História Teen Wolf - As Grandes Guerras Imortais - Capítulo 31


Escrita por: ~

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Categorias Crystal Reed, Dylan O'Brien, Holland Roden, Teen Wolf, Tyler Hoechlin, Tyler Posey
Personagens Alan Deaton, Allison Argent, Bobby Finstock, Chris Argent, Cora Hale, Derek Hale, Ethan, Jackson Whittemore, Ken Yukimura, Kira Yukimura, Liam Dunbar, Lydia Martin, Malia Tate, Melissa McCall, Noshiko Yukimura, Personagens Originais, Peter Hale, Rafael McCall, Scott McCall, Sheriff John Stilinski, Stiles Stilinski, Theo Raeken
Tags Drama, Guerra, Morte, Paixão, Scallison, Sterek, Teen Wolf, Vida, Void Stiles
Exibições 21
Palavras 6.997
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hoje o capítulo é mais do que especial, pois encerra um período externo da fic... Mas que obviamente não significa seu fim, pois logo logo virá mais.
Desculpem-me pelos erros!
Toda a explicação estará nas notas finais. Boa leitura!!!

Capítulo 31 - O bem e o mal


Fanfic / Fanfiction Teen Wolf - As Grandes Guerras Imortais - Capítulo 31 - O bem e o mal

Derek estava tenso. Por esta razão, apertava o volante com toda força, tornando as pontas dos dedos mais esbranquiçadas que o normal.

Boyd estava vivo! Sua cabeça não se acostumava ao fato, desconfiando de uma possível pegadinha da irmã...

“Estaria Cora preparando algo contra mim?”, a ideia de que pudesse ser uma armadilha fez com que pressionasse mais o objeto de controle em mãos. Respirou fundo e tentou focar na estrada.

-Der, eu já disse pra relaxar! –Stiles balançou a cabeça, sua mão foi parar na coxa do namorado, apertando-a.

-Eu estou tentando... Mas...

-Então pare! Ficar pensando no que pode ser só vai te deixar mais pilhado... E nem adianta reclamar, quando vai aprender que eu, Stiles “poderoso” Stilinski não fica pra trás? Eu sou imbatível, não vai querer perder um reforço como eu vai?

Derek sorriu, conseguindo enfim desviar sua atenção das péssimas possibilidades que se passavam em sua cabeça.

-Você não existe, sabia disso?

-Sim... Já me disseram antes que sou um tipo de sonho! Difícil de acreditar, mas uma verdadeira maravilha. –Ele se aproximou, ignorando o fato que ele mesmo estava um pouco tenso, para poder ajudar o grandão ao seu lado. –De várias formas!

-Já te disseram que você também é muito convencido?

Stiles parou, o observou com um sorriso malicioso. Voltou lentamente a se endireitar em seu banco, sempre o observando com aquele sorrisinho tentador e sarcástico.

-Suas reações na cama me dizem muito isto!

Derek bufou, tentando não parecer um pouco envergonhado com o que acabara de ouvir. Agradeceu aos céus por estar escuro demais e Stiles não poder ver sua face ruborizada.

-HAHA, Stiles Stilinski mais uma vez deixando Derek Hale sem palavras.

-Devia parar de falar na terceira pessoa...

Stiles riu. Aproximou-se rapidamente e deixou um beijão na bochecha do lobo.

-Stiles! Meu Deus, você vai me fazer bater uma hora!

O Stilinski riu divertido mais uma vez. Adorava enlouquecer Derek. “Definitivamente, conforme o tempo passa, não tem melhor passa tempo!”.

Derek o lançou um olhar censurador, tentando se manter sério. Se esforçava sempre, mas no final acabava por ser vencido pelo eu interior, o eu bobo e fraco pelo humano.

Alguns segundos de silêncio se passaram até que Stiles e Derek finalmente tiveram a oportunidade de descobrir a fonte de tamanha iluminação naquela área.

Os olhos do Stilinski se arregalaram com tamanha e assombrosa coisa. Brilhava tão forte que era difícil de se encarar por mais do que alguns segundos, doía seus olhos.

-Mas que...

-Merda é esta? –Stiles completou para o namorado.

Os olhos do Hale desceram para a estrada e o susto fez seu coração acelerar a mil e o frio subir da barriga até o pescoço.

Freou por reflexo, torcendo para que a colisão não acontecesse. Sua mão automaticamente foi para o peito de Stiles, dando-lhe uma proteção extra, prendendo-o ao banco de carona.

O Camaro cantou pneu e fez bastante fumaça no arrastar da borracha com o asfalto. COMO ODIAVA ESTES MALUCOS DE BEACON HILLS. VIVIAM APARECENDO EM SEU CAMINHO QUANDO ESTAVA DIRIGINDO!

O carro enfim parou, a centímetros da mulher que não mexera nem sequer um músculo.

Stiles soltou o som mais próximo de um rosnado que um humano poderia produzir. A mulher os encarava nada surpresa, mas sim caçoadora. Seus olhos, que Stiles nunca esperava ver de novo, recaíram sobre seu homem, o observando com certa sensualidade.

Derek sentiu o cheiro de ciúmes explodir para fora de Stiles e previu que teria de segura-lo para não poder pular em cima da maluca e ressuscitada Darach...

Então não era só Boyd que estava vivo? Aquilo não era uma armadilha qualquer de Cora ou qualquer outro inimigo?

Jennifer Blake, a vadia mais monstruosa da cidade, estava viva.

Derek sentiu que aquela madrugada seria mais longa do que imaginava.

                                          -*ABERTURA*-   

Os olhos vermelhos de Scott McCall intimidavam cada vez mais a seu pai. O alfa não podia entender como estava vivo ou por quê, mas se estava, não deixaria alguém que simplesmente vivia sumindo de sua vida aparecer como o diabo e sair fazendo mal para os que eram de seu bando.

Talvez aquilo fosse após a morte e não sabia. Talvez fosse seu inferno por ser um monstro... Por mais que nunca pensou realmente que pudesse acabar condenado.

