História Tão Só - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Depressão, Drama, Romance, Solidão
Exibições 5
Palavras 912
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - O início de um triste fim


Era uma madrugada de terça-feira quando eu recebi a notícia de sua morte, nada era tão insuportável quanto a dor que eu sentir naquele momento. Uma tristeza que invadiu o meu peito com muita força, algo avassalador tomou conta de mim naquela hora. Somente chorava. Chorava como se não houvesse amanhã, Yuna era tão importante para mim, éramos amigas desde infância, tudo isso se perdeu. Eu a perdi.

— Foi um suicídio. — falou sua mãe com uma voz mansa, carregada pela tamanha tristeza na sua alma. Eu emudeci.

— Nós não imaginávamos que ela seria capaz de cometer uma loucura tão grande quanto essa. — completou o seu pai, que possuía uma expressão consternada ao falar o que aconteceu.

— Filha, você tem certeza que nunca soube de nada? Ela nunca comentou algo com você... Ou o que estava sentindo? Qualquer coisa! — a senhora Kim perguntou-me em prantos, estava desesperada.

— Não. Ela nunca me falou nada disso. — as lágrimas desciam, minhas mãos tremiam diante do meu nervosismo. Deixei presente a minha dúvida e grande lamentação por não saber de nada. — Ela me telefonou algumas vezes dizendo que estava se sentindo muito triste, eu tentei ajudar, mas depois tudo parecia estar tão bem... — abaixei a minha cabeça, olhando para as minhas mãos trêmulas. Depois continuei, ainda cabisbaixa. — Desculpe-me, senhora Kim, mas eu não sei o que dizer. Eu sempre achei que conhecia Yuna tão bem, mas depois disso eu não sei o que dizer. Não mesmo. Estou tão surpresa quanto vocês. — após terminar suspirei profundamente, enquanto sentia as minhas lágrimas jorrarem dos meus olhos.

Os pais de Yuna se entreolharam, a aenhora Kim apertava a mão do seu marido fortemente, sua cabeça vivia numa busca desenfreada pelo o que aconteceu. Porém, não havia vestígios e nem explicações dessa morte tão trágica. A senhora Kim virou-se para mim, estendendo a sua mão direita, e disse com toda calma possível:

— Obrigada por prestar a sua presença, minha filha. Tenho certeza de onde a Yuna estiver, ela estará com todos nós. Tenha certeza disso, querida. — por fim, nossas lágrimas haviam cessado, porém o semblante de tristeza ainda se fazia presente em nossas faces.

— Está bem. A senhora está certa. Qualquer coisa que precisarem, esperarei ajudar em algo. — os pais de Yuna apenas assentiram.

A imagem da Yuna correndo no parque foi a última lembrança que tivemos juntas, aquilo soou como uma despedida disfarçada. Estávamos brincando e sorrindo mutuamente. Nem parecia que algo com Yuna estivesse acabando com ela. Contudo, as pessoas não são o que realmente aparentam ser, e com isso eu aprendi como é fingir felicidade quando na verdade só se sente tristeza.

Kim Yuna era jovem, tinha uma vida longa pela frente. Possuía apenas dezesseis anos quando morreu, e isso fazia dela mais jovem que eu com apenas dezenove anos. Suas idéias eram sobre paz e amor, tudo para ela tinha de ser verdadeiro. Tão jovem, tão meiga. Yuna decidiu findar a sua vida de uma maneira drástica, suicidando-se. Porém, o que ela não sabiisso que fazendo isso não haveria mais chances de recomeçar.

Fui andando em direção a porta lentamente, em seguida ouvir o seu pai, o Senhor Kim, chamando-me. Parei no mesmo momento que o ouvi, e quando me virei, meu rosto se desconcertara com um objeto em sua mão. Era um diário, um grande diário simples que ele oferecia na espera de que eu aceitasse. Meus olhos marejaram ao ver aquilo, Yuna nunca me mostraria o que havia de tão escondido ali, que achei tão incerto aceitar. Se não fosse pelo seu pai ter insistido, eu não aceitaria.

— Tome. Há coisas aqui que eu acho que você gostaria de ler. Serve até mesmo como uma lembrança da sua amiga. — ele estendeu o diário para mim, que eu os enxergava de uma maneira tão curiosa. — Aceite! É seu. Ela gostaria que fosse.

Encarei aquele diário já em minhas mãos totalmente aturdida, o interesse sobre aquilo estava presente naquela hora. Diante da sua insistência e do que me dissera, eu aceitei sem hesitar muito.

— Obrigada, Senhor Kim. Muito obrigada. — forçando um sorriso, era a única coisa que eu conseguia dizer naquele instante. Depois retirei-me.

Por dentro a expressão de confusão ainda permanecia na minha face. O que havia de tão importante que tinha que saber? A Yuna escreveu coisas sobre mim, mas que coisas seriam essas? Qual era o meu envolvimento disso? Essas perguntas fixaram-se na minha mente após o pai dela ter me entregado isso, no fundo eu não sabia se deveria ler, e nem mesmo a real importância disso, mesmo assim meu coração dizia que eu deveria ler por algum motivo.

Com quaisquer dúvidas eu leria, com certeza o seu namorado também gostaria de saber sobre isso, mas não contaria. Seria errado demais. Sentir por dentro um calafrio, minhas pernas bambearam e o meu coração acelerava em um impulso forte de ir para casa e ler o que tava escrito. Aquela ânsia dominava-me por completo, e incertamente eu leria aquilo.  O meu medo ainda surgia, mas não eram suficientes para inibir a minha vontade enorme de ler.

Chegando em casa, fui diretamente pro meu quarto. Liguei o pequeno abajur em cima da mesa e me sentei. Por dentro os mesmos calafrios de antes me atormentavam, minha mente ansiava por aquele momento. Assim que o abrir minhas pernas fraquejaram ao ler a frase ali escrita, iluminada pela luz amarelada do abajur, aquelas letras manuscritas diziam:

"Deixo aqui o início de um fim da minha angustiante vida."



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