História Teenage Dream - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Personagens Originais, Piper Chapman
Tags Laura Prepon, Oitnb, Taylor Schilling, Vauseman
Exibições 88
Palavras 4.231
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Place du Tertre


Fanfic / Fanfiction Teenage Dream - Capítulo 5 - Place du Tertre


TOM POV

O fato de morar no mesmo prédio em que trabalho facilita minha pontualidade e ainda assim nunca sou o primeiro a chegar, minha mãe é o contrário, antes das 07:00 am já está trabalhando, o que talvez seja pelo simples fato de que ela acorda todos os dias pontualmente às 04:30 am, hábito comum entre executivos de sucesso

- Bom dia Sr. Vause - sou recepcionado por meu assistente pessoal

- Bom dia Bennett, minha mãe já chegou?

- Sim senhor, ela até já solicitou sua presença

- Ok! Quando eu voltar reviso os compromissos do dia

As vezes acho que John é gay, não só por sua aparência metrossexual o que não define a sexualidade de ninguém, mas pelo fato de que ele me olha com uma certa desconfiança, seu corte de cabelo impecável, penteado sempre arrumado, seu rosto é perfeitamente liso, nunca o vi com a barba a ser feita, sem falar na seriedade que ele passa com esse terno, apesar de tímido é um excelente profissional além de um belo rapaz, saio dos meus devaneios ao me direcionar a assistente da presidência

- Bom dia Daya, tem alguém com minha mãe?

- Não senhor Vause, pode entrar ela já o espera – me fala sorridente

- Obrigado, e esses brincos ficaram ótimos em você

- Obrigada pelo presente senhor e como sempre o terno lhe caiu muito bem

- Deve ser a gravata, é nova – disse num sussurro como se fosse nosso segredo

Me considero um homem generoso, principalmente com quem estimo, no aniversário de Daya a presenteei com um par de brincos em prata de lei com pérolas cultivadas em água doce da Tiffany e pelo visto ela gostou.

Ao entrar na sala encontro minha mãe ao telefone e resolvo não atrapalhar ela indica uma poltrona e me acomodo enquanto ela encerra a ligação

- Problemas?

- Não querido, é a Alexandra, olha isso - ela me passa uma fatura de cartão de crédito

- O quê? Oitocentos e cinqüenta mil dólares? Isso é sério? – fico boquiaberto ao ver o extrato

- Essa menina está fora do controle Tom, você sabe como descobri isso? Fui abastecer o carro e meu cartão foi recusado. Agora imagine a minha vergonha, em geral passo o dinheiro das despesas da casa para a Lolly, prefiro que o Caputo faça isso sem mim e olha a agradável surpresa que tive hoje – fala ela me tomando os papéis e os avaliando novamente

- Imagino mamãe, uma senhora bem vestida com um motorista particular manobrando uma simples BMW 760 li, tendo seu cartão recusado deve ser horrível mesmo – digo sarcástico, levantei e fui me servir um pouco de café

- Você sabe que tenho outros cartões e não sairia dali sem pagar, quando cheguei aqui a primeira coisa que fiz foi imprimir esse extrato, liguei para o gerente da minha agência e solicitei o bloqueio do cartão que fica com a Alexandra, querido me traga uma xícara também

- Você sabe que ela vai soltar fumaça pelas narinas quando souber que está sem cartão de crédito não sabe? – a entreguei seu café é voltei a sentar

- Sim eu sei e é sobre isso que quero conversar com você – faço sinal positivo para que ela prossiga – teremos aquele evento em Paris, nossa presença é importante mas não é essencial, houve um imprevisto em Dubai e preciso que você vá para lá amanhã já solicite suas passagens ao Bennett

- Ok! Mas e a Alexandra?

