História Teacher - Capítulo 27


Escrita por: ~

Postado
Categorias Demi Lovato, Miley Cyrus
Personagens Demi Lovato, Miley Cyrus
Tags Diley, Memi
Exibições 312
Palavras 3.946
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Notas finais

Capítulo 27 - Capítulo 2.5


   Haviam três meses que eu vi a cena de Demi e Nina quase transando na cama dela. Se eu fiquei magoada com isso? Sim, fiquei. Mas eu preferi que ela lembrasse e me contasse. O pior de tudo é que Harry me disse que ela se lembrou, mas ela até agora não me contou. Eu queria ouvir da boca dela. Não que eu possa sentir ciúmes dela, até porque não namoramos, mas ela me magoou pelo simples fato de dizer que me ama e ter a capacidade de quase transar com outra pessoa. Transar não é só prazer. É algo que deve ser feito com quem ama. Não importa se tem desejo, no fundo, você ama a pessoa que você transa. Essa é uma opinião individual minha, um conceito. Algo que eu construí. Uma característica minha. Nunca transaria com alguém que não fosse a Demi, a menos que eu deixe de amá-la. A realidade é que eu não sou mais apaixonada pela Demi. Lógico, eu a amo, mas não sinto mais aquele frio na barriga na hora de beijá-la, eu não consigo mais transar com ela, me sinto triste. Ela reclamou várias vezes por eu não querer mais, mas foi ela que quis assim. Ela quem quase transou com a Nina.

   Quando o passeio acabou, eu tive que aguentar ela chorando por semanas, me acordando no meio da noite para conversar comigo, meus pais até deixaram ela dormir em casa, porque eu expliquei que além da minha professora, ela é minha melhor amiga. A sex tape foi tirada do ar e não deu em nada, ninguém ­­­— da minha sala ­­­— zombou nem a mim e nem a Demi, só a turminha do Justin. Zayn que enviou o vídeo para todos. Ele já foi expulso e eu soube que ele não consegue mais entrar em nenhuma escola. Bom, eu diria um "bem feito" para ele, mas até deu pena. Nina e eu voltamos a ser amigas, ela me disse que tinha usado drogas, mas também ficou muito arrependida e as drogas não justificam.

   Eu pedi para ela ter calma, eu e Demi não namoramos, nem nada. O que vem me deixando preocupada é o fato dos remédios que Demi está usando ­­­— já que ela está se consultando em um psiquiatra, além de vários psicólogos ­­­—, estarem alterando a personalidade dela. Tem horas que ela quer transar comigo, tem horas que ela me odeia, e ela já chegou a rasgar minha testa de tanto me bater por uma garota dar em cima de mim. Niall me disse que eu sou um capacho de Demi, o pior é que por partes ele está certo. Mas eu estou mudando isso. Estou deixando de fazer suas vontades, porque não é assim. Não é como se ela tivesse o que ela quer na hora que ela quer. Demi não pode ser absoluta.

   Eu estou a ponto de terminar tudo que eu e Demi temos, ela não confia mais em mim. Ela não me conta as coisas. Eu só sei por Harry as notícias de Demi, e eu tenho que procurá-la. Nas aulas, antigamente, ela ia toda arrumada, empoderada, já hoje, ela mal passa uma maquiagem, e vai de moletom para dar aula. Não que isso seja ruim eu até prefiro ela sem maquiagem, mas ela está diferente. Eu acho que algo aconteceu, não tem motivos dela mudar assim de uma hora para a outra.

­­­— Miley­­­ ­­­— chamou-me Niall. Nós estávamos no consultório de psicologia, esperando Demi sair de mais uma de suas consultas "torturantes" como ela diz. Ele vinha me acompanhar pois sabia que eu não aguentava mais ficar sozinha aqui, muito menos ver o estado que ela sai da terapia. ­­­— Miley, acorda.

­­­— Oi, desculpa ­­­— sorri fraco, pegando uma bala de ursinho do pacote que estava em suas mãos. ­­­— Eu estava pensando. Por que ela ainda não me contou? Sabe, ela deveria me contar sobre Nina. Ela deveria me contar sobre muitas coisas que eu acho que ela ainda esconde. Ela era tão bonita, Niall ­­­— suspirei. ­­­— Hoje ela parece sem alma, sem sentimentos.

