História Techno Mutants: A Tormenta das Tríplices - Capítulo 13


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Categorias As Tartarugas Ninja, Caminhos do Coração, Comando Estelar Flashman (Choushinsei Flashman), Hikari Sentai Maskman (Esquadrão da Luz Maskman), Transformers
Personagens Akira (Blue Mask), Anton "Bebop" Zeck, April O'Neil, Baxter Stockman, Bumblebee, Chefe Sanjuurou Sugata, Chris "Dogpound" Bradford, Donatello, Hamato "Karai" Miwa, Hamato "Mestre Splinter" Yoshi, Ivan "Rocksteady" Steranko, Jazz, Keiko (Pink Mask), Kenta (Black Mask), Kirby O'Neil, Leonardo, Megatron, Michelangelo, Optimus Prime, Oroku "Destruidor" Saki, Personagens Originais, Professor Zayton "Fugitoid" Honeycutt, Prowl, Raphael, Ratchet, Samira Mayer, Sayaka (Yellow Mask), Shinigami, Stasrcream, Takeo (Red Mask), Tiger Claw (Garra de Tigre), Ultra Magnus, Xever "Fishface" Montes
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Palavras 5.507
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Spoilers, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Sacrifício Solitário


Fanfic / Fanfiction Techno Mutants: A Tormenta das Tríplices - Capítulo 13 - Sacrifício Solitário

— … fui eu quem contou para os Kalenianos sobre a Terra… e o disco da Voyager.

Todos na sala de comando ficaram chocados com a revelação. Eles desconfiavam de que Fugitoid escondia algo muito sério só que não pensavam o quanto sério era aquilo. E somente houve uma grande reação explosiva e esperada por todos. A de Destruidor. Seus nervos estavam a mil com a simples frase.

— Seu maldito! — Destruidor tentou ir para cima de Fugitoid que correu para o andar dos controles encontrar algum lugar para se proteger. Enquanto que Splinter e os outros tentavam segurá-lo — Como pode? Você traiu o seu povo. Eu vou te fatiar, robozinho de meia pataca.

— Não me chame assim! — Disse — E eu disse que não sou da Terra, bolas. Por acaso é surdo ou o que? E eu quero me defender. Ou melhor, explicar toda a história. Desde o começo. E vou fazer isso se você deixar seu pulguento assassino. — Destruidor se acalmou, mas não seria por muito tempo — Muito bem. Sentem-se todos. Contarei para vocês, tudo o que aconteceu. Sem esconder nada.

Todos não conseguiam acreditar. Aquilo não passava pela cabeça de ninguém, mas também não conseguiam sentir raiva. Somente Destruidor a possuía e teria reações piores com a história que Fugitoid contará. O único que parecia não estar interessado era Optimus que após ter sugado os poderes de Zai, ficou com atitudes estranhas. Tentava disfarçar, mas não conseguia. Todos sentaram no sofá e Fugitoid ficou no meio deles.

— Há muitos anos, tipo muito mesmo, eu era um simples professor em D’Hoonnib, um planeta muito parecido com a Terra. Digamos que o meu povo era uma “versão melhorada” dos humanos. Devido aos grandes recursos de nosso planeta, muitos povos dominadores ficaram de olhos cobiçados em nós. Primeiro, foram os Kraang, que tentaram, mas sem sucesso. Segundo, os Triceratons, e depois os Kalenianos. No primeiro ataque, os Kraang me descobriram e tentaram comprar uma de minhas criações mais perigosas: o Coração das Sombras, um grande gerador de buracos negros que pode destruir planetas e mundos. Eles me ofereceram uma quantia exorbitante de Zemulacks e eu… acabei aceitando. Foi um dos piores erros da minha vida.

— E o que toda essa pataquada tem a ver com a Terra? — Pergunta Destruidor.

— Eu acho que ele está tentando enrolar a gente, meu pai. — Disse Karai.

— Se eu não contar desde o começo, vocês não vão entender o motivo pelo qual eu disse para os Kalenianos sobre a Terra, sua localização e o disco dourado. Me deixe continuar. — Destruidor ficou quieto para ouvir o resto — Muito bem… depois que vendi o Coração das Sombras para os Kraang, os Triceratons invadiram o planeta, me procurando. Eles… me encontraram e me mataram. Essa parte vocês já sabem. Não vou me estender muito, até para a reclamação de muitos aqui. — Indireta para Destruidor — Depois que virei o Fugitoid, prometi para mim mesmo que nunca mais faria negócios ilícitos com nenhuma raça alien. Até conhecer a Terra em muitas de minhas viagens pelo universo. Fiquei encantado em como o planeta era igual ao meu. Participei de muitos acontecimentos da Terra. As primeiras guerras, a Guerra Fria, o muro de Berlim, a chegada dos humanos na Lua e finalmente… na construção dos discos dourados. Ah, e fui eu que forneci tecnologia para que vocês pudessem chegar na Lua viu?

