História Teach Me || Sterek - Capítulo 24


Escrita por: ~

Postado
Categorias Teen Wolf
Personagens Brett Talbot, Cora Hale, Decaulion, Derek Hale, Hayden Romero, Isaac Lahey, Jackson Whittemore, Jennifer Blake, Liam Dunbar, Lydia Martin, Malia Tate, Melissa McCall, Peter Hale, Scott McCall, Sheriff John Stilinski, Stiles Stilinski, Theo Raeken
Tags Sterek, Steter
Exibições 335
Palavras 2.450
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Fontes me disseram que Derek Hale está confirmado na 6° B

Capítulo 24 - •°• In The Flood, Wait For Me. •°•


Fanfic / Fanfiction Teach Me || Sterek - Capítulo 24 - •°• In The Flood, Wait For Me. •°•

Depois de uma longa madrugada, Derek finalmente estava em um quarto de hotel, tomando um bom banho quente e decidindo como se acalmaria. E escolheu algo não tão agradável, mas precisava ir para bem longe da Califórnia, e essa era uma ótima e péssima opção.

Ele ligou para Blake, avisando que iria para casa, e a mulher entendeu bem o barbado quis dizer, mas avisou a companhia do mesmo jeito, avisando que haveria uma viagem para dois em uma hora, destino à Alasca. Ela soube que Derek não deixara as autoridades moverem e nem tirarem nada de lá, então, o lugar continuava intacto, com cinzas escondidas, ruínas... Ele não aguentaria ficar lá. Não sozinho. Por isso pediu mais um lugar, para que pudesse ir junto, mesmo sabendo que Derek não gostaria da ideia.

O barbado vestiu roupas pretas da cabeça aos pés, e Blake também. Quando ele saiu do quarto, deu de cara com a mulher; ela usava os saltos de sempre e um coque fofo. Sorriu ao vê-lo.

— Onde você vai? — Derek perguntou.

— Alasca. Com você. — disse, fazendo o barbado bufar.

— Jennifer...

— Eu não vou deixar você lá sozinho.

Derek sabia que não adiantaria brigar, Blake não estava ali como secretária, e sim como amiga, talvez a única que ele tinha. Talvez não, era a única amiga.

A viagem não fora tão simples como a interior, afinal, era uma distância considerável. Então, às cinco e meia da manhã, eles partiram de San Diego para Seattle, dando uma parada de vinte minutos para tomarem café, e às dez, partiram de Seattle para Sitka, Alasca.

— Mas você não morava em Petersburg? — Blake perguntou enquanto eles desciam no jatinho.

— Eu tenho uma casa em Petersburg, minha família morava em uma ilha perto de Sitka.

— Riquinhos... — ela ironizou.

— Bem, levando em conta que a economia do Alasca é devagar quase parando, recebíamos olhares bem diferentes. — riu — Eu sinto falta daqui... Sinto falta da neve, do frio, dos ursos, da pesca...

Blake observava Derek fechar os olhos e se entregar a brisa norte americana, que eram mais fria do que ela pensava.

— Do vento... — ele suspirou, e ela viu os olhos do mesmo se encherem de lágrimas.

— Família... — completou.

— É...

Depois de uma risada e uma quase lágrima, Derek e Blake caminharam até o cais mais próximo. O barbado pegou um boné de algum time de beisebol — que era bem a sua cara — que um homem vendia ali perto e colocou, fazendo a acompanhante rir quase desesperadamente.

Quando eles entraram no barco, que não era nada grande, Derek pôs o boné em Blake, pois por incrível que pareça, estava sol.

Eles demoraram mais dez minutos para chegar até a ilha que Derek havia falado. Muito verde e cheiro de mar, do jeito que o barbado gostava. A ilha era linda, muitas flores e árvores, mas quando chegava o lugar onde a casa ficava, toda a beleza se esvaia. Era cinza, triste e destruído. Assim como Derek ao pôr os pés na grama e encarar a casa. Ela continuava de pé, o que era incrível, mas já não era a mesma.