Não, definitivamente Scott McCall não era material para ser condenado. Porém, seu interior indicava sentimentos totalmente anormais, de peso e certo descontrole.

Sentiu o temor exalar dos soldados a volta, só entando desviando o olhar carrancudo para os intimidar.

-Liam, você e os outros vão para casa, agora!

Liam ainda o observava chocado demais para reagir. A visão do alfa era um balde de água fria em toda chama de ódio que queimava em seu peito e alimentava seus movimentos para matar Rafael. Esse último também sem palavras, sem entender uma grama sequer do que acontecia.

Scott tornou a virar-se para Liam de forma abrupta, demonstrando impaciência.

O líder dos imortais respirou pela primeira vez, recuando um passo, para se aproximar de Hayden. Era assombroso como mesmo após um tempo morto, Scott ainda obtinha a lealdade e influência sobre os amigos. Uma influência sobrenatural e impactante.

-Logan, solte-o.

O homem o olhou desconfiado e descontente. Se encararam por alguns segundos e só então o homem soltou o aperto no pescoço de Abraham e jogou com força bruta contra o chão ao lado.

Abraham tossiu, observando de joelhos o ser sobrenatural se afastar a passos longos. A única luz que os permitia enxergar algo era a do assombroso canhão que cortava o céu.

Conhecia o garoto, tinha ele mesmo lamentado sua recém morte... Estava até mesmo surpreso de que o garoto McCall fosse também um lobisomem, facilitando assim também o entendimento sobre Rafael.

Scott enfim voltou-se para o pai e o encarou, um tanto quanto sem entender sua atitude.

Rafael engoliu em seco, a pose de machão assassino e sem sentimentos a muito sumira. Não havia razão para ser um matador, não é mesmo? A razão de sua “vingança” estava em pé a sua frente, tentando encontrar uma resposta razoável para aquela maluquice.

Scott inclinou a cabeça para o lado, tentando captar as batidas do coração do pai, buscando em seus olhos alguma possível emoção escondida que pudesse norteá-lo em como agir.

O alfa se sentiu infeliz. A escuridão era densa até mesmo para si, muito maior do que a física na qual estavam emergidos, muito mais assustadora e inexplicável.

-Scott... Eu... Como...? –Rafael vacilou com as palavras.

Antes que Scott pudesse responder, o rádio comunicador de Abraham foi acionado por um homem alarmado.

-General, as pessoas estão saindo de suas casas e se locomovendo para fora da cidade. Podemos dizer que está acontecendo uma fuga em massa...

Abraham arregalou os olhos, gelando só de pensar no que aquilo poderia resultar! Deus, não! Tinha de impedir tamanha desgraça...

-As imagens do helicóptero transmitiram alguns segundos do... do... Do jovem monstro que chegou aí. As pessoas estão assustadas, estão com medo!

-Merda! –O General Hale xingou, olhando para o helicóptero que momento sim, momento não sobrevoava o local. Tinha de ser ágil... Ou então a notícia se espalharia, e aí não só ele mas todo o país e o mundo estaria numa grande enrascada. –Não deixe ninguém sair da cidade, pare todos! Seja de carro ou seja a pé. Cerquem toda a cidade e pare qualquer um que tente fugir! Ninguém entra e ninguém sai!

Scott olhou ao redor, Liam e os outros já haviam saído sem incomodo algum por parte dos militares.

-Apenas me responda por quê? Por que você voltou e fez o que quer que tenha feito para conseguir o ódio de Liam e dos imortais?

Rafael respirou fundo. O vento bagunçava seu cabelo e sua expressão agora era de dor. O problema de ter estado longe estava de volta à tona, com toda quase impenetrável camada de ressentimento.

-Por você... É sempre sobre você! –Disse, arriscando tudo. Não tinha mais nada a perder mesmo...

A dor pareceu se alargar no peito de Scott.

Não querendo mais sentir nem um pouco mais aquele sentimento sombrio, Scott se afastou, primeiramente andando de costas, ainda preso no olhar triste do pai.

Deu-lhe as costas e direcionou-se para os soldados, forçando-os a abrir caminho para sair.

-Eu sei o que é Scott McCall... Vamos logo logo nos encontrar de novo! –A voz de Abraham o faz parar onde estava.

-Se vier atrás de nós, pensando em nos atacar... Saiba que terá um inimigo diferente para enfrentar. Eu não temo você e nem suas armas! –Disse, apontando o dedo para o general. No fim, simplesmente voltou para seu caminho, não dando nem sequer a chance do Hale responder.

Scott precisava de paz. Precisava entender o que estava acontecendo, pois toda aquela repentina carga emocional e... A vida, estava deixando-o perdido, e assim decepcionado.

Sabia onde iria... Sabia quem necessitava encontrar.

                                   *-*-*-*-*-*-*-*-*

-Devo admitir... Senti falta de olhar para sua cara. Seus olhos verdes e seu... –Ela sorriu maliciosamente, ficando um pouco na ponta dos pés para tentar enxergar a região do membro de Hale.

Stiles abriu a boca, desacreditado do que ouvia. Derek sentiu uma vontade enorme de rir ao ouvir os batimentos hiper acelerados de seu coração.

De surpresa, o Hale puxou o jovem ao seu lado e envolveu seus lábios num beijo intenso, quente e demorado. Obviamente, o lobo tinha várias intenções com aquele ato. 1°: Ele tinha de achar uma forma de acalmar os ânimos a flor da pele de seu namorado. 2°: Queria ter o prazer de ver o desgosto na cara da Darach de novo. 3°: Beijar Stiles era viciante e saboroso, qualquer desculpa que tinha para se atracar com o menino, agarrava como uma fã histérica agarrava seu cantor predileto.

Jogou Stiles, que a propósito ao mesmo tempo que se mostrava desnorteado pelos últimos acontecimentos, voltava a se afundar no mar de excitação.

