História Teenage Antitheses - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~YumiyaOak

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Lay, Sehun, Xiumin
Tags Baekhyun, Chanyeol, Chen, Colegial, Escola, Exo, Kai, Kyungsoo, Lay, Romance, Sehun, Suho, Xiumin
Visualizações 27
Palavras 2.377
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


~YumiyaOak:

Annyeonghaseyo...

Então... só isso mesmo.
Espero que gostem :)

Boa leitura ♡♡♡

Capítulo 2 - Genética


Fanfic / Fanfiction Teenage Antitheses - Capítulo 2 - Genética

POV Natasha

As horas se passavam e eu já estava começando a ficar irritada com a minha dupla. Ele tentava de todas as formas puxar assunto comigo, porém a última pessoa com quem eu iria querer conversar naquela sala seria ele. Puta merda, o que eu fiz pra merecer isso?! Tenho certeza que o objetivo dele é acabar com a minha reputação.

— Posso saber o motivo de não querer conversar comigo? — perguntou o tal Sehun, enchendo novamente a porra do meu saco. Permaneci em silêncio, enquanto tentava ler as páginas do livro Anjos e Demônios. — Olha, se você quer que eu te deixe em paz, vai ter que conversar comigo.

Fechei os olhos, respirei fundo e disse rispidamente:

— Se você ainda não percebeu, estou lendo um livro.

Vi ele abaixar um pouco a cabeça para ler o título do livro. Quando o fez, deu um sorriso de lado e voltou novamente a me encarar.

— Anjos e Demônios? Eu já li.

— Que bom pra você. Parabéns. — disse virando a página do livro.

Ouvi ele dar uma risada.

Por algum milagre divino, ele ficou calado. Dei uma espiada de canto de olho pro garoto ao meu lado. Ele estava de cabeça baixa, porém segurava uma risada.

 

É por isso que eu odeio fazer novas amizades.

 

Aproveitei que ele tava quieto para continuar a minha leitura. Eu já estava na metade do livro e mal podia esperar para saber o final. Passavam-se tantas teorias malucas pela minha cabeça!

— O carmelengo não era illuminatus como a Lola disse. Mas sim, era ele que estava por trás de tudo. — sussurrou no meu ouvido. — Ele que matou o papa e o pai da Vittoria. Ele que contratou o Hassassin dizendo que era um illuminatus. O chamado “O bom samaritano da última hora” era o Kohler, e ele só queria conversar com o carmelengo. Kohler e o bispo morreram, um dos agentes do Olivetti mata eles. Olivetti morre, estrangulado pelo Hassassin.

Taquei o livro na mesa do força e olhei pro mais alto com ódio nos olhos. Porém ele me encarava com um sorriso sapeca nos lábios e com um olhar de quem estava se divertindo com o meu ódio.

— Você...

— Ahh, eu estava quase me esquecendo! — disse me interrompendo. — O carmelengo era filho mesmo do papa, por isso que ele o matou, porque ele achava que o papa tinha perdido a virgindade, mas o que ele não sabia é que ele fez inseminação artificial.

Fechei o punho e já estava prestes a gritar com ele quando escutei o sinal tocar indicando o começo do intervalo.

Levantei rapidamente, coloquei meu livro na mochila e fui até a saída com muito ódio. Eu não aguentaria ficar perto dele nem por mais um segundo.

 

§§§

 

Estava fechando o meu armário quando escutei alguém se apoiar no armário do meu lado esquerdo. Eu até pensei que fosse a Rebeca, porém parecia que o universo conspirava contra mim. Me virei e dei de cara com a desgraça daquele garoto que me deu o spoiler do livro.

— É... Posso ajudar? — perguntei o olhando com nojo.

— Por que você está me tratando como se eu fosse um saco de lixo? Não me diga que é por causa do livro!

Rolei os olhos e me virei, comecei a andar até o refeitório, estava morrendo de fome e graças a minha adorável irmã eu não consegui tomar o meu café da manhã a tempo do motorista chegar.

O garoto passou o seu braço pelos meus ombros e deu uma risada.