Derek caminhou lentamente pela trilha que havia ali, Blake continuou parada, não queria atrapalhar seja lá o que ele fosse fazer. Mas doía ouvir seus soluços, vê-lo se arrastar até o que restou de seu passado até não aguentar mais e cair ajoelhado no chão. Blake correu até ele, que já perdia o ar de tanto chorar.

— Ei... — sussurrou enquanto acariciava seus cabelos, o homem se apoiou em seus braços e se deixou levar por todas as lembranças.

— Eu ouço o tempo todo... — sussurrou — Eu ouço os gritos, a madeira sendo queimada...

— Não foi culpa sua... — Blake secou as lágrimas de Derek.

— Eu preferia ter morrido naquela noite... — ele soluçou.

— Não! — a mulher deixou algumas lágrimas escaparem, e ajeitou Derek, fazendo-o olhar para ela — Diga qualquer coisa, Derek, menos isso! Se você está vivo é porque ainda há coisas para você! Você teve uma segunda chance, por que não aproveita?! Foi por isso que eles te salvaram, porque queriam que você tivesse mais tempo, porque queriam que você vivesse tudo o que eles não poderiam. E a única coisa que você faz é se lamentar! Não foi culpa sua.

Derek sorriu, mesmo com os soluços, ele sorriu. Abraçando a mulher em seguida, foi uma forma de agradecer por tudo que ela vinha fazendo por ele, e a mesma entendeu isso.

— Está muito recente, Derek... Mas vai amenizar, eu juro. Eu vou estar aqui para ajudar sempre, seja como você precisar. Okay?

— Okay.

°°°

Stiles acordou por volta das onze da manhã, não conseguira dormir ouvindo a inquietação de Derek, então fora dormir às seis.

Ele checou os pontos em seu peito e sorriu ao ver que estava tudo bem, mesmo com a formigação.

Stiles se levantou da cama e seguiu o incrível cheiro de almoço sendo feito e uma música mexicana, que era extra engraçada. Aquilo dava um ar bom a casa.

O menino desceu as escadas e deu de cara com uma senhora de cabelos grisalhos, pele morena, óculos grandes como o seu e vestidinho florido. Ela lhe lançou um sorriso animado e foi até ele, dando-lhe um abraço aconchegante.

— Mas você é bonito mesmo! — ela disse — Eu sou a Rita, cuido dessa casa desde Derek veio para cá. Ele não é bom na cozinha...

Stiles riu ao imaginar Derek cozinhando.

— Eu sou o Stiles, o...

— Pretendente do meu sobrinho! Eu sei!

— O quê? — perguntou confuso.

— Vocês jovens se enganam demais. — deu de ombros — Mas venha cá, estou fazendo strogonoff. Já comeu?

— Nunca comi nenhum prato russo... — sussurrou.

— Você vai gostar, é maravilhoso! O preferido de Derek.

A simpatia de Rita conquistara Stiles, e ele não resistiu a comer dois pratos do maravilhoso Strogonoff de carne que a senhora havia preparado, era simplesmente magnífico. E Rita sentiu-se satisfeita ao ver o rapaz se esbaldando em sua comida, não havia prazer maior.

— Você gosta do Derek? — ela perguntou, surpreendendo Stiles.

— Desculpa... — se engasgou com saliva. — Ah... É que... Não temos nada sério. Eu... É que... — suspirou ao ver o olhar não convencido de Rita, e precisava desabafar. — Eu não quero gostar dele... Não nesse sentido.

— Por que, meu filho?

— É complicado...

— Você pode conversar comigo, eu não contarei nada a ele. Eu prometo. — disse — E pelo seu olhar, você precisa conversar. Venha, vamos para a sala.

Stiles acompanhou a senhora até a sala, ele se questionou se seria bom conversar com alguém que não conhecia, mas ele realmente não sabia o que fazer agora. E quando os dois estavam sentados no grande sofá, ele agarrou uma almofada e suspirou enquanto Rita esperava que falasse algo.