Derek observou Jennifer, os encarar sem reação, um tanto chocada com o que acabara de acontecer.

-Eu não me importaria em passar um pouquinho mais da linha dos beijos aqui... –Stiles virou-se para Derek com um biquinho.

-Sti, não exagera.

Stiles gemeu, insatisfeito. Pegando as pistas, sabia que teriam um longo tempo até terem paz suficiente para transarem novamente. Não era tão difícil de saber, já que toda vez que algo estranho acontecia (E botava estranho nisto, afinal, uma vadia monstruosa e um amigo mortos estavam vivos!), a paz tirava férias por nada menos do que semanas.

Não queria ter de esperar... Sabia que estava sendo um tarado (Se é que ser tarado por um grandão como aquele fosse algo ruim...), mas e daí? Era Derek. Foram anos de draminhas até finalmente partirem pro ataque... Tinham tempo perdido para repor! (Era a desculpa que Stiles gostava de usar para si mesmo.)

-Não sabia que gostava de varas Derek. Mais uma vez me surpreendendo, han? –Jennifer soou um tanto invejosa. –Da última vez a surpresa foi melhor que está! Nem todos evoluem né.

Derek riu sombriamente.

-Realmente, meu tempo com você foi um verdadeiro regresso. Ainda bem que Stiles apareceu, senão ainda estaria traumatizado e infeliz por ter um sexo tão ruim como o seu!

Stiles riu alto, levantando a mão para que o namorado pudesse tocar.

Jennifer, nervosa, bateu com as mãos sobre o capô do carro, fazendo com que Derek quase enfartasse.

-Se afaste vadia! Se amassar um centímetro sequer, vou fazer você voltar pro inferno. –Dito isso, Derek apertou o acelerador por um momento. –Por que está viva?

O braço da mulher se ergueu, apontando para a linha brilhante que vinha de algum ponto ao longe.

Stiles enfim caiu em si, após alguns segundos contemplando novamente a luz.

-Der... Se ela está aqui, e Boyd também está vivo... Isso...

Derek agarrou sua mão mais uma vez, entrelaçando os dedos e sustentando o olhar de esperança de Stiles.

-Possivelmente!

Blake mais uma vez se aproximou do carro, provocando Derek e batendo com as mãos sobre o capô com mais força.

-Eu só quero deixar bem claro antes que qualquer desgraça, pois oh, podem ter certeza que uma ressureição como esta não significa só coisas boas, como me terem de volta. –Stiles e Derek nem se deram o trabalho e contestar, a ideia absurda já se auto combatia. –Vocês ficam fora do meu caminho, eu fico fora do caminho de vocês. Vocês não vêm atrás de mim, e eu não mato seu namoradinho, Derek. Ou até mesmo você...

-Eu gostaria de te ver tentar. –Stiles ergueu as sobrancelhas, desafiando-a. Sentiu a mão de Derek sobre o seu peito e o olhou, avistando um olhar de negação.

-Feito... Você não tenta chega perto da gente ou de nossos amigos e em troca não matamos você, de novo!

Jennifer deu um sorriso satisfeito, mas ainda sim se via desconfiada por tamanha rapidez em aceitar a proposta.

A mulher não era burra, por mais que desejasse muito, não tinha nunca a força e nem o número para mata-los.

Cruzando os braços ela se afastou alguns centímetros.

-Ah, e mais uma coisinha antes de terminarmos! –A satisfação da mulher sumiu, ouvindo Derek. –Isto é por ameaçar Stiles, e por tocar no meu carro!

O Hale acelerou com toda a intenção de acertar a mulher. Só queria mesmo causar uns aranhões, sabia que a mulher não morreria. E provocar Jennifer era uma boa ideia, já que não podia matá-la. Claro, ele ficaria de olho... Não era burro a ponto de deixar uma vilã traiçoeira como ela à solta sem consequências.

Sem parar, fez com que Jennifer rolasse carro acima até cair no chão novamente, gemendo de dor e o amaldiçoando.

Derek seguiu o mais rápido que podia até a cidade, tendo agora uma certeza a mais de que Boyd estava vivo. Enquanto isso, ainda na estrada, Jennifer murmurava ao mesmo tempo que decidia o que faria em seguida. 

-Arg... Posso ver o quão difícil vai ser para me controlar com esses dois.

A dor estava pior do que pensava... Estranhando-a. Ela supostamente devia ser, por “natureza” mais forte que isto. Só humanos eram fracos assim, a ponto de qualquer atropelamento ficarem mal até a alma.

“Não pode ser...”, um choro reprimido escapou de sua boca. “Não! Não... Não!”, Blake estava começando a se desesperar.

O que a falta de poderes sobrenaturais pode causar a quem está acostumado a desafiar as leis da normalidade... 

                                          *-*-*-*-*-*-*-*-*

-Eu diria para não temerem, porém não estou muito no humor para brincadeiras... Vocês sabem, acabei de voltar de um mundo secreto dos mortos sobrenaturais, estou meio que com sede de um pouquinho de maldade. –O homem se aproximou mais, revelando enfim sua face redonda. Tinha sobrancelhas finas, mas um olhar feroz. Era um pouco gordinho, mas suas roupas faziam parecer apenas um “fortinho”. Não era dos mais altos dos homens, com uma altura mediana. –Olá todo mundo, conheçam seu mais novo pesadelo. Bem, não tão novo para Jackson e um dos gêmeozinhos ae, Aiden, se me lembro. Ah, não tem importância... Sou Petran!

Se inclinando para um comprimento cordial, o homem sorriu, revelando dentes desalinhados e um pouco amarelados.

-O que você quer? Eu não te conheço, deve estar me confundindo. –Jackson tomou a frente de Lydia, se pondo como um escudo contra o homem.

Logo logo Viktor estava próximo, em alerta para qualquer surpresinha ruim.

De canto de olho viu a proximidade entre o irmão e a banshee, tentando evitar mas sentindo uma pontada de infelicidade e ciúmes. Se esforçou para focar na ameaça a frente.

