História Tão Jovens - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hora de Aventura
Personagens Marceline, Personagens Originais, Princesa Jujuba
Tags Bubbline, Drama, Hora De Aventura, Yuri
Exibições 92
Palavras 1.904
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey Ghost! Eu vou fazer só um cap por dia mesmo porque... Porque sim, pra fic não acabar logo e vcs não ficarem com saudade (quem que vai ler uma fic assim?-_-) mas em fim, a todos que chegaram até essa strange fic, obrigada. 😄vamos ajudar a fic a crescer.

Capítulo 15 - Fácil de lidar


Fanfic / Fanfiction Tão Jovens - Capítulo 15 - Fácil de lidar

Meu pai pôde ser liberado do hospital, nenhum sequela em seu corpo, isso era bom, mas em questão a sua doença eu não tinha tirado esclarecimento. Eu o acompanhei até em casa. Dos cinco empregados que meu pai tinha contratado, ele achou necessário contratar mais um pra que ficasse o ajudando em casa, mesmo dizendo que eu faria esse papel.

Não tive notícias do detetive durante esses dias, isso me foi estranho porque não poderia ser dois infortúnios uma grande coincidência.

- Não vai pra casa da Marceline, filha?

- Não pai, eu quero ficar perto do senhor hoje. 

Estávamos na nossa área de lazer, sentados em cadeiras típicas pra se tomar banho de sol e tenda armada para evitar que o sol batesse em nosso rosto. Tinhamos um vasto quintal com piscina, alguns quiosques estrategicamente localizados para no caso da minha família que é grande, vir aqui e fazer festa por dias. Meu pai e eu não nos importávamos com isso, não mais quando a mamãe morava com a gente e a barreira entre nós e o resto da família foi levantado, todos não quiseram falar sobre o assunto e até viam meu pai com olhos de que ele era sempre amargurado e rude. Pra mim que vivia com ele, eu podia dizer, a criação que ele me deu e todas as coisas que ele me deixou passar, cooperaram pro meu bem.

- Quer alguma coisa pai? - Levantei da cadeira.

- Não, nada. Nem deveria estar aqui. - Ele tinha um óculos escuros e sorria. Vendo-o melhor ele deixou de fazer a barba, quanto tempo será que eu fiquei perto da Marceline que nem o reconhecia mais?!

- Ok. Eu vou dormir um pouco que mais tarde a Flame vem aqui e nós vamos sair.

- Divirtam-se.

Indo em direção porta dos fundos, senti uma presença reconhecida antes mesmo de abrir a porta, porque vi coturnos pretos lamacentos ao lado da porta do meu quarto.

- MARCELINE! - Já fui metendo bronca logo porque tinha bagunçado toda a minha cama. - A quanto tempo você tá aí?!

- Não briga comigo, seu pai que me chamou. 

- Ok... Mas você ainda não respondeu a pergunta!

- Eu tô aqui desde as... - Ela não iria lembrar. - Não sei.

Quando a pessoa tá de boas com as mãos na cabeça pegando uma brisa, os jovens tem isso quando fumam maconha também e eu aprendi o que significa "tá na liga" quando olho pra ela.

- Você tava fumando o quê?

- Nada.

- Não me engana não! Tá na tua cara Marceline!

- Hum... Pois é. 

- Marceline Abadeeeeer! Olha pra mim quando falo com você! - Aumentava ainda mais a minha fúria.

- Não consigo olhar pra você... - Se revirou na cama ficando de bruços e enfiando a cara no travesseiro. - Quando tá tãaao vestida assim.

- Você tá toda imunda! Tava no cemitério?!

- E seu estivesse? 

- Ai Marcy... - Não ia adianta eu soltar os cachorros. Tentei virá-la para encará-la e sentei ao seu lado. - O que houve?

- Hum? Não houve nada.

- E você ainda tava bebendo... - Senti seu bafo me aproximando um pouco pra conferir.

- Eu só queria um pouco de atenção, mas você tava todos esses dias aqui com seu pai.

