História Tell Me It's Real - Capítulo 5


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Categorias Capitão América, Homem de Ferro (Iron Man), Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Howard Stark, James Buchanan "Bucky" Barnes, Natasha Romanoff, Peggy Carter, Personagens Originais, Sam Wilson (Falcão), Sharon Carter (Agente 13), Steve Rogers
Tags Bucky Barnes, Capitão América, Guerra Civil, Howard Stark, Peggy Carter, Soldado Invernal, Steve Rogers, Tony Stark
Exibições 183
Palavras 2.496
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Vergonha! É isso que estou sentindo agora.
Depois de tanto tempo aqui estou na maior cara de pau pedindo desculpas por essa demora imensa para postar. Sei que alguns podem ter imaginado que tinha desistido, ou algo tipo, mas não. Acontece que passei por um enorme problema chamado bloqueio criativo. Eu não fazia minima ideia do que escrever. E com a faculdade, ficou mais complicado de pensar. Então só agora depois de tanto tempo consegui terminar. Assisti Demolidor, Jéssica Jones e principalmente depois de terminar a segunda temporada de Agent Carter parece que a inspiração voltou.
Por tanto, agora eu estou oficialmente de volta e vou tentar ser firme até o fim... até porque eu adoro essa história >.<
Enfim, agora deixo vocês lerem o capítulo e até as notas finais <3

Capítulo 5 - Claro que eu o amo


Fanfic / Fanfiction Tell Me It's Real - Capítulo 5 - Claro que eu o amo

O nosso passeio pelo museu foi um dos melhores que já tive até hoje na minha vida movimentada. Não é nenhuma novidade dizer o quanto o Steve é um ótimo amigo, pessoa e o quanto tínhamos um bom nível de amizade. Era incrível como os assuntos entre nós dois não acabava, durante o percurso pelo museu ele me explicava tudo nos mínimos detalhes, paramos apenas de conversa quando chegamos em uma sala com um vídeo da minha avó contando sobre o próprio Capitão América.

— Ele salvou mais de mil homens — dizia minha avó. — Incluindo o homem que se tornaria meu marido. Mesmo após morrer, ele ainda muda minha vida.

— Qual era o nome do marido de Peggy? — perguntou Steve depois paramos em um restaurante para almoçar.

Sentamos em uma mesa para dois em frente a janela, fizemos nossos pedidos e quanto esperávamos ele fez a pergunta.

— Daniel — respondi, tranquilamente e lembrando do próprio. — Daniel Sousa.

Sorri, lembrando da minha convivência com ele que era até boa.

— Era um homem muito bom — voltei a dizer mantendo o semblante pensativa — e pelo que me lembro até que me dava bem com o Sr. Daniel.

— Se lembra bastante dele?

— Não muito — respondi pensativa, tentando me lembrar se lembrava bastante dele. — Tinha três anos quando ele faleceu.

— Sinto muito.

— É, eu até que me dava bem com ele... digo isso por não ser neta de sangue dele e sim de outro homem, mas mesmo assim ele me tratava bem. As vezes ele parecia um segundo avô paterno, entende

Steve balançou a cabeça.

Nesse estante nossas bebidas chegaram, junto com nossos pedidos e continuamos o assunto sobre o marido da minha avó. Expliquei que ele também serviu ao exército na Segunda Guerra, que por causa da guerra ele acabou tendo problema no movimento da perna, e que mesmo assim ele não parou com seu trabalho na SSR onde minha avó e ele começaram a ter um romance.

— Meu avô que tinha um tanto de ciúmes quando me via com o Sr. Daniel — contei sorrindo ao lembrar do meu avô. — Então quando eu ia para casa da minha avó, meu avô aparecia de algum jeito e me mantinha perto dele o máximo de tempo possível.

Steve riu depois que tomar um gole de sua coca cola.

— Fico feliz pelo Howard — disse Steve sorrindo — ter formado uma família.