- Ela vai representar o grupo em Paris, não existe outra escolha, ou é isso ou ficar sem mesada e nem pense em dar algum dinheiro a ela

- Você conhece a neta que tem, além do quê o evento culinário não é importante como a senhora disse

- Ela não precisa saber, depois do que aprontou é o mínimo que tem a fazer, já chega Tom! Você precisa se impôr como pai, ela precisa de limites que eu não consigo mais fazer isso sozinha

Depois de mais alguns minutos de conversa, ficou decidido que eu daria a notícia a Alexandra sobre a viagem, Bennet providenciou as passagens enquanto minha mãe dava as ordens do que fazer a sua governanta fiel, Lolly que era a protetora de Alexandra, a princípio começou a trabalhar para nossa família como babá, mas ela e minha filha criaram uma amizade incomum e pela personalidade forte da neta, mamãe preferiu a manter perto, com o tempo, Lolly conquistou um espaço gigante e a confiança da família, se tornando governanta da mansão Vause, segui com Caputo, motorista da minha mãe, até a mansão, a conversa com Alexandra precisava ser pessoalmente, por sorte ela já estava acordada

- Bom dia Alexandra que bom que já está fazendo seu desjejum vim te buscar – encontro minha filha sentada a mesa sozinha massageando as têmporas de olhos fechados

- Eu odeio ser acordada, você faz idéia de que horas eu dormi? – fala áspera num tom de voz mais rouco que o normal

- Você terá 7 horas de vôo para por seu sono em dia imagino que já saiba que vai para a França

- Isso é uma espécie de castigo? Se for sei que existem milhares de pessoas que adorariam “sofrer” em Paris – finalmente me encara e vejo que Lolly vem descendo com uma mala e vou ajuda-la

- Seu vôo sai em 40 minutos, vamos! – roubo um morango da mesa e o saboreio

- Eu não vou! Não sou obrigada a ir, não que eu não queira fazer uma viagem a Europa mas estou com uma ressaca de matar, só quero minha cama mas agradeço o convite papai – como sempre irônica ao me chamar de pai

- Alexandra! Isso não é um convite, é uma ordem! Você irá representar o grupo que leva o nome da sua família, vai sorrir, vai ser gentil. É o que sua avó e eu queremos – ela me interromperia mas prossegui – só ontem em um cassino você gastou seiscentos mil dólares, SEISCENTOS MIL DÓLARES! – pego seu queixo e o ergo até que ela olhe em meus olhos – seus cartões estão bloqueados até segunda ordem, não vou ceder e sua avó também, essa viagem se estende por dois dias, seu aniversário está próximo e imagino que pretenda alugar alguma boate, uma pena que esteja sem recursos querida – seu olhar já não é furioso e sim pensativo, tiro do terno um envelope nele estão as passagens, o passaporte e dez mil dólares enquanto ela me observa o deixando em cima da mesa – aqui está tudo o que você precisa, e lembre-se, dois dias – digo a última frase ao pé do ouvido e saio dali o mais rápido possível

A verdade é que não sei se ela realmente irá, minha filha é uma ótima jogadora de poker, mas assim como ela também sei blefar, claro que seria difícil imaginar tanto eu quanto minha mãe negando algo a Alexandra ainda mais estando próximo ao seu aniversário, porém não custava nada tentar a sorte



XXXXXXXX




PIPER POV

Abro os olhos preguiçosamente, olho pela vidraça e vejo pequenos flocos de neve caírem, deve estar muito frio lá fora já minha cama... Bem, ela está mais confortável que nunca, viro pro outro lado e percebo que Nicky ainda está dormindo, meu celular vibra e o pego do criado mudo que fica ao lado da minha cama e observo que Luschek me mandou uma mensagem


Luschek _ “ Bom dia minha gata espero que seu dia seja tão lindo quanto você ”

- Sério? Já acordei com uma cantada – falo pra mim mesma

Piper _ “ Bom dia Joel, queria mesmo falar com você ”

Luschek _ “ Pois não gata, diga ”

Piper _ “ Ontem quando você me chamou pra sair eu estava com a cabeça na lua, acabei confirmando sem me lembrar sobre a viagem, me desculpa?”

Luschek _ “Poxa que pena, não tem que se desculpar, mas se quiser deixo vocês no aeroporto”

Piper _ “Não precisa se incomodar, quando eu chegar nos remarcamos pode ser?”

