História Tears of Blood - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jihope, Jungkook, Taegguk, Taehyung, Taekook, Tawesug, Vkook, Yoonseok
Exibições 318
Palavras 3.770
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


oi, oi, gente. cap grandinho pq esse promete hehe
nada a declarar

Capítulo 11 - 10 - Nem Mesmo a Lua Supera Seu Brilho


Fanfic / Fanfiction Tears of Blood - Capítulo 11 - 10 - Nem Mesmo a Lua Supera Seu Brilho

Taehyung estava parado à sua frente. Um terno em seu corpo, um sorriso em seu rosto.

O dia da festa havia chegado, então.

Jimin saiu mais cedo com o acompanhante, deixando Jeongguk se arrumando com as roupas dadas por Taehyung e com a ajuda de Jeonghan, um Yoongi emburrado no canto do quarto, fingindo ler um livro.

E agora o maior estava ali, na sua frente.

O Kim olhou Jeongguk com encanto. Se por um lado ele gostaria puxar cada filete de seu cabelo, por outro, ele desejava escova-los enquanto o menor ronronava em seu colo.

Seria hipocrisia falar que Taehyung não desejava Jeongguk. Ele realmente desejava acabar com toda a pureza que havia naquele olhar. Queria poder deixá-lo com as pernas bambas, mas, em contrapartida, há essa maldita beleza que parece clamar para que o maior seja carinhoso e paciente para com o Jeon. Há aquela inocência e ingenuidade persistentes, e Taehyung estava começando a se preocupar com aquilo

O pequeno Jeon aproximou-se de Taehyung em passos hesitantes e pegou a mão que o maior havia estendido para si, um pouco retraído e pronto para recuar à qualquer momento.
 

O homem então, abriu-lhe um sorriso um tanto frio ou até nervoso, mas o menino retribuiu com generosidade.
 

O Kim pegou-se analisando os traços de Jeongguk, o rosto fino, o nariz levemente arrebitado e os cabelos jogados sobre a testa, um pouco bagunçados. Ainda tinha traços um tanto que infantis, indicando que seu corpo estava em desenvolvimento. Apesar disso, o mais velho sabia que o Jeom não cresceria muito mais, já que aos dezesseis, não era um garoto muito alto.

Um arrepio passou pelo ventre do dono dos olhos pretos e intensos ao imaginar o corpo do pequeno com suas fartas coxas e quadris. E para fechar com chave de ouro, a cintura fina, que dava o seu corpo as curvas que muitas mulheres buscavam sua vida toda.

Pensou no modo o qual suas mãos grandes encaixavam-se perfeitamente na cintura do menino e até mesmo, na curva de sua bunda, apertando-os possessivamente.

— Taehyung-ah? — Seus pensamentos foram interrompidos pela voz de Jeongguk. Sacudiu a cabeça, seus cabelos acompanhando o movimento. Os fios estavam jogados para trás, arrumados.

— Diga, doce... — Murmurou, entredentes.

— Você, hm, está tudo bem? Faz um tempo que estamos parados aqui. — Jeongguk falou e riu baixinho e Taehyung abriu um lindo sorriso quadrado.

— Tem razão — O maior falou. Respirou fundo e, se recompondo dos devaneios anteriores, completou: — Vamos, vamos indo! Uma festa nos espera...
 

Taehyung apertou ainda mais a mão do garoto contra a sua, passando certa confiança. Jeongguk respirou nervosos, o medo de não saber como se comportar lhe atingindo.

— Escute, Jeon. — Chamou o menor, antes do mesmo de chegarem à porta da mansão. Jeongguk estremeceu com o tom sério que o mais velho o chamava. — Lá dentro irão ter homens importantes. Negociantes, milionários, alguns até famosos por aí. Não tenha medo, eu vou estar sempre ao seu lado, ouviu? Alguns Destes homens irão te evitar por pensarem que temos algo… — Levou os dedos compridos até os cabelos alheios, acariciando e lhe acalmando, logo tocando sua bochecha.  — Mas outros, irão simplesmente ignorar o fato. Você é um menino lindo, muitos deles não ligariam de levar uns socos por te tocarem. Eu estarei de olho neles, não se preocupe. — Disse tudo isso friamente e no fim abriu um sorriso amigável e doce, como sempre eram seus sorrisos.
 

