História Telepathy - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Ação, Colegial, Drama, Mistério, Poderosos, Romance, Super Poderes, Telepatia
Exibições 30
Palavras 1.098
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Espero que gostem. E não esqueçam de deixar comentários.

Capítulo 5 - Quarto Capítulo - Enlouquecendo aos poucos



  Tive um pesadelo — do qual não me recordo muito bem —. Só lembro de um par de olhos cinzentos, e alguns borrões do qual minha mente não fez questão nenhuma de lembrar. 
Levantei da cama em um pulo, com a respiração acelerada e o coração mais acelerado que um trem bala magnético japonês. Apoiei minha mão em minha escrivaninha branca, onde haviam alguns livros, fotos minhas com Helena e uma única com Aiden. 
Respirei fundo e contei de um até três, fechei os olhos e assim que os abri, as luzes da casa piscaram rapidamente. Olhei em volta, assustada. 
Será que Helena acharia estranho eu ir dormir com ela?
Ri da minha própria idiotice. Eu, uma garota de dezessete anos — quase uma mulher —, indo dormir com a mãe, era no mínimo, bizarro. 
E não têm nada de estranho as luzes piscarem. É algo absolutamente normal. Pode acontecer em qualquer casa, com qualquer pessoa.
Né?
Menos a parte das vozes, isso não é nada normal.
 Voltei a deitar na cama, peguei meu celular pra checar se tinha alguma mensagem de Aiden; mas não tinha nada. Nem eu "oi", nem um "boa noite". Nada. Bufei e joguei meu celular em qualquer canto do quarto, amanhã eu me lembraria de catar a bateria que deve ter voado para algum lugar. Me enrolei nas cobertas e abracei meu travesseiro — como tenho costume de fazer —, respirei fundo e dormi rapidamente.
Dessa vez sem pesadelos que eu nem lembro de terem sido pesadelos. 
                                        (xxxxxxxx) 
No dia seguinte, acordei com uma disposição fora do normal. Queria ir para o colégio, encarar Marvin Diggore, mas conhecido por mim como senhor-estressado-do-corredor, por ter me atropelado no primeiro dia de aula e não ter pedido nem um desculpa se quer. 
Levanto e tomo um banho rápido, vou até o quarto de minha mãe e vejo que hoje ela foi trabalhar mais cedo, então, não teria carona para o colégio. 
Eu usava uma calça jeans e uma t-shirt com detalhes floridos, e nos pés, as mesmas sapatilhas de sempre. Meus longos cabelos castanho-avermelhados estavam presos em um rabo de cavalo. 
   
   Cheguei na escola um pouco atrasada, culpa do ônibus que atrasou. Corri pelos corredores da escola. Sempre odiei chegar atrasada em qualquer coisa. Respiro aliviada, assim que chego no meu armário, guardo minha mochila e pego o livro que usaria na aula. 
Não haviam muitos alunos no corredor, mas tinha dois, encostados na parede que chamaram minha atenção. Marvin Diggore estava acompanhado de uma linda garota loira, eles pareciam discutir. 
— Eu já tentei, mas simplesmente não consigo — disse Marvin, abaixando a voz ao dizer a última palavra. 
A garota loira, —  que usava longos saltos altos, roupas pretas e super apertadas e tinha um longo e enrolado cabelo loiro que deixaria qualquer garota invejada — , pareceu não notar o que Marvin disse, pois a mesma olhou em minha direção e abriu um imenso sorriso, como se eu fosse uma amiga de uma longa data que ela não vê faz tempo. 
Olhei para os lados, achando que talvez ela esteja sorrindo para outra pessoa.
— Ei, — a loira veio andando em minha direção, Marvin tentou intervir e a puxou pelo braço, eles trocaram um olhar que não consegui entender o significado, e então, o senhor-estressado-do-corredor largou o braço da loira, meio contrariado. 
Mordi o meu lábio e desviei meu olhar assim que vi a loira continuar vindo em minha direção. Marvin continuo parado no mesmo lugar de antes.
— Meu nome é Claire Bell.— ela tinha uma voz rouca, e o rosto tão bonito quanto de uma boneca de porcelana. — Eu e Marvin sabemos muito sobre você, Tina — disse meu apelido com um certo deboche, e depois deu uma leve risadinha. 
Ela parecia ser tão legal quanto o amigo Marvin. 
— Oi. — murmurei, com certa timidez e estalei os dedos, como forma de nervosismo.
Eu definitivamente não era boa conversando com desconhecidos. Exceto Luna, foi bem fácil conversar com ela — até porque ela nunca parava de falar. 
— Vejo que você não têm o costume de fazer as unhas — Claire me olhava da cabeça aos pés, o que me deixou um pouco constrangida. — Sente-se comigo e Marvin na hora do intervalo. 
— N-não — comecei — Eu já tenho com quem ficar no intervalo. Desculpe
Disse isso pensando em Luna e seus amigos Mike e a menina de cabelo vermelho que não lembro o nome. 
Vejo Marvin cruzar os braços e olhar atentamente para mim e Claire; ele tinha o sorriso debochado de sempre no rosto.
Claire me analisou por alguns segundos, mexendo na ponta do seu cabelo.
Eu não iria me sentar ao lado dessas pessoas que se achavam. Será que ela também manipulava — ou comprava —, professores para conseguir uma boa nota? Provável. 
O jeito que ela me olhava, como se eu fosse alguém inferior a ela me irritava. 
Me irritava ainda mais saber que eu estava me atrasando mais para a aula. 
Claire colocou o indicador nos lábios e levantou o olhar, como se estivesse pensando em algo e disse:
— Não lembro de ter pedido sua opinião, florzinha. — olhou para Marvin e segui seu olhar — Eu e Marvin sabemos de muita coisa sobre você. Seria uma escolha inteligente se juntar á nós. — falou Claire, e saiu andando como se estivesse desfilando em uma passarela.
Marvin foi logo atrás dela, mas antes de ir me lançou aquele olhar que eu nunca vou entender o significado por trás. 
Primeiro dia de aula - Ouço vozes, desmaio, sou chamada de esquizofrênica.
Segundo dia de aula - Sou intimada á me sentar no intervalo com duas pessoas estranhas (um me chamou de esquizofrênica e a outra falou mal das minhas unhas), e que dizem saber algo sobre mim. 
A curiosidade está me matando, não vejo a hora de chegar o intervalo e saber o que aqueles dois sabem sobre mim. 
  Entro na sala de aula e a primeira coisa que ouço é a voz da professora de inglês — senhora Pilgrim —, na minha cabeça. 
"Preciso de férias" 
Ela estava sentada em sua cadeira de professora, enquanto mexia no notebook e parecia ignorar o barulho que a turma —principalmente o pessoal do fundo—, fazia 
— O que a senhora disse? — digo assim que me sento no lugar de sempre, perto da mesa do professor, pois tenho uma melhor visão do quadro e consigo prestar mais atenção na aula.
— Nada, querida — disse a professora, enquanto ajeitava seus óculos de grau que me lembrava os óculos do Harry Potter.
Apoio minha cabeça na mesa, dou um suspiro derrotado, fecho os olhos e tampo meus ouvidos. Eu definitivamente estou ficando louca
 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...