Luschek_ “Claro minha gata sem dúvidas, vou esperar”

Piper _ “Ok! Beijo”

Luschek _ “Outro nessa boquinha linda” – faço uma careta e saio da tela


- Você tem razão Nicky, o Luschek definitivamente não é “o cara” – penso alto, já que ela ainda está dormindo então começo a ver mexer nas minhas redes sociais, não sou do tipo que posta muitas coisas, na verdade mal publico algo, sou do tipo que observa, gosto de ver o que os outros fazem, não sei como as pessoas conseguem se expor tanto assim, minha irmã é uma dessas, é cada foto maluca que o perfil lembra mesmo esse estilo próprio que ela tem, pensando nisso acabo lembrando do que conversamos ontem, preciso mudar, acho que o fato de ter sido rejeitada pela família do meu pai e ter sido muito próxima a minha mãe, fez com que eu quisesse ser mais parecida com ela, ser forte, inteligente, independente, passávamos tanto tempo juntas que acabei me apaixonando por culinária, ser filha de dois cozinheiros também pode ter contribuído pra essa paixão, e em nome dela que vou fazer essa viagem, conhecer grandes chefs, talvez aprender alguma coisa, quem sabe um dia acabo comandando uma grande cozinha como meu pai. Meus devaneios são interrompidos ao ouvir um bocejo familiar, é Nicky acordando

- Bom dia bela adormecida – deixo o celular em baixo do travesseiro e sorrio ao ver aquela cabeleira toda atrapalhada

- Bom dia – outro bocejo e ela começa a se espreguiçar – que horas são?

- Não são nem sete horas – começo a bocejar também, que coisa mais contagiosa – ainda temos muito tempo

- Bom dia minhas meninas – mamãe fala entrando no quarto com uma bandeja cheia de comida – esse mimo é para minhas meninas – pulo e dou um beijo na bochecha da mamãe e dou uma olhada no que posso beliscar primeiro, vejo que temos bliny que é uma espécie de panqueca que fica deliciosa com chantilly, zapekanka que a Nicky adora, o meu favorito syrniki que também são panquecas, mamãe também trouxe vatrushka a especiaria da casa, bacon, ovos mexidos e café que provavelmente esteja pelando de quente, que já era hábito aqui em casa, o café não serve só para nós despertar mas serve também para nos aquecer das baixas temperaturas, em geral no inverno por ser extremamente longo e frio é assim, de manhã cafeína e a noite uma dose de vodca, mama preparava uma iguaria artesanal para nosso consumo, porém isso não a impedia de manter um pequeno estoque com algumas garrafas famosas

- Awn que delícia mama – digo enquanto Nicky senta na cama e se espreguiça

- Não me importo de ser mimada assim sempre mamusca – ela vai logo pegando um pedaço de zapekanka e eu acompanho, mamãe deixa a bandeja em cima de uma cômoda é se serve de café

- Se merecessem eu faria com gosto todos os dias – Nicky dá os ombros - meninas decidi que não vou deixar vocês no aeroporto, odeio despedidas e vou ficar chorando como uma mula velha – fala pondo uma mão na testa e tomando um gole de café

- Bom, não é bem uma despedida – Nicky fala e acabo concordando, afinal não vamos passar nem uma semana

- Tanto faz não me importa Nicole, minhas meninas vão estar por aí – ela abaixa a cabeça pensativa e fica olhado a xícara entre as mãos – longe de mim

- Ah mama não fica assim – levando e dou um abraço de lado nela e um beijo estalado tentando dar um pouco de consolo – a gente vai logo aqui do lado, é bem mais perto que Nova Iorque - na verdade até eu estou com medo dessa viagem, quando íamos aos Estados Unidos nossos pais nos pegavam no aeroporto, nos levavam pra suas casas, e sabíamos que no final da semana voltaríamos pra Moscou, dessa vez é diferente, não tem ninguém lá nos esperando, nenhuma de nós fala francês e mal sabemos como chegar ao hotel, vamos depender da boa vontade de algum taxista e torcer pra que ele fale nosso idioma



12:00 Aeroporto Internacional Demodedovo


- Meninas divirtam-se e for possível tragam uma francesa pra mim – Carl fala e põe a mão na nuca como se estivesse sem jeito Carl é o único filho do Sr. Healy, um velho amigo de Red, que ajudou nossa mãe na compra e na administração do bistrô, quando chegamos na Rússia ele já estava viúvo, como Carl e Nicky tem a mesma idade acabamos convivendo muito tempo juntos e eles passaram a fazer parte da família, as vezes sinto como se nós três fôssemos irmãos de verdade mesmo

- Espera sentadinho aí cara – Nicky fala dando um leve soco no ombro dele

- Se alguma aceitar namorar às cegas e vir com a gente exclusivamente pra te conhecer eu trago – levanto as mãos como rendição e começamos a tirar sarro até sermos interrompidos...


