História Taste the Potion {chanbaek} - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekyeol, Chanbaek, Exo, Smut, Yaoi
Exibições 197
Palavras 5.813
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Estou cá de novo para publicar outra oneshot do otp do meu coração, chanbaek. Yay! E não será a única pois já estou a trabalhar noutras ideias.

A oneshot está escrita em português de Portugal, portanto aqui estão algumas palavras que possam não entender:
Blusão: Jaqueta
Piropo: Cantada

Capítulo 1 - Capítulo único - A poção mágica


As suas pisadas no chão assoalhado eram precisas, assim como a sua vontade de encontrar algum livro com o conteúdo que o pudesse ajudar totalmente. O seu dedo indicador percorria cada livro minuciosamente; A bibliotecária já lhe tinha questionado duas vezes se necessitava de ajuda, mas este deu-lhe a mesma resposta: “Não, muito obrigado”. Ele não pretendia que vissem o que ele procurava, mas como era óbvio, quando ele se dirigisse ao balcão para requisitar o livro, a bibliotecária veria do que se tratava o mesmo, mas para essa situação ele já tinha uma resposta estudada. Mais longos minutos se passaram e os seus olhos foram de encontro a um livro que captou a sua atenção; Pela sua grossura extrema, pela sua cor azul marinho gritante e pelo título gravado na sua lombada dourada: “O Livro Mestre dos Feitiços e Poções.”  

Rapidamente o removeu da estante de madeira envelhecida e folheou-o. Por obra do acaso, quando ele folheou o mesmo, este abriu-se numa página cujo capítulo era o número 45 com o seguinte subtítulo: “Se ele/ela não a/o ama, faça com que isso aconteça”. Deu uma olhadela e ali estava completamente explicado o que ele procurava com tanto afinco e com várias opções às quais ele poderia recorrer caso a primeira não resultasse. Sorriu vitoriosamente e logo se apressou a ir para o balcão onde a bibliotecária de estatura mediana se encontrava. – Com as mãos sobre o balcão de uma madeira clara. – Ela aparentava ter 35 anos ou talvez menos. O seu cabelo curto cor de avelã dava-lhe uma aparência juvenil, portanto era difícil confirmar a sua idade real.  

Repousou o livro sobre o balcão e as sobrancelhas da mulher arquearam-se em dúvida e ele velozmente articulou a desculpa já planeada: “É para um trabalho escolar. Mais propriamente para exercitar o pensamento criativo”. – Esboçou um sorriso convincente e a expressão facial de Kim Woo Jin, – O nome inscrito na plaquinha prateada ao seu peito. – suavizou. – Digitalizou o código de barras e inseriu o livro num saquinho branco e entregou-lhe um papel com a data que este deveria ser entregue.  

Abandonou o estabelecimento municipal com um sorriso esbanjado nos seus lábios e jornadeou até à praça de táxis mais perto dali. – Balançava o saquinho na mão com uma felicidade imensa transparecida no rosto –. Em breves minutos encontrava-se na praça movimentada. Os seus olhos fuzilaram num ápice um táxi acabado de estacionar e passageiros a abandonar o veículo, pagando de seguida ao motorista. À velocidade da luz correu até até lá para evitar que outra pessoa entrasse primeiro. – Ele estava extremamente ansioso para chegar a casa. – Abriu a porta de trás e adentrou no veículo de cor prata. O homem de cabelos escuros e com as mãos firmemente agarradas no volante, encarou-o pelo retrovisor, aguardando pela morada, que prontamente fora fornecida pelo jovem de cabelo loiro escuro.  

*  

– Byun Baekhyun, o que é que tu estás a fazer? – O rapaz alto interrogou com o sobrolho franzido, demonstrando estar pasmado.  

– Shiu, Sehun. Preciso de me concentrar nisto. É muito importante.

– Muito importante? Tu estás a fazer bruxarias. – Referiu um tanto escandalizado enquanto estava posicionado atrás do seu amigo com os seus lábios entreabertos, não acreditando no que via.  

– Não estou nada a fazer bruxarias. Não sejas uma bicha escandalosa. – A sua pose atenta ao livro manteve-se, não dando muita importância ao que lhe era dito. Sentado na cadeira giratória, em frente à sua secretária, volvia cada página grossa do livro com uma extrema precaução. Pretendia escolher o melhor feitiço e para isso necessitava de ler cada fórmula, uma por uma, para concluir qual seria a melhor.  

– Os outros têm que saber disto! – Expressou entusiasmadamente. – Baekhyun, o cético, o ateu, o desacreditado, o senhor “Em nada acredito até ver” está a virar uma bruxinha. – Guinchou e bateu palminhas como um bebé.  

– Cala-te seu bicho do mato. Vai fazer algo de útil e prestativo. – Ordenou frustrado por não ter um pouco de sossego e estar a ser incomodado a todo o segundo por Oh Sehun, um dos seus melhores amigos.  

