História Telepathy - Capítulo 24


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Categorias Originais
Tags Ação, Colegial, Drama, Mistério, Poderosos, Romance, Super Poderes, Telepatia
Exibições 28
Palavras 1.206
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Desculpem pelo atraso, vou tentar fazer o máximo para compensar todos vocês.

Capítulo 24 - Desespero em equipe - MARVIN POV


— Nossa, galera! Isso vai ser realmente empolgante… Vamos ser uma espécie de vingadores, liga da justiça, ou melhor… Seremos como o x-men, Marvin, raspe a cabeça e perca os movimentos e você será o professor X — Tony, falava incansavelmente, e eu queria socá-lo.

Estavam reunidos na minha sala de estar: Lizzie, Tony, Claire, Jack e Ariel.

— Meu pai não deixaria eu me arriscar tanto assim. — Lizzie murmurou, assim que contei á todos o que eu estava planejando fazer. — E é exatamente por isso que eu vou fazer! Pode contar comigo.

Lizzie estava com os cabelos ruivos presos num rabo de cavalo, sua franja caindo por sua testa. Hoje, ela usava uma blusa do Arctic Monkeys.

Os pensamentos dela eram um misto de euforia, entusiasmo e havia também um pouco de medo.

O que era normal.

— Marvin. Eu não te suporto. Mas você está realizando meu sonho. Então, estou contigo, doçura. Yay! — Ariel disse animada, batendo palmas.

Revirei os olhos. Sem conseguir ler seus pensamentos, o que era uma merda.

Meu sonho talvez seja ser o único telepata existente.

Aparentemente, todos estavam de acordo, antes mesmo de eu ter a oportunidade de dizer qual seria o plano. Ok. Isso só me mostrava que eu estava lidando com um bando de pessoas imaturas que agem por impulso e sem pensar. Lizzie, por exemplo, queria apenas para afrontar o pai. Tony, apenas por parecer ser um super herói. Ariel era uma louca. Jack talvez seja o único que eu poderia realmente contar. E faltava ouvir a opinião de mais uma pessoa…

— E você, Claire? O que acha? — perguntei.

Eu estava em pé, com as costas encostada na parede e braços cruzados.

Claire, — que antes olhava apenas para o chão — direcionou seu olhar para mim, seus grandes olhos azuis pareciam assustados, confusos. Ela não usava muita maquiagem, como sempre costumava usar. Estava com o rosto limpo. Seus longo cabelo loiro estava preso de lado, deixando um rabo de cavalo ondulado caindo por seu ombro. Usava calça jeans, casaco de lã e tênis.

Parecia apenas uma garota comum. Era raro vê-la tão desarmada assim, sem sua maquiagem pesada e jeito superior. Claire era apenas uma garoto incompreendida, buscando atenção de qualquer forma e perdida.

— Me diga que não está fazendo isso por ela. — ela sibilou, apoiando suas mãos em punho sobre os joelhos. — Me diga que não foi por ela que você ignorou todas as minhas ligações, mensagens… — ela olhou ao redor. — Você a trouxe aqui, não foi? Eu conheço você á anos! E você nunca me trouxe na sua casa, nem nunca me disse muitas coisas sobre você. Mas, você fez isso por alguém que conheceu faz meses. E ainda quer lutar apenas por ela. Isso que você está fazendo não é lutar por todos aqui, Marvin Diggore! — ela se levantou, todos estavam olhando para a cena de boca aberta. — Está lutando apenas por você. Para poder ter Valentina perto de você. Isso não tem nada a ver comigo, Lizzie, Tony e seus amigos. Você é egoísta. — ela passou a mão no rosto, e só então pude notar que ela estava chorando. — Sempre foi. E sempre será. Você nem deve ter contado ao seu irmão o que faz para sobreviver e manter essa casa, não é mesmo?

— O que eu tenho a ver com isso? — Tony se levantou, virando a aba de seu boné para trás.

Uooou!  Agora está ficando bom. Alguém pode trazer uma pipoquinha pra mim? — Ariel se intrometeu, eu realmente não a suportava.

Jack se levantou, puxando Claire pelo ombro delicadamente.