(Atenção senhores passageiros do vôo 234 com destino à Paris por favor comparecer ao portão de embarque)


- Bom é isso, avisem quando chegarem

- Tá legal - ele e Nicky se despedem com um high five

- Cuida da mamãe – recebo um abraço de urso

- O papai faz isso irmãzinha – fala no meu ouvido

- Eu ouvi isso! Que nojo! – Nicky faz uma careta e eu balanço a cabeça confusa nem consigo imaginar a cena, Carl se afasta com um sorriso maroto e vamos em direção ao portão de embarque

Durante as quatro horas de vôo que foram bem tranquilas Nicky decidiu dormir enquanto eu comecei a ler um novo livro, Gone Girl de Gillian Flynn, por enquanto está sendo bem interessante – adoraria ser uma garota exemplar como essa Amy – penso. A leitura estava tão boa que mal percebi que já havíamos chegado ao Aeroporto de Paris Charles de Gaulle, e logo pude notar a diferença na temperatura, não que estivesse quente, mas sem dúvidas estava bem mais agradável do que a temperatura de Moscou, pegamos um táxi e por sorte o condutor falava inglês muito bem, seguimos para o distrito de Montmartre onde ficaremos pelos próximos dias pelo caminho a cada esquina ía me apaixonando pela cidade, uns vinte ou vinte e cinco minutos depois chegamos ao pequeno hotel

- Obrigada Cara – disse Nicky ao taxista acertando a corrida, fui saindo com nossas pequenas bagagens e logo um senhor baixinho, de cabelos grisalhos com um curto bigode e muito simpático veio me ajudar

- Bienvenue belle fille – me falou sorridente e eu o olhei um pouco envergonhada por não saber o que responder

- Oi e obrigada – Nicky se aproxima e vem tirando o celular do bolso

- Olha só a gringa aqui – ela comeca a teclar enquanto nos encaminhamos até a pequena recepção

- bon après-midi, ont une réservation au nom de Reznikov – diz ela ao senhor que nesse momento se encaminha para trás do balcão

- Bon après-midi, vous attend, votre chambre est vingt-trois, nom est Jean quoi que ce soit juste avertir les bienvenus a Paris – ele fala tão apressadamente que só entendi a última palavra

- O que ele disse ? – pergunto a minha irmã

- Sei lá porra – ela pega a chave que estava das mãos do senhor e agradece

- Jean? – leio o nome no pequeno crachá e sorrio para ele e prontamente sou correspondida – você sabe qual é o quarto?

- Acho que é... o onze – fala balançando o chaveiro com os números gravados

- Ok vamos! Subimos as escadas – o hotel na verdade parecia mais uma pousada, ela tinha apenas três andares então não seria difícil encontrar nosso quarto

Na penúltima porta do corredor à esquerda encontramos nosso cantinho em Paris, um quarto bem apertado que mal dava pra duas pessoas circularem nele ao mesmo tempo, e ocupando a maior parte dele estava uma cama de casal bem arrumada, um pequeno criado mudo escandinavo de cada lado da cama, na frente uma cômoda na mesma textura um pouco acima tinha uma TV de 32 polegadas em um suporte de teto, ao lado esquerdo da cama tinha uma janela que nos dava vista para a rua, o quarto era minúsculo porém confortável, nos acomodamos e fui tomar um banho enquanto Nicky ligava para Red pra avisar que já havíamos chegado não demorei muito já que não estávamos ali para relaxar e sim para conhecer os encantos parisienses

- Piper vou dar uma volta pela cidade antes de ir pra galeria, quer ir também ou vai descansar?

- Quero ir com você, não acho bom a gente se separar aqui

- Tudo bem, então se arruma que a gente sai daqui a meia hora, precisamos achar alguma coisa pra comer

- Tá bom – ela seguiu para o banho enquanto fiquei procurando algo para usar, acabei optando por uma calça jeans escura, bota sem salto preta, uma blusa de algodão na mesma cor da bota, finalizei com um trench coat bege

- Caramba maninha! – disse fingindo um susto – pra quem é tudo isso? Tem um encontro por acaso é?