– Vou pois. – Confirmou animado. – Primeiro vou ligar ao Kyungsoo a contar a tua nova vocação. Depois se o Jongin estiver ao lado dele, vai ficar logo a saber. Depois o Jongin vai contar ao Jongdae, que por sua vez vai contar ao Minseok. O Minseok vai relatar ao Yixing. O Yixing não vai contar ao Junmyeon, mas como este estará ao lado dele também, vai ouvir a voz histérica do Minseok e vai aparecer aqui em casa para te dar na cabeça. – Procurou o fôlego após um enorme discurso e sorriu quando o mais velho se ergueu raivoso da cadeira.  

– Sai já daqui sua larva. Inútil. Estúpido. – Esticou o seu braço e com o dedo indicador apontou para a porta do seu quarto.  

– Não nos podemos esquecer que a cidade toda vai ficar a saber que temos uma mini Rowena¹ aqui em casa. Isso inclui a pessoa que queres “possuir.” – Reproduziu umas aspas com as suas mãos. – Se é que me faço entender. – Um sorriso perverso delineou-se nos seus lábios e isso fora a gota d’água para o de estatura média. – Em comparação com o rapaz que tinha na sua frente. –  

Num berro estridente e num modo imperativo, exigiu que este saísse naquele instante dos seus aposentos ou sofreria as consequências.  

– Consequências? O que me vais fazer? Vodu? Não, Baekhyun, isso não. – Atiçou-o mais uma vez quando já se encontrava perto da porta. – Por favor, tem piedade de mim! – Os seus lábios formaram um biquinho e os olhos pidões piscavam como um pedido de misericórdia. O garoto que já estava totalmente irado e enfurecido, alcançou a sua almofada e arremessou-a contra o moreno – Que ainda no dia anterior estava loiro – e este saltitou para fora do quarto, fechando a porta, antes de poder ser atingido.  

Baekhyun grunhiu e emaranhou alguns fios de cabelo nas suas mãos e puxou-os exasperadamente. Com um truque que tinha aprendido há já alguns anos sobre como manter a calma em situações de stress, contou mentalmente até dez umas cinco vezes e a calma acabou por se apoderar da sua mente novamente. Regressou até à cadeira preta onde estava sentado e permitiu-se acomodar na mesma. Redirecionando a visão até àquele livro que tinha mais ares de enciclopédia do que outra coisa qualquer devido à sua corpulência, começou por ler cada letra miudinha, pois, normalmente, essas eram as mais importantes e eram essas que as pessoas dispensavam qualquer tipo de leitura.  

Byun era uma pessoa minuciosa e bastante meticuloso, não era à toa que tinha cursado em bioquímica. Mas naquele momento sentia-se, de alguma forma, a apunhalar os seus princípios morais. Ele era um homem da ciência e agora estava a bater de frente com os seus valores? Não que houvesse qualquer tipo de cláusula que estipulasse: “Homens da ciência estão estritamente proibidos de serem crentes” pois não havia nada disso. Contudo, a questão era que a ciência pesquisa factos, procura provar, de modo racional, os seus estudos, e é assim que arrecada argumentos para defender o porquê de estarem certos. Envolver-se em feitiços e magias para conseguir conquistar a pessoa que gosta, era no mínimo ridículo e sobretudo uma afronta a tudo que tinha aspirado durante toda a sua vida de estudante.

Mas para ter minuciosidade e meticulosidade como principais qualidades, teria, entretanto, os seus defeitos. O mais notório deles todos era ser sonhador. Não era crédulo até ao ponto de fantasiar uma vida no Dubai, numa penthouse com vista para o Golfo Pérsico. Era sonhador, mas não tanto. Mas ele gostava de sonhar e imaginar se isto ou aquilo acontecesse. Ele estava ciente que era aquela vida que ele queria traçar quando se decidiu tornar um bioquímico, e até hoje não se arrependera nunca, desde criança que almejava sê-lo. Todavia, perguntava-se se aquelas suas caraterísticas eram dignas de um bom bioquímico.  

Primeira fórmula  

Poção de amor para ficar irresistível  

A testa de Baekhyun encorrilhou-se em dúvida e leu de relance o conteúdo da poção e virou de página pois aqueles passos não tinham como o ajudar.  

Segunda fórmula  

Poção mágica para atrair um novo amor  

Eu não quero atrair novo amor nenhum. Eu só quero que ele repare em mim. E os ingredientes são dificílimos de achar. – Pensou para ele próprio e mudou novamente de página.  

Terceira fórmula  

Poção mágica para a pessoa amada  

Ingredientes:  

– Um pequeno pote;  

– Uma mão de folhas de alecrim;  

– 2 trevos;  

– 3 pétalas de uma rosa;  

– Uma colher sopa de mel;  

– Um pouco de água.  

