História Telepathy - Capítulo 25


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Categorias Originais
Tags Ação, Colegial, Drama, Mistério, Poderosos, Romance, Super Poderes, Telepatia
Exibições 37
Palavras 2.190
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


EEEEI AMORES, voltando com Tina e com a "programação normal", espero que gostem.

E PESQUEM A REFERÊNCIA.

E leitores fantasmas, apareçam poxa. Eu sou legal <3

Capítulo 25 - Pesadelo real.


Dor, dor e mais dor. Era tudo que eu conseguia pensar, minha cabeça latejava, não conseguia abrir os olhos. Onde eu estava? Não conseguia lembrar de nada, minhas lembranças estavam embaralhadas. Eu estava suja e descabelada. Eu estava presa. Em uma cama, amarrada nos pulsos e no tornozelo, me desespero e abro os olhos. Uma forte luz acima da minha cabeça me fez piscar repetidas vezes, tentando manter minha visão em foco. Tentei gritar, mas minha voz simplesmente não saía. Me sentia fraca, como se tivesse sido dopada, ou algo do tipo. E foi aí que lembrei de tudo: eu estava em perigo, eu estava “na academia” do governo, o lugar onde escondem pessoas que são mutantes, assim como eu. Lembro muito bem como tudo aconteceu, eu estava com Marvin, me sentia segura e protegida. Até que tudo acontece, e eles me arrancam à força. Eu desmaiei, mas antes, pude ouvir a voz de Marvin em minha cabeça, ele tinha deixado eu ler seus pensamentos, algo que ele disse que nunca faria. Com ninguém.

“Eu vou buscar você. Onde quer que você esteja. Te dou minha palavra. Confie em mim.” — foi isso que ele disse, e era essa minha única esperança.

Objeto de experiência número 1 encontra-se acordado. — ouço uma voz ao meu lado, tento me virar para ver quem dizia as palavras, e de que objeto de teste estava falando, mas meu corpo simplesmente não me obedecia.

Tentei me movimentar e mais uma vez, não consegui. Tentei mexer algo com minha mente e também não consegui nada.

Fui entrando em desespero, eu tinha perdido os movimentos e o controle sobre minha mente? Isso não pode estar acontecendo. Não. Não mesmo.

Sentia grossas lágrimas rolarem por meu rosto, como isso tudo poderia estar acontecendo comigo? Até alguns meses atrás minha única preocupação era me sair bem na prova de álgebra e procurar uma boa faculdade. E agora, eu me vejo presa, impotente e sem forças em um lugar que provavelmente só vai me fazer mal, e apaixonada, sim, loucamente apaixonada pelo homem que a algum tempo queria me prender aqui, mas, num ato de coragem  — ou fraqueza, para alguns. — mudou de lado, e quebrou todas as regras para tentar me manter segura.

Tinha conhecido amigos, que eram como eu. Diferentes. Lizzie, a rabugenta que no fundo era um amor de pessoa e que podia ficar invisível. Tony, o brincalhão que pega fogo  — literalmente  — e que passou por vários traumas, mas nunca tirou o seu sorriso do rosto e era uma das melhores pessoas que já conheci em minha vida. Tinha também Jack-Sem-Sobrenome e Ariel: eu não conheci muito eles, mas sabia que eram boas pessoas. Ariel com toda aquela sua empolgação e jeito escandaloso de ser, era assim como eu, uma telepata com telecinésia e Jack, um poço de simpatia e bondade conseguia rastrear qualquer coisa e qualquer pessoa, em qualquer lugar.

 

Uma mulher morena, com pele com café com leite, longos cabelos negros e olhar felino, se aproximou de mim. Usava um jaleco branco e uma prancheta em mãos. Óculos de armação azul no rosto.

— Quem é você? E por que eu não sinto nada? — perguntei, minha voz saiu baixo, e um tanto arranhada.

A mulher me olhava, com olhar de curiosidade.

— Objeto de experiência número 1 está consciente e tentou manter contato. — a voz da mulher era a mesma voz que ouvi antes.

E ela estava se referindo a mim como “Objeto de experiência”? Eu não entendi isso muito bem.

— O que está acontecendo? Por quê não me responde? — agora eu tentava gritar.

— Pronto para realizar a checagem de retina no objeto de experiência número 1. — ela se aproxima de mim, seus passos eram largos. Tento virar meu pescoço, para olhar ao redor, mas senti uma forte dor ao tentar fazer o movimento.

— Preparar para fazer a checagem de retina no objeto de experiência número 1. — a mulher morena chegou para perto de mim, com um objeto estranho na mão, algo parecido com um pinça, mais ou menos. A mulher se debruça sobre mim, tentando colocar o objeto em meus olhos, eu usei toda a minha força para tentar mover meus braços e pernas, mas tudo foi em vão. Eu podia apenas mexer minha cabeça — e muito mal.

