História Telepathy - Capítulo 7


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Categorias Originais
Tags Ação, Colegial, Drama, Mistério, Poderosos, Romance, Super Poderes, Telepatia
Exibições 27
Palavras 1.254
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi, pessoal. Esse capítulo ficou muito longo, então decidi postar um pedaço hoje e outro amanhã. Não gosto muito de capítulos muito longos, pois podem deixar a história cansativa. Mas enfim, espero que gostem. E deixem comentários porque é muito, muito, muito importante pra mim. Beijossss

E queria mandar um beijo especial pra minha leitora Pudim, por sempre comentar os capítulos e ser um amor comigo. Cê ja tem um espaço no meu coração. 💕

Capítulo 7 - Sexto Capítulo - Nunca é tarde para compreender a verdade.


Era tarde, muito tarde. Haviam várias guias abertas em meu notebook, todas sobre a tal telepatia. Não achei nada que esclarece com todos detalhes o que era isso. Mas pude entender que era algo anormal.

Telepata - Ser que possui a capacidade psiônica ou psiquica de se comunicar [sem o uso vocal] com outros seres inteligentes,ainda sendo capaz de projetar imagens com o qual a pessoa compartilha a mesma visão ou lembranças da memória da mesma e vice-versa. — dizia em um site.

Telepatia é a capacidade de ler os pensamentos e sentimentos das pessoas, entrando em suas mentes — dizia em outro.

Me vi interessada sobre o assunto, e me aprofundei mais no assunto. Telepatas eram pessoas com super poderes, eu não me encaixava nisso. Sou apenas Valentina Rose, uma garota normal.

Mas eu ouço vozes. — pensei.

E aquilo tudo era loucura, eu estava ficando louca. E não poderia mais deixar o senhor-estressado-do-corredor e sua amiga metida entrarem na minha cabeça. Fechei o notebook com um pouco de violência, e fui refazer as lições de aula, em casa. — para ter certeza que eu estava em dia e aprendendo todas as matérias.

Adormeci em meio à livros e cadernos. Acordei com minha mãe cutucando levemente meu braço. Balbuciei algumas palavras, querendo voltar a dormir.

— Anda, Tina! Acorde, Aiden está aqui! — disse, e isso foi o suficiente para eu despertar completamente.

Levantei da cama num pulo — cheguei a tropeçar, mas isso é apenas um mero detalhe —, minha mãe ria de mim, mostrei minha língua a ela, o que a fez rir mais ainda.

Gostava da relação que tínhamos, algumas vezes parecia até que Helena era minha amiga, ao invés de mãe. Nós ríamos, brigávamos de vez em quando, mas eu sempre contei tudo, absolutamente tudo — tirando a parte das vozes —, a ela, e sabia que ela também me contava tudo.

— Onde ele está? — perguntei, enquanto tentava dar um jeito no meu cabelo.

— Lá em baixo — respondeu minha mãe, enquanto se deitava em minha cama — Juízo!

— Claro, claro… — Ri, porque era engraçado ela dizer isso, sabendo que Aiden é super respeitador e nunca passamos de uns beijos e mãos dadas.

Sai do quarto apressadamente e desci as escadas correndo.

Aiden estava de costas para mim, parecia estar olhando algo pela janela.

— Psiu! — chamei-o, com um singelo sorriso no rosto.

Aiden virou pra mim, ele tinha um sorriso sem graça no rosto; usava uma calça marrom e blusa social. Típico. Seus cabelo castanho claro estava perfeitamente penteado para trás, e ele estava com as mãos no bolso da frente de sua calça.

— Oi! — disse Aiden, e pegou em minhas mãos assim que chegou perto de mim. — Pensei em saírmos, conhece algum bom lugar por aqui? E cadê o seu cordão?

Não tive contato pessoalmente com Aiden desde que me mudei com minha mãe, cerca de um mês, e meu namorado não me cumprimenta nem com um beijo, muito menos com um abraço.

— Hum, tem uma lanchonete aqui perto, eu nunca fui. Mas parece ser boa. — coloco a mão em meu pescoço. Onde o meu cordão favorito, meu amuleto da sorte? Eu não podia ter perdido ele assim, do nada. — E eu não faço a mínima ideia de onde o meu cordão foi parar.

