História Tédio de Agosto...ou não - SUHO - EXO - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Suho
Tags Exo, Kimjunmyeon, Oneshot, Suho
Visualizações 174
Palavras 4.422
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Hentai, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Pleno mês de agosto e eu aqui deitada em cima da minha cama, a olhar para a linda fenda que se abre lentamente no teto. “Devia pintar o quarto estas férias” pensei, mas depressa me lembrei de que não tinha sequer dinheiro para comprar um bilhete de cinema quanto mais para comprar um balde de tinta e pôr-me com remodelações.

Levantei-me depressa demais com o intuito de esquecer os pensamentos tristes e decadentes que iam na minha cabeça e com isso só consegui ficar completamente zonza…nesse momento a minha mãe entra no quarto. Entrou com a intenção de me dizer algo, mas assim que me viu com as mãos agarradas à cabeça ficou com uma poker face e disse:

- E é nisto que dá passares as tardes enfiadas no quarto, adormeces, não fazes nada e depois ainda ficas nesse estado!

Juro que por vezes não compreendo a minha mãe, adoro-a, mas quando quer consegue ser completamente ríspida comigo sem sentido algum...só me levantei depressa demais...aish!

- Vá eu sei, eu sei diz lá o que me vinhas dizer.

- Esqueci-me.

A minha mãe sai do meu quarto fechando a porta. Reviro os olhos e arrasto o meu corpo mole até à casa de banho.

(…)

Depois de jantar fui fazer algo completamente fora do comum, fechei-me no quarto… Coloquei os meus fones e sentei-me na frente no pc enquanto iria cuscar as fotos das minhas amigas nas redes socias. Sim, pode não parecer mas eu sou social, tenho amigas. A questão que aqui se coloca é que elas vão sempre passar o mês de agosto de férias com a família enquanto eu fico isolada do resto da sociedade…aqui sozinha e abandonada…sou portuguesa mas vivo na Coreia do Sul com a minha mãe e com os meus irmãos desde os meus 15 anos, e digamos que fazer novas amizades não é de todo o meu ponto forte.

Ao fim de algum tempo recebo uma mensagem no telemóvel da minha melhor amiga a dizer-me que amanhã estaria na cidade mas que logo, logo regressaria (ao que parece burocracia chata de faculdade que merecia atenção).

- Se estiveres disponível podemos ir comer um gelado depois de almoço, que te parece? Só tenho comboio para voltar ao fim da tarde – disse-me.

Claramente que aceitei, tudo para sair um pouco de casa e estar com gente divertida e com sentido de humor… (amo-te mãe).

(…)

A tarde estava a ser muito divertida mas infelizmente estava a aproximar-se a hora da minha melhor amiga ir embora. Decidi acompanhá-la até à estação. Pelo caminho ela olhou para a vitrine de uma loja e viu os fones que andava a namorar já há imenso tempo…não hesitou e entrou dizendo-me para esperar cá fora com a sua mochila. Honestamente…quem me dera ser como ela…olhar…gostar…entrar e comprar…aish tenho de arranjar logo um part-time!

 

Enquanto esperava por ela e fazia beicinho por estar tão derrotada com a vida reparei que um carro estava estacionado a apenas alguns passos de onde eu estava, era um descapotável modelo antigo mas muito bem tratado…só ao fim de uns segundos é que reparei que tinha alguém lá dentro. Estava de costas para mim por isso não lhe vi a cara mas notei que me olhava intensamente pelo espelho retrovisor. Não sei porquê, mas ao invés de desviar o olhar (como toda a gente no seu perfeito juízo faria na mesma situação), fixei também eu o meu olhar no espelho. 1…2…5 minutos? Não sei bem precisar, só sei que acordei de uma espécie de transe depois de a minha amiga me quase gritar ao ouvido.

-Está tudo bem contigo?! Perguntou-me intrigada.

-Sim está, porque não haveria de estar?! Disse tentando eu mesma analisar se estava ou não.

-Eu sei que estás na sofrência miga mas por favor não me desfaleças no meio da rua!