— Natasha, gostei de você, está tentando se fazer de difícil.

— Me solta! — gritei enquanto tirava brutalmente o seu braço do meu ombro.

— Ah, qual é! É só um livro! Não é como se fosse o fim do mundo.

— Não foi você que passou noites em claro lendo o livro para saber como a história termina.

— Eu também passei noites em claro lendo aquele livro. Você deveria me agradecer, estou lhe dando mais horas de sono.

— Você é um babaca, isso sim.

Abri a porta do refeitório e fui até aonde estavam servindo os lanches. Comecei a escolher o que iria comer.

— Você deve estar com muita fome.

Respirei fundo tentando não surtar.

— Será que você pode me deixar em paz? Está me seguindo ou o quê? — perguntei.

— Estou te irritando?

— Você não faz ideia.

— Ótimo. É o meu objetivo. — sorriu.

Rolei os olhos para aquele comentário estúpido e comecei a procurar as meninas. As encontrei no mesmo canto de sempre: na mesa que ficava perto da janela e isolada do resto dos alunos. Fui em passos rápidos até lá.

— Aquele demônio não me deixa em paz. — disse assim que me sentei.

— Quem? A sua dupla? — perguntou Rebeca.

— Sim. Ele me contou o final do livro que estava lendo! E pra piorar, se acha pra caralho.

— Pelo menos o seu não ficou soltando piadinhas escrotas durante a aula inteira. — disse Letícia que parecia querer matar alguém a qualquer momento.

— A única sortuda daqui é a Rebeca. Ela e a dupla dela não abriam a boca pra nada. — disse Amanda.

— Até porque se ele abrisse a boca pra puxar assunto, eu ia ficar com mais vergonha ainda. — disse Rebeca.

— Nat, você vai comer tudo isso? — perguntou Nanda olhando horrorizada para a minha bandeja. Realmente havia muita comida.

— Vou sim. Reclame com a senhorita Kwon ali que não me deixou tomar o café da manhã.

— A culpa não é minha se você demorou pra acordar. — disse Letícia.

— A culpa não é minha se você me acordou de madrugada pra te ajudar a fazer brigadeiro. — rebati. — Quem raios faz brigadeiro em plenas duas da manhã??

— Eu estava com fome e precisava de ajuda, se não era capaz daquele fogão explodir só por me ver. E outra, você também queria!

— Olha gente eu não quero atrapalhar nem nada, mas acho que as nossas duplas estão olhando pra cá. — disse Rebeca nervosa.

— Você deve estar ficando doida Rebeca. — disse.

— E Nat eu acho que é a sua dupla que está vindo pra cá.

Virei minha cabeça pro lado e percebi que ele estava realmente vindo até a nossa mesa. O… Qual é o nome dele mesmo?

— Olá meninas. — ele sorriu e olhou para mim. — Olá Natasha.

Peguei a caixinha de suco e comecei a bebê-lo.

— Acho que ainda não nos conhecemos. — falou sentando do meu lado. — Eu me chamo...

— Escuta aqui Cerum, por que você não vai ficar junto com os seus amigos? — o interrompi irritada.

— É Sehun, e não “Cerum”.

 

Ah sim, sabia que em algum momento o nome dele terminava com “un”.

 

— Foda-se. Se eu quiser te chamar de Hamilton eu te chamo.

— Ela é sempre irritada assim? — perguntou Sehun para as meninas enquanto as três tentavam não rir daquela cena. — Okay então. — ele se aproximou novamente do meu ouvido. — Mas lembre-se que ainda temos outras aulas juntos depois do intervalo.

Sehun então se levantou e foi até a mesa onde estavam os outros oito garotos.

 

 

POV Letícia 

Terminamos de comer e fomos até o pátio aproveitar o restinho de intervalo que tinhamos até ter que retornar a aula, faltavam poucos minutos e eu queria morrer só de ter que aturar aquele embuste de novo.

— Olha eu juro pra vocês que hoje vai ter homicídio naquela sala. — reclamei. — Se aquele desgraçado ficar de piadinha de novo eu acabo com a raça dele.