— Imagino que você ache estranho que Howard Stark e Peggy Carter sejam meus avos, pais do meu pai.

— Eu não consigo pensar dessa formar e muito menos criticar o que aconteceu — Steve balançou a cabelo. — Me sinto bem por eles terem se tornados pais, depois acabaram ganhando uma neta, a única neta de ambos.

— Meu pai nunca foi muito fã dessa história de como ele surgiu — tomei um gole da limonada.

— Por quê?

— É que o meu pai foi apenas um acidente, ou melhor, um surgimento inesperado. Minha avó me contou que no início ela se assustou, mas depois se sentiu tão bem pela gravidez e meu avô fez o que tinha que fazer: assumiu o bebê, deu seu sobrenome e tudo que tinha direito. Meu pai nunca teve seus pais juntos como todo mundo — ou a maioria. E isso é que deixa meu pai magoado, não tanto quanto que meus avos nunca se gostaram como homem e mulher. Sabe? Como um casal normal.

— Deve ter sido bem difícil mesmo para ele — comentou Steve .

— Mesmo que meu pai ache o contrario — digo. — Meu avô sempre se importou muito com ele, sempre o amou, mesmo que nunca tenha sido tão presente na vida dele como na do meu tio Ed.

— E você?

— Eu o quê?

— Como era com o Howard? — perguntou Steve. — Se lembra bem dele?

— Howard Stark não era o melhor avô do mundo. Já que passava a metade do tempo dele focado só no trabalho, porém, isso não me impediu de não ama-lo tanto e ele sempre me tratou com muito carinho.

            Do nada senti minha garganta aperta e meus olhos embaçar.

            — Vovô sempre me deu do bom e do melhor — dizia com a minha típica voz de choro. — Infelizmente convivi pouco com ele, seis anos, mas foi um tempo que me fez ter boas lembranças dele.

Naquele ponto foi impossível conter as lágrimas que caiam sem parar.

— Claire, me perdoe, não... Não foi minha intenção te deixar assim — lamentou Steve.

— Que isso — dizia balançando a cabeça e enxugando as lágrimas com delicadeza para não estragar a maquiagem. — Você não tem culpa por eu ser chorona.

— Mas fui eu que te fiz ficar assim.

— É como meu tio Ed diz: eu sou mesmo muito mimada — digo com um sorriso forçado. — Choro por qualquer coisa.

— Eu conheço isso como alguém sentimental e não chorona — diz Steve me lançando um sorriso confortante.

O que foi suficiente para me deixar bem sem graça.

Desde o momento que tive a primeira troca de palavras com Steve, não tive dúvidas da pessoa maravilhosa que ele era, mas agora isso não era a única coisa que tinha certeza. Sem esforço nenhum, Steve Rogers se tornou um grande — ou para melhor o vou dizer: se tornou meu melhor amigo.

 

+++

 

Depois do nosso almoço, Steve me chamou para ir ver uma pessoa que havia conhecido hoje de manhã enquanto corria. Claro que aceitei sem nenhum problema. Até porque não iria fazer mais nada de bom hoje, já que meu namorado nem ao menos me ligou ou mandou uma mensagem com um simples: oi bonequinha. Então é melhor ele nem vim reclamar depois de nada.

Chegamos ao lugar um tanto desconhecido de minha parte. Era um local grande, parecia ser uma escola, bem movimentada. Steve perguntou a uma moça sobre seu “conhecido” que deu a informação para uma sala no final do corredor. Enquanto mais nos aproximávamos mais ficava nítida as vozes.

— Acontece que... eu acho que está piorando — ouvia uma voz feminina dizendo: — Um policial me parou semana passada. Achou que eu estava bêbada.

Steve e eu paramos na porta para ficar o olhando a sala (que na verdade era uma quadra) com várias cadeiras ocupadas pela metade por pessoas; prestando atenção no que a mulher dizia:

— Eu desviei com o carro de uma sacola plástica... que achei que fosse um explosivo.