Caminhámos no sentido oposto ao do carro, a hora do comboio aproximava-se.

(…)

Dois dias se passaram e aquela desgraçada só sabe postar fotos em biquíni e óculos de sol…CHEGA!! Vou vestir-me, vou pentear-me decentemente e vou sair sozinha, não quero saber! Sem rumo mesmo...

E foi o que fiz. Calcei os meus ténis de corrida, dei xau na casa e saí sem rumo. Comecei por caminhar vagarosamente mas depressa os meus pensamentos entristecedores voltaram a inundar-me a cabeça, sacudo-a e começo a correr.

Asneira. Não sei como, atravessei-me na frente de um carro que se o condutor não tivesse bons reflexos e sangue frio, tinha-me deixado completamente amaçada no asfalto. Cai redonda no chão com o susto e fiquei sem reação. Tudo isto aconteceu numa estrada que dá acesso à praia, sendo que naquela hora não havia trânsito algum, só mesmo aquele maldito…descapotável…antigo…bem cuidado…Espera…

Levantei o meu olhar para o condutor que tinha prontamente saído do carro para me ajudar e que se encontrava à minha frente com a mão estendida para me ajudar a levantar.

-Estás bem?! Magoaste-te?!- perguntou-me aflito.

-Sim estou bem, não foi nada de mais. Peço imensa desculpa, eu vinha a correr, devia ter tido mais cui… Calei-me pois conhecia aquele olhar hipnotizador de algum lado.

Estivemos a encarar-nos mais ou menos…não sei bem…1…2…5 minutos?

-Sabes…devias ter realmente mais cuidado. Eu podia ter-te atropelado! Na passada sexta-feira ficaste assim também com essa expressão no meio da rua…ainda te assaltam algum dia. -disse por último rindo e com um tom brincalhão.

Levantei-me sacudi os calções e a camisa de alças, olhei para ele desta vez com um ar sério e disse abrindo os meus braços:

-Como podes ver não tenho nada (e não tinha mesmo, nem carteira, nem mesmo o telemóvel eu tinha levado). Não há aqui nada para roubar.

-Tens a certeza? Encarou-me sério

-E o que vais tu fazer com uns calções e uma camisola de mulher? Vendê-los ao desbarato? Amigo isto aqui é tudo último grito da moda…disse sem nexo algum e com expressão séria mesmo sabendo que ele não me iria fazer nada…Estava na cara dele. Como eu tenho a certeza disso? Não sei, só tinha.

Ele ri alto das minhas palavras. Logo de seguida muda de assunto e pergunta-me se me pode pagar um gelado em compensação por quase me ter atropelado. Aceitei.

(…)

 

Entrámos num café junto à praia, a tarde já ia longa. Cada um de nós pediu um gelado e sentámo-nos numa mesa qualquer.

-Estou sentada a comer um gelado na praia com um homem que me ia matando há minutos do qual eu nem o nome sei - disse para quebrar o gelo.

-Chamo-me SUHO. Tenho 24 anos, moro em Seul, sou compositor e tatuador nas horas vagas. Gosto de desenhar…o mar principalmente… e como podes ver, sou um adepto feroz de gelado de morango. (…pausa dramática…) E tu?

-Nossa! Só te perguntei o nome não a ficha técnica!-disse logo de seguida desmanchando-me a rir na cara dele.

Parei de rir quando fitei a sua cara séria…ele olha para mim e volta a repetir a última pergunta.

-Credo…OK…O meu nome é (S/N), tenho 22 anos, também moro em Seul…ando no último ano de design gráfico na universidade e nas horas vagas gosto de me meter na frente dos carros com a esperança de que me paguem um gelado.

Finalmente ele sorriu com vontade da minha última afirmação e logo de seguida me olhou intensamente de novo…que raio de olhar aquele, será que era simplesmente o olhar normal dele? Não. Seria eu que me sentia presa a ele? Sim. Mas porquê?

