu cabelo querendo me consolar.

- Eu sou uma inútil, não consigo ajudar ninguém.

Estávamos sentadas naquele banco do quintal da casa dela.

- Seu pai logo vai melhorar e Finn tá legal, ele é forte.

- Sim, mas vai tudo começar de novo. Eu até contratei um detetive particular pra estar a frente das investigações... No final eu só tô enganando a mim mesma, não vai dar em nada.

- Respostas não caem do céu de uma hora pra outra, seja paciente. - Ela se afasta um pouco no banco e pegou em seu celular para ver alguma mensagem. 

- Acho que vou visitar o Finn no final de semana.

- Dá um tempo...

- O que você disse?!

- Não é isso Jujuba, olha!

Ela me mostrou um "yay, te encontrei de novo, saudades?".

- Quem é Marcy?!

- A Lelis. - Ela abaixou a cabeça e começou a urrar de raiva. - Eu sempre mudo de número pra ela não me achar... Mas acaba me encontrando.

- Essa garota é perigosa! Por que você não liga pra polícia?

- Não tenho provas pra encriminá-la por algo, e ainda que ela tivesse feito alguma coisa iam passar a mão na cabeça dela, porque ela tem 16.

- Ela é mais nova que você?

- Não tem idade pra uma insanidade mental atacar pessoas.

- Mas e agora? Vai ter que trocar de número de novo?

- Sim... Não vejo outra solução.

- E eu já tinha tinha decorado teu número... - Cabisbaixa. Ela riu dessa besteira.

- Não se preocupa não, a gente conversa por email.

- Que coisa ultrapassada.

- Eei! Eu gosto de usar email.

- Você gosta de coisas tradicionais, clássicas e antiquadas.

- Quem é você pra falar de mim... Lovática... Kelover... Turmênica e cdf viciada em yuri.

- Melhor ser tudo isso que você falou do que ser taxada de "rosqueira", você quase não se aguenta. - Eu ri horrores.

- Um dia... Você ainda vai deixar tudo isso de lado e vir para o meu mundo. - Ela guardou o celular. - E não vai querer voltar.

- E até esse dia chegar... Escuta só! - Coloquei a música "Irresistible" do Fall Out Boy no meu celular e comecei a dançar em sua frente. 

Marceline fica mega irritada e começa a negar aquela visão.

- Posso quebrar isso por favor?

- Não posso nem me divertir... Tosca.

- Sabe o que é diversão? - Ela pegou seu celular e começou a tocar um rock pesado, fazendo um movimento com a cabeça chamado "headbenguear". Eu achei hilário.

 

- Ele já está melhor?

- Sim, hoje pela manhã ele recobrou a consciência e já está comendo normalmente.

Falava com uma enfermeira na recepcão. Eu já posso me sentir aliviada pela saúde dele, mas o caso não resolvido do acidente volta a me assolar.

- Oi pai.

- Jujuba. - Ele estendeu a mão pra mim e toquei na mão dele me sentindo bem.

Aquela conversa que eu tive no primeiro dia de aula ronda pela minha cabeça. "Você sabe que eu não vou estar aqui pra sempre", facada no coração... 

Apesar de toda essa problemática e misteriosa perseguição a ele, eu acho que tenho que contar sobre a Marceline.

- Pai... Você tá bem?

- Eu quase não sinto minhas pernas, mas o médico disse que é por causa do tratamento. Eu vou ficar bem.

- Sabe a Marceline pai?

 

"Então um dia, ele a encontrou chorando

Encolhida no chão sujo

Finalmente veio para salvá-la

E o resto você pode imaginar

Certifique-se de construir o seu lar tijolo sobre tijolo"

 

Meu pai era sempre meu salvador. Ele ficou tão deprimido quando a mamãe nos deixou pra ir pra sua outra família. Desde aí ele quis me preparar pra quando a tristeza inevitável chegasse em mim, eu não ficasse tão abatida quanto ele ficou.

 

"Você construiu um mundo mágico

Porque sua vida real é trágica

Se não é real, você não consegue segurar em sua mão

Você não consegue sentir com seu coração

E eu não vou acreditar nisso mas se é verdade, você consegue ver com seus olhos

Até mesmo no escuro e é aí onde eu quero estar"

Vá pegar sua pá, você vai ficar melhor

E vamos cavar um buraco fundo, para enterrar o castelo

Vá pegar sua pá e vamos cavar um buraco fundo 

Sem mim agora, para enterrar o castelo.

De um mundo que ela deixou para trás

Agora ela está arrancando asas de borboletas"

 

- Acho que no fundo eu já sabia... Eu entendo filha, eu apoio e quero que você seja feliz com ela. 

- Eu fico feliz por você pensar assim pai, mesmo sabendo que é difícil pra você deixar sua garotinha crescer. - Sorri com vontade de chorar.

- E onde ela está? - Ele se esforçou no sorriso, parecia cansado.

- Ela tá estudando na casa dela, ela é péssima nas matérias... Principalmente nas matérias com cálculos. Acredita que ela nem sabia o que é geometria espacial? Ela achava que tinha algo a ver com espaço, tipo, astronautas... Mas fora esses pequenos probleminhas eu acho que ela tá melhorando.

- É. - Ele me encarou rindo como alguém que está sentindo nostalgia. - Você só sabe falar nela ultimamente.

