História Te Amar Mais Uma Vez - Capítulo 52


Escrita por: ~

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Categorias A Seleção
Personagens Eadlyn Schreave, Kile Woodwork
Tags A Coroa, A Herdeira, Eadlyn, Eadlyn Schreave, Keadlyn, Kile, Kile Woodwork, Romance
Visualizações 324
Palavras 2.419
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá queridos leitores!!

Passando correndo para deixar um capítulo para animar um pouquinho os corações de vocês.

💙Boa Leitura💙
💚Desculpa qualquer erro💚

Capítulo 52 - Menos distantes.


Fanfic / Fanfiction Te Amar Mais Uma Vez - Capítulo 52 - Menos distantes.

Eadlyn Schreave

O dia na faculdade foi tedioso como sempre, com idiotas debatendo sobre Taylorismo, sobre os benefícios e malefícios. Praticamente dois garotos se saíram no tapa, xingando-se em holandês por conta de discordarem um do outro. A tarde estava chuvosa, o sol gentil e agradável não habitava o céu hoje. O tempo cinza não foi nada agradável para mim, além de estar encharcada por ter corrido até meu carro sem guarda-chuva, o transito não cooperou, quando cheguei em casa fui direto para o banho quente. Eram cinco da tarde e eu já estava de pijama, com um chocolate-quente e alguns cookies, uma ótima combinação para uma tarde chuvosa. Estava tão distraída com o filme dramático, essa era minha tentativa de chorar e aliviar o nó que permanecia em minha garganta, mas foi completamente falha, que só percebi segundos depois meu notebook apitando ao meu lado na cama.

Era uma chamada de vídeo, franzo as sobrancelhas, pois não costumava usar esse recurso, e além disso, não conhecia aquele nome de usuário. Ao atender, meu coração quase pulou da minha boca e instintivamente arregalei os olhos.

— Viu um fantasma, Eadlyn? — questiona sorrindo daquele jeito provocativo, sua voz rouca denunciava que ele estava com sono. Não respondo, continuo a olhar para a tela completamente embasbacada. — Me diga por favor que aí são cinco horas da tarde. Se não for, vou processar o google. — brinca abrindo um sorriso.

Apenas concordo, movendo a cabeça lentamente demais. Minha mão estava erguida, eu levava um cookie à boca, porém quando vi a imagem de Kile parei no meio do caminho e permanecia nessa posição até agora.

— Você está bem? — questiona me observando confuso.

— Estou — concordo, observando o biscoito escorregar da minha mão e cair no prato, fazendo um barulho alto. — Você acabou de acordar?

— São oito da manhã aqui, to no meu escritório — conta se afastando um pouco da câmera, para que eu pudesse ver as enormes janelas, que parecia ser do seu novo escritório, atrás de sí. — Meu dia por enquanto está regular, não fui chamado de incompetente por enquanto. Como o seu foi?

— Eu vi dois caras se estapearem gritando palavrões em holandês. Você pode deduzir que não foi dos melhores — brinco. — Além disso tomei chuva, meu cabelo está péssimo. — Sem conseguir me segurar levo a mão ao cabelo, e ponho os fios ásperos de lado, como se assim pudesse melhorar ao menos um pouco.

— Está legal — debocha. — Sério!

— Você já viu meu cabelo nas piores fases, sem dúvidas deve achar esse razoável.

— Já a Bia diria que você parece que foi para a guerra — brinca.

— Sinto falta dela, ela me odeia agora. Não fala comigo há mais de um ano — me lamento. —, mas não a culpo, eu mereço.

— Bia também sente sua falta — ele pondera por alguns segundos, mas após segundos prossegue: — ela arrumou um namorado. Sempre achei ele estranho, ele meio que.... vou te contar, mas não vale rir — concordo com a cabeça, mordendo o lábio inferior, tentando controlar a vontade de rir que já havia em mim. — Ele me assediava — meus olhos analisam o rosto de Kile na tela brilhante, franzo as sobrancelhas, minhas bochechas se estufam de ar, mas falho e caio na gargalhada.

— Ele não te assediava, Kile. Deve ser impressão sua.