— Algumas coisas você deixa lá — diz um homem muito bonito, pele negra e bem forte em um pequeno patamar de frente para todos sentados. — Outros você traz de volta. Nosso trabalho é descobrir como carrega-las. Vai ser numa mala grande, ou numa carteira? Depende de vocês.

O encontro não demorou para terminar, logo que o bonito terminou de falar, as pessoas foram se retirando e logo ele saiu. Se despediu de umas pessoas e veio até Steve.

— Olha quem veio — dizia o tal homem —, o cara que corre. E acompanhado.

— Prazer, sou Claire Carter — me apresentei o cumprimentando com um aperto de mão.

— É realmente um grande prazer conhece-la, Claire — ele retribuiu o aperto. — Me chamo Sam... Sam Wilson.

— Mesmo pegando os últimos minutos — dizia Steve. — Foi bem intenso o que dizia.

— Foram de fato belas palavras — digo.

— É, todos temos os mesmos problemas — diz Sam. — Culpa... pesar.

— Você perdeu alguém?

— Meu parceiro de voo, Riley — ele me respondeu. — Numa missão noturna. Operação de resgate padrão. Nada que não tivéssemos feito umas mil vezes. Até que um foguete atingiu o Riley no céu. Não pude fazer nada. Só podia ficar lá e assistir.

— Lamento — diz Steve.

— Depois disso... foi difícil achar uma razão para ficar lá, sabe?

— Deve ser mesmo difícil perde alguém assim — comentei. — Sinto por seu parceiro.

Sam assentiu com um sorriso sem humor.

— Mas agora você está feliz — falou Steve —, de volta ao mundo?

— O número de pessoas que me dão ordens está reduzindo a zero — respondia Sam. — Então, estou sim. Está pensando em sair?

— Não — respondeu Steve. — Eu não sei.

Franzi o cenho, pois não fazia ideia do que ele estava dizendo: por acaso era referente a S.H.I.E.L.D.?

— Quer sair da S.H.I.E.L.D.? — perguntei a Steve.

— Eu não sei Claire, talvez, eu não sei.

— Por quê? Nick Fury?

Ele fez um gesto bem sugestivo com a sobrancelha e entendi a resposta.

— Eu não sei o que faria caso saíssem.

— UFC — sugeriu Sam que me fez cair na gargalhada.

— Você sabe o que é UFC, Steve?

— Sei — respondeu ele rindo junto. — Já me mostraram.

— Foi só uma ideia que acabei de ter — se defendeu Sam. — Sério, você poderia fazer o que quisesse. Do que você gosta?

— Não sei.

— Então, Claire, é alistada? — perguntou Sam assim que saímos da tal escola.

— Sou — respondi. — Está tão na cara assim?

— Nem tanto — diz ele rindo. — É porque me deu a entender que entende desse assunto. Ou só entende por saber?

— Não, eu realmente sou alistada, sou a Agente Carter trabalho também na S.H.I.E.L.D.

Sam era muito carismático.

Fomos conversando com ele até meu carro, nos despedimos e fiz questão da gente se encontrar de novo. Steve e eu ficamos perto do meu carro mesmo, já Sam seguiu para o seu carro do lado contrário.

— Obrigado pela carona — diz Steve assim que parei o carro em frente ao apartamento dele.

— Eu é que devo agradecer por ter aceitado meu convite — digo. — Se não tivesse aceito, com certeza, iria sozinha para o seu museu.

— Por quê? — perguntou o mesmo rindo. — Você e o Rumlow não estão juntos?

— Claro que estamos — respondi. — É que ele não gosta disso, então nem chamei ele, pois saberia que a resposta seria não e outra — suspirei cansada — ele anda trabalhando tanto depois que veio para Washington que as vezes me questiono se estamos realmente juntos. Se eu sou a namorada dele ou é Strike o novo relacionamento serio dele.