- ha ha – ri de deboche – quem sabe...

Acabei de esfumaçar os olhos e passei um batom nude, analisei o look e pensei que talvez eu estava um pouco exagerada e ri disso, mas acabei gostando do que vi então não mudei nada, minha irmã ficou no jeans básico e tênis, bem desleixado como sempre, nada do que eu não estivesse acostumada. Sempre fui muito ligada à cultura americana, visitava sites de moda, e seguia alguns blogs, acabei conhecendo a página da Morello que é uma vlogeira super famosa, ela viaja pelo mundo, fala sobre tendências, onde comprar, como aproveitar o guarda-roupa durante todas as estações, entre outras dicas de moda e beleza, ela é tipo minha super heroína, pena que minha irmã não divide esse estilo comigo, quando tento falar sobre isso ela sempre diz: “pra que roupa de marca se o melhor da vida a gente faz pelado”.

Por sorte estávamos perto da Place du Tertre um dos lugares mais bonitos e agradáveis que já vi, além dos charmosos bistrôs ainda tinham vários artistas expondo suas obras e realizando alguns trabalhos, logo me apaixonei pelo lugar, para não arriscar Nicky optou por baguete, já que ela amava hambúrguer e seguindo a linha de raciocínio dela fiz a mesma escolha, o lugar era tão cheio de vida que assim que terminamos de comer começamos a explora-lo, minha irmã claro fotografava tudo, pelo visto não fui a única que se encantou com a cultura dali, Nicky parecia uma profissional com aquela câmera, tirava fotos de vários ângulos e usando várias lentes a iluminação da tarde dava um toque especial e enquanto ela me mostrava algumas fotos na câmera fomos interrompidas por um rapaz muito simpático, pelo avental sujo de tinta concluí que ele era um pintor

- Bonjour – disse ele limpando estendendo a mão para Nicky e para mim - je me appelle Mark

- Désolé, nous ne parlons pas votre langue – respondeu ela apontando para nós duas

- Vocês falam inglês? – perguntou ele tímido

- Agora eu entendi – ambos rimos do meu comentário

- Acho que vocês não entenderam minha apresentação, então – esticou novamente a mão e nos cumprimentou – me chamo Mark e vocês?

- Reznikov, Nicky e essa loirinha aqui é a P, somos russas, chegamos hoje! - disse ela animada

- Bem vindas à Paris, vocês estão ocupadas?

- Na verdade não estamos só conhecendo – respondi – é tão lindo aqui, esses quadros são seus?

- Sim! Sim! Na verdade é por isso que eu puxei assunto

- Posso fotografar? – minha irmã como sempre quer registrar tudo

- Ah claro, fiquei a vontade – disse ele, depois se aproximou de mim – Reznikov certo? – confirmei com a cabeça – gostaria de posar para mim? Seu rosto é perfeito adoraria pintar você

- Sério? Que bacana – fiquei surpresa

- Não me entenda mal, como você vê meu estilo é voltado à paisagens mas você realmente chamou minha atenção, em geral são os turistas que nos procuram mas você é um caso a parte

Antes de qualquer coisa expliquei a ele que não teria o dinheiro no momento e nos acertamos assim, ele guardaria o quadro que eu o buscaria nos próximos dias antes de voltar para casa, enquanto isso ele poderia expôr





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ALEX POV

Apesar de não gostar em nada da ideia, acabei fazendo o que meu pai pediu, afinal, ele e a vovó nunca me davam ordens, sempre insinuavam o que eu deveria fazer mas nunca realmente me obrigaram a nada, meus planos pro meu aniversário eram bem extravagantes e custariam uma pequena fortuna, infelizmente não pensei nisso quando perdi todo aquele dinheiro ontem, eu sei que seiscentos mil não é muita coisa perto de tudo que a minha família possuí, mas uma coisa pelo menos eu reconhecia, exagerei nas apostas e não soube a hora de parar então eles estavam certos, não custaria nada sacrificar dois dias da minha vida para ter de volta meus cartões