— Vá direto logo ao assunto seu robozinho de meia pataca. — Disse Destruidor — Eu não aguento mais você ficar me enrolando. Vou enfiar as minhas garras em um lugarzinho a qual você não gostar de descobrir.

— TÁ! Depois que saí da Terra, lá para o final dos anos 80, minha nave se deparou com uma outra muito maior. Foi quando eu fui capturado pelo Omnitron e os Kalenianos. Eles estavam procurando algum planeta para roubar os recursos e fazer a Herbarufus, já que o planeta deles estava perdido na completa destruição. Foi quando a minha sede de ambição falou outra vez. Quebrei a minha promessa.

Para Fugitoid, as palavras não saíam de sua garganta. Mas ele tomou coragem e falou de novo.

— Omnitron me ofereceu uma quantia enorme de Zemulacks. Até maior do que os Kraang me ofereceram pelo Coração das Sombras para eu dizer tudo que eu sabia. E eu falei sobre a Terra, seu povo, localização e o disco da Voyager, objeto que continha todas as informações do planeta e suas fraquezas. Omnitron ao saber disso, ficou louco, pois era o mesmo planeta que ele visitou quando era pequeno, há quase 4 milhões de anos. Depois que dei as informações, eles me libertaram e me deram o dinheiro com a condição de não voltar para a Terra e avisar sobre a invasão. E para eles foi fácil, pois já tinham máquinas enterradas em todo o lugar do planeta. Tudo era só uma questão de tempo. E foi isso que aconteceu.

Destruidor ficou ainda mais enfurecido, mas foi contido por Splinter e sua filha. Ninguém conseguia ainda acreditar que um simples robozinho, foi capaz de fazer tantas maldades. Tudo por interesse.

— E aproveitou para nos atrair para uma armadilha. — Disse Splinter — E porque queria tanto dinheiro?

— P-Para fazer melhorias na minha nave e em mim mesmo. Eu peço mil desculpas. Se os Kalenianos estão agora atrás da Terra… é por minha culpa. Como fui tão ganancioso a ponto de sacrificar um planeta gêmeo ao meu que quando cheguei… os habitantes me trataram tão bem.

— Se o Yoshi não estivesse me segurando mentalmente, eu acabava com você neste momento. Como pode ser tão ingrato com um povo que te recebeu de braços abertos? Ah mas o governo humano vai adorar saber disso. Quando voltarmos, contarei para as autoridades mundiais o que você fez. E será perseguido até não querer mais. Tenho contatos em muitos lugares da Terra e será exterminado.

— Não diga besteiras Destruidor. — Disse Optimus que finalmente conseguiu se levantar — Os humanos não tem tecnologia para conseguir fazer uma perseguição intergaláctica. Só na sua cabeça fraca mesmo. E quanto ao outro assunto… eu já sabia que você escondia algo, mas não imaginava que era algo tão sério. Mas como o nosso querido mestre Splinter diz, não podemos nos ater ao passado. O que foi feito já foi feito.

Do nada, um barulho foi ouvido por todos da nave que a fez chacoalhar. Fugitoid ignorou os olhares de raiva que pairavam sobre sua cabeça e foi até o painel de controle quando no monitor, apareceu várias naves atrás deles atirando como loucas.

— Ai não. Os Kalenianos estão atrás de nós. Não podemos mais perder tempo. Precisamos avançar rapidamente e voltar para o Sistema Solar. — Fugitoid deu ás ordens, mas ninguém queria obedecer. Todos perderam a fé em suas palavras — Olha, eu sei que vocês estão bravos comigo. Mas poxa… os Kalenianos estão vindo atrás de nós. Eles querem as nossas cabeças. Por favor, colaborem. Depois vocês podem acabar comigo da maneira que quiserem. Eu deixo. Fui mesmo responsável por todas essas tragédias.

— Fugitoid está certo. Precisamos voltar para a Terra imediatamente. Tentar encontrar o tal Thernos na própria Kalenia foi um tiro errante no pé. Até porque… acredito que ele nem esteja mais lá. — O tom de Optimus estava mais estranho que o normal, mas todos acaram aceitando suas ordens — E quando tudo isso acabar, pode ter certeza que terá uma lição professor.