Releu mais três vezes a fórmula e uma felicidade estonteante recaiu sobre ele. Era exatamente aquela fórmula que ele iria colocar em prática. Como um furacão, saiu do quarto a correr e clamava pelo nome do seu amigo.  

– Sehun. Sehun. Sehun, onde é que tu estás? – Indagou interrogativamente enquanto colocava o seu pé na última escada do corredor.  

– Não te vou dizer onde estou. Sabe-se lá o que é que andaste a tramar lá em cima. – Alteou a sua voz e Baek revirou os olhos pois era óbvio que a voz vinha da cozinha.  

– Ainda me transformas num sapo.

O mais velho encaminhou-se até à cozinha e encontrou-o sentado, a observar uma caneca com chocolate quente a transbordar.  

– Era o que tu merecias que eu te fizesse. – Gargalhou um pouco por causa do susto que tinha pregado, intencionalmente, a Sehun.  

– O que é que se passa? Vieste buscar a vassoura à dispensa? – Inquiriu, levando a caneca até à sua boca e soprou, para arrefecer a bebida.  

– Mas com quem é que tu andas a aprender a ser tão mal educado? Comigo não é com certeza. – A sua mão direita pousou sobre a sua anca, indignado.

– O que eu aprendo vem de casa. – Descarregou a intriga no ar e o que estava diante dos seus olhos, escancarou a boca.  

– O quê? Vem de casa? Como assim vem de casa? Eu nunca te eduquei dessa maneira! – Disparou e como resposta teve uma risada maléfica.  

– Estou a brincar. O que é que me queres? – Bebericou o seu chocolate e fitava-o por cima da caneca, enquanto esta estava nas suas mãos geladas.  

– Ah, sim! – Desceu à realidade e instantaneamente adiantou qual era o real motivo de tanta excitação. – Há trevos no nosso quintal?  

– Trevos no quintal? – Interpelou confusamente.  

– Sim, trevos! – Confirmou animado. – E rosas, há rosas lá fora no quintal?  

– Desculpa a intromissão, Baekhyun hyung, mas… – Efetuou uma pausa dramática de alguns segundos. – Para que é que queres trevos e rosas? De biólogo passaste a florista?  

– Não é biólogo, idiota. É bioquímico. E não eu não vou virar florista. Apenas necessito disso. – Explicou sem detalhar muito, queria despachar aquele assunto o mais rápido possível.  

– Rosas acredito que haja, mas trevos… Acho um pouco mais difícil. – Terminou de ingerir o seu chocolate quentinho e foi até à pia. Abriu a torneira e passou a caneca por água, deixando-a secar. – Quem precisa da Dora quando temos um Baekkie a percorrer o mundo em busca de plantinhas? O mencionado no discurso resmungou:

– Tu hoje estás insuportável, Sehun! Que horror. – Deixou ao abandono uma criança irritante, que se ria sozinha na cozinha, e foi até às traseiras da sua casa. Era um pequeno jardim com algumas florzinhas e agradeceu interiormente por haver algumas rosas por lá. Saiu aos saltinhos do jardim, passando por Sehun que estava refastelado no sofá da sala. Ainda conseguiu escutar uma gargalhada quase inaudível por parte dele, mas ignorou completamente.  

O resto da manhã foi uma autêntica correria para Baekhyun que entrava e saía do quarto. Saiu de casa duas vezes: Uma para ir comprar trevos a uma florista e outra para ir comprar folhas de alecrim ao supermercado.

O moreno que dividia a casa com ele já estava atarantado com tantas portas a bater até ouvir um “Heureca!” gritado do piso de cima. Logo a seguir apareceu Baek na sala, pela milésima vez naquele dia.  

– Já acabou o bruxedo? Já acabou a montanha-russa? É que ficas a saber que só hoje, deves ter subido e descido mais que um elevador sobe num ano. – Comentou Sehun.  

– Eu não estive a fazer bruxedos, Sehun… – Retorquiu, desaprovando com um olhar, aquele comentário.  

– Que nome dás a uma pessoa que requisita um livro cujo nome é: “O Livro Mestre dos Feitiços e Poções” com a finalidade de conquistar uma pessoa, que por acaso é um amigo meu, e faz uma poção para lhe dar a beber? – Lançou à cara todos atos realizados – Pelo mais velho – naquele dia.  

– Dar-lhe-ia o nome de desesperada, porque é isso que essas atitudes demonstram. – Sorriu de modo trocista para o moreno que estava com a televisão ligada, porém não lhe estava a prestar a devida atenção.  

– Tenho as minhas sérias dúvidas se escolheste a profissão correta… – Divagou. – Mas bem, ao final da tarde vou à casa do Yixing jogar Uncharted 4, queres vir também ou vais para a floresta fazer rituais?  

– Eu juro-te, Sehun, que se voltas a fazer mais uma piadinha com esse tipo de coisas, eu ponho-te na rua. – Deixou o aviso bem frisado para que ele ficasse consciente do que estava em risco.  