O pequeno pegou em sua mão, entrelaçando ambos braços. O Kim parou em frente ao homem vestido de terno e o mesmo logo lhe reconheceu, obviamente. Este sorriu-lhe, um breve interesse disfarçado em seus olhos, e deu dois tapinhas nas costas do filho dos Kim, permitindo a entrada de ambos na mansão.

Taehyung andou com Jeongguk por entre a multidão, afastando as pessoas de seu caminho e chegou até o segundo anfitrião da festa, Choi Seungcheol.
 

Aproximou-se do ouvido do menor discretamente, grunhindo alguns pares de palavras:
 

— Esse é Seungcheol. Ele está organizando a festa junto comigo. — O menino assentiu, assimilando as palavras. Então, num tom um pouco mais baixo, a mão que estava na cintura de Jeongguk acariciou o local discretamente. — Seja educado, querido.
 

A voz do homem saiu compreensiva. Estava tentando fazer Jeongguk se enturmar e não se sentir frustrado por não saber como se portar naquelas situações.
 

— Kim Taehyung, achei que tivesse sumido como na última festa! — O moreno lhe cumprimentou, abrindo um sorriso amigável e dando tapinhas nas costas alheias. — Fico lisonjeado que esteja aqui na hora. Vejo que tem companhia. — Estendeu o sorriso na direção de Jeongguk, que sorriu como se fosse um boneco a vergonha lhe queimando as bochechas.
 

Era o que todos ali eram, afinal, bonecos. Vestidos em seus ternos e vestidos caros, fingindo gostarem um dos outros quando tudo que importava era o dinheiro.
 

Esse era o mundo dos negócios.

 

— É um prazer, senhor. — Jeongguk disse, mais firme do que imaginava. Taehyung lhe sorriu orgulhoso. Estava orgulhoso do seu menino.
 

— O prazer é todo meu, querido. Como se chama? — Seungcheol perguntou e o Kim lhe incentivou a responder com o olhar.

 

— Jeon Jeongguk, senhor. — O “senhor” no final da frase era algo instintivo, não conseguia controlar.

 

— É um belo rapaz, Taehyung. De onde é sua família, garoto? Não me recordo de nenhum Jeon. — Choi disse e franziu o cenho e Taehyung conseguiu sentir o desconforto de Jeongguk.

 

— Não seja interesseiro, Seung. Me dê licença, preciso cumprimentar outras pessoas. Boa festa. — Disse Taehyung e curvou seu corpo em educação, assim como Jeongguk e saíram dali.
 

Antes que desse conta, Jeongguk já havia cumprimentado quase uma dúzia de pessoas, alguns homens elogiando sua beleza não para ele mesmo, mas sim para Taehyung, como se o mais novo fosse alguma propriedade do Kim ou algo assim.
 

O pequeno finalmente desvencilhou-se do aperto de mão de uma mulher de vestido vermelho e sorriso forçado. Olhou para o canto e ali estava: Taehyung o observava com um meio sorriso orgulhoso em seus lábios, feliz pelo moreno está conseguindo socializar. Um copo de bebida pairava em sua destra, os olhos semicerrados, como se analisasse os movimentos de Jeongguk.
 

Sentiu seu braço sendo puxado abruptamente por algum garoto que reconheceu ser Jimin.

 

O mais velho o levou até uma mesa e estendeu-lhe uma taça de vinho, lhe sorrindo e dizendo que Hoseok havia dito que podiam beber o quanto quisesse. Jeongguk pegou a taça um pouco receoso, encarou o líquido escuro.

Taehyung não se importaria se ele bebesse um pouco, certo? Não é como se ele fosse ficar bêbado de qualquer maneira.
 

Levou a taça aos lábios, sentindo o gosto suave e adocicado do líquido atingir suas papilas gustativas, fazendo uma careta engraçada pelo ardor de quando engoliu o líquido de uma vez. Sabia que vinhos precisavam ser degustados, pelo menos era o que algum rico esnobe havia exigido. O menino achava desnecessário, mas fazer o que ele poderia fazer se não aguentou nem dois segundos da bebida em sua boca?
 

Jimin arrastou o garoto novamente e o menino quase derrubou a bebida. Falava animadamente sobre Hoseok e que o amava. Jeongguk viu que o moreno estava alterado, o Jung não deveria ter dado bebida para ele. O Park até mesmo falou que tinha um cara lindo que estava olhando para Jeongguk desde o início da festa e que ele deveria ir conversar com o mesmo.
 