-Oh, não. –O homem se esticou um pouco para frente e depois para trás. –Você não se lembra de nós, nenhum de vocês o faz. E nem nunca vão. –Petran riu por alguns segundos, aproveitando o sentimento de vivacidade que tanto sentia falta.

-Nós? –Lydia perguntou, cada vez mais incomodado pelo seu poderoso senso.

-Sim, minha querida salvadora, NÓS! Palavrinha que indica um conjunto de pessoas. A propósito, obrigado por nos trazerem de volta. Estamos esperando a mais anos do quer você aguenta contar. –Petran revirou os olhos, cansado só de lembrar. –Já estava me cansando de viver naquele mesmo mundinho. Até que queríamos mudar o lugar de tempos em tempos, mas o uso da magia lá, INFELIZMENTE, não é tão fácil quanto aqui... E olha que é cheio de regrinhas chatinhas.

O excesso de informação sem nexo doeu a cabeça de Lydia. As expressões confusas fizeram Petran bufar de tédio, estavam sendo um bando de estraga prazeres, queria esquentar logo as coisas, começar a executar a tão famosa e esperada missão. Os milênios de espera e resistências finalmente valeriam a pena!

Respirando fundo ele se aproximou mais alguns passos, finalmente conseguindo arrancar uma reação mais fervorosa dos jovens a sua frente.

-Fique exatamente onde está! Diga logo, o que quer!? –Viktor tinha dado alguns passos e agora ele era o escudo de Jackson e Lydia. Aquele era seu velho e muitas vezes quase mortal impulso, invencível na verdade. Absolutamente, Viktor não se continha quando a matéria em jogo era Jackson.

E com Lydia então... Os dois juntos o tornavam uma máquina de ataque, só esperando para ser acionada.

-Uh... Gostei de você garoto. Primeiro faz os sacrifícios e nos traz de volta, e agora vejo que tem estúpida coragem de enfrentar um desconhecido com poderes maiores que o seu só para defender seu amiguinho e sua namoradinha.

-O-que-você-quer? Por que não simplesmente caminha para longe, vai aproveitar sua nova chance e não se meta com a gente.

Petran deu mais alguns passos enquanto iniciava uma explicação, logo sendo parado pelo rosnar de Viktor. Ergueu as mãos em rendição.

-Ok, estrassadinho. Vejo que não tem paciência para esperar... Não estou indo a lugar nenhum. Pelo menos, não até terminarmos nosso trabalhinho aqui, o que não duvido que será fácil e rápido. –Ele sorriu mais uma vez. Ethan estava começando a odiar aquele sorriso nojento e irônico. A soberba do homem o fazia querer pular em seu pescoço e quebra-lo num só golpe.

Ele não percebia ainda, mas a raiva que circulava dentro de si, se espalhando junto a adrenalina, era absurdamente fora de seu normal. Coisas estranhas estavam acontecendo naquela cidade, mudanças nas estruturas acomodadas do sobrenatural.

Mudanças que já estavam separando e juntando quem nunca imaginavam que o fariam... E continuaria o fazendo, até que a bomba explodisse novamente.

-Bem, eu poderia poupar a vida de vocês dois desta vez, pelos seus serviços, apesar de que tinham intenções de trazerem outros de volta. MAS, como eu amo “mas”, simplesmente não teria graça... Então... -Petran começou a erguer os braços para fazer algo. Não podia deixa-los ser atacados sem antes lutar, foi quando em sua velocidade de híbrido/imortal, ele se aproximou para mata-lo primeiro.

Petran foi mais ágil e com um aceno fez Lydia cair de joelhos, berrando de dor, sem lançar nada visível ou físico... Como se a torturasse por certo poder mental.

-Um movimento a mais e eu mato a garota! E eu não quero ter de fazer isso, não agora! –Enfim o homem assumia uma feição séria.

Viktor se estagnou onde estava, vez olhando para o adversário, vez olhando para Lydia, que segurada por Jackson, choramingava de tanta dor. Seus olhos lacrimejavam e sua expressão se contorcia a cada segundo mais.

-Isto mesmo! Agora... –Petran se aproximou, chegando até Viktor e tomando sua cabeça em mãos. O híbrido, é claro, instantaneamente segurou os braços do homem, mas não o retirou, vendo sua expressão de aviso e ouvindo o grito da banshee aumentar.

Ela era torturada e ele não podia fazer nada, então implorou para que parasse. O híbrido não era de implorar, mas não havia som pior do que o do desespero agoniante da jovem ruiva.

Se encararam por alguns instantes e nada mudava. Petran fechara a face por completo, sustentando a magia contra a banshee até conseguir que Viktor se rendesse por completo.

Não demorou muito e o híbrido já estava enlouquecido, berrando junto a Ethan para que o homem cessasse a dor. Quando viu os olhos do jovem aterrorizados e marejados, interrompeu a magia, concentrando suas energias restantes para o rapaz.

-Eu não sinto muito por estar fazendo isto, na verdade me sinto ainda mais vivo, e quero que saiba disso. Quero que eles vejam, que entendam isto como um sinal de que as coisas vão mudar e que o tempo de todos os não humanos está acabando... –Focalizando seu olhar de vez no de Viktor, de uma forma hipnotizante, o homem começou a lançar seus poderes e a dizer as palavras. –Você terá de escolher entre um dos dois, um deverá morrer... Posso sentir o quão importantes eles são para você! Dou-lhe a dica, mate Jackson.

Viktor tentou se livrar, mas o aperto e a força que exalava de Petran o impedia de sair. As lágrimas agora escorriam por sua face, mas a mesma demonstrava seu esforço para resistir.

-Isto não vai acabar, a não ser que faça o que está a partir de agora destinado pela magia fazer. Um vive, o outro morre. Qual será Viktor, qual será?

Petran o soltou, empurrando-o para longe.

Viktor tremia.

-Viktor, não o deixe mexer com sua cabeça. –Jackson disse, Lydia se encontrava inconsciente em seus braços. 