Todos foram para as suas respectivas estações. Conseguir fugir de uma pequena frota dos Kalenianos parecia ser tarefa fácil, porém não era. Seus ataques são muito bem coordenados e poucas vezes erram os seus tiros. Porém, a estratégia falha de conquistar a Terra e os seus recursos não era o forte deles. Isto ainda estava em completo desenvolvimento. Em uma das naves furtivas, Omnitron acompanhado de Killmarz e mais dois soldados observavam parte da frota atirando na nave de Fugitoid.

— Não faltará muito para que estes mutantes enxeridos explodam. Relatório da situação, Killmarz.

— Senhor… o Fugitoid mais os mutantes estão conseguindo se afastar.

— Pois acelerem as naves. Desta vez o Saki não me escapará.

As pequenas naves furtivas que tinham o mesmo formato da cabeça dos trípodes com várias partes em metal e com um brilho azul único, avançavam para cima do grupo, disparando lasers para todos os cantos. Alguns, conseguiam atingir em cheio a nave que estava a beira de cair. Saindo muita fumaça e com as sirenes de alerta piscando e irritando qualquer mutante que tenha um bom ouvido, Fugitoid pensava em uma maneira de saírem de lá com vida. Então, a única solução foi ativar uma onda transwarp.

Olhando no painel de comando, percebeu que somente tinha algumas cargas e que não daria para fazer muita coisa ou ir direto para a Terra. Mesmo assim, ele ativou e toda a nave ganhou um brilho azul exorbitante. E assim, toda a nave se teletransportou. As frotas Kalenianas se perderam. Acabaram se chocando uma com as outras, causando uma cadeia de explosões e espalhando destroços por todos os cantos do universo. As únicas que sobreviveram foram as que estavam dando guarda para Omnitron.

— Senhor… eles usaram uma onda de energia transwarp para escaparem. — Disse Killmarz.

— Maldição! — E bateu seus punhos nos botões de comando — Chame as tropas. Voltaremos para o Sistema Solar. E algo me diz que eles estarão lá.

E realmente estavam. Porém não exatamente na Terra, e sim nas órbitas de Saturno o único lugar onde a energia da transwarp disponível poderia chegar. Fugitoid fez isso justamente para salvar a vida de todos. Só que alguns ainda insistiam em querer dizer que ele somente o fez para salvar sua própria pele ou seu próprio casco. A verdade é que ele, o robô solitário, já sabe porque é tão solitário.

Mas olhando melhor, via na sua frente que Optimus estava calado. Sóbrio. E não querendo contato.

— Hey. Está tudo bem, Prime?

— Sim, quer dizer não. Sei lá. E-Eu descobri coisas horríveis sobre a Rainha Zai.

— É mesmo? E o que descobriu? — Optimus não estava muito a fim de conversar, já que não confiava mais em sua pessoa — Pode se abrir para mim. Não sou um dos melhores conselheiros, mas posso ser útil em algumas coisas.
— Eu… posso sugar a energia e os poderes de outras pessoas. Este é o meu poder mutante. E na luta com a Rainha Zai, acabei sugando seus poderes… e também suas lembranças. — Ele respira fundo — O que ela fez com o próprio planeta… com os seus habitantes. Ela é um monstro. O rei Thernos… ele não morreu como a desgraçada nos disse. Ele está preso. Em algum lugar do universo… ou até mesmo perto de nós.
— Puxa… mas isso é muito sério. E fico aliviado pelo rei estar vivo. Eu imagino o que você deva sentir. Ela era praticamente… a sua… mãe. — Estás palavras doeram na centelha de Optimus — Não. Uma criatura horrível como Zai não pode ser mãe de ninguém. Por falar nisso — Fugitoid se levanta para falar com os outros — Amigos… sei que nossa viagem foi árdua até agora. E fugimos por pouco da frota Kaleniana. Estamos chegando próximo da Terra, e lá recuperaremos os Discos da Voyager. A nave-mãe dos Kalenianos está orbitando a Terra neste momento em um modo furtivo para que nenhum equipamento da Terra a detecte. Vamos formular um plano e quando a encontrarmos, vamos destruir as duas. É o único de jeito de “atrasar” a invasão.
— Mas você só pode estar ficando louco, não é robozinho de meia pataca. — Disse Destruidor — Você quer destruir todo o registro de nosso planeta? Todas as informações sobre nós está lá e você quer descartar a nossa história como se fosse nada?

