História Telepathy - Capítulo 4


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Categorias Originais
Tags Ação, Colegial, Drama, Mistério, Poderosos, Romance, Super Poderes, Telepatia
Exibições 32
Palavras 1.072
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi, pessoal! Tudo bem com vocês? Espero que gostem do capítulo. Próxima atualização está prevista pra segunda, ou antes.
Beijos, e não esqueçam de comentar, pois me inspira a escrever cada vez mais.

Capítulo 4 - Terceiro Capítulo - Louca Esquizofrênica?



Acordei na enfermaria, ainda zonza e com uma leve dor de cabeça. O quarto da enfermaria era branco, tinha duas camas, um armário de tamanho médio repleto de remédio e um quadro na parede — ao lado da porta —, repleto de bilhetes e anotações. Me sentei no colchão duro e olhei ao redor. Eu estava sozinha. Olhei em volta, desejando que minha mochila aparecesse na minha frente agora; precisa ligar para minha mãe. 
Mas acho que a escola já deve ter feito isso. Certo?

A enfermeira entrou no quarto, verificou minha pressão e temperatura; ela tinha uma cara de quem não estava em seus melhores dias. E logo saiu, me deixando sozinha com meus pensamentos
Fui surpreendida no momento em que vejo a porta e entrar no quarto Luna acompanhada do senhor-estressado-do-corredor. O que ele estaria fazendo aqui?
— TINA! - gritou Luna, e veio correndo ao meu encontro — Oh céus, eu estava tão preocupada com você. Foi tudo tão rápido, você estava lá ai eu olho e nossa, você estava caída... — Luna continuava a falar, mas eu só prestava atenção em Diggore, e no olhar que ela direcionava á mim. Eu queria tanto saber o significado por trás daquele olhar. 
— ... Aí o Marvin disse que você esquizofrenia, e eu fiquei nossa, deve ser horrível isso... — continuava Luna, e eu abri minha boca, sem ter o que falar. Luna alisava meus cabelos. E devo admitir, estava começando a ficar irritada — Mas como você se sente agora? 
Levantei abruptamente da cama. Como assim? Eu ouço vozes em minha cabeça durante o intervalo, desmaio e acordo com todos dizendo que eu sou esquizofrênica? E quem é Marvin? E por quê ele estava espalhando todo esse boato?
— Quem é esse Marvin? — esbravejei, com a cara amarrada — E por qual motivo estão dizendo por aí que sofro de esquizofrenia? — Há essa altura eu já deverias estar gritando. — E que diabos o senhor-estressado-do-corredor está fazendo aqui?
Ok. Eu não deveria ter dito essa última parte. Luna me olhava com uma cara de assustada, como se eu tivesse acabado de a repreender por algo terrível. Enquanto, o senhor-estressado-do-corredor me olhava com uma cara de puro tédio.
— Primeiramente, — começou Diggore, mas conhecido por mim como senhor-estressado-do-corredor, e devo admitir, ele é do tipo que faria qualquer ficar babando, apesar das roupas de luto, ele é um garoto bastante atraente — eu sou Marvin Diggore, mas vejo que já tenho um apelido, né Valentina — ele disse meu nome bem devagar e calmamente, soletrando cada sílaba, e com um sorriso cínico nos lábios.
Eu mal o conhecia. Mas já não tinha empatia nenhuma pelo mesmo. 
— Você! — digo, apontando o dedo no rosto do mesmo, na ponta dos pés, pra tentar ser mais ameaçadora — Como pode sair por ai dizendo que sofro de esquizofrenia? Você é louco? Você nem me conhece! 
Marvin bocejou, tirou a sua jaqueta de couro e se sentou na cama em que eu estava há alguns minutos atrás. Ele tinha um corpo legal, a camiseta preta marcava um pouco de seu corpo muito bem definido — e por quê eu estou pensando nisso? 
Foco, Tina. Você tem um namorado. E Marvin Diggore é desprezível. — pensei. 
— O que tem contra pessoas esquizofrênicas, Valentina? — ele pendeu a cabeça um pouco para o lado, e colocou a mão na bochecha, o que o deixava com um ar de debochado — Você é esquizofrênica. Pessoas normais não andam dizendo por aí que ouvem vozes, certo?
Certo. 
Não. Errado. 
O que esse garoto estava fazendo comigo? Eu não tenho doença nenhuma. Eu sou completamente sã.
Não sou? 
Ele continuava a olhar pra mim, com uma imensa curiosidade, esperando que eu fizesse algo; mas a única coisa que eu fazia era olhar pros lados e entender o que estava acontecendo. 
— Você está tentando me manipular? — murmurei, alto o suficiente para ele ouvir — Está tentando me comprar ou algo do tipo como fez com o professor Philips? 
O encarei, já com lágrimas nos olhos. Por quê ele estava fazendo isso comigo? Eu não sou maluca, eu realmente ouvi vozes na minha cabeça. Não sou esquizofrênica e não vou deixar Marvin Diggore fazer com que as pessoas pensem algo errado sobre mim. 
— Eu não vou deixar você entrar na minha cabeça! — dei um leve empurrão em seu ombro — Não vou, eu não estou louca! 
O senhor-estressado-do-corredor não teve nenhuma reação, só me olhava num misto de curiosidade e incredulidade. O que foi? O que tinha de errado eu me defender da acusação estúpida dele? 
E então, ele levantou e me segurou pelo braço, com um pouco de força, olhou em meus olhos. Pude notar que seus olhos eram intensamente cinzentos, como um céu nublado. Eram mistériosos. 
— O que você é?  — sussurrou, enquanto apertava meu braço com um pouco de força. Doía. Lágrimas rolavam pelo meu rosto, e eu encarava na mesma intensidade em que ele me olhava. — Por que você não deixa, por quê eu não consigo... Isso é torturante — Marvin me soltou abruptamente e eu dei um suspiro, fechei os olhos e segurei na pedra do meu colar. 
O senhor-estressado-do-corredor saiu apressadamente da enfermaria, com raiva e dando passos largos. Fechou a porta com um estrondoso barulho, o que fez eu me assustar um pouco. 
O que eu fiz de tão grave pra ele agir desse jeito? Amanhã procurarei respostas, pois no momento a única coisa que quero é ir pra casa descansar. 
  As horas seguintes passaram rápidas; minha mãe foi me buscar no colégio e eu contei a ela todo o ocorrido — menos a parte das vozes e Diggore dizendo pelos corredores que sou esquizofrênica —, ela disse que iria me levar ao médico assim que chegasse em casa, mas eu neguei. Alegando ser apenas cansaço, e que tudo melhoraria depois de um bom banho e cobertores quentinhos. 
 Passei o resto do dia pensando em tudo que aconteceu... As vozes, Luna preocupada comigo, Diggore bravo a ponto de quase me espancar — talvez eu deva ter exagerado um pouco nessa última parte —, eu só queria entender tudo isso. E eu vou. Até porquê esse foi apenas o meu primeiro dia de aula, e amanhã, pretendo tirar tudo á limpo com Diggore. Não quero ser odiada por ninguém, ainda mais sem motivos. 
  Fui dormir pensando no que Diggore me disse — e tentou fazer eu acreditar —, será que eu sou mesmo esquizofrênica? Ou tenho alguma outra coisa? Pois, pessoas normais não ouvem vozes de pessoas em sua cabeça. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado <3


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