História Telepathy - Capítulo 3


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Categorias Originais
Tags Ação, Colegial, Drama, Mistério, Poderosos, Romance, Super Poderes, Telepatia
Exibições 36
Palavras 1.381
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Por favor, comentem. Isso me motiva a escrever cada vez mais. Espero que gostem

Capítulo 3 - Segundo Capítulo - Vozes



— Mãe, por quê vamos nos mudar de cidade? — Perguntei, enquanto guardava minhas coisas em uma grande caixa de mudança. 
— Estamos saindo  porquê é necessário — respondeu calmamente, enquanto tomava uma xícara de chá e apoiava o corpo no batente da porta do meu quarto.
Não respondi, apenas fiz que sim com a cabeça e continuei arrumando minhas coisas. Se minha mãe disse que era necessário, é porque é necessário. Confio nela de olhos fechados, e sei que tudo o que faz é para o meu bem. 
  Mas partia o meu coração ter que deixar Aiden para trás...

                                                                                                     (~~~~~)
Aiden, era nele em que pensava assim que coloquei os pés no pátio — não tão cheio — do colégio. O dia já havia começado faz tempo, e mesmo assim ele não mandou nenhuma mensagem. Nem hoje. E nem ontem. O que me deixava preocupada e um pouco irritada. Aiden e eu namoramos faz mais de dois anos; ele é mais velho, faz faculdade e no momento, nosso namoro é a distância. É complicado, mas prometi a mim mesma que faria dar certo... Por mais que eu ache que Aiden aceitou rápido demais o fato de me ter longe dele. 
  Estava perdida em meus pensamentos até que sinto algo, ou alguém, se chocar contra mim; fazendo eu me desequilibrar e cair no chão. 
— D-desculpe — murmuro, enquanto tento me levantar. 
— Você não devia sair por ai atropelando pessoas, sabia disso? — disse com raiva, o meu agressor e estendeu a mão, para me ajudar a levantar. 
"Mas foi você quem me atropelou" — foi o que eu pensei. 
— Desculpe. — Foi o que eu disse. 
O senhor estressadinho me olhou diretamente nos olhos por alguns segundos, como se tentasse decifrar algo, e em seguida retirou suas mãos de perto de mim — acho que se arrependendo de ter a estendido —, sussurrou um "que seja" e saiu marchando em direção ás salas de aula. E pude ter apenas um vislumbre de suas costas largas; ele era alto, não muito musculoso, definido, eu diria. Despenteados cabelos pretos e um olhar indecifrável. O estranho garoto vestia preto da cabeça aos pés — botas pretas, calça jeans preta, camiseta preta e jaqueta preta —, talvez estivesse de luto, de luto pela educação dele. Que aparentemente tinha morrido.  O que tinha de bonito, tinha de mal educado. 
Peguei toda a minha dignidade que me resta e levantei do chão, dou leves batidas em meu vestido, para desamassar, e agradeço mentalmente por não ter muitos alunos no pátio para presenciar a cena rídicula que aconteceu alguns minutos atrás. Dou um longo suspiro e ando em direção á sala 3B, minha primeira aula seria História, minha matéria favorita. 
       As três primeiras aulas foram tranquilas, sentei do lado de uma menina de origem coreana chamada Luna, ela era bastante tagarela — o que me deixava um pouco sem jeito —, e aparentava ter uns quatorze anos de idade. Luna era legal, e me fez prometer que sentaria com ela e seus amigos durante o intervalo. 
Na aula de química — a quarta aula —, notei que o menino que me atropelou estava a duas cadeiras atrás da minha. Sentei na primeira cadeira, perto do professor, e perto o bastante para nada tirar minha concentração da aula. O que não deu muito certo. Uma hora ou outra, olhava para trás para dar uma olhada no Senhor-estressado-do-corredor, e todas as vezes que fazia isso, fui surpreendida, pois o mesmo já estava a me olhar. Com uma cara confusa, e certa vezes até virava um pouco a cabeça, para poder me analisar melhor. E isso me assustava um pouco, devo confessar. Tirei o Senhor-estressado-do-corredor da mente assim que o professor de química — o senhor Philips —, passou um pequeno teste que valia nota. O que fez a maioria dos alunos reclamarem.
— Primeiro dia de aula não foi feito para passar testes! — esbravejou um menino, no fundo da sala. E o professor ignorou. 