— Esse é o único jeito de salvar a Terra, meu marido. — Disse Splinter — Seja lá qual for a importância desse disco para a sua vida, ou para a vida dos humanos, ele precisa ser destruído para que seres como os Kalenianos não o peguem. Por favor, entenda Saki.

— Eu entendo. Eu acho…

— Então não vamos perder mais tempo. Eu tenho um plano e quero que vocês sigam ele a risca.

Mas nem todos queriam seguir as suas ordens. Muitos estavam irritados por toda aquela mentira e com certeza, ficariam ainda mais. Só que a missão, não poderia ser comprometida. Em velocidade sônica, a nave consegue chegar exatamente na órbita da Terra, quando bem ao lado se deparam com uma gigantesca nave.

Era a qual Fugitoid tanto falava. A temível nave-mãe dos Kalenianos que havia recuado por alguns meses e que agora estava pronta para atacar com tudo o planeta.

— Então… essa é a nave que pretende atacar a Terra? — Perguntou Kirby muito assustado.

— Ela mesma. A potência desta nave é maior do que qualquer trípode que esteja ainda na Terra. — Disse Fugitoid — Por isso o meu palpite de que os discos estão lá é alto. Normalmente as grandes relíquias ficam armazenadas nesta nave, que para mim é uma das mais belas do universo hihi. Mas voltemos ao plano…

— Não terá plano. — Disse Optimus surpreendendo a todos — Estive pensando melhor e acho que a maneira mais correta de acabar com isso é explodir essa nave por dentro. Por isso mesmo que irei lá. Sem nenhum de vocês.

— Ficou louco? — Perguntou Fugitoid — Estamos falando da nave-mãe Kaleniana, a maior força bélica deles. Quer mesmo ir sozinho e enfrentar toda a frota e as suas armas gigantes? Você não está pensando direto. Está muito perturbado com as revelações atuais. Você precisa ficar calmo.

— Não. Estou perfeitamente bem. Não preciso de nenhuma ajuda. Eu preciso ir. Eu tenho que me vingar daqueles que só fizeram mal para o meu povo. E para mim mesmo.

Optimus abriu a escotilha que ficava próxima do painel de comando e lá foi direto para o espaço. Os outros o acompanharam. Fugitoid tentou impedir, mas foi barrado por Bumblebee com os dizeres: “Não confiamos mais em você. Para alguém que mente tanto e engana a todos, deve ser surpreendente tentar impedir alguém que só queira justiça.” E assim, partiram. Já Fugitoid não poderia fazer nada a não ser aceitar as condições.

A única coisa que fazia era olhar para o grupo flutuar entre o espaço para chegar direto na nave. Mas o que ninguém esperava era toda a frota Kaleniana ter chegado no Sistema Solar em quase dois minutos depois deles. Fugitoid olhou seus sistemas e os encontraram. Logo, com muito medo, acabou saindo de lá e se escondendo no lado oculto da Lua e quando tudo estivesse tranquilo, voltaria para encontrá-los.

Para entrarem na nave, não era uma tarefa fácil. O aço dela era extremamente forte para ser arranhado somente com as unhas grandes dos mutantes físicos presentes — Destruidor e Kirby — por isso Optimus precisou usar seu olhar laser, habilidade roubada de Starscream, para abrir um pequeno buraco. Um por um foram passando e conseguiram chegar em um corredor iluminado, porém gelado e sóbrio.

— Isso é suicido. — Reclamou Kirby — Pular de uma nave assim é perigoso demais. Ainda bem que no espaço não tem gravidade senão acabaríamos mortos.

— Chega de reclamar, O’Neil. — Disse Destruidor — Nós pulamos porque seguimos as ordens dele. — Destruidor apontou para Optimus — Além do mais, o robozinho de meia pataca já estava me irritando com tantas mentiras. Está vendo Yoshi? Depois você fala que eu sou o rei das mentiras. — Splinter não respondeu nada — E então, Optimus Prime… qual é o plano? Invadir um lugar assim só por invadir é meio que burrice.

— Não se preocupe. Eu pensei em tudo. Ou quase. Não conhecemos o lugar que estamos, essa é a verdade. Por isso mesmo, vamos nos separar para buscar os discos dourados. Splinter, Kirby, April e Karai vão por aquele lado. Bumblebee e Sari vão por aquele outro. Destruidor você virá comigo. Se seguirem este rumo, não haverá problemas.

— Beleza. Mas como voltaremos para a Terra? — Perguntou Bumblebee.

— Isso pensamos depois. Agora, vamos. Temos que nos separar. Rápido.