O resto do tempo que estivemos dentro do café só mandámos conversa fora e por fim ele insistiu em dar-me boleia para casa. Mas não antes de pagar a despesa com um cartão de crédito…mas quem neste mundo paga dois gelados baratos com cartão de crédito? Ah deixa para lá.

(…)

-Raios! Agora ficaste a saber onde moro. – disse quando ele parou em frente ao prédio onde moro.

-Era exatamente essa a minha intenção desde o começo.

-Desculpa?- exclamei voltado o meu corpo para ele, ainda sentada no banco de pendura.

-Estás desculpada fofa. Sorriu e fechou os olhos enquanto o fazia.

Achei fofo. Fofo demais até…o rapaz quase me mata e eu aqui a achá-lo fofo…

Saí do carro mas ele puxou-me de novo e por centímetros não bati com a cabeça no espelho retrovisor. Ele olha-me nos olhos e pergunta-me se eu tinha planos para o dia seguinte. Respondi que sim, tinha de pintar o quarto. (MENTI) Porquê? Não sei…

-Ok. Mas antes de ires podes me dar o teu número?

Peguei numa caneta que tinha visto anteriormente na frente do carro e escrevi o meu número na sua mão. Cliché?! Século passado?! SIM, mas eu só queria uma desculpa esfarrapada para tocar na mão dele…não me julguem.

-Aqui tens. Saí fechando a porta e por fim agradeci o gelado.

(…)

No dia seguinte acordei bem cedo, até porque não tinha conseguido dormir nada de jeito. Porque será (S/N)…

Tomei o meu pequeno-almoço tranquila e assim que a minha mãe me viu acordada a horas decentes lá decidiu pedir-me para ir fazer umas compras… (nunca façam transparecer uma cara serena e de paz perto da vossa mãe…fica a dica).

Estava na mercearia, não muito longe da minha casa, quando alguém me sussurra ao ouvido “Menina, nesta loja não se vendem baldes de tinta!”. Estremeci da cabeça aos pés, logo me virei e vi que era o SUHO.

- Que susto! Tu aqui?!

-Aparentemente a fazer o mesmo que tu boneca…compras.

Boneca… Boneca?! Oi?! Mas quem pensava ele que era para me chamar boneca no meio da mercearia? Bem…desta passa.

-Calma…vim apenas fazer umas compras que a minha mãe me pediu, ela só gosta dos que esta mercearia vende, vou lá entender. Não vim aqui por ti deixa lá.

Não sei porquê, mas não gostei nada da maneira como ele falou…não é como se eu estivesse à espera que ele estivesse ali por minha causa mas… Ele deve ter reparado na minha cara de poucos amigos e logo sorriu e disse-me que no final estava feliz pela mãe ter gostos peculiares, pois assim pôde encontrar-se mais cedo do que esperava comigo e cutucou-me levemente na bochecha com um dedo.

(Soube dar a volta…)

Saímos da loja ao mesmo tempo e o carro dele estava estacionado perto dali e como ficava no caminho que tinha de tomar para casa, caminhámos juntos até ele.

-Posso fazer-te uma pergunta? –questionei assim que ele pousou as suas compras dentro do carro.

Acenou afirmativamente a cabeça.

-Não é muito comum rapazes da tua idade terem carros como este… - disse apontando para o descapotável com a cabeça.

-Isso foi uma afirmação, boneca…não uma pergunta.

Dei-lhe um murro no braço por me ter chamado novamente boneca. Ele riu mas depressa fechou a cara ficando por algum tempo sem falar. Mantive também o silêncio e esperei que ele dissesse algo.

-Era do meu pai…

Asneira outra vez. Poxa como iria eu saber?! Fiquei sem jeito, sem palavras para pronunciar…ao fim de algum tempo apenas disse “lamento” e baixei a cabeça.

Ele não aguentou e desmanchou-se a rir na minha cara. OI?!

- O meu pai comprou um carro novo para ele o ano passado e este ficou para mim porque o meu antigo avariou e os meus pais querem que eu ganhe mais tino do que diz respeito aos carros e não me deixam comprar um novo! Por isso eu ando com ele…mas honestamente…até não desgosto dele.