— Que piadinhas? — perguntou Rebeca.

— Dando em cima de mim, fazendo piada dos professores ou do Norman. — Norman era mais um dos CDF's da nossa turma, ele era estranho, porém um bom rapaz, gentil e uma das poucas pessoas das quais eu n odiava naquele pedaço de inferno, fui dupla dele até o 4° ano — Pagando de engraçadão, garoto ridículo.

— Pelo menos alguém se interessou por você pela primeira vez — disse Rebeca.

— Isso porque todo mundo tem medo dela. — replicou Natasha.

— Jura? — se aproximou o encosto que Lúcifer tinha enviado para destruir minha vida — Pensei que era só comigo, mas ela não gosta de ninguém?

— Olha aqui Daniel... ninguém te quer aqui não, vaza...

— Quem?

— Você seu desgraçado!

— Meu nome é Chanyeol. — riu

— Caguei pro seu nome, sai daqui.

— Mas você é minha dupla, vamos ficar juntos até o final do ano, se der sorte, no próximo ano também.

— Nem que eu tenha que ofertar minha alma pra todos os demônios possíveis e imagináveis, eu me livro de você. — cruzei os braços, claramente, cheia de raiva.

O idiota passou os braços pela minha cintura e se abaixou para falar ao meu ouvido.

— Isso tudo é medo de gostar de mim? — perguntou sorrindo.

— Nem se eu fumasse lixo e cheirasse pó de carvão. Me larga imbecil. — o empurrei sem sucesso enquanto Rebeca ria e Nat rezava para que Sehun não se aproximasse.

O sinal tocou e eu amoleci, ainda faltavam 4 aulas até a hora de ir embora, eu não aguentava mais aquele moleque, e ainda por cima era aula de biologia, CERTEZA que haveria alguma interação entre as duplas, trabalho de dupla, alguma análise com toda certeza.

Me arrastei até a sala. Chanyeol (é esse o nome?) me seguia, para a minha felicidade, calado. 

Sentamos nos devidos lugares e eu mais do que nunca queria sair correndo. O professor Min entrou na sala todo empolgado. Eu estava certa, análise.

E pelo assunto seria fundamentos da genetica. Nota avaliativa, claro.

— Bom dia turma, hoje nós vamos ter uma atividade que vcs terão de colaborar entre si, trabalhar em dupla, a nota será dada aos dois... — Ótimo, eu ia me foder por causa desse ridiculo. — Analisem, expliquem e etiquetem os tipos de material genetico de cada amostra, e façam os esquemas dos possiveis fenotipos da unção dos gametas usando o esquema de punnet e determinem qual das leis mendelianas a amostra representa, também bases nitrogenadas. Podem começar.

O professor entregou as amostras para q colocassemos no telescopio e fizessemos o trabalho.

— E quero os dois trabalhando nisso, um analisa e usa o telescopio e o outro etiqueta e resolve. Os novatos não vão se aproveitar dos meus melhores alunos. — disse ele levantando a cabeça da dupla de Rebeca, ele parecia quase cochilar e nem se deu conta do que estava acontecendo, Rebeca tremia so de pensar em ter que conversar com o garoto. Tadinha, eu queria ajudá-la, mas eu também precisava de ajuda.

— Eu quero abusar de você, mas de outro jeito... — disse o garoto que estava perigosamente perto demais do meu rosto, sentia sua respiração em meu pescoço, ele sorriu e mordeu o lábio levantando a sobrancelha esquerda. 

Meu Deus me segura, ele sabia que era bonitinho e fazia questão de provocar. Ele é lindo mesmo. FOCA LETICIA.

— Se você ousar fazer mais uma piadinha suja eu vou analisar o material genético das suas tripas.

— Relaxa, tô só descontraindo, linda. — deu um beijo estalado na minha bochecha, arrepiei. — Eu não faço a menor ideia do que o professor falou, eu tava de ressaca no dia dessa aula, eu acho.