— Eu namorei um homem, eu tinha dezenove e ele vinte e seis. Tudo era perfeito entre nós... Na época, todos pensavam que eu gostava de uma atual amiga minha, então, mesmo que meu melhor amigo fosse gay, ninguém sabia que eu era também. E descobriram um dia... — suspirou — Uma coisa aconteceu antes, uma coisa muito grave... E eu não contei a ninguém, apenas fui para a faculdade com todos os machucados. Eu cheguei naquele lugar, no último semestre, e todos me olhavam torto. Eu estava com hematomas da cabeça aos pés, mas não era para isso que eles olhavam, nunca foi... Além de arruinar minha vida, esse homem acabou com a reputação que eu tinha, seja lá o que ele inventou, as pessoas tinham nojo de mim, diziam que além de gay, eu era um vírus. Eu odiava ouvir aquilo. E tudo só piorou com o tempo. Eu era perseguido, xingado, agredido... Coisas piores. Então eu decidi ir embora, e eu não queria voltar, mas tive motivo mais fortes.

Rita encarou as bochechas molhadas de Stiles, e secou suas lágrimas em seguida. Por mais que o menino não tivesse falado quase nada, era visível o alívio do mesmo. Não conversava sobre isso há anos. E o fato de falar aquilo para alguém e não receber sermões ou ser julgado já era algo bom.

— Não foi culpa sua, meu filho... — Rita quase sorriu — E você não pode passar a sua vida toda pensando que todos os homens que você irá encontrar farão a mesma coisa, porque não vão.

— E se fizerem?

— Não vão.

•••

Depois de Rita voltar a escutar sua música mexicana, Stiles avisou que iria subir para o quarto. Além de ter que trocar o curativo, ele precisava de um banho e dormir mais. Ainda estava muito cansado e com dores.

Lembranças começaram a rondar sua cabeça, ele precisava pôr aquilo para fora urgente, tudo, não só cortes. Necessitava de um desabafo, necessitava amar novamente, talvez. Provavelmente um amor seria a solução. Ele não sabia. E não era o normal gênio quando o assunto era sentimento.

Ele ficou algumas horas deitado; já eram sete da noite, e Derek sequer havia lhe mandado uma mensagem, um lado de si queria saber o que estava acontecendo. Então, seu celular tocou, e ele já sabia quem era.

— Oi... — quase sussurrou.

— Boa noite. — quase sorriu ao ouvir a voz — Stil, minha secretária vai ter que ir aí pegar uns documentos que esqueci, o nome dela é Jennifer Blake, vai gostar dela.

— Tudo bem... — suspirou.

— O que houve? — Derek perguntou tentando não transparecer preocupação.

— Eu tive una conversa com a Rita hoje, que é muito simpática por sinal! O problema, é que agora isso não sai da minha cabeça. — Stiles explicou um pouco hesitante.

— Para a sua sorte, eu consegui resolver os problemas aqui, e vou poder voltar amanhã. — o barbado realmente não sabia se era sorte ou azar, ficou com raiva de si quando viu que tinha resolvido as coisas rápidos, queria mesmo aqueles sete dias sozinho. — Aí quem sabe você me conta.

Stiles riu.

— Eu só preciso de uma boa noite de sono e uma recuperação calma. — disse.

— E o corte?

— Dói mais do que eu esperava, mas eu posso lidar com isso.

— Tem certeza?

— Absoluta.

Um silêncio se fez no meio da chamada, ambos não sabiam como recomeçar a conversa. Não se reconheciam tão bem nesses momentos.

— Jennifer deve chegar em vinte minutos, ela já saiu há algum tempo. — Derek fez o possível para não gaguejar.

— Tudo bem... — Stiles concordou — Te vejo amanhã?

— Sim... Até logo.

A ligação se encerrou.

— Até...

O menino sussurrou quase chateado, ele não sabia com o quê, mas sabia que estava.