— Ele me assediava, Eadlyn, sério — reafirma. — E depois de um tempo tendo que ouvir a Bia dizendo que ele não era gay, falando coisas desnecessárias sobre o quanto ele é bom de cama, ela acabou descobrindo que ele traia ela com outro cara.

— Caramba... — fico sem reação, não sabia o que dizer.

— E para melhorar, lembra do Hale?

— O ex dela, não?

— Sim, o Ean que era o atual namorado dela, a traiu com Hale.

— O quê? — não consigo disfarçar o quanto estava pasma. — Isso é horrível, como ela está?

— Com o coração mais o menos partido, se lamentando por não ter um pênis.

— Como que é? — pergunto voltando a rir.

Kile passou um tempo, que surpreendente foram duas horas e meia que passaram voando, me contando sobre o coração mais o menos partido de Bia, sobre coisas da empresa e dos seus novos planos. Kile teve um ataque de riso que se estendeu por minutos quando eu o questionei sobre taylorismo e fordismo, e de propósito discordei de sua opinião e o xinguei em holandês.

— Como é? Repete — pede.

Neuken — repito tentando não rir da expressão confusa de Kile.

Neuken — repete o que eu havia dito, franzindo as sobrancelhas. — O que isso significa?

— O que acha?

— Porra? — pergunta erguendo uma sobrancelha, esperando ansioso pela minha confirmação.

— Não sei o que é pior, você falando palavrão normalmente ou em holandês. Nas duas línguas fala de uma forma estranha. Acho que te vi falar palavrões umas três vezes. E geralmente disputando feito uma criança no vídeo game.

— Desculpe se sou uma pessoa culta que não fala palavras inadequadas.

— Uau, falou como um belo de um mimado que finge ser santo — debocho. — Você não tinha que trabalhar? — questiono olhando o relógio, pelas minhas contas já se passava das dez da manhã em Illéa.

— Sou filho do dono, faço o que quiser — diz abrindo um sorriso brincalhão, cruzando os braços atrás da cabeça. — Esse é meu novo lema.

— Kile — repreendo. — Idioot.

— Se quer me xingar, ao menos me xingue com uma língua que entendo.

— Te chamei de idiota.

— Seu holandês está ótimo, senhorita Schreave — elogia.

— Ah não, só sei a parte legal, que são os palavrões, de resto não sei de nada — Kile me olha indignado, repreendendo-me com o olhar, mas logo cai na gargalhada.

— Você não presta, Eadlyn — brinca.

— Eu sei — concordo. — Temos que desligar agora, você precisa trabalhar.

— Espero que tenha mais confusões entre aqueles idiotas amanhã para você me contar — deseja. — Tchau, Eady. — demoro alguns segundos para compreender, estava perdida nos pensamentos típicos de uma garota idiota da quinta série, repetindo em minha cabeça que ele iria me ligar.

— Tchau — respondo embasbacada demais. Mexo a cabeça, um pouco desengonçada demais, para ver se assim voltava à realidade. — Tchau Kile, até amanhã! — maduro o suficiente, normal, sem parecer uma idiota. Me sai bem.

Era isso o que achava até ver o sorriso de lado de Kile, mexendo a cabeça em sinal de negação.

— Está nervosa por conta de eu ser tão maravilhoso ou por outro motivo?

— Primeira opção — respondo distraída. — Ah não, quis dizer a segunda... —  o sorriso convencido de Kile me interrompe. — Idioot.

— Tchau Eady, eu te amo! — fico abobada novamente, e quando dou por mim, Kile já dava um sorriso carinhoso de despedida e logo depois a tela escureceu. Droga! Não pude dizer que também o amava.

Repeti pelo resto da noite que não poderia ficar como uma garota apaixonada, suspirando o tempo todo. Mas como Kile diz, sou teimosa, tão teimosa que não obedeço nem a mim mesma.

Kile Woodwork

Eu falava com Eady há dias, todos os dias, durante a manhã aqui e a tarde na Holanda. Havia virado parte da minha rotina tomar café-da-manhã com ela, enquanto ela comia algum tipo de lanche da tarde. O problema era que isso era um segredo nosso. Nem ao menos Bia sabia. E isso era péssimo, ela estava cada vez mais desconfiada que algo estava acontecendo.

