História Teen Complications - 1° temporada - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Contos, Drama, Escola, Fanfic, Ficção, Ficçãogeral, Juvenil, Lésbica, Mistério, Popular, Romance, Selenagomez, Suspense, Teen
Exibições 2
Palavras 2.122
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Terceiro episódio.

Capítulo 3 - Fitas Antigas (Old Ribbons)


Fanfic / Fanfiction Teen Complications - 1° temporada - Capítulo 3 - Fitas Antigas (Old Ribbons)

Lívia (narração): "Algumas marcas permanecem em nós para sempre. Nunca podemos esquecer, apenas abafar, calar, mas elas sempre estarão ali para nos atormentar. Marcas de toda uma vida, ou marcas momentâneas, marcas de um segundo, elas sempre estarão ali para nos lembrarmos delas. Se você também possui ou já possuiu alguma marca ao longo da vida, sabe do que estou falando. Qualquer um pode já ter sofrido marcas ao longo da vida. Sejam marcas de uma perda, de um fim de namoro, marcas de palavras ditas, enfim, nós podemos apagá-las?"

Anna: Estava me lembrando da época em que meu casamento com Phillip era bom. Sabe, logo no começo, nós éramos muito jovens, não sabíamos nada da vida ainda.

Amélia: Eu lembro. Poxa, Anna, o que foi que deu errado? Vocês pareciam o casal perfeito nos tempos de colégio.

Anna: Ah, amiga. Algumas coisas duram para sempre. Mas acho que o meu casamento não. Eu ainda sou loucamente apaixonada por aquele homem. Mas sabe, o desgaste, as traições dele, não conseguem me deixar ver que há uma possibilidade de volta.

Amélia: Mas vocês precisam conversar. Sei lá, tentar ver se há algum problema a ser corrigido, não acho que a separação de vocês foi algo bom. Tudo bem que foi amigável, mas daí a acabar assim, com você se mudando, só para não ter que vê-lo, a sua filha, não está sofrendo com tudo isso?

Anna: Amélia, eu tive que fazer isso. Tive que me mudar, mudar de ares, tudo bem que agora eu estou morando não muito longe da minha antiga casa. Mas só de estar longe dele já é ótimo. Tenho medo de ter uma recaída e ceder novamente. Olha, mas outro dia eu achei uma fita maravilhosa, eu até trouxe pra você ver.

Amélia: Ah, vamos ver, adoro ver as fitas que você trás de vez em quando.

Minha mãe coloca a fita no aparelho VHS que Amélia usava para enfeitar a sala, mas que servia para ela e minha mãe verem as fitas antigas que ela restaurava de vez em quando. Amélia era realmente a melhor amiga de mamãe, era como eu e Kezya. Ela a apoiava e a criticava em tudo. Era bonito ver a relação que elas tinham. A fita do casamento de minha mãe e meu pai estava ali na tela de Amélia.

Amélia: Minha nossa, você ainda achou isto?

Anna: Pois é, mesmo quando não quero, acabo me lembrando dele.

Na escola as coisas estavam cada vez melhores. Eu já tinha feito amizades lá. Eu já era chamada para várias festas. Mas Kezya andava meio longe de nós. Ela estava ficando igual a Less, sumia do nada.

Lívia: Oi, gente. E a Kezya? Tô procurando ela já faz horas.

Daniel: E, aí, Lívia. Bem, eu não sei nada da Kezya. Ah, lá vem ela.

Kezya: Oi.

Lívia: Ai, até que enfim, Kez, eu estava te procurando a horas. Você me deixou sozinha na biblioteca. Aliás, onde você vai agora assim, arduamente?

Kezya: Onde eu vou? É... Bem... Ahn... Eu vou dar uma volta, ué.

Lívia: Hum, vou fingir que acredito. Agora vem, a gente precisa terminar o trabalho de história. A Agatha já vai chegar e a gente ainda nem fez o trabalho.

Ela tinha se encontrado com Leo.

Minha mãe volta para casa e já tem  novas caixas de fitas para restaurar. Ela entra em casa, passa pela sala e entra em seu escritório. O escritório dela é grande, tem computador, impressora, enfim, tudo que um escritório de gente chique tem. Mas ela tinha uma máquina de restauração de fitas que era engraçada. Ela colocava a fita em uma espécie de gravador gigante, e enquanto a fita ia sendo desenrolada, o conteúdo era automaticamente despejado na memória do notebook e passado para o CD ou DVD logo em seguida. Ela adorava fazer aquilo. Há uns 3 anos atrás ela faturava muito com isso, mas agora, as coisas estão difíceis. Em meio a tantas fitas velhas, ela acha uma especial. Era uma fita com marcas rosas, que ela conhecia muito bem. Ao colocar a fita no aparelho VHS, ela começa a ver a gravação de seu jantar de noivado com meu pai, de 22 de Maio de 1988. A recepção era em um salão grande, todo decorado com rosas e as mesas com toalhas rosas e brancas. Minha mãe estava radiante em um vestido roxo. A declaração de meu pai para ela foi algo emocionante para todos.