­­­— Você sabe... Eu não posso tirar sua dor. Se eu pudesse, extrairia toda sua dor e passava para mim, sabe? Não consigo te ver sofrer. Eu trocaria meu coração pelo seu. É uma boa ideia, não acha? Vamos trocar, assim você para de sofrer ­­­— disse Niall todo fofo, me abraçando de lado. ­­­— Temos dez minutos ­­­— disse olhando seu relógio. ­­­— Te amo, você sabe, não sabe? ­­­— olhou nos meus olhos.

­­­— Eu também ­­­— sorri fraco.

­­­— Eu também não é eu te amo ­­­— fez biquinho. ­­­— Assim você me fere, Destiny.

­­­— Eu te amo, você é o melhor irmão do mundo, okay? ­­­— apertei a bochecha dele. ­­­— Sinto saudade da minha ex ruivinha. Aquela que era uma vagabunda e que eu era apaixonada. Eu conheci uma garota esses dias, na verdade, eu não conheci, ela me encontrou ­­­— expliquei pegando meu celular.

­­­— Sente saudades da ruivinha? ­­­— questionou. ­­­— Miley, a Demetria ainda está lá dentro. Eu estudei um pouco desses assuntos e entendi ela. Ela tem uma casca para se defender das coisas, sabe? Ela não conseguiu consertar o coração dela, não completamente. Ela te ama ­­­— suspirou e abriu um sorriso ­­­— Conte-me mais sobre essa tal garota. É bonita?

­­­— Pelo que eu conheci dela, ela é muito bonita. Beleza não se define por estética, e sim por personalidade ­­­— afirmei convicta. ­­­— Ela é uma boa amiga. Talvez a melhor que eu já tenha conhecido. Estou falando sério, em menos de uma semana, eu consegui me abrir completamente com ela, ela me fez gargalhar muito. O nome dela é Juliet, Juliet Iglesias. Ela é uma amiga virtual que mora em Londres. Juro para você, ela é muito divertida. E não pense besteira, ela é hetero, tem namorado, e eu amo a Demi ­­­— sorri levantando-me da cadeira onde eu e Niall esperávamos por Demi.

­­­— Eu sei que você ama a Demi ­­­— se levantou comigo. ­­­— E também sei que você nunca seria capaz de trair ninguém. Miley, você não tem defeitos! ­­­— alegou tirando o boné da minha cabeça.

   Nesse tempo de convivência com Selly, eu peguei sua paixão por bonés. A garotinha me faz uma falta que eu não consigo explicar, é como se ela fosse minha filha, como se eu tivesse nascido para cuidar dela. Dela e de Demi.

­­­— Bem melhor sem esse boné. Depois que você cortou o cabelo e fez essas luzes, tem que mostrar sua beleza, não é, linda? ­­­— revirou os olhos. ­­­— Meu Deus Miley! Estamos fodidos ­­­— fez uma feição assutada.

­­­— O que foi? ­­­— perguntei me assustando junto a ele.

­­­— Lembra do trabalho que era para amanhã? ­­­— perguntou e eu assenti.­­­ ­­­— Então, eu meio que não fiz e me lembrei agora ­­­— sorriu nervoso. ­­­— Nossa, eu não lembro quando preciso, só quando estamos fazendo algo nada haver. Bom, acho que vamos ter que fazer ainda hoje, se der tempo, caso contrário, estamos mais fodidos que a antiga Demetria ­­­— gargalhou e eu continuei séria. Realmente, teve graça, mas eu gosto de ver o sorriso dele de nervosismo quando acha que eu não gostei de algo. ­­­— Q-quer dizer eu...

­­­— Relaxa Niall, eu não estou chateada, eu só gosto de ver você nervoso...

   Eu ia falando, mas Demetria saiu da sala se despedindo da psicóloga dela com um abraço apertado. Ela me disse que essa psicóloga era a antiga dela, por isso, elas tinham bastante intimidade, se eu não me engano, o nome dela é Ashley, Ashley Moore. Os olhinhos de Demetria estavam vermelhos e ela estava tão... Tão pequena, tão desprotegida. Vê-la assim me doía o coração. Ela, assim que me viu, veio em minha direção, me abraçando forte e eu retribuí na mesma intensidade. Faziam alguns dias que não nos vimos porque eu não pude comparecer a escola por motivos de: Billy Ray me chamando para trabalhar com ele. Eu coloquei minhas mãos em sua cintura e a levantei do chão no aperto do abraço, sentindo o aroma gostoso do cabelo de Demetria. Ela deixou um beijo no meu pescoço e apertou a mão de Niall. Niall falava com ela normalmente, para as harmonias foi difícil digerir que Demi ficou com Nina, mas todavia, elas se falam.