— Objeto de experiência número 1 tem mostrado resistência.

— O que está acontecendo?

Eu estava começando a perder a paciência, e minha ficha começava a cair aos poucos: eu era um objeto de experiência do governo. E eles provavelmente estavam me testando, e retardaram meus movimentos, e meus poderes…

Eu não posso deixar eles continuarem com isso. Raiva, eu me transformei em pura raiva, eu tentava me desvencilhar de qualquer maneira, mas não conseguia. E a mulher continuava a tentar colocar aquela coisa nos meus olhos, e a única coisa que eu podia fazer era virar o rosto.

— Coopere comigo e não sairá ferida. — ela falando parecia um robô e aproximou seu rosto mais perto dos meus olhos, tentando de todas as maneiras colocar aquela espécie de pinça em mim.

Precisava pensar em algo. Rápido.

Em toda a minha vida, nunca me imaginei machucando alguém. Não de propósito. Não por querer. Era como a terceira lei de Newton: ação e reação. E pensando na minha reação, uso toda a minha força física e mental e ergo minimamente meu tronco, e sem sequer pensar, e usando tudo que eu podia usar, grudei meus dentes na bochecha da mulher e mordi, mordi com toda a força e raiva que eu tinha.

 

“Toda força que um corpo recebe é conseqüência da força que ele aplicou”

Lembrei da minha última aula de física. O corpo dela agiu ao me prender naquela maca e o meu reagiu, me defendendo da única maneira que eu podia.

A mulher gritava, e eu joguei meu corpo para trás, caindo com tudo na maca. Minha boca tinha gosto de sangue, e cuspi um pedaço de pele. Eu não acreditava no que tinha feito. Eu não queria fazer, mas eu precisava me defender. Certo? Não era hora de me sentir culpada, eu poderia chorar e me culpar mais tarde. Mas, agora, eu precisava sair daqui.

A mulher saiu gritando da sala, com as mãos na bochecha ensanguentada.

Eu precisava me soltar, precisa agora. Precisava dos meus poderes.

Olhei fixamente para as travas em meus pulsos e desejei com toda a minha mente solta-las.

Preciso sair daqui. Preciso. Agora.

Ouço um estalo e uso uma força absurda apenas para mexer meu braço, suspiro aliviada ao perceber que as travas das amarradas tinham se soltado — nos pulsos e nos tornozelos —, tento me levantar, mas sinto minha cabeça latejar por tamanho esforço.

Respiro fundo, e tento de novo. Ergo meu corpo devagar, tentando ignorar toda a dor que sentia, e consigo colocar meus pés no chão gelado. Onde tinha ido parar meu tênis?

Eu estava em uma sala branca, as paredes, o teto, o piso, e tinha apenas uma cama e um monitor ao lado: era tudo branco. Dizem que branco representa paz e esperança, mas, aquele branco não me passava nenhuma paz, muito pelo contrário. Me faz sentir medo, parece um pesadelo. E tudo que eu quero é acordar.

 

Caminho em passos lentos em direção a porta, conto de um até 3, devagar. Tentando manter meu coração no ritmo certo. Apoio minha orelha na porta, tentando ouvir o movimento lá fora. Tudo parecia calmo, não ouvia nenhum barulho. Respirei fundo e abri a porta devagar, o corredor era enorme, e branco também, o que me lembrava um pouco um hospital.

Olho ao redor, e saio em disparada, assim que percebi que não tinha ninguém passando ou algo do tipo.

Eu sairia daqui viva, ou morreria tentando.

 

Corro pelo imenso corredor vazio, pude notar algumas portas, mas passei reto por todas, olho para trás, para me certificar de que não tinha ninguém atrás de mim, e levo um susto ao ouvir um alarme tocando, era alto e o barulho ensurdecedor. Luzes vermelhas começaram a piscar, e eu corro mais rápido, até que bato em algo, provavelmente em alguém.

Um homem alto, aparentava ter uns 35, 40 anos, cabelos castanho avermelhados, meio ruivo. Grandes olhos verdes e óculos redondos. Ele me olhava num misto de pânico, incredulidade e surpresa. O homem me segurou pelos ombros, me olhava diretamente nos olhos, e ele estava emocionado? Ok, isso era estranho.

— O que você está fazendo aqui? — o homem perguntou, seu olhar era preocupado, me olhava como se estivesse procurando algum tipo de ferimento ou algo do tipo.

— Me solta… — murmurei, olhando para os lados. — Eles vão me pegar, e me fazer mal.

Tentei me desvencilhar de seu aperto em meu ombro, mas não consegui. Ele usava um jaleco, parecido com a da mulher morena de minutos atrás, mas, no dele havia um crachá, escrito: John Reynold.