– Não pões nada. – Afirmou todo cheio de si.  

– Ai não?  

– Não.  

– O que te faz pensar que eu não faço isso mesmo? Agora mesmo? – Reforçou a sua pergunta.  

Sehun içou o seu corpo do sofá e aproximou-se do mais velho que estava no fundo das escadas. Aproximou a sua boca do ouvido do mesmo e articulou num tom absurdamente baixo:  

– Não me pões na rua, e sabes porquê? – Cessou o seu falatório e não aguardou uma resposta. – Porque eu informei-te que ia à casa do Yixing pelo simples facto que o Channie vai estar lá também. Achas que eu mereço ir para a rua? Fui um bom samaritano. – Irônico como sempre, fugiu pelas escadas acima, antes de obter alguma resposta.

– Sehun, anda cá! – Fez o mesmo trajeto que o mais novo e aligeirou-se até ao quarto dele. –Estás a falar a sério?  

– Qual é o espanto? – Revidou à sua incredulidade.  

– Não estou espantado. Só queria ter a certeza que não estavas a brincar comigo. Só isso. – Eu não me acredito, Byun Baekhyun! – Volteou-se para ele e cravou o seu olhar no sujeito. – Tu não tens vergonha?  

– Mas o que é que eu fiz? – Questionou assustado com aquela acusação.  

– Estás todo preocupadinho porque assim tens uma oportunidade para dar essa tal poção ao Chanyeol. Não creio! – Colocou as suas mãos nas laterais da sua face e permaneceu de queixo caído.  

– Estás a tentar imitar "O Grito"? – O de cabelos um bocado ondulados sondou com o sobreolho flexionado.

– Sim! Ficou bom? – Oh Sehun admitiu satisfeito por ter tido um bom desempenho na sua performance.

O que tinha adivinhado – Ao acaso, pois ele nem tinha percebido que aquela era a intenção do amigo – a imitação, balançou a cabeça negativamente, mas depois as gargalhadas dos dois ecoaram pelo quarto.  

*  

– Baekhyun, despacha-te. Já estamos em cima da hora. Se depois apanharmos trânsito, depois não… – Sehun ia continuar a protestar, porém quando avistou o seu amigo a descer as escadas, as suas palavras perderam o sentido que iriam levar. – Puta que pariu, Baek. Se o Chanyeol não quiser a poção, dá-ma a mim. Aceito de livre e espontânea vontade. – Ainda não tinha desviado a sua visão do rapaz e este sentia as suas bochechas a fervilharem.  

Ele afincou-se bastante naquele outfit no qual ele envergava uma t-shirt azul escura, uns jeans justos de lavagem preta e umas vans de cano alto. Como era final da tarde e quando ele regressasse a probabilidade de estar frio era grande, ele decidiu complementar o look com um blusão de couro sintético. E num dos bolsos do blusão, talvez, atenção, talvez, ele tenha escondido um frasquinho com uma poção dentro.  

– Cala-te, idiota. – Sussurrou excessivamente envergonhado e naquele momento, o chão era o seu verdadeiro melhor amigo, observando-o como se não existisse mais nada.  

– Estás lindo e maravilhoso para quem vai jogar Uncharted… Ou devo dizer: Estás lindo e maravilhoso para quem vai brincar às Winx?  

– Voltamos a essas piadas sem piada?  

– Ai, pronto. Já não está cá quem falou. Vamos mas é embora porque estamos a ficar atrasados. – Adiantou-se em abrir a porta da rua e concedeu-lhe a passagem em primeiro e lugar e depois trancou a porta às chaves.  

 

Dentro do carro, o moreno conduzia e cantava alegremente as músicas que tocavam na rádio, mesmo que não conhecesse algumas. Por sua vez, Baekhyun gargalhava discretamente com as cantorias do seu amigo. A animação foi garantida até chegarem ao seu destino. O loiro extraiu o cinto de segurança numa fração de segundos e saltou para fora do carro.  

– Tem calma hyung. O Channie não vai fugir. Com os teus planos, ele vai é casar-se contigo. – Referiu, fechando o carro automaticamente com o comando. O seu pedido não fora atendido, visto que o jovem já se encontrava a tocar à campainha e Sehun sorriu modesto e copiou o rumo de Baekhyun até à casa de Zhang.  

Quando já estava do lado do mais baixo, a porta fora aberta pela pessoa que os tinha convidado para uma partida de Uncharted; Yixing. Como de costume, sorria sutilmente e deixou-os entrar, gratulando-os por terem vindo e que os restantes se encontravam no seu quarto e foi para lá que os três rapazes foram.  

– Pessoal, o Sehun maknae e o Baekkie já chegaram. – Anunciou, atraindo as atenções para os que estavam na ombreira da porta do quarto.  