Passou os minutos pensando em tudo que poderia acontecer, questionando o seu coração por acelerar toda vez que encarava aqueles olhos verdes, ou ouvia a voz que parecia estar adormecida o tempo todo. E aquele sorriso... Era raro vê-lo sorrir demais, ou chorar, mas era sempre poético. Stiles lembra de quando o viu sorrir pela primeira vez, aqueles dentes tão perfeitamente desiguais, os caninos pontudos... Tudo era tão... TÃO, em Derek, aquilo lhe dava raiva.

Depois de um tempo, ele ouviu passos e vozes vindas do andar de baixo, e presumiu que fosse Jennifer, mas decidiu que não iria descer para cumprimentá-la. Não agora, a cama estava boa demais.

Blake andou pelo corredor do segundo andar até o quarto de Derek, ela sabia qual era o quarto de Stiles, iria falar com ele depois.

A mulher entrou no quarto de seu amigo e tentou se lembrar onde ele colocara o pen drive e as papeladas, sempre um desorganizado, típico.

Blake rondou o quarto todo, encontrou camisinhas mas não encontrou os papéis. Então abriu o closet, uma imensidão de roupas e cabides. Piorou... Pensou ela, mas não desistiu, e voltou a procurar.

Ela tentava deixar tudo arrumado como se encontrava agora, mas na parte das gavetas aquilo não deu muito certo. Já estava quase sem paciência quando achou o pen drive, e pulou de alegria naquele closet. Mas teve que voltar a procurar, e viu algo vermelho no meio das coisas de Derek, e ao puxar, encarou, sorridente, sua calcinha, estava procurando por ela há tempos.

— Olá. — ouviu a voz de Stiles e levou um susto.

Ela o encarou, e ao perceber que estava com a calcinha na mão, ruborizou.

— Ai meu Deus... — murmurou — Merda! Não pense mada de ruim!

Stiles riu.

— Ele pode transar com quem ele quiser... — sussurrou tentando manter o tom tranquilo.

— Não! A gente não transa! Não mais... — tentou se explicar — Isso não está dando certo...

— É. Não está.

— Não temos nada há um tempo, ele só quer saber de você agora. — disse — Você é o novo assunto preferido dele.

— Ele fala de mim?

Blake assentiu.

— Fala o quê?

— Que está confuso... Mas que não consegue ficar longe de você...

— Ele gosta de mim?

— Mais do que ele e você imaginam.

— Ai meu Deus...

Stiles bufou e saiu do closet, andando apressadamente até seu quarto, Blake seguindo-o. Ele vestiu a camisa, pegou seu celular e as chaves do carro, saindo da casa em seguida, mas a mulher o segurou. Sua cabeça estava um turbilhão, infelizmente não tinha mais como fugir, ele finalmente aceitou que também estava sentindo algo, e começou a sentir no momento em que Derek e ele tiveram aquela conversa na sala de aula, após Stiles encontrá-lo desnorteado na rua. E essa era a pior parte, admitir.

— Você também sente algo. — Blake disse, fazendo Stiles parar no meio do caminho. 

— Não, eu não sinto. — mentiu.

— Não vá embora, ele precisa de você mais do que imagina. — pediu — Desde que você apareceu, eu o vejo sorrir mais, brincar mais... Não fica fazendo aquela coisa estranha com o rosto...

Stiles riu.

— Mas e se eu não estiver preparado? — perguntou. — Porque eu não me sinto preparado para uma relação.

— Deixe-a fluir, se for para ser, será.

— E se não for?

— O sentimento some.

— Mas e se ele não sumir?

— Não vai ser fugindo que você vai fazer isso acontecer.

— E se...

— Chega de "E se", só tenta ver no que vai dar. Tenta tirar algo bom do que vocês têm, ou vão chegar a ter. Está bem?

— Está bem...


Notas Finais


A Blake é do bem, minha gente! Fiquem calmos!
Vamos para a primeira tentativa de paixão Sterek?


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