— Você e Marvin deveriam conversar em um lugar, sei lá, hum, mais tranquilo? — interviu, Jack.

Bufei.

— Claire está com ciúmes de mim e Valentina. Apenas isso.  — eu disse, simplesmente.

— E onde eu me encaixo nisso? Você tem algo para me dizer, Marvin. Cara, eu realmente não tô entendendo nada. — falou, Tony.

Minha cabeça latejou, estava a ponto de começar a controlar a mente de todos — menos de Ariel, pois ela é irritante o suficiente para não me deixar em sua mente —, e fazer todos calarem a boca e sumirem da minha frente.

— Que saco! — gritou Lizzie, se pondo de pé no meio da sala. — Isso aqui está saindo do controle. — ela apontou para Claire. — Você, amiga. Supera. E pare de agir como uma idiota sem amor próprio. — e em seguida apontou para mim e Tony. — E vocês, eu estou indo embora, porque drama familiar pra mim, já basta o meu. — ela andou em direção rumo a porta.

— Elizabeth, volta aqui! — gritou, Tony.

— Ai, ai. Estou indo com a emo, adios. Vocês são complicados demais. Gostei da iniciativa, Marvin. Mas acho que isso não vai dar tão certo assim. — Ariel fez uma careta, e seguiu atrás de Lizzie.





 

Minutos depois, estava eu, Tony e Claire, em meu quarto. Tinha finalmente contado para Tony toda a verdade, o que eu sou e o que faço: capturo mutantes procurados pelo governo e os entrego, ganhando muita recompensa em troca, e o mais importante, minha liberdade e a liberdade de Tony. Ele reagiu bem, bem até demais. Não colocou fogo na casa, o que é um bom sinal.

— Cara, eu entendo. Quer dizer, eu tenho que entender. Ou não, eu não sei. Eu acho você um babaca. Mas, deixa eu morar com você, agora que sei de tudo. Eu não quero ficar com nossa tia. — ele murmurou, fazendo um beicinho que o deixava realmente ridículo.

— Some da minha frente por alguns instantes, por favor? — me refiro a ele, com um sorriso falso no rosto.

— Você é um chato, cara. — ele saiu marchando do quarto.

Respirei fundo, e me viro para a figura loira sentada em minha cama.

Claire segurava um copo de água, e seu olhar era vago, distante.

— Qual é o motivo de tudo isso? Por que agiu como uma louca? — perguntei.

Claire se levantou e caminhou até mim, seu rosto ainda vermelho.

— Você é um mentiroso, Marvin. Você… Me disse que ela não era nada, e agora ela virou tudo. Eu não entendo.

— Claire…

Ela fechou os olhos.

— Eu vou deixar você pra lá, é isso. Eu estou desistindo de você. — ela continuou. — E não é porque eu quero. É porque dói. — Claire colocou a mão sobre o coração. — Dói e é bem aqui. Nunca senti algo parecido, e não quero sentir mais.

Olhei para o teto branco, minha intenção nunca foi magoar ninguém. Claire e nem nenhuma outra garota merecia passar por isso. Mas, acontece.

— Eu sinto muito. —  murmurei, o que a fez dar uma gargalhada.

— Não, você não sente. Me deixa sozinha por um tempo, eu não pretendo ficar muito tempo aqui. — ela olhou ao redor.

— Ok.

Virei de costas, saindo do quarto, até que ouço o barulho de um copo caindo no chão, o típico barulho de vidro se estraçalhando no chão me fez virar automaticamente.

— Que porra… — paro o que iria falar, no momento que vejo o olhar perdido de Claire olhando para o nada, suas pupilas dilatadas, boca entreaberta e rosto mais pálido que o normal.

Eu conhecia muito bem o que estava acontecendo. Claire estava tendo uma visão. Uma visão da morte de alguém. Sinto um frio na espinha e automaticamente um nome parece piscar e gritar em minha mente: Valentina.


Notas Finais


Me desculpem pelo capítulo curto, meus amores. Estou fazendo o possível para manter a história atualizada.

E lembrem-se: nem todos são bonzinhos. E me digam, quem vocês acham que estava na visão de Claire.

TINA VOLTA NO PRÓXIMO CAPÍTULO


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