História Telepathy - Capítulo 2


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Categorias Originais
Tags Ação, Colegial, Drama, Mistério, Poderosos, Romance, Super Poderes, Telepatia
Exibições 40
Palavras 576
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Primeiro Capítulo - Primeiro dia


"Nada é o que parece ser"

As coisas mudam, as coisas sempre mudam. Nada permanece do jeito que é para sempre. O amor acaba. O café esfria, as estações mudam, e a vida é isso; um enorme ciclo de mudanças infinitas. E a última mudança, obviamente, é a morte.

Lembro-me como se fosse ontem, o segundo dia na minha nova casa, em outra cidade; estava me preparando para o primeiro dia de aula — o tão sonhado último ano —, estava animada, isso não poderia mentir. Usava meu vestido florido favorito, meu par de sapatilhas favorito, usava meus cabelos castanhos avermelhados soltos, e tinha um enorme sorriso no rosto — disfarce que usarei o dia todo para tentar amenizar a minha timidez, que me impede de fazer muitas coisas. 
— Valentina! Ouço, minha mãe chamar da garagem. 
Reviro os olhos, pois ela sabe que odeio que me chamem pelo meu nome; o que a deixava furiosa, minha mãe sempre me lembra o significado do meu nome — "Valente", "Vigorosa", "Forte", "Cheia de saúde" —, significado forte, mas sempre preferi que me chamassem por Tina, é simples, pequeno. Combina perfeitamente comigo. 
— Já estou indo! — grito, colocando a mochila nos ombros e dando uma última olhada no espelho.
"Não vai acontecer nada de errado. Não vai acontecer absolutamente nada de errado" — sussurro para mim mesma e vou andando em passos largos até a garagem, onde Helena; minha mãe, me aguarda com cara de tédio. 

Entro no carro e começo a estalar os dedos, uma mania que Helena odeia, e por mais que ela reclame, eu não consigo parar de fazer. Digamos que é um vício. 
— Não estou suja de pasta de dente, né? — mordo meu lábio inferior e levanto a sobrancelha — Ou estou? 
Helena dá uma risada e tira rapidamente o olhar da estrada para me observar. Ela é totalmente o oposto de mim; loira, alta, elegante. Aquele tipo de mulher que sabe muito bem andar em um salto alto até na praia — o que não é meu caso, não troco minhas sapatilhas e meus tênis por salto alto nenhum —, ela também tem um sorriso encantador, um corpo invejável e olhos escuros; diferentes dos meus que são verdes claro. Tem gente que diz que ela está mais para minha irmã, que mãe. E outros que dizem até que sou adotada. 
Helena sempre disse pra eu não dar ideia ao que as outras pessoas pensam de nós. 

— Você está linda! — cantarola minha mãe, aparentemente animada — Como todos os outros dias. 
E então, ela segura nas minhas bochechas e aperta, me fazendo ficar com uma boca de peixe ridícula. 
Suspiro e direciono meu olhar para o vidro, chovia ligeiramente. 

Ponho a mão em meu colar, que no pingente tem uma pedra ônix — o ônix transmite seriedade, humildade e confiança. —, minha mãe sempre me disse isso. E que também o ônix é pedra que trás Luz á escuridão. Meu amuleto favorito, qual eu não tiro do pescoço nunca. 

Assim que chegamos no estacionamento da escola, meu coração acelera um bocado, e sem perceber, abaixo o vidro do carro para olhar os alunos em volta. A multidão era como em todos os colégios, intensa. 
Me despedi rápido de minha mãe, e recebi um "boa sorte" da mesma, e respondi com um sorriso.

Minhas mãos tremiam, e meu coração continuava martelando. Sentia algo estranho, uma sensação que nunca senti antes. 

 



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