Petran riu, afastando-se mais alguns passos, imaginando tamanho estrago que causara. Com mais um aceno cordial, o homem disse, antes de partir:

-Aproveite seu momento de volta as origens de sua espécie, meu caro amigo.

-Viktor! –Foi a vez de Ethan chamar. Ele sentia que algo estava errado, algo perigoso. Como uma bomba prestes a explodir e a jogar todas as suas chamas ao redor, engolindo e matando tudo que alcançasse.

O híbrido mais velho tremia cada vez mais, numa luta interna devastadora.

-Jack...Jackson... Pegue Lydia e... Saia daqui!

Jackson o observou assustado por alguns instantes.

-FAÇA ISSO AGORA, AGORA! VAI EMBORA. –Viktor num flash se jogava contra uma árvore à alguns metros.

-RESISTA! –Jackson gritou, tentando incentivar a parte resistente de seu irmão. Já se via de pé, com a banshee em seus braços.

Viktor rosnou e berrou, o sentimento era de uma pedra de uma tonelada sobre suas costas.

-Vá com eles, eu vou ajudar Viktor! –Ethan se aproximou do irmão, segurando-o pelos ombros.

-O QUÊ? Não! Acabamos de nos reencontrar, não vamos nos separar de novo!

-Nós temos! Se eu conseguir, eu explico depois... Mas é melhor você permanecer longe. Eu não sou o mesmo.

-Que merda você tá’ falando? Eu não estou deixando você, fim de papo.

-Sim você está! 

Viktor se lançou para uma árvore mais próxima.

-ANDEM SEUS IMBECIS. CORRAM! –Fez que ia atacar à Jackson e Lydia, mas foi impedido por Ethan, que num vulto, que nem sequer ele soube como conseguiu correr tão rápido sendo tão inexperiente, o impediu, segurando-o com força.

-ETHAN! –Aiden já se aproximava para ajuda-lo. Seus olhos tinham se arregalado instantaneamente. Um lobisomem não era capaz de correr tão rápido assim, era? Se perguntava o que ele queria dizer com “Eu não sou mais o mesmo”!

-NÃO! Vai! Agora! –Disse entredentes, se esforçando para vencer o duelo de forças.

Aiden, mesmo que contra a sua vontade, correu logo atrás de Jackson.

-PEGUEM O CARRO. A CHAVE ESTÁ COM LYDIA!

Viktor o jogou com um murro para o lado e correu na mesma direção na qual tinham partido. Não demorou muito, com extrema dificuldade, se jogou contra uma árvore mais uma vez. Já não conseguia se manter muito contra qualquer que fosse a força que Petran aplicara em si...

Aquilo era magia. Magia das fortes e traiçoeira... Toda vez que resistia, ficava ainda pior o aperto em si, e toda vez que cedia, o medo e a dor de ter de matar um dos dois o corroía.

“É Viktor, parece que o destino não foi muito bom com a gente.”

Quando ia partir, Ethan o agarrou por trás e mais uma vez ambos travaram uma batalha.

O recém criado híbrido insistia em segura-lo a todo custo, mas via que logo não aguentaria mais o ritmo. Mesmo que tivesse os dois genes, enquanto estivesse na forma de um, a força e poder do outro não se manifestava... Pelo menos o de lobo não. Sabia que não poderia se transformar, a dor seria horrorosa, se lembrava bem daquela parte.

Foi então que se viu sem saída.

-Me desculpe por isto! –E sem esperar resposta, Ethan quebrou o pescoço de Viktor o desacordando. Enfim pode respirar fundo...

Se apoiando numa árvore próxima ele respirou fundo, deslizando até o chão.

Passou a mãos pelos cabelos e amaldiçoou toda a situação. Odiava o tal Petran, odiava o fato de ter ser irmão de volta e ser obrigado a ficar longe dele... Sentia que podia o machuca-lo também, não tinha experiência alguma como um híbrido. E se explodisse e o matasse novamente? Não queria arriscar...

E Viktor precisava de ajuda. Poderiam se ajudar... Era a única forma.

Pensando bastante, Ethan tentou achar uma solução. Logo o outro híbrido acordaria e então tudo poderia começar de novo.

Se levantando, começou a agir. Não podia perder tempo!

                                        *-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

 Cora Hale estava numa montanha russa de emoções. Seu ser ainda conseguia enxergar o fogo, mesmo estando distante da casa. Conseguia ver a face de Derek, ainda que o homem estivesse em outro lugar...

Sentia-se vazia em alguns instantes, sentada no chão da floresta, os olhos perdidos no nada entre as árvores.

Talvez aquele era o sentimento que uma pessoa sentia ao finalmente sair do luto, era estranho e um pouco inacreditável. Quase inexplicável na verdade, mas se ela tentasse colocar em palavras, era basicamente isso: Uma montanha russa.

Em certos momentos, subindo alto, com seu corpo sendo alimentado por raiva e poder, e sua mente se preparando para o “pior”. No caminho contrário, na descida, era como se seu interior voltasse a versão antiga, mas quase morta.

Nesses momentos seu coração parava e um sentimento de peso vinha a si...

Se alguém estivesse naquele instante imaginando onde ela poderia estar e como, ou porquê de ter agido daquela forma, falado todas aquelas coisas, uma resposta simples poderia acabar com algumas das dúvidas: Nada que saíra da jovem mulher fora uma completa mentira. A verdade era dura e cortando, e depois de tanto tempo sendo guardada, veio à tona causando todo o estrago que vinha se acumulando em secreto.

O ser sobrenatural era sempre assim, uma incógnita “natural”. Coisas surpreendentes aconteciam e não se sabia explicar... Quem dirá controlar.

E então havia instantes que ela se sentia numa linha reta pelos trilhos de seu interior emocional e inumano. Aquela parte representava com convicção o vazio que aparecia e sumia constantemente.