– Baekhyun hyung… – Proferiu Sehun reticente, já do lado do Kyungsoo e Jongin. Teve um “Hm?” como replicação e portanto, entendeu isso como carta verde para prosseguir, enquanto Baekkie se dirigia para se sentar perto do Jongdae. – Belas pernas… a que horas abrem?  

O referenciado naquele piropo ficou paralisado no meio daquela meia roda que os outros tinham formado, e não soube distinguir quem começou a rir primeiro, mas a verdade é que toda a gente se ria, excetuando Yixing, Junmyeon e Chanyeol, que mantinham uma expressão reprovadora com aquela atitude do mais novo. Ele ainda foi a tempo – Uma vez que ainda não se tinha sentado – e modificou o seu caminho e preferiu sentar-se no meio dos únicos que tinham bom senso e mantinham a seriedade. Ele estava completamente constrangido e aquelas risadas intermináveis só agravavam o seu constrangimento.  

– Já paravam com a infantilidade, não? – Pela primeira vez naquele final de tarde, Chanyeol locucionou com audácia patente na sua voz rouca e grave. Pouco a pouco, o motivo de piada foi evaporando, e puderam iniciar o jogo. Os primeiros a jogar foram o casalinho do grupo de amigos; Kyungsoo e Jongin. Era hilário ver aqueles dois a tentarem sabotar o jogo de cada um. Após um bom tempo de eles estarem a jogar, deram a vez a Minseok e a Jongdae que já apostavam entre si quem iria ganhar. Minseok tinha ganho. E ria malevolamente pois Jongdae perdera a aposta.  

Quase uma hora e meia de jogos e de todos terem jogado como se estivessem a defender a sua própria vida, Yixing pronuncia-se:  

– Querem que eu prepare alguns noodles para comerem? – Fez a questão, já erguido do chão.  

– Sim, por favor. – Jongdae confirmou, grato.  

– Sim, se não for abusar demais. – Completou Minseok.  

– Queres ajuda com alguma coisa? – Junmyeon perguntou prestativamente.  

– Não é preciso, obrigado. – Yixing retorquiu prestes a sair do quarto.  

– Eu ajudo-te, hyung. – Baekkie levantou-se, com muita pena, da beira do seu amorzinho e foi ajudar o seu amigo. Era agora a oportunidade certa de agir. Andaram pelo corredor fora – Pois a casa de Yixing não tinha segundo piso – e dobraram a esquina do corredor e logo estavam na cozinha.  

– O que achas de levarmos uns copos com sumo para eles beberem? – Sugeriu o mais novo ao mesmo tempo que alcançava as coisas que Zhang ia pedindo.  

– Acho uma ótima ideia. – Nos seus lábios reluziu um sorriso amoroso perante a boa ideia de um dos seus dongsaengs. Provavelmente uns 20 minutos se passaram a ferver os noodles de cada e nesse tempo, Baekhyun já tinha despejado a poção num copo azul, copo esse que entregaria a Channie.  

– Está pronto! – Notificou o rapaz de cabelos escuros e um rosto encantador. – Vamos? Eles já devem estar esfomeados. – Segurou na bandeja que tinham nove copos de noodles instantâneos.

– Sim, sim. Vamos. – Assentiu com a cabeça e pegou na bandeja que continha os copos.  

Foram de encontro aos sete rapazes que conversavam entre si. Jongin mimava Kyungsoo, como já era usual, e em troca recebia os comentários infantis de Sehun.  

– Finalmente! Estava cheio de fome. – O mais novo do grupo exprimiu-se.  

– Se estavas com pressa, porque não foste lá ajudar? – Declarou Junmyeon subitamente.  

– Aish, hyung. Não me trates tão mal. – A cara de Sehun fingiu uma tristeza e os seus lábios conceberam um biquinho. Típico.  

Yixing distribuiu por cada um, um copinho com os noodles e retomou o seu lugar. Já Baekhyun, entregava os copos com sumo a cada um, e o último a quem ele entregou foi a Chanyeol. Sorriu-lhe ternamente e por dentro, a sua mente desejava que ele bebesse tudo.  

– Baek…? – Soou a voz tão familiar do maknae e o mais baixinho deu meia volta e mirou-o. – Podes chegar aqui, por favor? – Solicitou acanhadamente.  

Baekhyun suspirou em rendição – Sem mesmo sequer ter reclamado. – e aproximou-se dele que estava no outro ponto do quarto.  

– Eu queria pedir-te desculpa por aquilo que eu te disse à pouco…  

– Ah, queres dizer quando me envergonhaste à frente todos? – Acusou ressentido.  

– Sim… Eu percebi que foi uma atitude infeliz e que não devia ter dito nada. – Reconheceu o seu ato menos próprio e Baekhyun respirou profundamente.  

– Tudo bem. Eu desculpo-te, contudo se me prometeres que não me voltas a fazer uma daquelas. – Alegou com o cenho franzido, esperando uma resposta afirmativa em relação ao seu “ultimato”.  