   O que me doeu realmente não foi o fato de Demi ficar com outra pessoa. Ela não é minha propriedade. Ela não é minha. Não é minha posse, eu não sou a dona dela, acho que com essas palavras já dá para entender. O que me machucou foi saber que ela me omitiu coisas, e omite ainda. Eu posso amá-la, mas eu não a desejo como antes eu desejava. Logicamente, minha paixão está voltando aos poucos, mas está enfraquecida. Enfraquecida como linha nos meio de várias navalhas.

   Demi se cortou mais vezes depois do ocorrido. Ela voltou a ouvir vozes, e estão cada vez mais frequentes. Patrick procurou por Demi, para ter uma conversa, mas a mesma disse não estar preparada e só isso que ela me contou. Harry que teve que me dizer que Demi e Patrick brigaram mais uma vez, dessa vez à ponto dela se cortar. Ele me disse que Patrick brigou com ela pela incapacidade dela, por ela não tomar vegonha na cara e sair da Styles. Demetria ir trabalhar com Harry não estava nos planos de Patrick. Ele é magoado por isso até hoje.

­­­— Baby, estou falando com você, da para me ouvir? ­­­— ouvi a voz doce de Demetria contra meu pescoço. ­­­— Você está no mundo da lua? ­­­— perguntou e eu pude sentir seu sorriso em minha pele.

   Lancei um olhar para Niall e deixei Demi se aconchegar em meu abraço e a envolvi com meus braços. Niall soltou um "ownt" e eu sorri, apertando-a mais ainda.

­­­— Te amo, nunca se esqueça disso. Podem acontecer mil coisas, mas saiba que eu nunca deixarei de te amar, tudo bem? ­­­— sussurrei em seu ouvido.

   Só eu sei quantas vezes Demi já não ficou chorando em meu colo, pedindo que eu a amasse e e eu sem reação, sem ter o que fazer, eu já provei meu amor de tantas formas que... Nem sei como me comportar quando isso acontece. Ela se aninhou em meus braços e Niall chamou nossa atenção.

­­­— Miley e Demi, que tal vocês pararem com esse grude e nós irmos para casa logo, Miley? Temos que fazer um trabalho ainda ­­­— suspirou.

­­­— Nenhum trabalho escolar é mais importante que a Demi ­­­— falei e ouvi um suspiro da Demi.

­­­— Niall, Miley, vamos para a minha casa, vocês dormem lá, que tal? ­­­— perguntou Demi olhando fofa para Niall.

­­­— Bom... ­­­— olhei para Niall suplicante. ­­­— Contanto que eu não ouça gemidos está tudo bem ­­­— sorriu.

   Nós saímos da clínica e Demetria foi com as pernas no meu colo enquanto Niall dirigia o carro, já que ela está proibida de dirigir.

­­­— Miley ­­­— chamou Demi, se tapando com meu casaco, sinceramente a coisa mais fofa do mundo. ­­­— Baby ­­­— fez biquinho. ­­­— Faz massagem no meu pé? ­­­— sorriu sapeca.

­­­— Ah, Demi ­­­— olhei para Niall pelo retrovisor. Ele encolheu os ombros e eu pensei se iria fazer ou não.

   Tudo bem, não tem como resistir à esse biquinho.

­­­— Tudo bem, eu faço ­­­— murmurei revirando os olhos.

(...)

   Já estávamos na casa da Demi e ela estava fazendo alguma coisa para eu e Niall. Não estávamos com fome mas ela fica igual minha mãe dizendo "vocês são jovens, precisam se alimentar", e então, foi fazer alguma coisa que eu não sei o que era. Na realidade eu fiquei com um pé atrás, já que Demi não sabe cozinhar, da última vez que ela tentou, ela explodiu o fogão dela. Sim. Explodiu. Por pouco ela não se machuca.