Fiquei pálida, depois vermelha de raiva! Mas isso são coisas com que se brinquem?! É parvo ou estúpido?! Depois de alguns murros nos seus braços e de lhe ter chamado uma vasta panóplia de nomes feios, lá me acalmei ao fim de uma dezena de pedidos de desculpa dele.

-Era só para fazer uma piada! Desculpa…

-Se isto foi uma amostra do teu sentido de humor, juro que não te quero ver azedo! - disse alto e rispidamente.

Depois SUHO fez algo que eu não estava à espera. Abraçou-me e colocou a sua mão na minha cabeça, afagando-me os cabelos perguntando-me se eu queria ensiná-lo a melhorar o seu sentido de humor. Não entendi bem o que ele quis dizer com aquilo mas respondi-lhe com um simples “tá tá” e abanando a cabeça afirmativamente. Depois chamei-lhe outra vez uma data de nomes.

Naquele dia SUHO voltou a deixar-me em casa, desde então passaram-se 2 dias. De vez em quando olhava para o meu telemóvel na esperança de lá ter uma mensagem sua…mas nada. Até que tomei coragem e sentei-me no chão do meu quarto apoiando as costas da cama, decidida a enviar-lhe eu mesma uma mensagem…não tinha o número dele, lindo.

Nessa noite a minha mãe foi sair com umas amigas do trabalho e os meus irmãos foram a uma festa de anos de um amigo que tinham em comum. Restava portanto, eu e a casa…e uma pilha de louça por lavar que ignorei por completo. Sentei-me no sofá e liguei a tv na esperança de ver algo divertido mas ao invés disso só programação chata e repetida. Estava quase a pegar no sono quando recebi uma mensagem.

“Olá boneca, estás em casa?”

“Quem quer saber?” – respondi já sabendo quem era. (salvei o número como Moranguito)

“Aquele que te ia atropelando e te comprou um gelado ^.^, estás ou não?”

“Ah sim! Lembro-me vagamente de ti. Sim estou, porquê?

“Posso entrar?”

Como assim se podia entrar? Estaria lá fora na rua? A fazer o quê? O que será que ele quer a esta hora? Bem só há uma maneira de descobrir… enviei-lhe uma última mensagem a dizer para que subisse dizendo o nº do andar e da porta.

A campainha tocou mas fiz questão de demorar algum tempo para abrir a porta.

“Olá!” Disse-me espreitando para dentro de minha casa como um furão…”Deixas-me entrar? Podes dizer que sou um colega lá da tua faculdade”. Informei-o que estava sozinha em casa e fiz sinal para que entrasse.

Ele entrou e ficou por instantes a olhar a minha casa, voltei-me para fechar a porta e quando me voltei de novo para lhe perguntar o porquê daquela inusitada visita, heis que ele vem direto e mim e me pressiona contra a porta tapando-me a boca com uma mão enquanto com a outra segurava firme no meu pulso acima da minha cabeça.

É hoje. Mãe, manos, posso não dizer isto muitas vezes mas eu adoro-vos. Deixei com que um estranho entrasse em nossa casa e pronto…como pude ser tão imprudente?! Cerrei os meus olhos com força e comecei a querer chorar de tão nervosa que estava.

- Porque estás assim tão nervosa?! – perguntou-me aflito soltando-me.

Ele notou a minha aflição e rápido me abraçou, desta vez gentilmente.

- Não te vou fazer mal, (S/N)! Não sou nenhum ladrão e muito menos…

- ENTÃO PARA QUE FOI ISTO AGORA MESMO?!

- Ahaha desculpa se fui bruto demais. A minha intenção era só uma…

Foi então que Suho me pegou no queixo e me beijou, fazendo alguma pressão com a outra mão ao segurar o meu pescoço. Ao fim de uns segundos ele mesmo separa os nossos lábios e ficámos a olhar um para o outro durante mais alguns. Ele devia estar à espera da minha reação que não foi outra senão responder-lhe com outro beijo.