– Prometido! – Sehun comprometeu-se e um sorriso reluzente iluminou o seu rosto. Abriu os seus braços exageradamente e o mais velho compreendeu o que ele ambicionava. Como era óbvio, ele aceitou o abraço. Pôs-se de cócoras e rodeou o corpo do mais novo e o afagou as suas costas carinhosamente. Apartaram, com os minutos, aquele gesto de carinho e Baek voltou para a zona onde estava minutos antes e Chanyeol tinha um sorriso aparvalhado na direção deles os dois. O mais velho atentou o copo azul já esvaziado e por dentro estava eufórico, mas persistiu sereno diante todos.

Ia sentar-se mas algo o impediu de o fazer. Uma mão apertou de leve o seu pulso e as suas costas colidiram em algo. Quando teve consciência do que se tinha sucedido, a sua face não apresentava expressão alguma. O seu pequeno corpo era envolvido pelos braços de Chanyeol. As pernas do mesmo estavam abertas o bastante para o loiro poder estar no meio delas. O queixo estava afundado na curvatura do menor, e, pela terceira vez naquele dia, o hyung tinha as suas maçãs-do-rosto a explodir de quentura.  

– Há novidades e ninguém me contava nada? – Jongin manifestou-se, curioso.  

– Não sei do que falas. – O maior apressou-se a responder fazendo-se de desentendido e apertou mais ainda o loiro contra si. Os seus dedos ziguezagueando pelo ventre dele, coberto por aquela t-shirt. Baekkie entrelaçava os seus dedos, nervoso e inquieto perante aquele aparato todo.

Presumiu que aquilo seria a sequela da poção. Todos os olhares incidiam-se sobre eles, e agora, mais do que nunca, escutava gracinhas explicitadas pelos mais novos.  

– Sehun, Kyungsoo e Jongin, já basta, não concordam? Se eles querem estar abraçados, deixem-nos estar. – Junmyeon rezingou e Chanyeol sorriu em agradecimento e inconsequentemente, roçou os seus lábios na bochecha daquele que estava envolto nos seus braços.  

– Chanyeol… – Balbuciou o seu nome e celeremente recompôs a sua voz que soava inconstante. – O que é que tu estás a fazer? – Bichanou, como retorno aos seus estímulos.  

– Estou a mimar-te, porquê, não posso? – Perguntou despreocupadamente. As palavras ficaram presas no fundo da garganta e ele continuava embasbacado com aquele comportamento dele.  

– Ahm… Podes. Só que tu não costumas dar-me muita atenção. É só por isso. – Esclareceu, encarando o tapete vermelho em que estavam sentados.  

– Isso vai mudar a partir de hoje. – Assegurou e mordiscou-lhe a bochecha. O de cabelo loiro escuro, moveu um pouco o seu pescoço para ter uma melhor perspetiva do rosto do mais alto de todos ali presentes. Park Chanyeol, como era o seu nome completo, esculpiu um sorriso que fascinava Baekhyun dia para dia. O polegar do rapaz sorridente, repousou-se sobre a mordida que tinha feito ao de leve e passeou o seu dígito por aquela região e um arrepio corroeu a espinha a sua espinha. Se ele continuasse assim, Byun não responderia por si.  

*

Após mais umas longas horas de conversa, um por um, foram-se dissipando. Ou por causa do sono ou porque tinham trabalho no dia seguinte e precisavam de ir descansar. Os últimos a abandonar a casa confortável de Yixing foram o recente enfeitiçado e o feiticeiro.

 

Sehun, após muita manha, convenceu Zhang a ficar lá a dormir, prometendo que ele nem daria conta da sua existência lá em casa. Já Baekhyun, tinha que ir no carro de Chanyeol, porque à vinda para cá, quem ia a conduzir era Sehun.  

– Baekkie… – Murmurou com o seu timbre vocal arrastado, enquanto estava focado na estrada à sua frente.  

– Sim?  

– Baekkie… – Redisse, mesmo tendo ouvido a resposta fornecida pelo mais velho.  

– O que foi, Channie? – Redirecionou a sua visão para o lado direito da viatura, e lá estava ele, a alternar o seu olhar entre a rodovia e a sua silhueta.  

– Eu não sei o que se passa comigo. Vai parecer loucura, mas eu estou com uma enorme vontade de te beijar. Até parece que fui enfeitiçado ou algo do género. – Gargalhou nervosamente e comichou a sua nuca. – Por favor, não penses que eu estou a delirar, estou apenas a tentar dar-te uma pequena noção de como o meu eu está.  

Com aquela alegação, qualquer palavra que ele tentasse recitar, iria sair enrolada e fragilizada, desse modo, elegeu silenciar-se e sentir cada sentimento seu a efervescer e a entrar em erupção, como se tudo o que ele vinha a desejar há quase um ano e meio, estivesse por um triz de acontecer. Ele ansiava por saber onde aquela viagem os levaria, em contrapartida, temia que quando estivesse entregue, ele se fosse embora e que aquela sentença tivesse sido apenas dita da boca para fora.  

