História Tão, tão diferentes... - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Suga
Tags Jimin, Yaoi, Yoongi, Yoonmin
Visualizações 41
Palavras 818
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabs, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Uma primeira tentativa

Narrado pelo Agust D, gente

Capítulo 1 - Capítulo Único


Eu não sei de onde veio essa mania de dizer que oriental é tudo igual...

O caralho.

E a prova viva disso somos nós dois. Sim, porque se existem duas pessoas diferentes nessa cidade cinzenta de Seul só podem ser eu e você, Jimin.

 

Na minha infância em Daegu eu nunca tive muito. Nem muito amigos, ou muita saúde, ou muito luxo ou muito amor. Por isso eu vim correndo pra cá assim que completei 18 anos, comprado pela aquela fantasia ingênua de “cidade grande, muitas oportunidades”.

Já você sempre morou aqui, naquela casa grande e bonita, tendo pais que sempre te deram tudo o que queria, desde beijos a todos os brinquedos caros, e um futuro garantido caso quisesse entrar na empresa da família.

Nessas realidades, nós poderíamos ter passado a vida inteira sem saber da existência um do outro se eu não conhecesse Hoseok das minhas raras noites na cidade, Jeongguk não fosse um dos seus melhores amigos e esses dois não terem entrado pra mesma escola de dança.

Foi em uma apresentação especial deles que nós nos conhecemos.

Eu nem deveria estra ali, nunca gostei de socializar, mas a ideia de passar a noite entre as paredes brancas do meu apartamento ouvindo música nos fones de ouvido e ignorando a pilha de contas que continuava a crescer na mesa da cozinha não me pareceu tão atrativa como sempre e Hobi já havia me convidado mesmo.

Você me disse que tinha vindo para dar apoio moral como um bom amigo ou qualquer outra besteira do tipo. Eu realmente não me lembro. Porque na primeira vez que eu te vi, curiosamente, o fato de você ser menor que eu, prendeu toda a minha atenção.

Sempre foi o baixinho da turma, o que também sempre me foi incomodo, e ver alguém mais pequeno que eu, pareceu uma vitória pessoal – uma dessas coisas sem sentido mas que a gente tinha ainda assim.

Isso da diferençazinha de altura só durou um instante, no entanto. Depois minha concentração foi toda pra você. E nem haveria porque não ir.

( Tudo em você me pareci digno de parar e comtemplar, Park Jimin.)

As mãozinhas pequenas. O som da risada. O formato dos olhos ao sorrir. O cabelo escuro, que seria comum em qualquer outra pessoa, mas que davam tão certo ao redor do seu rosto.

Eu deveria, refleti comigo mesmo depois que voltei para casa, ter detestado alguém tão extrovertido como você pelo ser antissocial que eu sou, mas essa certeza pareceu nunca nem sequer ter existido assim que vi seu sorriso cativante quando te encontrei de novo.

Você estava fazendo compras para o natal e eu tentando achar qualquer trabalho pra conseguir pagar o aluguel atrasado e não passar o aniversário de Jesus dormindo na rua.

Você tinha pintado o cabelo de um ruivo alaranjado que te deixava ainda mais fascinante do que já era naturalmente.

Sim, eu me lembro claramente daquele tom de cabelo assim como tudo referente a você desde a primeira a todas as outras inúmeras vezes que nos encontramos depois disso.

( Como se sua imagem fosse uma foto presa a uma parede que eu via sempre que fechava os olhos.)

Tudo em você era tão fascinante que nem me importei se estava chegando perto demais até você, surpreendentemente, tomar a iniciativa e me beijar.

( Boca suave e quente, cabelos sedosos nos meus dedos calejados de trabalho enquanto os seus, infinitamente macios, acariciaram as minhas bochechas de um jeito que fez o meu coração derreter como de uma garota apaixonada de 12 anos.)

Isso não vai dar certo – a voz da razão gritava na minha cabeça e as nossas diferenças, mais acentuadas do que nunca, pareciam querer confirmar isso.

Qual é, eu era, e ainda sou, um cara com pouco mais de 20 anos de boca suja, desempregado, desiludido da vida e que quando a coisa aperta nem sabe se vai ter algo pra comer no dia seguinte.

E você veio de boa família e educação, que nem terminou o ensino médio ainda com o sonho de ser cantor e que, com certeza, seria apoiado pelos pais se largasse tudo pra ir atrás disso e que, com mais certeza ainda, iria conseguir e ficaria muito famoso e cinco vezes mais rico do que já é.

 

Mas há algo em comum entre nós dois, Jimin.

 

Sim, essa coisa, essa sensação, ou seja lá o que for, que pareci preencher todo ar ao nosso redor quando estamos perto, deixa os sentidos estagiados quando nos tocamos – por mais simples que o toque seja - e que também pareci ir lá no fundo, depois das diferenças sócias e de idade e temperamento, dentro da pele, penetrando os ossos e além deles até algo mais profundo.

Essa única igualdade que só nós podemos sentir e que faz as diferenças perderem a importância e a razão ser insignificante demais pra dar ouvidos.


Notas Finais


Eu gosto de comentários
assim sabe
o dizendo só por dizer
sem nenhuma intensão implícita...


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