Acabei dormindo durante todo o vôo, quando cheguei ao aeroporto já se passavam das 22:00 horário local, logo no portão de desembarque havia um segurança a minha espera, ele me ajudou com a bagagem e me levou ao hotel, me hospedaria no Park Hyatt Paris Vendôme, um luxuoso hotel cinco estrelas que ficava no Centro da cidade, mais um do grupo Vause, a suíte que estava reservada para mim era confortável, mais ampla do que precisava, só deixava mais evidente o quanto eu estava sozinha ali. Após um longo e relaxante tempo na banheira decidi que era hora de dormir só acordei no dia seguinte ao ouvir o incessante telefone tocar


- Alexandra já está na hora de acordar – era minha avó

- Bom dia para a senhora também, é eu também sinto saudade – disse enquanto procurava o celular pra ver a hora – que horas são?

- Deixa de bobagem, ainda não esqueci o que você aprontou mocinha. Ah aqui são 04:40 am, imagino que aí já esteja perto das 11:00 am

- Você deveria dormir mais vovó - bocejo

- Alexandra, enviei para seu email algumas informações do que você tem que fazer, ao meio dia você tem um almoço com os responsáveis pelo evento de amanhã, seu pai te falou o que precisa fazer?

- Ser simpática e sorrir? – outro bocejo

- Sim, se possível! Esse evento é aberto ao público e voltado para a culinária, o que você precisa saber é que o nosso hotel além de ter grandes chefs, tem os restaurantes mais premiados tanto pela qualidade do serviço quanto pelo não desperdício dos alimentos, enfim, nós enviamos uma das nossas chefs daqui de Nova York ela se chama Glória, qualquer dúvida fale diretamente com ela. Você quer perguntar alguma coisa?

- Você pode mandar a Lorna para vir ficar comigo? Eu vou ficar muito só vovó

- Querida, você está ai sozinha para pensar melhor em tudo que fez, se eu mandar sua prima você não vai ter tempo de se arrepender, meu amor, nós te amamos e isso é para o seu bem, acredite


Já que a minha parceira não vem sozinha não vou ficar nesse tal almoço, resolvi ligar para Sylvie, infelizmente ela não atendeu o que me restou foi ir sozinha mesmo, depois de conversar com a Glória percebi que na verdade o que eu estava fazendo ali não era nada importante, realmente me puseram de castigo, continuei ligando para Sylvie e continuava dando desligado, resolvi ir até meu apartamento em Montmartre, não ficava muito longe do hotel, acabei descobrindo que minha namorada estava viajando e provavelmente só voltaria em alguns dias, não tendo nada para fazer naquele lugar, decidi caminhar, por ali ficava uma praça com grande movimento de turistas o que não me agradava, fui até um café e pedi um Mocaccino, enquanto tomava aquela bebida acabei me distraindo ao ver uma tela, entre tantas naquela paisagem, a mulher da imagem me chamou atenção, talvez fosse a beleza ou simplesmente o rosto angelical, olhei tanto que decorei cada traço de tinta, nunca fui fã de arte porém aquela me agradava, agradava muito...

Quando voltei para o hotel o tédio e a solidão falaram tão alto que me arrumei e saí, entrei no primeiro pub que encontrei pedi uma taça de vinho e fiquei no balcão olhando meu reflexo naquele copo e tentando descobrir o que há de errado comigo, quando estou cercada de amigos me sinto só é quando estou sozinha comigo mesma preciso de pessoas ao meu redor, pois nem eu suporto minha própria companhia

- Izvinite, ya zdes' ne, ya iz Rossii – disse a voz feminina sentada no balcão há um pouco mais de um metro de mim

- Doit être étranger (deve ser estrangeira) – concluiu o rapaz – Você fala inglês? – disse dessa vez no meu idioma, que carinha insistente

- K sozhaleniyu, ya ne ponimayu – ouvi os passos do cara saindo de perto da gringa, pelo sotaque, uma russa, que pena ela não falar minha língua – me traz uma tequila por favor

- Quê? Você fala ing... – não consegui terminar a frase, não consigo imaginar qual surpresa foi maior, saber que ela enganou o carinha que estava tentando a cantar ou ver que aquela era a mulher da tela que eu havia visto hoje mais cedo, com uma pequena diferença, ela conseguia ser ainda mais linda pessoalmente...



CONTINUA...











Notas Finais


:)


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