Chanyeol nunca lhe tinha dado atenção, porque daria agora? Só por causa de uma poção? Ele sentia-se horrível por ter chegado àqueles extremos, mas para ter escutado aquelas palavras de minutos atrás, tinha valido a pena.  

Vinte minutos de viagem assimilaram-se a cinco e quando chegaram a sua casa, a quietude predominava dentro do carro. Baekhyun tomou a iniciativa de deixar a viatura, porém, ao tentar fazê-lo, Channie agarrou-o novamente.  

– Eu não te quero deixar ir embora. – Autorizou que as suas palavras fluíssem. Tão naturalmente que o outro invejava o seu à vontade.  

– O que é que disseste? – Ele tinha compreendido muito bem o que lhe tinha sido revelado, todavia, queria ouvir mais uma vez na sua voz cada palavra proferida.  

– Disse que não te quero deixar ir embora. Queres que volte a dizer? – Gargalhou num tom discreto.  

– Eu ouvi à primeira vez. Só queria ter… – Park impossibilitou-o, novamente, de prosseguir.  

– Ter a certeza que eu não estava a brincar. Eu sei. – Sorriu compreensivamente e Baekhyun assumiu que contemplar o porta-luvas era a melhor solução para se esquivar da vergonha por ser tão previsível. – Não tens porque achar que eu estou a brincar. Eu disse que parecia que estava enfeitiçado, mas era um eufemismo. Eu só não sabia como me expressar, e achei que recorrer a essa palavra fosse mais claro de me explicar.  

Mesmo que Baekhyun não quisesse responder, ele tinha sido proibido de o fazer quando Chanyeol se desfez do cinto de segurança e chocou a sua testa contra a dele.  

– Acho que tu não tens noção do quão lindo tu és. Não tens pois não? – Interrogou e sem mais delongas, depositou um beijo nos seus lábios. Se o mais velho já estava prestes a colapsar, agora sim, tinha estourado.  

Se calhar ele não deveria transmitir o seu nervosismo, mas era uma missão impossível. O que não era uma missão impossível era sentir a maneira como o seu dongsaeng se divertia a morder o seu lábio inferior e depois sugar a sua língua com destreza, fazendo-o arfar. E quando uma, das mãos enormes dele, deambularam pelas suas costas, ele sentiu que morreria ali mesmo. Poderia uma simples poção ter resolvido tudo?  

A outra mão livre – E pousada no acento – de Channie, fora enlaçada pela mãozinha pequena de Baekhyun, que o agarrava zelosamente pelo pescoço, trazendo-o para perto. O moreno libertou um riso baixinho contra os seus lábios e Baek afastou-se uns milímetros.

– O que foi? – Perquiriu num murmúrio, com uma feição apreensiva, achando que tinha feito algo de errado.  

– Porque é que eu nunca te beijei antes? – Olhou-o no fundo da sua íris como se tentasse desvendar cada segredo seu.  

– Porque és um idiota? – Questionou retoricamente e os dois sorriram com aquela exclamação.

Byun, já com o cinto do banco retirado, atreveu-se a sentar-se no colo do mais novo, e em retribuição, aos mãos do mesmo foram parar nas ancas do loiro. Apesar de tudo, eles preocupavam-se pouco com os preliminares, e era por isso que o casaco e a t-shirt de Baek juntamente com a camisola de Park, já estavam no banco de trás.  

– Tu és tão fofo, Baekkie. – Chanyeol afirmou contra o pescoço livre de marcas dele. – Livre de marcas, mas não por muito tempo. –  

– Fofo? Numa situação destas não quero ser chamado de fofo, Chanyeol. – Fitou-o com um olhar mortífero.  

– Tu és tão sexy, Baekhyun. – Reformulou a sua constatação. – Melhor assim?  

– Sim. Bastante melhor. – Desceu o seu olhar até ao abdómen um tanto definido de Chanyeol e dedilhou-o com desejo.  

As mãos do que estava sentado no banco foram sem detença até aos jeans do que estava sobre si e sem demorar mais, desabotoou-as e Baek ergueu o seu corpo para facilitar a tarefa. Park humedeceu os seus lábios ao pôr a vista nas coxas roliças do mais velho e aqueles boxers pretos, acentuando todo o seu corpo, levaram-no à loucura. As calças do outro também foram tiradas logo a seguir e as suas mãos irrequietas apertaram sem pudor as nádegas fartas do menor. Essa atitude só foi cooperar num gemido por parte do que levou o apertão.  

– Espero que gemas assim para mim não tarda nada. – Decretou maliciosamente e Baekkie riu inaudivelmente. A sua mão delicada encostou no membro ainda coberto pelo boxer azul de Chanyeol e este ofegou.  