***

Karai não fazia absolutamente nada. Enquanto os outros de seu grupo reviravam um pequeno galpão, ela ficava de vigia como se não quisesse saber mais de tudo isso. Aquilo, era mais uma de suas estratégias de não ficar perto de Splinter. Desde que chegou nesta aventura, começou a ser atormentada pelo mestre. Splinter não sabe lidar muito bem com sua filha por perto e acaba cometendo erros graves. A única que sentia raiva era April pôr a ver assim tão de “boas”.

— Você poderia ajudar, né Karai?

— Valeu. Eu prefiro mesmo ficar aqui do que com certas pessoas. — Indireta para Splinter.

Algo começou a incomodar Kirby que o fez parar de procurar.

— Estão ouvindo isso?

— Ouvindo o que? — Perguntou Karai — Não estou ouvindo nada. Acho que está ficando louco.

— É como se fossem… passos. E correndo. Não é invenção minha.

— Também estou ouvindo. — Disse Splinter — Acho que são… soldados.

E Splinter acertou. Karai olhou pela porta e viu uma pequena frota de soldados se aproximando deles. De susto, acabou recuando e ficando próximo do grupo. Não tinha nenhum lugar descente para se esconder, então teriam que ficar e lutar com eles. Os soldados já chegaram apontando suas armas. Os quatro, em uma ação desesperada, levaram os braços, em formato de rendição. Os quatro continuavam a apontar suas armas e estavam prestes a atirar, porém aconteceu algo inusitado vindo de Karai.

Com um movimento rápido, pegou a espada que ficava atrás da cintura e a arremessou em direção aos soldados que não processaram direito a ideia e acabou atingindo o peito de um deles. Os outros começaram a atirar assim que houve o ataque. Para se defenderem, precisariam mais do que nunca de seus poderes mutantes. E já que Karai iniciou tudo aquilo, ela continuaria.

Os anos de treinamento com seu pai deu certo. Em alguns pontos. Tinha muitos soldados no caminho que corria para pegar novamente sua espada, cravada no peito do outro. Karai conseguiu removê-la a tempo e finalmente demonstrou que tinha valor. Olhou para eles e rosnou, mostrando suas duas presas de serpente junta a pele branca como neve e os olhos verdes como esmeralda. Deu um grande salto em um soldado que perdia seu controle assim que Karai usava suas mãos de serpente para picá-lo.

Aproveitando o ataque, April também queria mostrar o quão poderosa é. Rapidamente, agarrou o rosto de um soldado e lá disparou uma forte rajada elétrica que percorreu toda a sua cabeça. Com os olhos brancos e cheios de energia, continuou liberando os choques no soldado. Seu capacete estourou revelando o rosto horrendo. Os olhos saltaram para fora — literalmente — e a cabeça arrancada com o choque.

Dois soldados vinham atrás de April, que usou o pouco de telepatia que tinha para interceptá-los. Se virou, levantou as mãos e disparou duas cargas de raios que atravessaram o corpo dos soldados. April já sentia cansaço. Seu nariz sangrava de tanto esforço que fazia. Aqueles dois entraram em combustão e tiveram seus órgãos internos cozinhados. Assim, explodiram em mil pedaços espalhando o sangue verde que possuíam.

Kirby, o pai da garota também não ficou de fora daquela briga. Seus instintos de morcego modificado começaram a se manifestar. Suas mãos cresceram, ficando de um tamanho considerável. Possuía garras afiadas e com elas, arranhava os soldados que passavam em seu caminho. Ele, não tinha treinamentos suficientes para ser um bom lutador, mas sabia se virar muito bem. Em de seus ataques, pegou a cabeça de um soldado e a esmagou. Mesmo com o capacete, conseguiu espalhar muitos pedaços de Kaleniano no chão.

Splinter com toda a leveza de um mestre, fazia os seus movimentos leves e simples que encantavam a todos que viam. Menos Karai, que os odiava. Os soldados tentavam agarrá-lo, mas nunca conseguiam pelo seu poder de itangibilidade passiva que o deixava como um “fantasma”. Possuía também um poder especial que foi usado para derrubar cinco soldados de uma vez. Saiu um feixe alaranjado de seus olhos e os atingiu com precisão. Todos os atingidos, caíram. Agora, não sabia se estavam desmaiados ou mortos.

Mesmo assim os soldados eram muitos e os que sobraram, estavam indo em direção ao grupo que se juntou. Ninguém sabia mais o que fazer quando Splinter começou a sentir fortes dores de cabeça e muita tontura.

— Mestre Splinter. Está tudo bem? — Perguntou April.