Iria vasculhar pela casa toda assim que Aiden fosse embora. Meu cordão, minha pedra Ônix, era muito importante pra mim.

Lanchonete? Preciso voltar pra faculdade” — ouvi a voz de Aiden em minha cabeça.

Meu coração acelerou.

— V-você disse algo? — Perguntei, enquanto Aiden me olhava com cara de paisagem.

— Não disse absolutamente nada. — ele tinha um sorriso amarelo nos lábios — Espero você se trocar e vamos.

Olhei para baixo, me auto analisando. O que tinha de errado com minhas roupas?

— Está falando sério? — deu uma risada baixa — Você é linda, Tina. Mas, sua roupa não é muito adequada.

Levantei uma sobrancelha.

— O que você está querendo dizer?

— Estou pedindo pra você ir se trocar rapidinho.

Aiden dá um beijo gelado em minha bochecha.

— Eu te espero.

— Não vou trocar de roupa!

Eu usava uma camiseta listrada em preto e branco e um short jeans de cintura alta e uma sapatilha preta. Não uma roupa de gala, ok. Mas não precisava trocar para ir em uma simples lanchonete.

— Você usa essas roupas que fazem você parecer uma colegial estúpida! — esbravejou — Não quero que pensem que ando com uma garota que não terminou nem o ensino médio. Meus amigos da faculdade não iriam gostar.

Mordi meu lábio com força e logo senti o gosto de sangue em minha boca. Eu não iria chorar. Aiden tinha me humilhado, mas eu não iria chorar. Não hoje. Não por ele.

Fechei minhas mãos em punho, olhei para Aiden e dei uma risada, alta e sem humor.

As luzes da casa piscaram.

Aiden estava ficando vermelho, e olhava de um lado para o outro. Assustado.

— Eu não dou a mínima para o que você ou seus amigos idiotas da faculdade pensam sobre mim. — digo, mais calma do que aparentava estar. — Saia da minha casa, e saia da minha vida. Eu não preciso de alguém como você.

Sinceramente, tudo que eu achava sentir por Aiden se modificou e virou nojo. Não admito que ninguém controle o que visto, e nunca me perdoaria caso ficasse com alguém que tem vergonha de mim. E eu não choraria, não mesmo.

Ela está ficando louca.” — dizia a voz de Aiden em minha cabeça.

— Talvez eu seja louca mesmo, Aiden! — ele arregalou os olhos e me olhou com uma cara de assustado. — Louca por ter desperdiçado tanto tempo da minha vida com você!

— C-como você fez isso? Você entrou na minha cabeça.

— Talvez o que você disse seja verdade — digo, enquanto ando em direção a porta, e logo abro a mesma. — Talvez eu seja louca. Agora, saia daqui, por favor.

Aiden fica parado no mesmo lugar. Já estava ficando irritada com tudo isso, minha cabeça parecia explodir. As luzes piscam novamente e ouço algo quebrar na cozinha.

Respiro fundo. Aiden dá um pulo de susto, e ri internamente disso.

Ele anda em passos apressados até a porta, pare e olha para mim.

— Isso é um adeus, Tina.

“Não deveria ter perdido meu tempo nessa cidade de merda, nesse lugar de merda.” — foi o que ele disse em pensamento.

— Ok. — respondo, simplesmente. E em seguida, fecho a porta.

Respiro fundo, e olho ao redor, me apoio na porta já fechada, e me perco em meus pensamentos. Eu tinha realmente conseguido ouvir o que se passava na cabeça de Aiden?

“Telepatia é a capacidade de ler os pensamentos e sentimentos das pessoas, entrando em suas mentes” —  veio em minha mente aquilo que li no site, hoje cedo.

Coloquei minha mão sobre minha boca, repreendendo o sorriso que sem querer surgiu em meus lábios, ao perceber que sim, talvez Claire estivesse certa. Eu sou uma telepata. Eu posso ler pensamentos de outras pessoas — sobre as luzes se apagando e coisas quebrando, ainda não tive respostas —, mas quem sabe eu descobrisse com o tempo?

Perdi o namorado, mas descobri ter um poder incrível. Acho que sai no lucro. Era tão óbvio, como 2 2 são 4. Por que eu simplesmente não aceitava a verdade?


Notas Finais


Qualquer erro, me avisem. Não esqueçam de comentar, hein. Bjsss


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