– Agiliza isso, hyung. – O referido na frase apressou-se a retirar os trajes menores de ambos e o amorenado deu uma palmada no rabo do pequeno, que se colocou confortável no colo dele. Os membros tocavam-se parcialmente por causa de Baekhyun estar sentado sobre ele, e, tirando vantagem disso, roçou-se no mesmo, rebolando insensatamente. Os gemidos graves de Chanyeol só o cativavam mais a agir daquele jeito.

Quando a sua mão agarrou com perícia no membro bem dotado de Chanyeol e iniciou movimentos de vai e vem, intercalando entre movimentos lentos e ágeis. O pescoço dele pendeu para trás e mordia vigorosamente o seu lábio inferior. Sem se dar conta, pois os seus olhos estavam fechados, sentindo o prazer que lhe era proporcionado por Baek, sentiu o seu membro a ser esmagado pela entrada apertada do loiro.

– Oh meu deus. – Gemeu com bastante dificuldade, tanto que nem se entendeu o que ele tinha dito. – Tu és tão bom, babyboy.

– Eu sou, Chan? – Aquelas palavras suspiradas em total deleitação por parte de Baekhyun só resultaram noutra palmada bem dada na sua nádega. – Channie… – Sussurrou roucamente no ouvido dele o seu diminutivo. – Tu preferes que eu me mova assim… – Cavalgou o mais depressa que conseguia. – Ou assim… – Na segunda opção, cavalgou extremamente devagar, provocando um grunhido por parte do maior.  

As mãos ásperas de Chan causavam um atrito diferenciado nas costas e coxas de Baekkie, e ele parecia nem se importar, aliás, era agradável. Grande parte da pele alva de Baekhyun estava já arroxeada e a de Chanyeol ia pelo mesmo caminho. O menor não tinha qualquer tipo de vergonha de gemer alto e perto do ouvido de Chanyeol, já este, evitava gemer audivelmente, mordendo a clavícula de Byun, tentando impedir os gemidos.  

– Eu quero ouvir os teus gemidos, dongsaeng…Quero saber se estás a gostar... Tu estás a gostar, amor? – Segurou nas duas laterais do rosto dele e beijou-o perdidamente. Aquele pedido inicial fez com que o rapaz afincasse as suas mãos na cintura do mais baixo e incitou-o a mover-se ainda mais, expondo os gemidos que vinha a reprimir.

Fodasse, Baekhyun. Dessa forma só me dás motivos para gemer as coisas mais sujas que me vêm à cabeça. – Admitiu junto do seu ouvido e Baekhyun só não gemia mais pois era humanamente impossível.

 

A transpiração escorria desde os cabelos, deslizando até às têmporas, comprovando o que tinha acontecido ali. Channie secava algumas gotículas de suor com o seu polegar da testa do aloirado. Vestiram calmamente as suas roupas e Baekhyun continuava nas pernas do seu amorzinho, com a cabeça encostada no seu ombro e a respiração já um pouco mais regularizada.  

– Estás arrependido? – A doce voz de Baekkie fez-se ouvir.  

– O quê? Claro que não. – Retorquiu resoluto. – Muito pelo contrário.  

*

Depois do acontecimento da noite anterior, Baekhyun pulava pela casa fora, talvez não pulasse pois estava dolorido, mas irradiava uma felicidade inacreditável. A última vez que se sentiu daquele jeito foi quando terminou o seu curso. Como já não precisava do livro – Que o ajudou bastante – concluiu que ainda hoje o iria devolver. O que ele queria que acontecesse –  

Ser notado pelo rapaz que gosta, e até aconteceu mais do que ele esperava – já tinha acontecido e ele não via razão nenhuma para continuar a trair aquilo que ele acreditava.

Já de frente para a sua secretária, pegou no livro e abraçou-o contra o peito. Achou por bem dar uma última olhadela na página que apresentava a fórmula que o ajudou. Mas algo cativou a sua atenção no rodapé da folha.  

Algo que não estava escrito ali antes. Os seus lábios abriram-se e ele não sabia se era em choque, espanto, descrença ou um misto de todos.

Leu mil e uma vezes aquela mensagem, e de uma coisa ele estava consciente, aquele texto não estava ali gravado quando requisitou o livro.

 

“As poções só têm o efeito desejado caso a pessoa que a esteja a preparar acredite e tenha fé na religião pagã ou neo-pagã. Caso contrário, a poção não resultará. Se resultar, não será por fruto da preparação mágica, mas sim porque a pessoa a quem era destinada a poção, já nutria qualquer tipo de sentimento pela/pelo praticante. Fosse esse sentimento: amor, ódio, inveja, compaixão, etc.”

 


Notas Finais


Rowena¹ - Personagem fictícia de uma bruxa poderosíssima da série televisiva, Supernatural.


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