— Não. E-Eu… acho… — Ele já sabia que ocorreria naquele instante — Se virem. Não olhem para mim.

Todos obedeceram e viraram o rosto. Os olhos de Splinter ficaram ainda totalmente brancos e dele, saiu um enorme feixe de luz que atingiu os soldados no mesmo momento. O trio, seguro que estava tudo bem, pois ouviram um silêncio voltaram a olhar e encontraram uma cena inusitada. Todos os soldados viraram pedra. Nenhum escapou. E encontraram Splinter parado. E com os braços levantados, como se estivesse em posição de luta. Passou alguns minutos e ele caiu nos braços de Kirby, de tão cansado que estava.

— O que tu fez aqui, hein Splinter? — Perguntou Karai.

— E-Esse… é o meu poder da petrificação, minha filha. F-Fazia anos que não se manifestava…

— Ei. Não se esforce. Está muito fraco e precisa descansar. — Disse Kirby.

— Que beleza. E até agora, nada dessa merda de disco. — Karai olhou para o lado e viu em cima de uma estante um objeto em formato oval que brilhava intensamente. Foi pela curiosidade e olhou o que tanto brilhava quando removeu de lá, dois objetos em formato de disco com vários símbolos em cada um — Pessoal. Acho que encontrei estes discos — Ela correu para mostrar aos outros — São eles mesmo. Eu reconheceria esses símbolos. Estive com o meu pai quando ele encontrou o primeiro disco.

— Então é melhor a gente encontrar os outros para que finalmente possamos destruir estes discos.

— É. Meu pobre pai vai ficar tão triste. Mas o que é certo, é certo.

***

Em órbita, Omnitron observava a própria nave em uma invasão interna muito potente. Ele imaginava um vírus quieto e que não poderia trazer grandes problemas, mas que na verdade é o pior dos malwares e o mais potente ramsonware. Killmarz, já declarou o amor que sentia por seu próprio comandante, mas sentia culpa e aversão a um sentimento tão horrível que é o amor. Sentindo que seu comandante parecia mais triste que o normal o abraçou pelas costas. E obviamente, Omnitron ficou irritado e o empurrou.

— O que significa isso, Killmarz? Não lhe dei direito de fazer algo assim.

— Meu comandante… o grupo do Fugitoid… invadiu nossa nave. A-Acho que eles querem o disco da Voyager. — Omnitron não disse nenhuma palavra e voltou a olhar a nave — Meu senhor?

— Atire naquela direção. — Omntron apontou para uma janela.

— M-Mas senhor… é a nossa própria nave.

— Não importa. Aquele lugar não é habitado por ninguém. E não vai causar grandes danos em nossa nave. Depois podemos consertá-la. E quando explodir, quero que você se aproxime. Vou querer entrar lá dentro e explodir pessoalmente estes “queridos invasores”.

Mas eles não sabiam que o lugar a qual explodiriam estava com dois dos “invasores”. Optimus e Destruidor andavam, procurando alguma sala que estivesse os discos. Mas lá por onde passavam só era corredores intermináveis. E aquilo parecia nunca chegar a um fim específico. Para distrair um pouco a cabeça, os dois tentaram conversar.

— Destruidor… como é esse disco dourado? Aquela vez… eu não consegui o ver direito.

— Já viu um disco de vinil? — Optimus balançou a cabeça afirmando — Então. Ele é um disco de vinil, e a sua capa é dourada com vários símbolos que servem para comunicação com outros seres intergalácticos. Eu já ouvi o conteúdo dos discos e pode ter certeza que, se cair das mãos dos Kalenianos, haverá estrago.

Um estrondo tremendo foi ouvido ao lado deles. A pequena janela que servia de iluminação para aquele corredor não ficar tão claustrofóbico estourou e os dois foram parar longe, batendo suas costas na parede do outro lado. A pressão que vinha do universo acabou arrastando Destruidor para fora da nave. Ele acabou dando algumas rodopiadas dentre todo aquele vazio, até ser puxado por uma energia vinda de uma outra nave espacial. A do “robozinho de meia pataca”, assim como chamava Fugitoid. E puxado para dentro. E lá, encontrou todos os outros, que também foram “resgatados”.

— Onde estou? Voltei para a nave daquele miserável do Fugitoid? — Destruidor viu que todos estavam lhe encarando e o que mais não gostava era de ser encarado por multidões. Por isso, se levantou rapidamente e foi direto para Fugitoid — O que está aprontando agora robozinho de meia pataca? Já dissemos que não lhe queremos mais. Você por acaso é surdo? — Destruidor olhou para os lados e percebeu que sua filha Karai não estava e se desesperou — Cadê a minha filha? EU QUERO A MINHA FILHA.