*Cena de Flashback*

Phillip (jovem): "Muito bem, senhoras e senhores, estamos todos reunidos aqui nesta noite por um único motivo: a pessoa que eu mais amo está aqui comemorando mais um ano de vida. (Todos aplaudem e sim, minha mãe faz aniversário no dia 22 de Maio). Amor, você achava que esse seria um dia com emoções demais não é? Então, acho que você só não estava preparada para isso. - Ele se ajoelha -. Anna Robbins Silva Monteiro, quer se casar comigo? Antes de você responder, quero te dizer que nunca conheci ninguém com tanto amor, carinho, dedicação, e paciência como você tem. Você é a razão de me fazer querer viver todos os dias. Você namorou comigo, mesmo sabendo que eu era perigoso na época. E você me transformou no que sou hoje. E então? Aceita se casar comigo?

Anna (jovem): "Claro que aceito"."

*Fim do flashback*

Minha mãe fica com os olhos marejados, mas desliga o aparelho.

Anna: Não, eu não posso me deixar envolver. Não posso.

De volta na escola, eu e David estávamos mais próximos. Já tinha pago vários lanches para mim, ja sabia as bandas preferidas dele - Nickelback e 30 Second To Mars - enfim, já sabia tudo.

David: Quer que eu acompanhe você até sua casa?

Lívia: Claro.

No caminho, ele pagou um sorvete pra mim.

Lívia: Ai David, acho que estou te explorando demais. Você paga tudo pra mim, vou acabar ficando mal acostumada.

David: Não se preocupe. Pela garota mais linda do mundo, eu faço tudo.

Quando ele disse aquilo, fiquei super sem graça. Fiquei até vermelha, mas ele não notou e eu também não fiz questão de mostrar que estava morta de vergonha.

Já na porta de casa, nós paramos.

David: Pronto. Já chegamos. Posso te dizer uma coisa?

Lívia: Claro.

David: Desde que eu conheci você, eu não paro de pensar em como você é linda.

Lívia: Ai, David, para, daqui a pouco vou cair morta de tanta vergonha.

David: Mas eu estou falando a mais pura verdade. Ou não?

Ele começa a pegar no meu rosto, vai alisando, fazendo carinho, até que fica alisando meus lábios com o dedo polegar. Não falamos nada, só respiramos e sentimos o momento. Ele se aproxima devagar, até que nos beijamos, e desta vez não é beijinho rápido, é beijão de Hollywood.

Kezya se encontrava com Leo novamente.

Kezya: Oi.

Leo: E aí, gata? Afim de dar uma volta?

Kezya: Vamos.

Eles entram no carro de Leo. Durante o caminho, eles conversam.

Kezya: Vem cá, porque você nunca me falou da sua família?

Leo: Ah, gata, isso é um problema meu, valeu. Não gosto de comentar essas paradas.

Kezya: Mas é que eu queria saber mais sobre a minha futura família. Sabe né, que vamos casar e ter vários filhos.

Leo ri e para o carro em um acostamento no meio do nada. Tudo deserto.

Kezya: É, não é perigoso aqui não? Estamos sozinhos e...

Leo: Kezya, relaxa, não há nada... e nem ninguém aqui pra nos ameaçar. Agora vem aqui, vamos aproveitar o momento.

Eles se beijam torridamente e tiram a roupa, até que transam.

Alessandra e o diretor se encontravam as escondidas no escritório dele. Eles foram para um motel e a escola ficou na responsabilidade do secretário e vice diretor Steven Robbins, que era nada mais nada menos do que primo da minha mãe.

Daniel queria marcar um jantar para Gabriela, mas ainda não tinha achado alguém ideal para organizar.

Depois de ter correspondido ao beijo de David, me senti mais segura de mim e me deixei levar. Após nosso beijo, ficamos nos olhando.

David: Que foi?

Lívia: Posso te pedir uma coisa?

David: O que quiser.

Lívia: Sabia que eu gosto de perigo. Acho melhor que a gente fique em segredo. Tenho medo da April Klum, sua ex ficante.

David: Você? Medo da April? Como assim?

Lívia: Ela fica me olhando esquisito, sei lá. Tenho medo que ela faça alguma coisa, a cara dela não me agrada muito.

David: Relaxa, amanhã eu falo pra ela que a gente ta junto e tals...

Lívia: O que? Claro que não. Não quero que você fale nada pra ninguém.  E, bem, ninguém iria levar a gente a sério se a gente namorasse. Por isso eu tô te pedindo, vamos ficar em segredo.