   Demi apareceu na sala só de calcinha e sutiã quando a campainha foi ouvida, Niall nem deu bola, mas eu fiquei encarando aquele corpo maravilhoso. Ela se tocou que estava só com aquelas roupas e suas bochechas ficaram vermelhas, enquanto ela me encarava.

­­­— Miley, vem cá ­­­— chamou. ­­­— Rápido.

­­­— Tudo bem, calma aí gatinha ­­­— ri.

   Andei até ela e Demi me deu dinheiro, eu nao entendi muito bem, mas peguei.

­­­— Eu pedi pizza, paga ela que eu vou tomar banho. Pode vir no quarto um minuto? Preciso falar com você ­­­— fitou o chão suspirando.

­­­— Tudo bem, vai lá ­­­— sorri para ela.

   Abri a porta e paguei a pizza, pegando-a e colocando no balcão da cozinha. Tranquei a porta da casa de Demetria e pude ver Niall escrevendo algo em seu pulso.

   Criança demais.

   Fui até ele e peguei a folha dando uma última revisada, e mostrei alguns erros para Niall.

­­­— Af, tudo eu ­­­— revirou os olhos.

­­­— Eu preciso falar com a Demi. Ela não está nada bem e quer conversar comigo ­­­— suspirei. ­­­— Só espero que ela não tenha um ataque.

   Ele acenou com a cabeça e corrigiu os erros, guardando tudo e deixando o trabalho comigo.

­­­— Vai lá. Liam está vindo me buscar, então provavelmente eu não estarei aqui daqui à uns...

   A campainha tocou e Niall levantou-se do chão, pegando seu celular e sua carteira.

­­­— É, parece que ele já chegou ­­­— abracei ele. ­­­— Se cuida, manda um beijo pro Liam, vou subir antes que algo aconteça ­­­— fiz suspense.

­­­— Deixa de ser retardada Miley. Por favor, eu gosto muito da Demi, você precisa conversar com ela sobre Nina e sobre o ciúme possessivo dela. Faz isso ainda hoje ­­­— pediu andando até a porta junto à mim.

­­­— Não sei Niall, não sei se estou preparada para falar com ela. Sabe que ciúme é uma doença, sabe muito bem ­­­— suspirei. ­­­— Vai se divertir, não se preocupe comigo, estou feliz com ela ­­­— sorri fraco e abri a porta.

­­­— If happy is her, I'm happy for you ­­­— cantarolou uma das composições da Demi. Stone Cold sempre foi a minha favorita, mesmo eu sabendo que foi um ponto de vista exagerado da nossa relação. ­­­— Tchau morena azeda ­­­— brincou.

­­­— Tchau barbie, oi Liam, tchau Liam.

   Cumprimentei Liam e logo ele se foi junto à Niall. Tranquei a porta ­­­— novamente ­­­—, e subi rapidamente os degraus da escada gelada de Demi. Fui em direção ao seu quarto. Quando cheguei, deparei-me com uma Demi chorosa em sua cama, já de banho tomado, pois a mesma se encontrava com uma lingerie preta, de cor diferente a anterior. Tirei meus coturnos e andei até Demi, sentando na sua cama. Quando eu fui tirar meu cinto, ela começou a me observar e eu percebi que seus olhos estavam vermelhinhos, meu coração quebra toda vez que a vejo assim.

­­­— O que aconteceu Dems? ­­­— perguntei acariciando seus cabelos pretos.

­­­— Você não me ama mais? ­­­— perguntou num fio de voz.

   Gelei quando ouvi sua pergunta. Não tinha sentido. Como ela pode achar que eu não a amo mais? Não fiquei chateada, só... Supresa.

­­­— Por que você acha isso, Demi? ­­­— me sentei na cama e puxei-a para meu colo.

   Ela começou a chorar e se escondeu na curva do meu pescoço. Senti o seu corpo todo relaxar e ela ficar com todo seu ­­­— pouco ­­­— peso em cima de mim. Ela passou a mão nas minhas costas e eu enxuguei suas lágrimas, beijando sua testa como gesto de carinho.

­­­— Tem dois meses que você não me chama de princesa, Miley ­­­— ela disse com a voz embargada. ­­­— Você hesita muito quando diz que me ama, parece não me desejar mais ­­­— uma lágrima caiu em sua bochecha. ­­­— Você não elogia mais minhas sardas, nem diz que eu fico bonita de óculos ­­­— ela sentou-se mais colada a mim no meu colo. ­­­— E você está diferente desde... Desde quando teve a festa no passeio ­­­— ela disse encostando sua cabeça em meu peito.

