História Tarde Livre - Capítulo 10


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescência, Cigarros, Comico, Melancolia, Paixão
Exibições 6
Palavras 409
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - Acontecimentos de um futuro distante - Parte 2


Quinta-feira. Mais um dia fazendo uma grande merda.

“- Me acorde amanhã de qualquer maneira!” – Eu disse pra minha avó no dia anterior.

Não deu certo, como sempre. Eu simplesmente ignorei o mundo ao meu redor e fiquei na cama, dormindo. Acontece que, porra, sonhar é a melhor parte do meu dia. Sim, a melhor parte do meu dia não é quando a minha tarde fica livre, nem quando eu consigo escrever mais um capítulo da minha história; A melhor parte do meu dia é quando eu consigo dormir depois de fumar um cigarro e, enfim, sonhar.

- Certo. – Digo pra mim mesmo na frente do PC, perto da 1hr da manhã. – Eu vou conseguir escrever algo que não reverbere a existência dela.

Suspiro após escrever uma ou duas páginas e apagar tudo. Eu simplesmente não conseguia.

“- Eu não consigo nem criar uma personagem como você!” – Eu havia dito pra Michelle.

Eu sei mentir muito bem. Eu consigo sim criar uma personagem com toda a incógnita que ela foi pra mim, acontece que eu não quero. Porque se eu fizer isso vai ser aceitar que é passado. Por que porra, eu só sei escrever sobre o meu passado.

- Só mais esse cigarro. – Digo pra mim mesmo enquanto ando em direção ao banheiro.

Coloco a mão no bolso da calça, tiro o meu maço de Marlboro, pego um cigarro, o coloco na boca, acendo o isqueiro e, por fim, acendo o cigarro.

Sorrio. Essa era a coisa que eu mais sabia fazer: Acender a merda de um cigarro.

Entre um trago e outro, observando as luzes das casas pelo vitro, eu entendia que eu era isso: Um ser humano extremamente preso ao passado. Sempre remoendo algo que já fez e pensando em tudo o que eu deveria ter feito.

“Parece sorte que eu veja tudo tão perto do azul.”

Assim que volto pro PC eu leio um ou outro capítulo de uma história que a garota havia escrito.

Ela me dava certa inspiração. Ter a possibilidade de ler algo que ela escrevera só me dava mais vontade de conseguir escrever algo.

“Venha ouvir verso, estrofe e refrão da milésima canção de amor que eu escrevi.”

A música ecoava pelo banheiro de casa.

- Eu só sirvo pra fumar e pra sentir saudades. – Murmuro.

Eu não sou um ser humano genérico. Só sou saudade de algo que não volta e, por ser saudade, não consigo fazer nada no presente. 



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