— O que disse, Kile? — pergunta confusa, sentada no sofá do meu escritório, enquanto eu analisava alguns documentos.

— Nada — nego. Sem perceber havia dito um palavrão por conta de perceber que havia me distraído e assinado no lugar errado.

O grande problema foi que xinguei em holandês, e Bia ouviu.

— Foi um xingamento, não foi? Em italiano? — questiona confusa, erguendo ligeiramente uma sobrancelha.

— Não xinguei, foi impressão sua.

— Também tenho a impressão que você está me escondendo algo. Por acaso tá pegando alguém? Anda feliz demais, distribuindo sorrisos até pro senhor Bernardi.

— Por que não posso sorrir pro Darwin, quer dizer, senhor Bernardi?

— Você o odeia pois ele vive te chamando de incompetente.

— Ah, não ligo mais. Agora preciso terminar esses documentos, estou atrasado — minto para ver se assim ela parava de falar sobre aquilo.

Bia deu um suspiro, e por um tanto de tempo me observou. Confesso que engoli em seco, ela sabia que menti!

— E ai, vai começar quando a faculdade de artes cênicas? — mudo de assunto, e ao perguntar aquilo instintivamente animação toma conta do rosto de Bia.

Passei a tarde ouvindo Bia contar sobre o quanto estava ansiosa, havia planejado tudo, desde o primeiro dia de aula até o dia que se apresentaria na Broadway. Ela estava tão feliz, seu sorriso gigante e seus olhos brilhando transpareciam isso.

Eadlyn Schreave

Eram cerca de três da manhã quando acordo ouvindo meu celular tocar, ainda meio grogue por conta do sono atendo sem olhar o identificador.

— Eadlyn — a pessoa do outro lado da linha diz. — É a Beatriz.

— Oi, Bia — cumprimento surpresa. — O que houve?

— O que houve? Você ainda tem a cara de pau de perguntar? — questiona furiosa. — Por quê, Eadlyn? Por que você faz isso com ele?

— O quê? — pergunto confusa, sentando-me na minha cama.

— Sei que você e Kile voltaram a se falar. Justo agora que ele havia se recuperado, justo quando ele conseguiu se erguer você volta para destruir tudo? — pergunta indignada e brava.

— Como você sabe que estamos nos falando?

— Acha que sou idiota? Conheço Kile como a palma da minha mão, e sei exatamente que o jeito idiota que ele fica suspirando é provocado apenas por você — esclarece. — Por que faz isso com ele? Volta para destruir tudo que ele construiu?

— Não quero magoá-lo, eu o amo...

— Ama? — pergunta rindo. — Como pode dizer que o ama? Você deixou ele Eadlyn, você viu o estado que ele ficou chorando no aeroporto e teve a capacidade de entrar naquele avião. Às vezes acho que nem consideração você tem por Kile.

— Eu não sou a errada da história!

— Então quem é? Eu? — ironiza.

— Você apenas julga, apenas isso. Mas você não sabe nem um por cento da dor que senti, não sabe como é ter a vida virada de cabeça para baixo várias vezes em tão pouco tempo. Eu precisava de um tempo! De tudo, de Illéa, da minha velha rotina. Ao contrário de você, não sei ignorar a dor. Eu a sinto, e a minha forma de defesa é fugir. Precisava fugir, ir para longe. Mas havia Kile. Você diz que sou egoísta, mas não sou. Você é! Desculpa se não consigo arrastar as pessoas para onde eu vou, sem me preocupar com os sentimentos dela, com o que ela quer, e logo depois deixar ela de lado.

— O que você está querendo dizer?

— Que não sei usar as pessoas. Você sabe muito bem, Bia. Me julga por não fazer o que você faz. Lembra da vez que aquele garoto da Carolina estava louco por você, viajava todos fins de semana só para te ver e no final, depois de um mês, você o arrastou até o Canadá e depois de uma semana voltou de lá sem ele? Você ao menos se preocupou se ele voltou bem, ligou apenas para a sua liberdade. E mesmo sem aprovar sua atitude, tentei a entender. Porém jamais faria o mesmo, jamais deixaria os planos do Kile serem abandonados para seguir os meus, seria egoísmo. Ele tem uma vida própria, seus sonhos e metas, eu valorizo isso!

