História Tattoo G!P - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Tags Camren, Camren G!p
Exibições 2.907
Palavras 1.058
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Near death


 Eu não sabia se nervosa era a palavra certa, porque eu estava mais do que nervosa, eu estava a ponto de ter um ataque e cair dura no chão. Eu cansei de respirar fundo enquanto eu a Camila caminhávamos até minha casa, o carro parecia me sufocar e eu só queria poder respirar novamente. Estava sendo uma tarefa difícil. 

 Ela estacionou na frente da minha casa e nós duas saímos, eu sabia que meus pais estariam em casa esse horário, já era de noite, eu passei o dia todo com Camila tentando de algum jeito lembrar onde nos casamos mas eu não conseguia lembrar de jeito nenhum. Ligamos até para a Normani mas ela disse que quando deixou o carro aqui e subiu para avisar nós simplesmente pegamos as chaves da mão dela e saímos de novo. Só Deus sabe como voltamos para casa naquele estado.

"Okay, tudo vai dar certo, eles gostam de você certo? certo. Mas eles não sabem que você tem um pau, então provavelmente ele irá cortar seu pau! Aí meu Deus como vou viver sem meu companheiro?" Olhei para Camila enquanto ela divagava totalmente nervosa, revirei os olhos e abri a porta com a minha chave.

 Encontrei meus pais na sala vendo televisão, soltei um suspiro e puxei Camila para dentro pela blusa, ela estava quase virando as costas e indo embora, covarde. 

"Oi mãe, oi pai." Cumprimentei sorrindo fraco e eles nos olharam.

"Hey, oi Camila." Clara sorriu de leve e eu vi Camila tentar um sorriso, pareceu mais uma careta.

"Precisamos contar uma coisa." Fui direto ao ponto, provavelmente eu desistiria se enrolasse. Olhei para Camila e ela mordia os lábios nervosa. "Ontem eu sai com Camila, você sabe." Me dirigi a minha mãe, ela assentiu. "Enfim, eu não lembro de muita coisa, mas eu só sei que acordamos hoje numa ressaca das grandes e..." Respirei fundo fechando os olhos, estendi a mão para eles verem o anel.

"O que?" Meu pai perguntou confuso, não assimilando ainda a situação.

"Nós meio que nos casamos." Camila falou pela primeira vez, sua voz estava tão falhada que quase não saiu nada.

"Meu Deus!" Minha mãe arregalou os olhos, levando a mão até a boca. 

"O pior é que nem sabemos onde foi, estamos completamente no escuro e não podemos simplesmente anular num cartório, tem que ser onde foi feito o casamento, porque era uma capela para isso mesmo." Eu havia pesquisado mais cedo, o que me deixou mais apavorada.

"Como assim casada? Isso é loucura!" Meu pai exclamou incrédulo. "Vocês ao menos namoram?" Ele olhou para Camila.

"Não." Ela engoliu em seco.

"Vocês são amigas só?" Minha mãe perguntou dessa vez.

"Também não." Ri sem graça.

"Nós trans..." Cutuquei Camila com força e ela gemeu baixinho. Percebi meu pai ficar vermelho.

"Essa é uma boa hora para saber que ela é intersexual?" Percebi Camila me olhar incrédula, ela que se resolva com o meu pai.

"Espera aí." Ele levantou, a voz completamente irritada. "Você casa com a minha filha, nem namoram, faz... coisas com ela e ainda tem um pinto?!" Camila deu um passo pra trás, eu estava começando a ficar com medo do meu pai.

"Nós estamos começando a-algo." Ela pareceu estar com falta de ar. "Eu ia a pedir em namoro assim que tivesse certeza que estávamos no mesmo ponto, mas meio que pulamos para o final." Ela tentou brincar mas parou de sorrir quando meu pai continuava com a mesma expressão irritada. "AAAAAAAAAAAAAAA." Foi tudo muito rápido, em segundos meu pai tentou avançar nela mas ela saiu correndo e gritando, abriu a porta de casa e correu para fora, minha mãe levantou na hora e segurou meu pai, eu estava completamente surpresa mas fui atrás de Camila, cheguei a tempo de ver ela tentar chegar ao carro ainda correndo e cair com tudo na grama.

"Meu Deus." Suprimi a vontade de rir e corri até ela, ajudei-a a levantar e ela me olhou assustada.

"Eu vou ser caçada pro resto da minha vida!" Ela disse apavorada e eu não consegui mais segurar a gargalhada, a situação poderia ser séria mas tão engraçada ao mesmo tempo. "Não ri! Não é você que vai perder o pau." Ela resmungou olhando para a porta com receio.

"Me desculpa, mas você correndo foi a coisa mais engraçada." Eu voltei a rir a lembrar do grito fino e ela caindo, ela resmungou mais uma vez com um bico. "Ok, parei." Suspirei contendo a risada. "Vamos voltar lá, minha mãe deve ter acalmado ele." Peguei sua mão.

"Ok, esposa." Ela brincou e eu sorri negando com a cabeça, mesmo diante de toda a loucura não soava tão mal.

-*- 

 Depois de horas tentando ter uma conversa civilizada com o meu pai ele finalmente cedeu e se acalmou, ele e Camila até apertaram as mãos prometendo esquecer o ataque, Camila ainda estava se cagando de medo mas parecia relaxar cada vez mais. Eu conversei com minha mãe tentando pensar em como resolver isso tudo, era loucura, ainda mais se não conseguíssemos o anulamento, iríamos ficar casadas? Tenho certeza que quando contarmos isso para todo mundo eles irão nos zoar tanto, já estou escutando a risada da Dinah e falando que eu tomei no cu. Sim, eu havia tomado.

"Eu acho que vou indo." Camila levantou e eu fiz o mesmo, depois de ela se despedir dos meus pais eu levei ela até o carro. "Você não está chateada comigo está? Eu sei que isso é algo muito sério, que mexe completamente com as nossas vidas mas eu não queria que isso mudasse como estamos. Eu estava falando sério quando disse que te pediria em namoro." Ela suspirou.

"Você quer realmente algo sério comigo?" Perguntei sentindo certa felicidade, apesar da nossa amizade colorida ser maravilhosa, eu sempre pensava como seria se fossemos algo a mais.

"Já tenho, estamos casadas." Ela sorriu brincalhona e eu gargalhei.

"Boa noite." Sussurrei grudando nossos lábios, no que era para ser apenas um selinho se transformou rapidamente em algo mais intenso. Eu e Camila conseguíamos mudar o rumo de um simples beijo em segundos, a nossa necessidade de sentir uma a outra todo o tempo era completamente assustadora, estávamos completamente viciadas.

"Foi o primeiro encontro mais louco da minha vida." Ela afirmou quando nos separamos e nós duas rimos, que primeiro encontro em.


Notas Finais


Alguém quase perdeu o brinquedinho rc


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