O que ela poderia fazer para vencer aquilo? Afinal, querendo ou não, uma parte dela, que ela achara estar morta e tivera o prazer de jogar na cara de seu irmão, ainda estava ali, insistindo em voltar e jogá-la para baixo.

Era como se sua versão boa e sua versão ruim estivessem batalhando para tomar o total controle de si, o “eterno até a morte”!

Ouviu passos de alguém que se aproximava, não conseguiu identificar o cheiro mas também não se preocupou, apenas manteve o olhar fixo na escuridão, já tendo desistido de tentar impedir a cachoeira de pensamentos de lhe prender ao passado.

-Parece que alguém está tendo um dia ruim... –A voz masculina fez com que Cora saísse do transe. Um frio subiu da ponta dos pés à cabeça, arrepiando todo o seu corpo. –Que assombroso, eu também não estou sentindo que as coisas estão muito boas também!

                            *-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

O Xerife estava prestes a explodir em fúria. Como Rafael McCall tinha a coragem de agir de forma tão brutal e horrenda? E como Liam simplesmente sai por aí perseguindo um terrorista assassino?

Com a chegada do General Hale e seus “minions” sua situação já estava se complicando, a todo instante tinha de contar até mil para não ter de cortar a cabeça de alguém.

Ainda pior era ter Stiles emburrado consigo. Estava sendo lento, mas o processo pelo menos andava. Uma hora o filho teria de falar com ele... Mas ainda assim, ter de esperar estava o matando.

Sentia medo é claro, a raiva estava voltando, e dessa vez não havia Melissa McCall para lhe dar alguns tapas ou discursos motivacionais para que não desistisse e continuasse a ser bom. Havia apenas Liam e sua situação, que insistia em se agravar.

 Pensando em Liam, por mais que desejasse dar-lhe uma bela de uma corsa, temia pelo líder dos imortais. Ok, ele podia ter a super força e velocidade em contraposição a “humanidade” total de Rafael.

A história era que havia pelo menos 10 imortais assassinados, e entre eles Logan, o mais próximo ao garoto, tirando o próprio Xerife é claro.

Lamentou pela menina, Hayden. A garota, que a propósito era mais velha que o próprio Xerife, devia estar acabada.

John dava ordens para tudo quanto é lado, corria para tentar ajudar com o que podia. Tentava acalmar e afastar curiosos e ainda tinha a obrigação de coordenar as investigações.

Havia tantas dificuldades! Não sabia como, mas teria de achar uma forma de explicar aos soldados, bombeiros e paramédicos o estranho fato dos imortais se curarem sozinho. Aquilo seria um problema daqueles...

Foi então que tudo começou a piorar. O gigante canhão de luz surgiu da floresta, fazendo a linha cortar o céu com uma força absurda que era até difícil de olhar por muito tempo.

As luzes da cidade inteira foram apagadas e o pânico começou, pois diziam que havia monstros na cidade.

A correria fora geral e logo quase todos os curiosos corriam de volta para suas casas para se esconder ou para pegarem o que tinham de mais importante antes de fugirem do perigo iminente.

As equipes que ali trabalhavam para conter o fogo e socorrer os feridos, mesmo não tendo um que realmente precisasse, e é claro, os policiais que ali se encontravam, viam-se sem saber o que fazer. Tentavam manter a ordem, porém nada fazia muito sentido!

Foi então que eles chegaram. Liam apareceu correndo, seguido de Hayden e outros imortais.

Quando viu que Logan era um deles, o chefe dos policiais comprimiu os olhos, meio perdido, não sabendo se o choque fizera os imortais imaginarem coisas ou se os pedaços espalhados dentro do Complexo eram realmente do homem.

-O que aconteceu? –Sua visão ia de Liam para Logan, ainda muito espantado.

Hayden se aproximou do pai e o abraçou com força, não conseguindo conter o choro.

Liam parecia atônito demais, sem também entender o que acontecia. O Xerife foi para perto do garoto e depositou as mãos sobre seus ombros, tomando sua frente e o fazendo encarar seus olhos.

-O que aconteceu? –Repetiu, desta vez mais firme!

A Vitalidade não conseguiu responder, tudo estava muito vivo em sua mente... As imagens eram fortes demais, e a presença repentina de mortos então.

Seus olhos foram do Xerife até Logan e lentamente voltaram aos do policial.

-Scott... –Foi tudo que saiu de sua boca.

O primeiro pensamento que veio a sua cabeça foi certeiro e chocante. “Será? Se Logan está aqui... Se ele realmente morreu e está aqui!”. Rapidamente John puxou o garoto para um forte abraço, tentando ao máximo amparar o jovem imortal.

Sua raiva pareceu se desvencilhar, como uma fumaça que em um momento estava ali lhe importunando e em segundos se dissipara, tornando-se nada.

Naquele instante, precisavam apenas de força, pois logo viriam momentos mais difíceis... E teriam de estar preparados!

*-*-*-*-*-*-*-*-*

Ele sorriu para ele brevemente, logo lembrando que não havia motivos para tal ato.

-Por que está aqui sozinha? –Ele perguntou de onde estava. Se tom parecia um pouco refreado, tentando segurar-se ao máximo ou manter-se fechado e sério.

Cora pôs-se de pé e olhou em volta, esperando encontrar alguma explicação lógica.

Isaac arqueou as sobrancelhas e seguiu seu olhar, logo voltando a encará-la.

Só então a loba percebeu o rastro de luz por entre as árvores, desconfiando-se e entrando em modo alerta total.

Isaac respirou fundo, sentindo-se mais cansado, com a vozinha em sua mente lhe lembrando que eram traidores, alimentando esse ódio que sentia. O que vira não sairia de sua cabeça, não pararia de influencia-lo a desejar-lhes o mal.

“Ele estava com Allison e Chris, caminhando em direção ao inferno da cidade. Aquela confusão pela escuridão, pela descoberta do sobrenatural... Pessoas saiam de suas casas e nem sequer davam importância à eles, só queriam correr, sair dali, fugir pra sempre de Beacon Hills e seu constante estado de perigo.