— E-eu estou com o Taehyung, Jimin… — falou, envergonhado.
 

— Eu sei, bobinho, mas ele não precisa saber de qualquer maneira. Não é como se ele também fosse fiel.
 

O mais novo engoliu em seco. Nunca havia cogitado a idéia. Sabia que o que tinha com Taehyung estava longe de ser um noivado ou coisa parecida, mas não queria imaginar que o Kim fosse repetir as ações do melhor amigo e lhe iludir e depois lhe deixar desamparado.

 

Não queria passar por aquilo que Yoongi passou.

 

— Eu não vou, Jimin. — Disse, convicto. O Park revirou os olhos e parou de andar.

 

— Você é chato, Jeongguk. Eu vou procurar o Hoseok. — Disse e sorriu em seguida, bastante bipolar.

 

O problema, contudo, foi o moreno ter deixado o pobre Jeongguk sozinho. Não conhecia aquela mansão, tampouco sabia por ir e voltar até o salão principal para encontrar Taehyung e ficar perto de seu porto seguro novamente.

 

Ele olhou em volta, os olhos assustados, até seus globos oculares pararem em um grupo de homens isolados e pelos seus ternos de aparência cara, soube que eram homens importantes. Um deles se virou, com cerca de quarenta anos, quase cinquenta e o pequeno sentiu asco. Não queria que aquele velho o tocasse de maneira indevida, que era o que indicava o olhar dele. Aliás, não queria que nenhum daqueles homens o fizessem.

 

Seu coração sentiu medo e começou a bater forte, ele procurava alguma saída, mas um deles se aproximou.
 

— Olá, gracinha. — O velho disse e o menino engoliu em seco, ainda querendo arranjar um meio de escapar. Sentiu a mão do homem ameaçar tocar seu rosto e arregalou os olhos, sentindo seus batimentos cardíacos acelerarem ainda mais.
 

— Chega de palhaçada. — Ouviu a voz rouca de um anjo. Não que Taehyung fosse um anjo ou algo assim, mas o homem sempre chegava nas horas em que mais precisava dele. Jamais irá esquecer do Kim mais novo lhe salvando do próprio pai na primeira vez que se encontraram. — Vamos embora, Jeongguk. — Falou, olhando fixamente para o homem que ameaçou tocar no Jeon

 

Pegou no braço do menino com força moderada, guiando-o pelo salão.
 

Passaram por dentre as pessoas, causando burburinhos alheios de o porquê de o Sr. Kim está deixando a festa àquela hora. Taehyung apenas continuava sua caminhada com o menor ao seu lado, ainda envergonhado por ter tantos olhares em sua direção.

 

Taehyung não parou até que chegassem aos corredores longos do andar de cima da mansão. Taehyung abriu a porta de um dos quartos, Jeongguk achou que talvez fosse o quarto do maior, mas não falou nada, apenas deixou que o mais velho o guiasse com seu toque brando em sua mão.
 

— Onde estamos, Tae? — Jeongguk perguntou calmamente. O maior nada respondeu, apenas abriu a porta e deixou que o garoto adentrasse o quarto grande e espaçoso. Os olhinhos se arregalaram com o vislumbre daquele cômodo. — Por que me trouxe aqui? — Perguntou novamente, esperando uma resposta desta vez.

 

— Eu só me acalmo quando estou no meu quarto… Não faz ideia de como fiquei irado ao ver aquela cena… Eu acho que seria capaz de fazer uma besteira. — Riu com escárnio e Jeongguk olhou para o chão. Estranhamente se sentia culpado.

 

— Desculpe… — Pediu, os olhos mirando os sapatos caros pagos pelo outro a sua frente.

 

— Não peça desculpas jamais, Jeongguk. Aquilo não foi sua culpa, nunca vai ser.

 

Assim que prensou os olhos, querendo se concentrar apenas na voz alheia lhe dizendo coisas bonitas, sentiu um leve toque em sua bochecha, abrindo de leve seus orbes, apenas o bastante para poder contemplar a cena a sua frente. Taehyung lhe olhava com adoração enquanto acariciava seu rosto, a expressão ainda um pouco fria, porém serena. Foi a primeira vez que Jeongguk viu tamanha paz em seu olhar.
 