Contei os dias em que não nos víamos, quando me dava boleia até casa eu não queria sair do carro, quando me mandou mensagem guardei o número dele com um nome fatela até dizer basta, fiquei feliz quando tocou à campainha…é oficial. Merda!

Passou os dedos nos meus lábios e depois nos dele… sorriu. “Acho que me apaixonei por ti, (S/N)” disse olhando-me como da primeira vez que os nossos olhares se cruzaram, naquela sexta-feira horrivelmente quente e entediosa.

- Eu acho que também…- disse tímida.

- Achas?!

Olhei envergonhada para ele, devia ter a cara vermelha de tão quente! E apenas acenei que sim. Ele riu de lado e abraçou-me novamente afagando-me os cabelos como fizera no outro dia quando saímos da loja. “Queres ir dar uma volta comigo amanhã? Podíamos ir àquele parque ao pé da praia, ou quem sabe ver um filme…? Que me dizes?” Aceitei prontamente. Porém, olhei para o relógio no seu pulso e muito provavelmente a minha mãe não tardaria em regressar a casa. Ele percebeu a situação e após marcarmos uma hora, despedimo-nos com mais um beijo.

(…)

Escusado será dizer que dormi mal novamente, se dormi duas ou três horas foi muito.

(…)

Um dos meus irmãos vai…estagiar?…trabalho de verão?…não entendi bem a conversa desta manhã, só sei que tenho de o levar até uma empresa qualquer no centro de Seul e já estamos atrasados.

Chegámos ao destino, fiquei especada na frente do edifício a olhar parvamente para a altura e magnificência deste…que raios o meu irmão vem fazer para o meio deste luxo todo? Perguntei-me internamente…

Entrámos e logo uma moça veio chamá-lo, desejei-lhe boa sorte e disse para que me enviasse uma mensagem quando fosse para o ir buscar. Estava já a dirigir-me para a saída quando esbarro contra alguém…

- Desculpe… (S/N)?! Que fazes aqui?

- Su…SUHO?! (o que estaria ele ali a fazer?) Eu vim deixar cá o meu irmão mais novo, ao que parece ele vai começar a trabalhar aqui durante um tempo…e tu?

Vi nele uma nova expressão. Ficou uns segundos calado e estático…parecia estar a escolher as palavras certas para me responder. Por fim disse:

- Eu… bem eu… também trabalho aqui. – disse coçando o pescoço.

- Mas tu não me tinhas dito que eras compositor? Que eu saiba isto não é uma empresa de música, nem nada que se pareça…

- Vem comigo!

SUHO levou-me em direção ao elevador enquanto me puxava pelo pulso. Segui-o confusa mas sem protestar.

O elevador parou um pouco antes do último andar. Quando as portas se abriram, não era um corredor, não era um andar cheio de secretárias e funcionários…mas sim um único escritório. Uma mesa centrada junto à enorme parede de vidro, um sofá branco num canto e um minibar no outro. Que sala seria aquela? Melhor…a quem pertenceria?

- Entra. Mete-te à vontade.

Franzi o sobrolho mas não discuti, acho que naquele momento estava em piloto automático. Ele pedia, eu fazia.

Tirei o casaco e pousei-o juntamente com a minha pequena mochila em cima do sofá e logo me encaminhei até à parede de vidro, que por sinal tinha uma vista magnífica sob a capital, vista esta que não imaginava poder ser alcançada quando entrei pela primeira vez no edifício…

Quando me abstrai dos meus pensamentos e voltei à realidade voltei-me para o interior do escritório e vi o olhar de SUHO sobre mim. Sorria de uma maneira infantil enquanto estava confortavelmente sentado num sofá mais pequeno com as mãos entrelaçadas em cima do colo.

- Gostas da vista?

- Sim, é linda.

- Não tão linda como tu.

Fiquei sem jeito, aquilo saiu-lhe da boca rápido demais para ter sido uma brincadeirinha…Não ri dele nem agradeci…estava somente paralisada, não de medo, mas sim de curiosidade.

- Ora…(disse quebrando o gelo) não me queres perguntar nada, boneca?