A energia havia sido cortada e pra todo canto se via a presença de militares, buscando na paz conduzir as pessoas para suas casas. Claramente, quando esse método não funcionava como desejavam, o coercitivo botava todos sobre seus controles.

Era fácil se perder dos Argent em meio àquela confusão, e sendo sincero consigo mesmo, Isaac não se sentia mais à vontade perto da garota, aquele bebê não era seu... Aquilo o incomodava, simplesmente pelo fato de que ela rapidamente o havia trocado por outro.

O fato só alimentava os sentimentos ruins dentro de si... Os agravavam, e da tristeza e confusão, ele também alcançava a vontade de quebrar algo... E seu lobo não ajudava, implorando para deixar ir, para soltar a vontade.

Foi quando ele apareceu... E Isaac sentiu sua presença inconfundível de longe.

Veio caminhando lentamente, pelo meio da rua, ignorando todo o caos.

As pessoas pareciam fugir dele, pareciam teme-lo e aquilo notoriamente o incomodava, mas ele buscava não demonstrar.

Nem sequer os militares ousavam chegar perto...

Foi então que Isaac buscou o olhar de Allison, e foi aí que teve certeza...”

-Sua situação não está muito legal, não é? Parece que também anda... Um tanto cheia de raiva.

-O que você está fazendo aqui?

-Achei que a gatinha tinha perdido a língua!

Cora rosnou. Isaac revirou os olhos, mais uma vez inspirando muito ar e soltando por vários segundos. Levantou o braço esquerdo e apontou para a luz, indicando o mistério que agora cercava metade da cidade.

Cora seguiu olhar de volta para a luz e observou Isaac logo em seguida, sentiu o cheiro de decepção que exalava dele.

-Estamos no mesmo barco, Cora... Eu não sei qual sua razão, mas o que posso sentir em você não me engana. É doloroso na verdade, tem tanta coisa exalando de você que fica difícil não se deprimir ou ter vontade de matar alguém ao seu lado.

“Allison deu alguns passos na direção dele, seus olhos marejados tão iluminados quanto a linha de luz no céu. Isaac sentiu ciúmes, é claro, o olhar que recebera dela fora completamente diferente, fora de espanto, de surpresa...

Precisara morrer e voltar a vida para enxergar sua importância comparada ao do alfa...

Eles se abraçaram, colando seus corpos como imãs. Se beijaram com uma intensidade que nunca havia conseguido atingir antes.

Viu pelo canto do olho que Chris trocava olhares entre ele e o casal, sentindo pena do garoto ressuscitado.

Isaac não pode conter, seu peito gritou de infelicidade. Cerrando os punhos ele foi se afastando entre os militares e cidadãos, tentando despistar-se de Chris e não demonstrar o que sentia.”

-O que aconteceu? –Isaac repetiu a pergunta.

-Ela caiu na real! –Uma voz surgiu das trevas, vinda de alguém que caminhava em direção a eles. Kira se vestia toda de preto, com um capuz misterioso e luvas negras. Tudo nela o fazia suspeitar de que a própria também não passava por situações boas ultimamente.

Lembrou que ela era a quase namorada de Scott até a época do fato da batalha mortal na floresta. Isaac então entendeu tudo...

-Bem vindo de volta a vida Isaac... Estou realmente feliz de ter você aqui. –A kitsune sorriu, maliciosamente. –Já deve ter se...

-Sim! –O lobisomem a cortou.

Foi a vez de corar franzir o cenho e perguntar:

-O que?

Isaac se permitiu sorrir naquele instante.

-O que? –Cora repetiu. –Quer saber da minha vida, mas não quer me deixar saber da sua?

-Você não respondeu minha pergunta.

-Arg... O casal pode arrumar um quarto depois! –Kira se aproximou mais alguns passos, retirando o capuz.

Cora rosnou para a kitsune, mas a mesma não se intimidou.

-Pode guardar sua raiva pra seu irmão, estamos no mesmo barco... E aquilo –Ela olhou para luz, com os outros dois seguindo seu movimento. – pelo que vi e senti... Vai nos dar o que queremos.

-Eu não trabalharei com vocês! –Cora fez que ia se afastar, mas Kira agarrou seu braço.

A loba virou-se instantaneamente, cravando sua mão no pescoço da jovem e a levantando no ar.

Kira, sem muitas dificuldades, segurou o antebraço da Hale e descarregou energia o suficiente para quebrar o ataque da loba.

Cora caiu de joelhos, urrando pela dor e rosnando ferozmente como sempre. Cora era uma espécie de “diva” guerreira, nunca demonstrava fraqueza, mesmo na pior, ela passava pelo inferno com a classe de uma pessoa orgulhosa e brutal.

-Me escuta sua imbecil: Se acha que ficar sozinha vai lhe ajudar a permaneça sozinha, então é uma iludida. E vai morrer! O que está circulando por aí não é brincadeira de criança mais... Eu vi o que um deles acabou de fazer com alguns de seus antigos amiguinhos. Ou é você estar do lado deles, ou está morta.

Kira a empurrou sem cortesia alguma para trás, se afastando.

-Você escolhe! –Seu olhar foi de Cora para Isaac. –Vocês dois escolham... É hora de pararmos de termos migalhas. Lembrem-se do que passaram e aí vão ver que tenho razão: Seu pai Isaac, Allison e Scott, o próprio ex-alfa Derek Hale... –Kira voltou-se para Cora novamente. –As suas memórias estão vivas demais para eu ter de reforça-las... Suas palavras mesmo já te dão a resposta.

Cora tinha a respiração acelerada, e Isaac, com um olhar fatalmente mau, cerrava os punhos mais uma vez.

-Garota sábia... –Disse uma voz feminina, puxando a atenção dos três, de surpresa.

Não sabiam como ela havia aparecido tão de repente, sem sinalizar sua chegada. Havia sido misteriosamente silenciosa demais.