— Então licença que eu não vou fazer tudo. — eu quase me levantei até ele me segurar pela saia, PERIGOSAMENTE PERTO DEMAIS DA MINHA CALCINHA EU QUERIA SOCÁ-LO E CORRER.

— Calma, você me diz o que fazer, e eu faço. Eu aprendo rápido, juro.

— O-ok — respondi trêmula.

Encaixei a peça no telescopio e me preparei para começar a anotar todas as caracteristicas do material genético.

 

Moleza.

Desoxirribose

Base nitrogenada timina

DNA, lógico.

 

Passei pra folha avaliativa rapidamente.

 

Herança dominante

AA x Aa

AA AA Aa Aa

Caracteristica 50%

Dominância do heredrograma...

Era a Segunda Lei, alelos multiplos graças as características variadas.

Pelagem de coelhos, olhos, revisei ontem...

 

— Você faz parecer a coisa mais fácil do mundo. — disse o garoto com o queixo apoiado em uma das mãos com o olhar admirado, meu ego inflou.

— Mas essa avaliação é realmente fácil, e eu sou uma das melhores alunas da escola, então...

— Perdoa minha ignorancia senhorita sei tudo. — sorriu simpático. Amoleci, que sorriso lindo.

— Resolve babaca. — empurrei a prancheta com a folha para o garoto, escondendo o efeito do sorriso, eu quase tremia.

— Que isso? — perguntou perdido

— Segregação independente. — mudei para a  próxima placa de material genético.

— Fala a minha língua por favor.

— Segunda Lei de Mendel, pelo amor de Deus!

— ... Que?

— POR DEUS CARA, DOIS PARES DE ALELOS QUE DETERMINAM A PELAGEM DA DESGRAÇA DO COELHO. ALELOS MULTIPLOS, Inferno.

— Relaxa que eu provavelmente perdi essa aula — riu e eu respirei fundo e me aproximei para explicar.

— A relação de dominância é C > Cch > Ch > c. Os genótipos possíveis para pelagem Aguti são CC, Ccch, Cch e Cc. Chinchila Cchcch, cchch e cchc. Himalaia Chch e chc. E albino apenas cc. — falei. — Só que também é necessário saber a cor dos olhos do coelho e é relativamente fácil. Olhos vermelhos VV. Castanhos escuro Vv. Azuis vv. Então é o quadro de Punnet... Por exemplo: ChchVv seria Himalaia com olhos castanhos. Outro exemplo: Ccchvv seria Aguti com olhos azuis. Probabilidades de quais genótipos vão surgir em cada um que foi justamenteo DNA do que acabamos de analisar no telescópio. Só isso. — finalizei.

— Você entender tudo isso e ainda explicar assim é realmente incrível, mas eu continuo sem saber como fazer isso. — sorriu amarelo, sem graça.

Respirei fundo 4 vezes, peguei meu caderno e expliquei novamente.

— Entendeu?

— Mais ou menos.

— Resolve essa — entreguei a folha confiante que ele faria corretamente.

— Se eu acertar você me beija? — sorriu sapeca.

— Faz logo essa bosta.

Ele riu e escreveu algumas respostas.

— Assim? — me mostrou a folha.

— Aguti e Albino sim, Chinchila e Himalaia estão errados... Tem que reestabelecer o quadro e ver o que você errou que trocou o genótipo.

— Ah eu mereço pelo menos um selinho, acertei metade. — sorriu sugestivo.

— Você merece uns tapas por ter notas tão incrivelmente baixas nessa materia ridiculamente fácil.

— Mas eu tô sendo um bom aluno pra você, mereço um beijinho. — fez carinha de cachorro que caiu da mudança.

— No dia que você tirar A na avaliação individual de genética da próxima aula eu te beijo, o que é impossível. — ri irônica.

— Ah é? Fechado. — sorriu.

— Vamos terminar logo essa atividade por favor. — rolei os olhos.

Ele não iria conseguir nem um B- com os pares de alelos que construiu, o professor Min o comeria vivo como sempre.

Pelo menos é o que eu espero.



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