Com ele a chamar-me de boneca acordei…

- Sim, quero. E espero que me respondas honestamente.

Acenou a cabeça afirmativamente e fez-me sinal com a mão para eu então iniciar o meu interrogatório.

(…esclarecidas as dúvidas…)

SUHO…nome verdadeiro Kim JunMyeon…24 anos…tinha recentemente herdado a empresa do pai juntamente com seu irmão mais velho. Uma empresa de informática na vanguarda do desenvolvimento tecnológico, uma das mais renomadas e prestigiadas empresas sul-coreanas, conhecida internacionalmente…fazia tatuagens, escrevia letras para músicas (algumas delas famosas) e também cantava às escondidas da família, conduzia um carro do século passado e pagava gelados com cartão de crédito a quem atropelava nos tempos livres…

- Porque não me contaste desde o início que tinhas esta vida?!- perguntei incrédula mas não totalmente espantada.

- Alguma vez me perguntaste?!

Certo. 1-0, ganha ele.

Depois de algum tempo, só havia mais uma pergunta na minha mente.

…Porquê eu?...

Ele era rico, levava uma vida desafogada financeiramente, ao que parece os pais sempre viveram bem…devia ter resmas de mulheres interessantes à perna…e, no entanto, estava fechado no escritório com uma estrangeira (perdoem-me o estereótipo mas contra factos não há argumentos) …comigo uma estudante universitária que leva uma vida modesta com a mãe e os irmãos num t3 nos subúrbios…

(…)

Ele veio direto a mim e tapou-me a boca sabendo já como iria acabar a minha questão…

- (S/N), eu não quero “as outras”, quero-te a ti. Quando te vi pela primeira vez estavas linda! Parada no meio da rua na frente daquela loja…parecia que estavas a pousar só para mim e depois olhaste-me fixamente…sei lá eu durante quanto tempo…logo ali senti alguma coisa. Pensei que estava doido e tentei deixar passar o momento, afinal não te conhecia de lado nenhum. Tempos depois fui para a praia para tentar espairecer as ideias e dou-me de caras contigo novamente…

- Ias-me matando foi o que foi. -interrompo.

Ele ri…porém continua.

- Tudo isto para te dizer que gosto de ti, apaixonei-me por ti, pelo teu jeito de ser, pelo teu sorriso…até pela maneira como me dás murros no ombro a ponto de me fazeres nódoas negras.

- Isso foi culpa do teu péssimo sentido de humor, meu caro (respondi fazendo cara feia) Mas…eu também me apaixonei por ti, Suho. Vês estas olheiras? São culpa tua…

Ele sorri de lado (meu deus como ele fica fofo) e depois abraça-me. Ficámos juntos por alguns segundos até eu me soltar dele quando me assusto com ele a dar-me um beijo no pescoço…

- Não fujas…vem cá. –disse-me rindo um pouco mas agora com um ar mais sério e sedutor.

Eu cedo e ele conduz-me até ao sofá onde eu tinha deixado os meus pertences. Pousa-os cuidadosamente em cima de uma pequena mesa ao lado do mesmo e senta-se colocando-me no seu colo. Entrelaçamos os dedos e ficámos a olhar um para o outro…1…2…5 minutos? (Desde que o conheci que tenho andado com problemas em analisar o tempo).

Suho começa por dar-me pequenos beijos no pescoço e leva uma de suas mãos até às minhas costas. Eu pouco faço…limito-me a girar a cabeça consoante os beijos que ele distribuí em mim e com uma mão aperto-lhe os cabelos. Continuamos assim durante algum tempo, cada um de nós ainda com uma das mãos dada um com o outro.

Os beijos cessam e num ápice vejo-me agora deitada de costas naquele enorme sofá com Suho em cima de mim apenas apoiado num joelho. Vejo-o a desabotoar a camisa…e logo eu mesma o ajudo na tarefa ao começar a desabotoa-la de baixo para cima. (Ai mãe, que visão é esta?! Como é que ele consegue ter tempo e disposição para ter um corpo destes?! Que homem…)

- Estás corada…viste alguma coisa de que gostaste?