Fiz o teste em alguns minutos, não estava muito difícil pra mim, pois sempre fui muito interessada em átomos e íons. Alguns alunos iam até a mesa do professor, entregar o teste e logo recebiam sua nota. 
O Senhor-estressado-do-corredor foi um dos primeiros a entregar o teste, e como eu estava perto da mesa do professor, deu pra ouvir perfeitamente a conversa dos dois. 
— Dois? — disse O senhor-estressado-do-corredor com um sorriso cínico nos lábios — Senhor Philips, você sabe muito bem que eu mereço mais que isso, não sabe? 
Ele dizia com uma certa autoridade na voz, e olhava diretamente nos olhos do senhor Philips, o que me assustava um pouco. O professor olhava para o senhor-estressado-do-corredor como se estivesse hipnotizado ou algo do tipo. 
— Você tem razão, Diggore! — sibilou senhor Philips, sem quebrar o contato visual com o senhor-estressado-do-corredor — que agora descobri que se chama Diggore. — Você merece bem mais que isso. Te dou um 5, nota máxima do teste. Meus parabéns. 
Eu não acreditava no que eu estava ouvindo. Como um professor poderia aumentar a nota de um aluno assim do nada? O senhor-estressado-do-corredor ou Diggore, obviamente deve ser um desses riquinhos metidos que compram professores! Mas, me admira o senhor Philips, me pareceu ser um cara tão honesto, com sua baixa estatura e cabelos brancos, se vender para um aluno. Lamentável. 
O senhor-estressado-do-corredor saiu da sala com um sorriso de lado debochado no rosto — um belo sorriso, devo admitir —, e um ar de superioridade que me dava náuseas. 
Revirei os olhos, enquanto o professor Philips coçava sua cabeça repleta de cabelos brancos e olhava confuso para a sua mesa. 
— Senhorita Rose, não é mesmo? — disse, o professor. Ainda com uma cara de confuso — Me entregue seu teste, por gentileza.
— Ah sim, c-claro. — gaguejo e entrego meu teste ao professor.
Mordo meu lábio e espero enquanto meu teste é corrigido. 
Senhor Philips me entrega o teste com um sorriso no rosto. 
— 4,5, parabéns — disse animado — segunda maior nota da turma. 
Dei um sorriso amarelo em resposta, e sussurrei um "obrigado", e saí da sala. Era a hora do intervalo. E me irrita saber que eu teria tirado a maior nota da turma, se não fosse pelo Diggore, o garoto estressado do corredor e comprador de professores. 
  Guardei minhas coisas em meu armário e assim que entrei no refeitório, logo avistei uma Luna que acenava loucamente pra mim.
— Tina! — ela balançava os braços, chamando minha atenção — Aqui, vem! 
Fui andando em direção a ela, me desviando da multidão de alunos, e me sentei ao lado de Luna, que dividia a mesa com um garoto loiro e gordinho e uma garota de cabelos vermelhos
— Bem pessoal, — começou Luna, animada — Essa é a Tina, a menina da aula de biologia que falei a vocês. 
O garoto loiro me cumprimentou com um sorriso e um timído "Oi", respondi da mesma forma. A garota de cabelos vermelhos apenas revirou os olhos e me deu um sorriso forçado. 
— E Tina, esses são Mike e Annabel — apontou os mesmos. 
Estalei meus dedos, e dei um sorriso tímido.
— Oi pessoal. — disse, e apenas Mike sorriu em minha direção.
Luna continuava tagarelando sem parar, e eu repara na multidão ao meu redor. Sem me dar conta, comecei a ouvir vozes em minha cabeça. 
"A comida dessa escola é podre!" — dizia uma das vozes. 
"Minha namorada não pode sonhar em saber o que fiz nas férias" — dizia outra. 
"Se eu repetir mais uma vez, meus pais me matam." 
"Errei em escolher batom cereja ou invés de vir com o vermelho paixão" 

E assim, cada vez mais vinham vozes na minha cabeça, e eu sequer sabia de onde vinha. Será que as pessoas estavam falando alto demais? Só sei que minha cabeça doía, doía demais. E sem pensar, tapei os ouvidos, na intenção de amenizar o barulho; mas nada aconteceu. Só ouvia cada vez mais vozes, e minha cabeça só doía mais.
"O que está acontecendo com aquela garota?"
"Ela está bem?"
"Vou chamar alguém" — Essa voz reconheci, era Luna.
O que estava acontecendo comigo? Eu praticamente chorava, por quê doía tanto? Eu estou ficando louca?
As vozes não paravam. E minha cabeça doía tanto que minha visão começava a ficar turva.
A última coisa que me lembro foi de ter apagado no refeitório e os alunos me olhando como se eu estivesse tendo um ataque epilético ou algo do tipo. 


Notas Finais


Digam-me o que acharam


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