   Então era isso. Ela me achava diferente. Talvez eu devesse fazer o que Niall pediu, mas vamos por partes.

­­­— Princesa, olha para mim ­­­— pedi a ela e a mesma voltou seus olhos à mim. ­­­— Eu te amo, amo muito. Eu te desejo sim, e para caralho ­­­— ri. ­­­— Eu não sabia que você ligava para meus elogios ­­­— falei passando as mãos em suas costas.

­­­— Eu gosto quando você me elogia, quando você me mima, me protege. Gosto de tudo em você porque tudo em mim ama tudo em você, tudo que vem de você. Eu estou me sentindo carente, Miley. Faz mais de uma semana que você não tenta avançar o sinal e quando eu tento, você não quer. Parece que você não quer mais transar comigo, que não gosta de fazer amor comigo, sabe? ­­­— ela disse deixando algumas lágrimas escorrerem por suas bochechas. ­­­— E nós não damos aqueles beijos longos já faz um tempo, eu sinto falta. Parece que algo mudou ­­­— ela disse passando a mão na gola da minha camiseta.

   Eu vinha evitando sexo com ela porque eu não conseguia. Eu travava. Não consigo transar quando tem muita coisa na minha cabeça, mais uma característica minha.

­­­— Oh, princesa. Você quer que eu ame você? Quer que eu demonstre meu amor? ­­­— perguntei beijando seu ombro, descendo sutilmente minhas mãos à sua cintura.

­­­— Eu preciso ­­­— disse ela, dando um sorriso.

­­­— Eu te amo ­­­— beijei seus lábios.

   Nossos lábios ganharam temperatura quente quando começaram a se mover em conjunto. Demi e eu tinhamos sintonia, conexão. Nossas línguas se tocavam, causando arrepios em mim, não diferente de Demi. Minha princesa ficou ofegante, e eu fui obrigada a quebrar o beijo.

   Passei minhas mãos por suas costas, abrindo o sutiã dela, e jogando-o no chão, sem quebrar o contato visual com ela. Ela estava tão frágil em meus braços, parecia uma boneca de porcelana que quebraria a qualquer momento. Ela levantou seus quadris e eu pude tirar sua calcinha, jogando-a ­­­— também ­­­— no chão. Passei minhas mãos por suas lindas curvas e voltei a segurar seu pescoço, fazendo-a olhar para mim, com seus olhinhos castanhos, já pretos em puro desejo.

­­­— Eu te amo ­­­— falei acariciando seu rosto.

   Minha voz saiu tão verdadeira que até eu me assustei com o poder de minhas palavras. Demetria apenas sorriu e então eu continuei meu trabalho, passando minhas mãos pelos seios de Demi, massageando-os. Segurei nas costas dela e comecei a chupar um de seus enquanto massageava o outro, ouvindo gemidos baixinhos da parte de Demetria.

   Quando eu senti seus seios já preparados, eu beijei os lábios de Demetria e guiei meu dedão até o clitóris dela, massageando-o lentamente, ouvindo Demi gemer durante o beijo. Ela mordeu meu lábio inferior com força, doeu, mas eu não me importei. Ela começou a rebolar, mas eu tirei minha mão de lá, ouvindo um gemido em reprovação da parte dela.

­­­— Chupa ­­­— dei dois dedos, indicador e médio, para Demetria chupar.

   Ela passou a língua neles e colocou na boca, chupando-os. Soltei um gemido ao ouvir Demetria gemer e, não aguentando mais, tirei meus dedos de sua boca, descendo até sua entrada. Penetrei-a sem hesitar. Meus dedos entravam devagar, eu só queria curtir o momento vendo as feições de Demi ao me sentir dentro dela. Ela passou a rebolar em meus dedos e com a outra mão eu comecei a massagear seu clitóris enquanto estocava meus dedos dentro dela.

­­­— Oh, baby ­­­— colocou sua cabeça na curva do meu pescoço, dando chupões fortes nos mesmos.

   Aumentei a velocidade e profundidade das estocadas, e Demetria soltou um gemido mais alto quando eu encostei em seu ponto de prazer. Votei a estocar só naquele lugar, enquanto massageava seu clitóris todo molhado pela excitação. Demi quase gritava de tanto prazer.