— Eadlyn...

— Eu te apoiei, Bia! Te ouvi, em momento algum lhe julguei. Já eu, na primeira brecha você me acurrala e me julga, sem ao menos se preocupar com o que eu sinto. O Kile não é o único que sofre, eu tive o pior ano da minha vida, onde meu irmão morreu, onde tive que deixar minha família e a pessoa que amo, e de brinde, perdi minha melhor amiga. Mas acho que em momento algum você pensou que o Kile não era o único a precisar de uma palavra de consolo.

— Você o magoou terrivelmente!

— Você queria que eu fizesse o quê? Ele é incrível Bia, incrível! Não posso arrastar ele para cá e deixa-lo plantado em um apartamento, enquanto eu estudo. Ele tem a carreira dele! Não posso ser egoísta.

— Ele só precisava de uma palavra de conforto sua!

— Eu tentei deixa-lo seguir! — grito. — Errei, tá bom, sei disso. Mas meu erro não é digno do castigo cruel que to sofrendo. Caramba, eu amo Kile, com todas minhas forças, todas células do meu corpo sente a falta dele. Talvez não entenda o que é isso, talvez um dia entenda quando encontrar alguém que cause isso em você. Um dia aprenderá que às vezes... se sacrificar, deixar um amor, é uma decisão dolorosa, mas necessária.

Um silêncio terrível se abate na linha, ouvia a respiração dela, porém não dizia nada.

— Pare de me julgar, por favor.

— Você não viu o quanto ele sofreu — argumenta.

— Você viu o quanto eu sofri? Todos viram o sofrimento de Kile, porém ninguém viu o meu, pois eu engolia o choro e fingia estar bem. Também sofri muito, muito mesmo. Me arrependi, sei que poderia ter aguentado firme em Illéa, podia ter ficado. Mas acho que já fui castigada o bastante, você não faz ideia de como é ficar longe de quem se ama por tanto tempo — conto. — Se for continuar a me julgar, não precisa me ligar nunca mais.

— Você está destruindo nossa amizade?

— Não, eu continuo sendo sua amiga, me preocupo com você. Quem deixou de ser minha amiga foi você, quem me julgou e largou no pior momento foi você. Quando decidir deixar de ser essa pessoa que não conheço, pode me ligar, atenderei a minha melhor amiga, aquela que me ouve e não me julga, com todo prazer.


Notas Finais


É isso mesmo! A melhor amizade está muito abalada. De que lado vocês estão? Entendem o lado da Eady, ou achaa que ela cometeu um grande erro? Me contem, estou curiosa para saber as opiniões de vocês.

💞"Bem desde o começo
Você foi um ladrão, você roubou meu coração
E eu, sua vítima condescendente
Deixei que você visse partes de mim
Que não eram tão bonitas
E, a cada toque
Você as consertou

Agora, você tem falado durante o sono, oh oh
Coisas que nunca diz para mim, oh oh
Diga-me que você já teve o bastante
Do nosso amor
Nosso amor

Dê-me apenas um motivo
Só um pouquinho já basta
Só um segundo, não estamos quebrados, apenas curvados
E podemos aprender a amar novamente
Está nas estrelas
Foi escrito nas cicatrizes dos nossos corações
Não estamos quebrados, apenas curvados
E podemos aprender a amar novamente

Desculpe-me se não entendo
De onde é que tudo isto está vindo
Pensei que estivéssemos bem (oh, tínhamos tudo)
Sua cabeça está perdendo o controle novamente
Minha querida, ainda temos tudo
E está tudo na sua mente (Sim, mas isto está acontecendo)

Você tem tido sonhos muito ruins, oh, oh
Você costumava deitar-se tão perto de mim, oh, oh
Não há nada além de lençóis vazios
Entre o nosso amor, nosso amor
Oh, o nosso amor, o nosso amor" — Just Give Me A Reason - Pink Feat. Nate Ruess💞


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