- Marceline, você não é uma criança. Eu te conheço a tempo suficiente pra dizer que TÁ acontecendo alguma coisa. - A balancei pelos ombros. - Se abre comigo. 

A segurei pela mão que alguns dias atrás estava machucada. Apertou com certa segurança e encarava o anel que tinha me dado.

- Eu sou muito fã de senhor dos aneis, aí eu comprei um anel igualzinho do Frodou.

- É Frodo, Marceline. - Não erraria se estivesse bem, eu ri de seu jeito desengoçado ao tentar contar a história.

- Mas ele não cabeu mais no meu dedo, não tinha mais graça usar. Aí eu encontrei uma mão.

- Você encontrou um mamão?

- Não a fruta Boni... Deixa eu... - Ela arrotou. - Terminar. - Ela tava quase naquele estado em que a encontrei na boate.

- Termina logo, por favor. - Aguentei mais risadas.

- Mas eu não quero que esteja desse lado. - Ela segurou mais firme na minha direita. - Eu quero que teja desse. - Ela buscou minha mão esquerda.

- Marcy, bora tomar um banho. - Eu a puxei ignorando os delírios dela.

- Você vai tomar um banho comigo?

- Vou sim.

- Êeeeba! - Ela se escorou em mim cambaleando.

- Como que você chegou aqui desse jeito?

- O seu pai ligou pro motorista e o brother me trouxe.

- Brother? O Ash?

- Sim... Ele tá lá em baixo na sua sala.

- Ah sim, jogando o video game do meu pai com certeza. Ok, tira essas roupas Marcy. - Entramos no banheiro.

- É pra fazer strip? - Sua fala embriagada ainda me fazia rir.

- Não Marceline, tira normal.

- Mas você não tá tirando... Por quê só eu que tô tirando?

- Ai Marceline. - Tirei a minha blusa apenas pra resolver o impasse. - Tá vendo? Agora você. - A ajudei a tirar sua blusa, mas ela me barra quando tento tirar o resto.

- E, e, ei... Nem vem, eu não vou tirar mais porque você ainda tá muito vestida.

Respira Jujuba, respira... Porque é muito errado dar na cara de uma pessoa embriagada que não sabe o que tá fazendo. Mas sendo no caso da Marceline, será que ela tá ciente?

- Vai você primeiro Marcy. - Apenas liguei o chuveiro e quase saí do banheiro, mas ela me segurou pelo braço com a força que tinha e me puxou pra debaixo do chuveiro também.

Naquele momento me arrependi de não ter tirado o restante da roupa, ela ainda estava de roupa íntima e ficamos completamente molhadas.

- Não tão rápido. Você disse que ia tomar banho comigo.

A louca da Marceline. Não consegui falar nada, nem reagir, pois o poder de persuasão dela sobre mim é tão forte que até mesmo estando embriagada não perde seu charme.

Enquanto a água caía sobre nós, eu estive abraçada a ela, querendo chorar, mas que deveria ser o contrário.

- Você tem que parar de beber Marcy.

- Eu paro.

- E de fumar também.

- Tudo bem...

- Mas não fala isso da boca pra fora, tem que ser uma promessa que você vai cumprir. Olha pra mim. - Me soltei dela para ver seu rosto que estava vermelho. - Promete que você vai deixar de fazer isso, porque quando você se vicia... Te leva a outras coisas.

- Ju, eu sei onde você quer chegar com isso. - Ela apoia sua mão na parede e a água escorria pelo seu rosto. Ela parecia agora um gatinho quando toma banho, dá dó na pessoa. - Você tá dizendo que eu posso ter outra recaída.

- Não Marcy.

- Sim Ju. Tá sim, eu... Vou parar.

Depois de fixar em seus olhos e julgar se aquilo era verdade, desisti. Era a Marceline... Ela nunca mentiria pra mim.

- E sobre o que aconteceu com você?

- Hãm? Do que tá falando?

- Sei lá, você que tem que dizer.

- Bom... Eu continuei recebendo mensagens dela.