— Minha querida criança – disse, em um tom apaixonado, pode-se dizer – Eu não sei o que está havendo. – Deus do céu, como Jeongguk gostaria de fazer saber a resposta para todas as questões levantadas por ambos os corações.

 

Faria qualquer coisa para atravessar aquela máscara implacável de perfeição vestida por Taehyung e descobrir os maiores segredos por trás daquele rosto de príncipe que mais parecia um personagem dos livros que sua mãe lia para ele e sua irmã.
 

Jeongguk, uma vez, teve um sonho estranho. Estava deitado em uma praia, com o sol acariciando seu corpo, tão relaxante que o fazia ter a sensação de estar diluindo ao calor, tornando-se fluido e sem forma. Mas todo o tempo, no fundo de sua mente, estava o medo de que o sol lhe fosse tirado e não pudesse mais sentir o prazer langoroso dado pelos raios quentes. E sua relação com Taehyung sempre lhe lembrava seu sonho. Era uma calmaria que lhe deixava nas nuvens, mas sempre iria haver o medo de que algo desse errado e tudo se dissipar.
 

Em meio àquela carícias, seu medo foi aumentando, o medo de que aquilo fosse apenas um de seus sonhos. À medida que o calor ia sendo barrado pela porta se fechando a suas costas, até que uma nuvem enorme de expectativa lançou uma sombra sobre o medo, não privando-o daquele sentimento que só Kim Taehyung lhe causava.
 

Talvez o sonho com a praia fosse apenas uma metáfora para o que estava acontecendo no momento. Havia algo tapando o medo, fazendo-os esquecer todos os empecilhos.
 

Foi num impulso, que o Kim o guiou até a parede ao lado da porta, encostando-o na estrutura dura.
 

Se o menor fechava os olhos, a vontade se tornava ainda maior, aguçando seus sentidos a ponto de perceber a diferente textura de suas peles. De repente, sentiu a respiração presa na garganta. A mão de Taehyung alcançara seus quadris, apertando o local nunca tocado por ninguém em seu corpo, criando nele o desejo de arquear o corpo para cima, preso de uma emoção tão intensa que o teria assustado em outras circunstâncias. Mas, no momento, limitou-se a abrir os olhos, surpreso e confuso. Nem o olhar brilhante de Taehyung conseguiu alertá-lo para o perigo iminente.
 

Só quando ele retirou a mão do local e o menor olhou para seu próprio peitoral, viu o enrijecimento pouco familiar dos próprios mamilos, foi que voltou a consciência.

 

Repudiou, em pânico, a percepção de que estava se mostrando a Taehyung como um fraco a suas carícias repentinas.
 

Instintivamente, soube que os movimentos insinuantes de seu corpo tinham assumido uma atitude provocante, atraindo de propósito o roçar da mão do maior. E, sem poder suportar tal ideia, adquiriu uma rigidez horrorizada.
 

O olhar de Taehyung procurou seu rosto e, de imediato, as mãos dele agarraram sua cintura, prendendo-a à parede, acariciando e acalmando-o até o pânico ceder lugar ao langor de antes. Assim, mesmo revoltado contra a fraqueza de seu corpo, Jeongguk admitiu a própria incapacidade de fazer algo a respeito.
 

Quando a boca de Taehyung tocou-lhe a base do pescoço, o corpo do menor já era uma massa trêmula e suscetível à vontade do maior. Arrependido por ter bebido o vinho oferecido por Jimin, Jeongguk abafou um gemido de prazer quando as carícias avançaram para a orelha, depois para os lábios.
 

Com o hálito quente de encontro a seu rosto, o maior traçou o formato de sua boca, provocando-o com beijos leves. Jeongguk sentia-se assustado com as respostas de seu corpo àqueles beijos, respostas que se intensificaram quando Taehyung o puxou de encontro a si, aprofundando os beijos até que nada mais existisse.
 

Vagamente, o menor percebeu a mão do Kim em sua coxa e respirou fundo. Ondas de sensação explodiram em seu íntimo quando ele começou a mordiscar o lóbulo de sua orelha, uma das mãos segurando-o com firmeza junto ao corpo, enquanto a outra...
 