David: Tudo bem, já que você insiste.

Nos beijamos mais uma vez e eu entro em casa.

Minha mãe era uma mulher extremamente forte e feliz. Todos os dias ela saía na cidade em busca de emprego e sempre não encontrava. As vezes eu ficava com pena dela. Já meu pai era do tipo que nunca se importa com nada. Ele apenas se importa você estiver ali na presença dele, mas fora, ele não liga, não manda mensagens, nem nada. Mas eu gosto dele, apesar de tudo. Minha mãe ainda é apaixonada por ele. E não consegue esconder isso de mim.

Ela está fazendo compras em um supermercado no centro. De repente, ela vê um homem alto, com cabelos pretos e magro, com uma mulher bonita. É meu pai. Os dois parecem conversar intimamente. Minha mãe observa tudo de longe. De repente, o inesperado, eles se beijam. Minha mãe fica imóvel, vira praticamente uma estátua. Ela sai do supermercado e entra em seu carro. Ela chora muito, pois o homem que ela amava desde o tempo de colégio estava ali, na frente dela, beijando outra mulher. Ela só voltou a realidade quando o funcionário do supermercado que trazia as sacolas bateu no vidro da janela.

Atendente: Senhora, suas sacolas.

Anna: Só um instante, eu só vou abrir o porta malas.

Ela se recompõe e sai do carro.

Na casa de Kezya, Victória chega sozinha da escola.

Lilian: Victória, onde está sua irmã?

Victória: Ah, mãe, sei lá. Ela agora sai todos os dias, não diz onde vai.

Lilian: Que estranho. Ela sempre avisava pra onde ia.

Kezya estava se envolvendo com alguém barra pesada. Mal ela sabia que Leo era usuário de drogas. Ele só ainda não tinha coragem de dizer isso a ela. O pai dela e de Victória, Paul, estava fora devido ao trabalho, ja que ele é advogado.

Minha mãe volta para casa e nem coloca as compras para dentro. Enche um copo de whisky e toma, chorando inconsolável. Eu desço as escadas e vejo a tal cena.

Lívia: Mãe? O que aconteceu? Porque está chorando?

Anna: Nada filha. Nada... Só... Umas coisas aí mesmo. Problema de velha.

Lívia: Mãe, para com isso, você não é velha. E pode confiar em mim, sei que é difícil a gente conversar, mas eu sou sua filha e você é minha mãe, somos como os órgãos e o corpo, ligados desde o nascimento. Então, lembra quando eu era pequena e contava tudo o que acontecia comigo? Quando eu falava que tinha um monstro gigante embaixo da minha cama ou dentro do guarda roupa? Então, as coisas mudam, hoje sou eu que quero te ouvir, pode falar, eu tô aqui.

Me abracei a ela e fiquei com a mão na sua cabeça, depois fiz carinho nos cabelos macios dela.

Anna: É o seu pai. Eu vi ele beijando outra pessoa hoje.

Lívia: Oh mãe, olha só... você e o papai estão separados agora. Tanto você como ele podem sair e beijar quem quiserem.

Anna: Eu sei, filha, mas é que eu ainda amo muito o seu pai, e eu não suportei. Me desculpe, não queria que você me visse assim, me desculpe...

Ela voltou a chorar e eu a acompanhei até sua cama.

Enquanto fazia ela dormir, lembrava de quando eu era criança.

Lívia (narração): "Imprudências e deslizes causam acidentes. Acidentes provavelmente causam dano, danos esses chamados de cicatrizes. Cicatrizes se curam? Bem... Eu diria que sim. Como as marcas duram para sempre e doem quando tocamos nelas, com as cicatrizes são diferentes. Por algum acaso você já tocou em uma cicatriz curada e ela doeu? Não, pelo simples fato de estar curada. Não podemos deixar que as marcas do passado influenciem nossas escolhas futuras. Porque se você vive no passado, o presente e o futuro nunca estarão disponíveis para você. Restaure suas fitas antigas, cure suas cicatrizes, estanque suas marcas... Mesmo que seja doloroso, faça por você, não faça pelos outros".

Lívia cuida da mãe, ao som de "Uncover" da Zara Larsson. Anna já está dormindo, e sonha com ela, Phillip e a pequena Lívia, passeando em um lindo bosque.

Anna: Corre filha, pega a borboleta...

Lívia (criança): Não dá, mamãe, ela voa muito alto.

Anna: Você consegue meu amor...

Phillip: Vai lá amor, mostra quem é a garotinha do papai.

Lívia: Peguei, consegui, mamãe, papai, olhem...

Anna: É linda...

Phillip: Como você. Eu te amo, Anna.

Anna: Eu também te amo, Phillip.... Também te amo.


Notas Finais


#FitasAntigas postado. Espero que tenham gostado.


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