— Sobre nossa filha, Saki… ela acabou por seguir seu caminho. — Disse Splinter — Ela disse que iria procurá-lo na nave para entregar o disco dourado para você. E também porque não queria ficar perto de mim. Por que Miwa me rejeita tanto? Só queria seu amor…

— O que? Minha filha está na nave dos Kalenianos? E sozinha ainda? Eu não vou deixar aqueles vermes tocar um dedo sequer na minha amada. — Destruidor tentou sair da nave, mas foi impedido por Fugitoid.

— Você só pode estar ficando louco. Não pode sair da nave deste jeito. Vamos esperar alguma comunicação, tudo bem? Tenho certeza de que Karai e Optimus estarão bem.

Destruidor conseguiu se salvar, porém Optimus ficou. Estava sendo castigado pela energia do universo que tentava puxá-lo, mas sem sucesso. Seus pés conseguiam se prender bem no chão metálico. Quando olhou melhor, viu a imagem de Omnitron lhe olhando de um jeito sádico e horrendo. Suas ópticas se encheram de ódio e desejo de “vingança”. Em seu processador, ele foi o responsável por matar Destruidor. Mal sabia que ele estava vivo. E preocupado com sua filha.

— Olha só quem está aqui. — Disse Omnitron— O Saki se foi. Tomara que tenha virado uma bola de fogo e caído direto na Terra sem mais nenhuma vida. Me livrei finalmente dele. Agora, é a sua vez, “príncipe de Kalenia.”

— Por que está fazendo isso, Omnitron? Não percebe o que Zai fez com seu planeta? Ela é uma falsa rainha que só se aproveitou de vocês. Ela destruiu todas as bondades que Thernos fez algum dia. Por favor, veja a verdade. Desista de tudo isso e leve os Kalenianos para o lado da paz, onde possa ser um povo respeitável e não temido.

— Eu pouco me importo com a rainha Zai e o que ela fez com Kalenia.— As palavras frias de Omnitron chocavam Optimus — O que realmente desejo é a Terra. Ela me foi prometida quando ainda era garoto e vocês, não tirá-la de mim.

Omnitron sacou uma pequena espada e foi para cima de Optimus que se defendeu com seu machado. O fogo que saía da ponta lhe deu impulso para arrancar a lâmina das mãos dele. Mas Omnitron não ficou para trás. Acabou por usar seu próprio corpo para atacar Optimus. O líder acabou por optar a usar os lasers que soltava das ópticas para tentar atacá-lo, porém acabava por não acertá-lo de tanto que o mesmo corria já com a lâmina novamente em mãos. Até que um ataque certeiro conseguiu pará-lo. Optimus com uma rajada de vento, feita com o balanceio de seus braços acabou colocando Omnitron no chão, e de lá, não levantou mais.

Karai vendo que a nave estava “explodindo”, corria com os discos da Voyager na mão, quando viu Optimus olhando para Omnitron, totalmente entregue. Isso lhe lembrou o quanto o alienígena fez seu pai sofrer. Mais do que o próprio Splinter. Com um sentimento de pura vingança, gritou o nome de Optimus e lhe arremessou os discos e ele, conseguiu os agarrar.

Optimus levantou os dois discos e os encarou. Lá, suas ópticas ficaram avermelhadas com um tom de branco e disparou vários lasers nos discos, o qual, viraram completamente areia. Um monte de pó dourado que se espalhou pelo universo. Omnitron segurou um pouco desse pó e lamentou a perda dos discos. Ele se levantou e encarou os dois, prometendo vingança. Porém, algo inusitado aconteceu.

A energia que o universo fazia naquele buraco gigantesco era enorme e Omnitron estava tão traumatizado pela destruição dos discos que acabou sendo puxado pelo buraco e indo para o universo. De lá, não se houve mais notícias. Optimus e Karai se aproximaram do buraco e viram a nave de Fugitoid se aproximar e foram puxados pela mesma energia que puxou Destruidor aquela hora. A nave deu uma volta e ficou encarando a nave-mãe dos Kalenianos por algum tempo e parou.

Fugitoid tirava de uma gaveta uma pequena mala que tinha alguns broches em formato de placa-mãe. Ele entregou para cada integrante e eles o colocaram ao peito. Todos ficaram sem entender, e quem mais reclamou disso tudo foi Destruidor, como sempre.

— Que porcarias são essas? Medalhas pelo nosso “serviço”? Melhore nos seus presentinhos, robozinho de meia pataca.