— Eu não vou deixar que ninguém machuque você.

O olhei assustada, não podia aceitar mais ninguém mentindo para mim.

— Uma pena eu não acreditar nisso. — digo, e chuto seu tornozelo com toda a força que tenho.

O homem soltou um grunhido e afrouxou o aperto em meus ombros, e essa foi minha deixa. Os alarmes continuam a tocar, e as luzes vermelhas continuam a piscar. Mas ninguém apareceu para ver o que tinha acontecido, exceto o homem de óculos.

Eu voltei a correr, o corredor parecia não ter fim, e parecia cada vez mais estranho. Parecia não ter ninguém, apenas eu e o homem de óculos que corria atrás de mim.

Solto um grito ao sentir mãos agarrarem minhas pernas, e depois sinto alguém me jogar por cima de seus ombros. Era o homem ruivo de óculos.

Eu gritava, berrava e me sacudia o máximo que podia. Mas tudo em vão, o homem me carregava como se eu fosse uma pena de passarinho.

— Oh, John! Quem é esta? É algum ser estranho para servir de experiência? — um homem, também de jaleco perguntou, enquanto caminhava pelo corredor, seguindo em direção contrária ao homem de óculos que me carrega. — Com todo o respeito, sei que você também pertence a esta espécie, mas graças ao divino, você é um homem bom. E não um monstro.

O homem de óculos parecia estar desconfortável.

— Certo, Oscar. — disse. — E essa jovem não é ninguém importante. Fique tranquilo.

“John é um homem certo e correto. Uma aberração, como os internos daqui. É estranho vê-lo carregando uma garota nos ombros… Aí tem coisa. “ — ouvi os pensamentos de Oscar, e comemorei internamente.

Meus poderes estavam voltando aos poucos.

 

Eu estava vendo o mundo de cabeça para baixo, meus cabelos caindo sobre meu rosto dificultava ainda mais minha visão, eu me esperneava e gritava, mas era tudo em vão.

Notei o homem abrir uma porta, e entrar em algo parecido com um quarto, mas também parecia um laboratório.  

John me coloca no chão, mas coloca a mão sobre minha boca, eu penso instintivamente em morder sua mão, como mordi a bochecha da moça, mas não o faço.

— Prometa-me não gritar, se eles ouvirem, vão te tirar de mim. — ele diz, me fitando com aqueles enormes olhos verdes.

Assenti com a cabeça.

— Certo. — ele retira a mão da minha boca.

Penso rápido e me esquivo dele, indo em direção a porta, coloquei a mão na maçaneta, mas estava emperrada. Trancada. Eu continuava a puxar de todas as formas, mas simplesmente não abria, e não me lembro de ter visto John a fechar.

“ Com todo o respeito, sei que você também pertence a esta espécie…”

Lembrei das palavras de Oscar. Ele obviamente estava dizendo que John era um mutante. Assim como eu. Mas, John não estava do meu lado.

Estava do lado deles. Estava jogando contra sua própria espécie.

Como Marvin costumava fazer.

Me virei lentamente, meu coração mais acelerado que nunca. Eu senti raiva de John, ele é um traidor.

— Tina… — John começou a dizer, mas logo foi interrompido pelo barulho de seu monitor estourando.

Era eu quem estava fazendo isso, e não tinha a menor intenção de parar. Eu quis destruí-lo.

Olho fixamente para todos seus objetos em uma prateleira e lembro do treino que tive com Ariel: o que ativa meus poderes, na maioria das vezes, é a raiva.

E com toda a raiva que sentia, pude ouvir as coisas de John se despedaçando e quebrando. Seus objetos de laboratório. Tudo estava destruído. Eu continuava parada na porta, John estava tampando os ouvidos. Ele correu e pegou algo parecido com uma seringa, no chão. E veio em direção à mim. Levantei minhas mãos, na tentativa de fazê-lo se afastar, como fiz com aquela pessoa no mercado.

Mas não funcionou.

E sem que eu notasse, rápido como um guepardo, John enfiou aquela seringa com agulha em meu pescoço.

Frio e dor.

Minha visão ficou turva e fui perdendo todos os sentidos aos poucos.

Tento andar, meio zonza, olho para uma das paredes, e arfo brevemente ao ver uma foto minha emoldurada na parede de John.

Eu deveria estar delirando, e isso foi tudo o que vi antes de sentir meu corpo bater com força no chão frio e duro.

E depois não senti e não vi mais nada.


Notas Finais


Sou uma pessoa louca que escreveu um capítulo desses em mais ou menos 2 horas, então, me avisem qualquer erro.

E ME DIGAM O QUE ACHARAM DE JOHN REYNOLD.

Nos vamos no próximo capítulo <3


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