- Des-desculpa pai! É que ela tem precisado muito da minha ajuda pra estudar.

- Isso é bom, quando eu vou poder conhecê-la de verdade? Se eu não me engano ela só foi uma vez lá em casa.

- Assim que o senhor melhorar, nós podemos marcar um jantar lá em casa e chamar a família, o que acha?

- Eu já tô vendo os surtos que seus tios vão ter. - Ele ria mais e com dificuldade.

- Não importa a opinião deles, a mais importante era a sua mesmo.

- Minha filha, esteja avisada que se essa garota te machucar a vida dela vai tá arruinada.

- Não pai! Que isso! - Fiquei assustada.

- É claro, isso nunca vai acontecer se ela verdadeiramente gostar de você.

- Está certo. - Olhei uma mensagem que o detetive mandou.

- Está com pressa pra ir a algum lugar?

- Não, eu preciso ver o que o detetive descobriu.

- Detetive?!

- Sim pai. Não foi por acaso que você teve aquele acidente, estão a procura de provas pra saber o culpado. Você... Se lembra de algo pai? Quem poderia fazer isso com você?

- Por quê alguém ia querer me matar? Eu nem tenho uma posição influente na empresa!

- Não sei... Talvez alguém tenha guardado ressentimentos por algo.

- Mas eu não fiz nada pelo o que me lembro.

- As pessoas são estranhas pai, tem pessoas que não tem explicação pro que fazem. Teve alguém desse jeito por lá?

- Pessoas ligadas aqueles convidados indesejados... No dia da confraternização. Eu não sei como deixaram eles entrarem sem uma fiscalização. 

- Tudo bem pai, não quebre a cabeça com isso. O detetive vai cuidar de tudo.

- Está bem.

- Fique bom logo.

 

Me encontrei com o detetive fora do prédio do hospital.

- A perícia já fechou o caso, porque não teve provas suficientes de que foi um atentado. 

- Ah... Certo.

- Mas eu não me dei por vencido e encontrei isso. - Ele me entregou uma receita médica. - Estava no escritório do seu pai, você sabia que ele tomava medicamento contra osteoporose?

- Não, ele nem me falou que tava com isso. 

- É incomum dar em homens, mas ele tem.

- Como não descobriram isso?!

- Eles fazem trabalho de preguiçosos. Me foi a única coisa suspeita.

- Como assim? Tem que ter algo já que chegamos até aqui...

- E há, só não estou vendo os ângulos certos. Bom, se souber de mais alguma coisa eu entro em contato. Tenho até o fim do mês pra achar provas concretas.

- Obrigada pelo seu empenho.

 

 

- Marceline, eu tenho algo incrível pra te contar. - Contive meu riso no início, mas depois me abri na risada ao vê-la de avental preparando comida.

- Isso continua rindo que eu coloco veneno no seu prato.

- Eu não vou comer algo feito por você mesmo...

- Ai conta logo essa coisa extraordinária que eu tô ocupada. - Se virou para continuar cozinhando.

- Meu pai sabe sobre a gente.

- E...?

- Poxa Marcy, era tudo o que eu queria, falar sobre a gente pra ele assim não vai mais ter segredos e...

- Você tem tendência a aumentar as coisas Jujuba. - Ela se virou pra mim com um sorriso. - É claro que eu tô feliz...

- Sempre se fazendo de durona. - Coloquei meus braços em volta de seu pescoço tascando beijos. Marceline e eu esquecemos que a comida ainda estava no fogão e de repente ela para.

- Droga Bonibaka olha o que você fez!

- Eu?!

A comida não queimou, mas ela na pressa acabou queimando sua mão esquerda. Ela chamou nome e xingamentos pra pobre da panela e colocou sua mão imediatamente em baixo da água pra aliviar a dor.

- Como eu vou tocar assim?! - Ficava se martirizando.

Ela enfaixou sua mão e continuava me olhando feio.

- A culpa não foi minha...

- Em parte foi. Mas bora esquecer isso, como tá o seu pai?

- Ele já tá comendo, falando... Eu acho que em pouco tempo ele já vai sair de lá. Mas...

- O quê?

- O detetive me disse que achou receitas médicas, ele tava escondendo a osteoporose. - Marceline não quis dizer nada. - Se ele estava tomando medicamento pra melhorar ele não falou nada. E se... Alguém alterou os medicamentos dele pra causar...

- Ju, é bom você não ficar criando teorias. Espera o detetive te dizer, porque quando você fica preocupada, fica insuportável.

- Hum... Tudo bem. Você vai ser apresentada a minha família assim que ele sair, tá preparada?

- Se o resto da sua família for que nem você... Me mate por favor.

- Sua idiota. - Dei um soco no braço direito dela.

- Au! - Encostou no braço cuidadosamente com a mão machucada. - Depois que eu me arrependi de ter te esmurrado, você desconta até hoje!

- É... Eu cobro a dívida com juros. - A puxei pela gola da camisa e a beijei sem pensar em nada.

Ficamos envolvidas naquele beijo até que o nosso fôlego sumisse por completo. Com o rumo da minha vida tomando os eixos novamente, estou mais feliz do que alguns dias atrás.


Notas Finais


Indique a fic a um amigo ^^ ajude ela a crescer o/
Paramore - Brick by boring brick
Link: https://m.youtube.com/watch?v=A63VwWz1ij0


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