— ORA CALE ESSA BOCA! — Disse Fugitoid irritado — Eu não aguento mais as suas reclamações e seus apelidinhos. Eu te odeio MUITO! — Destruidor realmente ficou surpreendido com a reação. E Splinter só comemorando. O seu amado marido recebeu aquela resposta — Meus amigos… a nossa jornada se encerra aqui. Isto que entreguei a cada um é um dispositivo que protege de forças atmosféricas. Assim, quando vocês entrarem na atmosfera da Terra… não pegarão fogo. Estarão protegidos. Vocês estão programados para cair próximo da Ilha Darah. E não se preocupem com nada. Eu ficarei bem. — Antes de alguém manifestar alguma coisa, Fugitoid apertou um botão — Adeus, meus amigos. — E um buraco se abre e todos caem.

Fugitoid estava deprimido por fazer tal ato. Mas era o único meio deles sobreviverem. Dentro de uma gaveta, pegou uma fita cassete que na descrição estava escrito Sad Robot World — Pet Shop Boys. A música que um dia, Bumblebee lhe apresentara e que lhe caracterizava. Fugitoid a colocou em um toca fita e suas melodias ecoaram por toda a nave. Fugitoid fechou os olhos e levantou os braços e se “abriu” para todo o universo. Seu coração era um enorme núcleo de energia que servia como armamento pessoal.

Somente um botão na nave foi apertado e ela avançou direto para a nave dos Kalenianos. Assim que elas se chocaram, toda a energia composta por matéria escura se dispersou, explodindo tanto sua nave quanto aquela parte da nave Kaleniana. Foi um grande show de luzes próximos da Terra. E assim, Fugitoid se sacrificou para acabar de uma vez com a maior potência bélica dos Kalenianos.

Enquanto isso, o grupo caia em direção ao oceano. Ambos viram a nave de Fugitoid em chamas também indo em direção a eles. O dispositivo os protegeu até caírem no oceano, onde lá, caírem bem próximos da mansão. Karai, precisou agarrar seu pai para que ele não afundasse, já que não sabia nadar. A nave de Fugitoid caiu em seguida, fazendo um estrondo e levantando uma onda enorme que os empurrou direto para a praia que ficara embaixo da mansão.

Lá, eles observaram os últimos momentos da nave de Fugitoid, que afundou completamente. E sem nenhum sinal de Fugitoid. No céu, eles viram a nave Kaleniana explodir no universo que iluminou mais do que o sol.

— Ele… se sacrificou para acabar com os Kalenianos. — Disse Optimus — Algo memorável.

— Pai… o disco foi perdido. — Disse Karai a seu pai.

— Não se preocupe quanto a isso, minha filha. A NASA tem uma cópia dele guardada a sete chaves. Os Kalenianos jamais saberão onde ela se esconde. — Destruidor foi até Optimus — Salvou todos nós, Prime.

— Eu não. Foi o professor.

— É. Acho que me arrependo de ter o chamado de robozinho de meia pataca tantas vezes.

— A gente tá em casa? — Perguntou Sari.

— Acho que sim. — Disse Optimus — Vamos subir estas colinas e saber.

Eles voltarão para a mansão são e salvos. E lá, subiram a montanha e retornaram ao lar após tanto tempo fora. Mas eles, nunca se esquecerão da grande viagem que fizeram, mesmo sabendo que esse sacrifico que Fugitoid fez, infelizmente, foi em vão.

***

Os rios de São Paulo são sempre muito poluídos. Mas os detritos que agora estavam boiando eram diferentes. Pedaços de metal se juntavam sobre a corrente da água, e nele estava andando um em especial. A cabeça de Fugitoid já sem vida. Mas ela, foi pescada por uma garota que estava no rio, tentando a sorte de pegar algum peixe. A cabeça se enroscou no anzol e lá ficou presa. Ela, a pegou e analisou. Foi quando um homem se aproximou dela e tocou seus ambos.

— Azuka. Não podemos perder mais tempo. A senhora sua mãe vai ficar brava.

— Olha o que achei. — Ela mostrou a cabeça a ele.

— Parece a cabeça de um robô. Estranho… esse robô me parece tão familiar. Enfim, é melhor irmos andando porque você sabe que o carro de sua mãe não é um dos melhores, e por isso, demoraremos dois dias até chegar na floresta.

— Mas a mamãe tinha que inventar essa história de querer ir na floresta.

— A cabeça de sua mãe é um grande mistério. Mas não vamos desafiá-la. Só vamos, ok?



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