­­­— Baby eu vou... ­­­— ela não conseguiu terminar a frase, e soltou um grito abafado enquanto mordia meu ombro, anunciando seu orgasmo.

   Diminuí a velocidade e tirei meus dedos de dentro dela, chupando-os enquanto olhava para Demetria ­­­— que tinha um rostinho de satisfação muito fofo. Dei um beijo em sua testa e comecei a fazer carinho em seus cabelos.

­­­— Vou tomar um banho ­­­— falei colocando-a sentada na cama e me levantando.

­­­— Vai lá ­­­— falou ofegante, se deitando melhor na cama. ­­­— Depois eu te recompenso.

   Entrei no banheiro e me despi, entrando no box e ligando o chuveiro no frio. Eu tinha me excitado, mas não estava no clima para transar. Definitivamente eu precisava ter uma conversa com Demi ainda hoje. Do jeito que está não da para ficar.

   Saí do banheiro e me direcionei ao closet da Demi, pegando uma cueca junto a uma bermuda larga e um top, que eu tinha deixado aqui para caso a Demi me ligasse no meio da noite me pedindo para vir até ela ­­­— como acontece na maioria das vezes. Já fazem meses que eu não tenho mais de 9 horas de sono, tudo por ela.

­­­— Demi, vamos convers...

­­­— O que é isso aqui Miley? ­­­— ela disse raivosa, me mostrando minha conversa com a Juliet no meu celular. ­­­— Ju Iglesias ­­­— falou o nome com desdém.

­­­— Isso é uma conversa minha com uma amiga virtual, Demi ­­­— falei como se fosse óbvio. ­­­— Por que você está mexendo em coisas que não são suas? ­­­— perguntei sem me alterar em nenhum momento. Odeio ser explosiva.

­­­— Não importa! Você está me traindo, Miley? ­­­— perguntou alterada.

­­­— Demi, eu não te traí, sem contar que não namoramos ­­­— expliquei e ela se levantou da cama, já vestida com sua lingerie.

­­­— Não namoramos? Miley, os "eu te amo" não valem de nada? ­­­— perguntou quase gritando.

­­­— Primeiro você abaixa esse seu tom ­­­— pedi. ­­­— Segundo que para você não deve valer os "eu te amo" porque mesmo me amando, você quase foi pra cama com a Nina, minha amiga ­­­­­­— bufei, mas minha voz continuava baixa. ­­­— Raiva. Eu senti muita raiva, mas depois virou mágoa.

­­­— Ah Miley, vamos, foi um deslize e nossa relação não era tão forte. Você está me traindo! Você não me ama, não é? ­­­— perguntou raivosa. Aposto que ela nem tinha prestado atenção no que eu disse.

   Mais um de seus ataques. Talvez esse terminasse na cama.

­­­— Demi, duas coisas para você ­­­— suspirei pesado. ­­­— Vá se foder! Você e esse ciúmes doentio.

   Falei algo que eu já deveria ter falado há tempos. Parece que eu me livrei de um peso ao mandar ela ir se foder. Ela sorriu maliciosa negando com a cabeça.

­­­— Por que você não vem me foder, hun? ­­­— perguntou caminhando até mim. ­­­— Está com raiva de mim? ­­­— perguntou passando a mão no meu pau.

­­­— Você não faz ideia ­­­— manti meus dentes rangidos.

­­­— Então me fode com toda sua raiva acumulada ­­­— disse sorrindo maliciosa.

   Ela se jogou na cama e empinou a bunda, sorrindo maliciosa para mim com sua unha entre os dentes.

   Essa garota me deixa com mais raiva e mais gamada nela a cada dia, céus!


Notas Finais


1 - desculpa se deixei-os confusos ;-;
Não foi a intenção
2 - A "traição" foi mais para abrir o olho das pessoas em relação à ciúmes e possessividade... Acho que agressividade não leva à nada, só se for na cama, aí leva a bons orgasmos wjjdjqnsjwjska
3 - próximo cap tem hot
4 - prevejo treta fortíssima
5 - vcs n esperam essa treta djdnkwjxkwjsmama
6 - Patrick vai aparecer hehehe

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PELO AMOR QUE VOCÊS TEM A MIM E A DEMI AND MILEY...


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