Ele devia querer que eu lhe gabasse o físico e lhe afaga-se o ego, porém nada lhe disse, apenas peguei nas suas bochechas com as minhas mãos e o trouxe até aos meus lábios, dando assim início a um beijo quente e necessitado…senti-o rir enquanto isso… (convencido…).

Ainda durante o beijo, ele coloca a mão por dentro da minha camisa e começa a massajar-me o peito esquerdo…eu não sou menos que ele e portanto decido passar os meus dedos nos seus abdominais. Eles não eram super definidos…mas que importa?…para mim eram simplesmente perfeitos.

Suho cessa o beijo e olha para mim. Sem dizer nada eu entendi o que ele queria …sem sequer tirar os botões, ele tira-me a camisa pela cabeça e logo começa a distribuir mais e mais beijos ao longo do meu corpo…

(…)

---Encontramo-nos ambos somente com as nossas roupas íntimas, naquele imenso escritório, completamente abstraídos do mundo lá fora. Podia pensar em várias coisas, podiam estar imensas cartas em jogo…eu pouco sabia sobre ele,  ele pouco sabia sobre mim…tudo isto é real e tudo isto pode vir a acarretar consequências. Mas mais real e intenso do que tudo isto é o momento em que ambos estamos agora mesmo…agora não…logo penso nisso.---

Já estávamos os dois num estado de carência que ninguém merece. Suho acalma-se um pouco, afasta-se um pouco de mim e fica a observar o meu corpo de alto a baixo…ele vem até ao meu ouvido e sussurra: “ Estás bem?” (eu apenas acenei que sim com a cabeça) “Então…posso?”.

Suho afasta-se e vai até à sua bolsa que tinha deixado em cima da secretária e tira de lá um preservativo. Notei que ele ficou por uns instantes a olhar para ele sem se mexer e perguntei-me se ele estaria com um pouco de vergonha…

- Suho?

- Ahh…sim diz?! Estás bem? – perguntou-me meio perdido nos pensamentos…algo confuso.

- Se está tudo bem pergunto eu…queres ajuda?

Sem esperar pela sua resposta levanto-me e vou até ele. Tiro-lhe o preservativo da mão e ajoelho-me na sua frente, no momento em que o vou colocar olho para cima e vejo Suho tapar a cara com as duas mãos. Achei piada ao constrangimento dele, fofo até…mas esbocei simplesmente um sorriso e fiz para que não percebesse que eu o tinha notado…

Assim que estava tudo a postos ele puxa-me para cima e abraça-me.

- (S/N), eu amo-te…por favor acredita em mim.

Sorri e beijámo-nos novamente. “Eu também te amo, Suho” – disse no fim.

E de repente, sem qualquer tipo de aviso prévio, Suho leva as mãos até às minha coxas e levanta-me de uma só vez! Caminha rápido até à parede mais próxima e beija-me freneticamente. Cuidadosamente mas com alguma pressa (de ambas as partes…) ele introduz finalmente o pénis em mim…começa lentamente mas depressa vamos juntos à loucura… dois corpos suados e dois corações jovens pulsantes de vida…não podia ter pedido melhor.

No fim, nada dissemos um ao outro. Suho tirava os cabelos que se colavam na minha cara e distribuía-me pequenos beijos no meu ombro enquanto ainda estava por cima de mim no sofá (sim tínhamos lá ido parar outra vez).

Ao fim de uns minutos, o telemóvel dele toca. Pelo que entendi era o irmão dele dizendo-lhe que dentro de algum tempo iria ter com ele ao escritório. Constatei que aquela era a minha deixa, vestimo-nos, conversámos ainda um pouco e por fim entrei sozinha no elevador.

- Não penses que me esqueci que ainda não tivemos o nosso primeiro encontro oficial…- disse-me antes das portas do elevador se fecharem.

- Claro que não me esqueci…tens o meu número…- disse-lhe sorrindo a ajeitando as alças da mochila.

(…)

Fim~


Notas Finais


Esta é a minha primeira fanfic, espero que tenham gostado ^_^


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