Tinha os cabelos anelados e a pele morena. Seu olhar satisfeito parecia encarar uma joia muito valiosa a seu dispor, sendo oferecido para o que quisesse. 

                                                  *-PARTE FINAL-*

Estava já dentro da cidade e a visão de algumas pessoas correndo de um lado por outro, discutindo com militares agressivos ou até mesmo entre si não animavam em nada Stiles Stilinski.

Derek estava circulando a um tempo, procurando por Boyd e falhando terrivelmente.

Com uma confusão daquelas, era quase impossível encontrar alguém em específico.

Mas a lista não era muito pequena, desde que nos últimos meses metade de seus conhecidos e amigos tinham sido mortos nas guerras travadas.

O celular de Derek foi acionado novamente e Stiles logo o atendeu, vendo antes um número não conhecido na tela do aparelho.

-Boyd? –Chamou, na esperança que o jovem lhe pudesse lhe dar informações mais precisas de onde se localizava.

-Não, mas se o acharem pode trazê-lo junto com vocês!

-Deaton? Onde diabos esteve esse tempo todo?

-Sem tempo meu amigo, só venham para a veterinária. Agora! –E desligou.

Stiles se indignou, obviamente. Mas meio que obrigado, pediu a Derek que os direcionasse para a veterinária.

                                          *-*-*-*-*-*

Eles foram se juntando ao redor do Nemeton, formando um círculo.

-Onde você estava? –Disse repressivamente, uma mulher de mais ou menos 50 anos. Seus cabelos também eram anelados e sua aparência era praticamente copiada pela filha. –Eu te disse para não se afastar!

-Do que está com medo, mamãe? Eu só estava conseguindo algumas, peças interessantes. –A menina olhou para trás, indicando a mãe os três seres afastados, há pelo menos uns vinte metros.

A mais velha, mesmo contendo o sorriso, não foi capaz de conter um olhar se surpresa.

Voltando-se para o Nemeton, passou o olhar pelos amigos e enfim sorriu.

-Finalmente! –Disse Petran, rindo.

Mais uma mulher, alta e dos cabelos loiros quase brancos, e outros dois homens, um mais baixo e também mais jovem, dos cabelos também loiros e o outro alto, de uma beleza inquestionável, completavam o grupo. Sua feição, séria, mas satisfeita, não demonstrava que os planos já estavam mais do que dando certo...

Marcus era inteligente... Sabia como agir a seu favor. E não abria mão de conseguir o que queria. Com quase tudo interno e externo a si conspirando a seu favor, o bruxo era cauteloso, mas ousado.

O grupo deu as mãos e juntos, disseram as palavras de forma entoada, como se manipulassem algo. E de fato estavam...

Em pouco segundos o canhão de luz se apagou, trazendo tudo ao redor de volta a escuridão. Literalmente!

                                               *-*-*-*-*

Derek soube que havia algo estranho quando sentiu que conhecia, de alguma forma, as duas mulheres que caminhavam no meio da rua, parecendo um pouco desnorteadas.

Continuou a dirigir mesmo assim, pensando que era besteira de sua cabeça e que logo se desviariam.

Teve de frear para não acerta-las, mas quando seu farol iluminou suas faces, foi como se o mundo virasse de ponta cabeças.

Stiles tentava chamar sua atenção ao lado, mas seus olhos e sua mente só enxergavam as duas, não ouvindo mais nada.

Seu coração se acelerou de forma absurda e aí sim, se viu a beira de chorar. Não de tristeza, mas sim de uma felicidade imensurável.

Ele abriu a porta do carro e caminhou sem hesitar até as mulheres, parando a frente de ambas e as encarando sem acreditar.

Uma delas, a mais velha, demonstrou reconhece-lo sem problemas... Mesmo que na última vez que o vira, ele não fosse tão alto e barbado daquela forma.

Talia Hale puxou seu filho para um abraço apertado e desesperado.

Laura Hale não demorou, e se juntou aos dois.

Stiles também não demorou para descobrir quem eram. Sorriu, sentindo a felicidade pelo namorado e por sua família inundar seu peito.

Talia tomou a face de Derek entre as mãos, para vê-lo melhor. Os dois sorriram, ainda totalmente desacreditados de tamanha maravilha.

-“Morri” de saudades, Der! –Laura brincou, os três riram.   


Notas Finais


Sim, o último capítulo de 2016 chegou com bombas e tapas lascados: Reencontros, mais retornos e alguns continuam sumidos. Amo mistério e vou deixa-los neste gostinho sim, porque amo/sou misterioso e filha da mãe. Características maravilhosas de um autor como eu.

Estou entrando em uma período que ficara difícil de escrever o tempo todo e ficar postando, mas vou usar meu tempo nas férias para aprimorar ainda mais os capítulos que encerraram a história.

Os planos mudaram, sim... Tinha dito que postaria até o fim do ano, mas planos mudam. Nem sempre as coisas acontecem como a gente quer. Em compensação, quando a história voltar do hiatus, ( 1° quarta feira de fevereiro, favoritem para poderem receber a notificação de atualização da história e para me ajudar hehe!), vai ganhar mais capítulos do que ganharia se eu postasse até o fim desse ano.

Se os planos não mudarem de novo, teremos mais alguns meses com a história... Mas sem enrolação, é claro.

E por outro lado, eu preciso deste tempo. Principalmente com a última tragédia que chocou o Brasil. Eu como um fã maluco de futebol e que acompanhava o time da Chapecoense estou sofrendo demais, vocês não tem noção. #ForçaChape

Espero que não desistam da história por causa do hiatus, e que esperem pacientemente pelos capítulos que estão por vir. É muuuuuuita coisa, muita reviravolta, muito amor e paixão, muita dor e surpresas.

Muito obrigado a quem acompanhou, especialmente a quem comentou durante estes quase 5 meses de fanfiction. Peço que mais de vocês comentem também, quero saber o que estão achando, suas reações, é importante para mim.

Bem, é isso. Até fevereiro pessoal, boas férias.


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