Com uma exclamação abafada Jeongguk enrijeceu novamente, lutando para se afastar numa tentativa de impedir que a mão dele separasse suas pernas. O choque e a indignação rapidamente foram sobrepujados por sensações que gostaria de negar. Seus olhos se arregalaram, pasmos, quando fitou o rosto atento de Taehyung, tomado de uma emoção primitiva expressa no seu olhar sombrio. O contato dos dedos masculinos fez com que se agitasse, ofegante, odiando-o por tocá-lo de um jeito tão íntimo. O que ele lhe fazia agora era pior, muito pior do que o que fizera na noite em que confessara seus sentimentos naquele quarto minúsculo. E, no entanto, o Jeon se via incapaz de impedir que seu corpo reagisse de forma quase delirante às carícias dele.
 

— Pare com isso... Pare... – pediu com voz insegura, enterrado as unhas nas palmas das mãos.
 

O Kim empurrou sua cabeça para trás até expor todo o pescoço para seus beijos intercalados de murmúrios. Um misto de fúria e desespero tomou conta do menor. Sem perceber o que fazia, abriu as mãos e colocou-as nos ombros de Taehyung, deixando escapar pequenos gemidos de prazer por entre os lábios cerrados, o corpo seduzido pelo toque do maior. Uma estranha urgência crescia em seu ventre no mesmo ritmo que as ondas de sensação o faziam tremer violentamente.
 

Aos poucos, o toque de Taehyung foi se tornando mais suave, causando-lhe um leve desaponto, enquanto Jeongguk continuava muito confuso para poder reunir as defesas que lhe sobravam.
 

Então, a língua quente passou por um de seus mamilos quando a camisa fina foi aberta ligeiramente e Jeongguk voltou a ter a sensação de antes, uma tensão na boca do estômago, e depois o amolecimento vagaroso dos músculos rígidos. Um calor atordoante tomou conta de seu ser incitando-o a abandonar-se por completo esse sentimento e ao homem que o criava.
 

Ouviu o murmúrio rouco e satisfeito de Taehyung, quando se esticou de encontro a ele, mas foi um som que se misturou ao seu próprio grito de prazer, ao toque dos lábios viris em sua pele. O Kim cerrou os olhos, e o luar adentrando a janela escancarada revelou a cor que lhe coloria o rosto excitado, levando-o a experimentar um desejo que não foi satisfeito, pois o maior o soltou.
 

Jeongguk estremeceu ante a rejeição. O que Taehyung fazia estava errado, mas seu corpo rebelde queimava por um contato mais íntimo com a virilidade masculina.
 

— Jeongguk, abra os olhos.
 

Contra a vontade, ele obedeceu, consciente das mãos dele em seus ombros, do corpo rijo de encontro ao seu.
 

— Eu não sabia que o vinho fazia isso com você, doce, senão teria pensado em lhe dar um pouco, dias atrás.
 

Havia humor nos olhos, além de alguma outra coisa, que o levou a tomar plena consciência de onde estava e o que fazia.
 

— E-eu... Odeio o que está acontecendo... Eu.
 

— Você se odeia por corresponder às minhas carícias? – ele sugeriu secamente, beijando sua bochecha de leve. – Meu querido, isso era praticamente inevitável. Seu corpo está pronto para a maturidade, mesmo que sua mente não esteja. Debaixo das convenções ensinadas por ai, você tem uma natureza sensual. – Vendo-o corar, até um pouco zangado, Taehyung baixinho. – Não acredita em mim, mas eu lhe garanto que é verdade. Mesmo agora, quando você olha com raiva para mim, seu corpo anseia pela satisfação física. Como o meu – acrescentou, os olhos fixos no tronco desnudo do garoto, que desviou, apressado, seu olhar da evidência que comprova a excitação de Taehyung.
 

Jeongguk tentou enrijecer o corpo contra o dele, e por um instante o medo criado pela dolorosa possessão de noites atrás o ajudou. No entanto, sensações estranhas logo se espalharam de novo por todo seu ser. Quando Taehyung mudou a posição, separando suas pernas com facilidade, o peso do corpo másculo despertou prazer no seu, fazendo com que se lembrasse das emoções que ele criara com os dedos, momentos atrás.
 

— Relaxe... Não precisa mais ter medo – O homem falou junto à sua boca, separando-lhe os lábios com a ponta da língua, induzindo-o a se descontrair como antes, mas, dessa vez, Jeongguk ardia por alguma coisa a mais, por...
 