- Ah... Tinha que ser isso. Eu já devia saber.

- Amor... Não dá bola pra isso, ela não vai me tirar de você.

- Marcy, você tá carente hoje. - Ri da forma que ela me chamou de amor.

- É... Você me provoca essas reações.

Pôs os braços em volta do meu pescoço, me beijando no rosto até chegar em minha boca, mas eu não deixo que ela se aprofunde.

Não ia rolar um beijo, não com ela ainda com aquele bafo de cerveja.

Mesmo com todos aqueles carinhos pela parte dela, eu tava mesmo querendo concluir o banho. Com essa tarefa finalizada eu já podia sair dali e zerar o GTA, porque sinceramente... Tomar um banho com a Marceline e resistir as tentações dela não era pra qualquer uma.

- Aqui. - Entreguei a toalha pra ela.

Foi demorado pra ela terminar de se arrumar, pra mim foi normal. Flame havia me mandando mensagem dizendo que já tava chegando, francamente... A casa dela é na esquina. Custa nada ela só vir, mas felizmente, tinhamos esse código, porque ela já imaginava que eu tava com alguém e não queria atrapalhar. Só não pensa que é uma garota. 

Já tivemos uma conversa no passado, de quando estudávamos na mesma escola e ela desprezava a amizade de homosexuais, ela brincava comigo com isso, mas eu sabia que só ficava na brincadeira, se realmente fosse, ela não era mais minha amiga. Ela se diz hétera assumida e até já fez campanha na escola pra expulsar todo mundo que não tivesse a mesma mentalidade que ela.

Apesar de tudo isso eu levava a amizade dela normamente, mesmo que ela fosse se escandalizar comigo, como na primeira vez que vi Marceline beijando aquela garota. Eu sentia dúvida dentro de mim, mas depois que Marceline me beijou eu tive certeza.

- Ju, olha! Eu sei mexer a orelha!

- Parabéns Marceline... Treina mais um pouco que daqui a pouco eu te vendo pra um circo clandestino, vai me dar dinheiro que é uma beleza.

- Sua mau...  - Devidamente bem arrumada, no estilo dela claro. Se deitou de novo em minha cama.

- Ei sai já daí! Assim não adiantou de nada te dar um banho. - Parece um gato quando a gente dá banho e volta de novo pra sujeira. - A puxei e ela saiu. Tirei os lençois e travesseiros e só deixei um edredom pra ela.

- Melhor namorada do mundo!

Deitou de volta na cama se aconchegando no edredom. Com os olhos estreitos estive, como de uma mãe repreendendo um filho pela bagunça. Ainda procurei por uma boa roupa pra sair no meu guarda-roupa.

- Marcy, se comporta.

- Onde você vai?

- Eu vou sair com a Flame.

- Quê? Achei que ia ficar aqui. - Ela fez beicinho, ai eu realmente quis beijá-la naquele momento. - É por isso que seu pai me mandou vir pra cá.

- Mas ele sabia que eu ia sair com a...

- O que foi?

- Eu não tinha pensado nisso. - Pus a mão na testa. - Ele quer que você vá comigo.

- Hãm? E isso não é bom?

- Claro que não, olha o seu estado. - Fui até ela. - Talvez ele queira que eu conte logo pra Flame, pra quando chegar a reunião em família ser mais fácil de lidar.

- Que se dane se ela não gostar. O mais importante era o seu pai te apoiar. - As vezes ela pensa que nem eu.

- Marcy. - Passei a mão na testa dela e depois no pescoço. - Você vai querer ir comigo mesmo assim?

- Por que a mudança de ideia? - Ela sorriu. - Não era eu que estava em um estado deplorável?

- Se estivesse tão ruim assim, não estaria me entendendo e falando desse jeito, o banho te ajudou.

- Não, você me ajudou. - Ela se levantou disposta. - Vamos pra essa festa.

Quando eu menos percebi já tinha um sorriso em meu rosto por conta de sua titude.


Notas Finais


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Tem uma fanfic pra me indicar? Coloca aí...


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