O menor voltou à realidade para descobrir que ainda estava nos braços de Taehyung e que, estranhamente, era lá que desejava ficar. Tinha os lábios pressionados à pele quente e salgada do pescoço alheio, e o corpo enroscado no dele, enquanto sua mente se esforçava para compreender o que acontecera.
 

Que triunfante ele devia estar, a certa rindo de sua ingenuidade e capitulação! Lágrimas vieram-lhe aos olhos, e Taehyung levantou a mão para secá-las, enchendo-se de tensão ao sentir o mesmo encostar a boca a suas bochechas e lamber, com a ponta da língua, cada um delas.
 

— Não quero que pense errado de mim por isso. — disse-lhe, numa voz trêmula e baixa.
 

Ele se imobilizou, mas depois o beijou de leve, antes de segurar-lhe o rosto entre ambas as mãos e forçá-lo a encará-lo.
 

— Não, Jeon... Não há vergonha em sentir prazer com as carícias de um homem. Eu mesmo não tenho vergonha de admitir que mal posso esperar o dia em que seus lábios e sua mão explorarão meu corpo com tanto prazer quanto sinto explorando o seu. É chocante, não é? Mas eu lhe garanto que isso vai passar, e, um dia, você não se sentirá mais embaraçado ou humilhado pela sensualidade do seu corpo, encontrando só prazer na capacidade que tem de corresponder às carícias de um amante.
 

— Não somos amantes, somos...
 

 — Apaixonados? — Perguntou o maior, um sorriso plantado em seus lábios. — E é por isso que você está zangado, não é? Porque existe amor entre nós? Acha que prazer físico só é compartilhado por amantes, Jeongguk? Às vezes duas pessoas podem se amar e compartilhar do prazer de dois amantes.
 

Antes que pudesse juntar forças para falar qualquer coisa, sentiu os lábios vermelhos e bem desenhados contra os seus. Manteve sua expressão congelada, os olhos abertos enquanto o outro movia os lábios contra os seus inertes. Sentiu a língua do outro lambendo seu lábio inferior e então amoleceu, entregando-se às sensações proporcionadas pelo Kim. Uma de suas mãos pequenas foi, timidamente, para os cabelos compridos na nuca do outro, puxando-os delicadamente.
 

Taehyung agora beijava seu pescoço com a mesma brutalidade e ansiedade a qual beijara seus lábios. Espalhou beijos por cima das clavículas salientes. Uma de suas mãos brincando com seus mamilos enrijecidos enquanto a outra estava pousada sobre o pênis do mais novo, fazendo carícias sutis.

 

— Taehyung… — Chamou, ofegante.

 

— Fale. — Murmurou, contra o pescoço do outro.

 

— Eu posso te tocar?

 

Estaria mentindo se dissesse que aquilo não pegou Taehyung de surpresa. Balbuciou e pela primeira vez, Jeon teve um breve reflexo do maior surpreso e sem palavras. Mas logo sua expressão anterior voltou e ele abriu um sorriso apaixonado.
 

— É claro que pode, amor… — Disse, beijando as pálpebras fechadas do garoto.

 

Jeongguk espalmou as mãos sobre o peito do maior e acariciou aquele local enquanto a pressão em sua intimidade aumentava cada vez mais. Taehyung adorou sentir as palmas em sua pele, mesmo esta estando coberta pelo terno caro.

 

Continuou com os movimentos na pélvis alheia até o menor começar a soltar ofegos e suas pernas começarem a tremer. Engolia em seco e murmurava palavras baixas apenas para que Taehyung ouvia.

 

— T-Taehyung… — Gemeu uma última vez com o rosto enterrado no pescoço do maior, que apertou ali antes de sentir o menor vir em seus braços, ficando mole e manhoso, respirando com aquela sensação que nunca havia sentido antes em sua vida.

 

— Definitivamente há amor entre nós, Jeon...
 


Notas Finais


antes que reclamem, os lemons de TOB serão assim mesmo ok? sem mta coisa explícita, mas acontecerão, não se preocupem e deixem de fogo no rabo q meu perfil tá cheio de fic pornô, aliás, vão ler:

https://spiritfanfics.com/historia/flower-and-bad-boy-7096604

bjo, até a semana q vem ><


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