— Sinto muito pelo relacionamento e vocês estar mal.

— Nem precisa lamentar, todo casal passar por complicações e... É isso — balancei a cabeça não mostrando importância.

— Você o ama? — Olhei Steve um tanto surpresa, parece que tinha levado uma pancada com aquela pergunta.

— Se eu o amo? — repeti como se nunca tivesse ouvido aquela pergunta.

Steve balançou a cabeça em confirmação pela pergunta dele.

Abri a boca para responder que eu amava Brock, mas por um instante me senti pensativa, parecia que estava em dúvida. É claro que eu o amava, claro que gostava dele, se não nem estaríamos três anos juntos. Porém, não consegui dizer aquelas simples palavras com facilidade e acho que reparando na minha complicação, Steve decidiu ignorar a pergunta que havia feito e saiu do carro.

— Tchau, Claire — disse ele acenando e acenei de volta.

— Até mais Steve. — E assim me retirei.

Durante o caminho fiquei pensando no que Steve havia me perguntando. O que estava me achando uma ridícula, por ficar pensando nisso agora e saber que eu já sei a resposta. Inclusive, eu sempre tive em mente que com Brock realizaria meu sonho em se casar em um campo. Meu vestido sendo exclusivo e o mais bonito. E Brock parecendo um verdadeiro cavaleiro com o smoking ou até mesmo fardado.

Olhei para o farol vermelho e suspirei cansada.

Chegando em casa a primeira coisa que faria era tomar um longo banho na banheira. Estava cansada, pé doendo de tanto que andei e suada. Já que nesses últimos dias o sol decidiu vim com tudo. E eu só gostava de sol quando estou em praia ou na piscina para pegar cor. De resto, o sol não era necessário no meu dia-a-dia.

Quando deu o sinal verde, meu celular tocou, e ao pega-lo vi que se tratava de uma mensagem.

“Aonde você está?”

Era Brock, mas um Brock muito nervoso.

Revirei os olhos. Ele deveria estar nervosinho só porque desapareci por algumas horas, mas a culpa não é minha se ele nem ao menos me ligou de manhã ou que da mais importância ao trabalho dele do que para mim. Sem contar que o ciúmes dele as vezes cria coisas desnecessárias em sua mente.

Clicando no ícone para mensagem de voz, disse:

— Estou chegando em casa.

Não foi preciso dizer mais nada já que ele entenderia muito bem.

Dito e feito, quando abri a porta do apartamento lá estava ele sentado na poltrona perto da janela com um copo cheio de whisky.

— Oi bonequinha — diz ele sério. — Imaginei que ia demorar mais.

— E eu imagino que está aqui desde o momento que me mandou a mensagem, não é? — falei colocando a bolsa em cima da poltrona que ficava ao lado da porta.

— Mais ou menos — ele respondeu se levantando.

Fui até o barzinho para também me servir de whisky.

Brock se sentou no braço do sofá e ficou me olhando.

— Sai assim do nada sem me mandar uma única mensagem? É isso mesmo.

— Eu sai com o Steve — respondi, tomando em um gole já que havia colocado pouco e o olhei cansada. — Fomos ver o museu que abriu sobre o Capitão América, depois almoçado e por fim fomos ver um amigo dele.

— E diz isso na maior naturalidade? — disse Brock sarcástico. — Sai com outro e acha que é a maior naturalidade?

— Sim, por que foi tudo natural — respondi impaciente.

Agora seguindo caminho o meu quarto para tomar o banho.

— Caso queira saber eu ia te chamar ontem, mas eu saberia que sua resposta seria não — fui explicando enquanto colocava a banheira para encher. — Sei que não gosta de exposições, museus... Por isso que não chamei. Sem contar que você ultimamente está lotado de trabalho.

— Nem venha colocar a culpa no meu trabalho — protestou Brock em voz alta do meu quarto.

Ao pouco fui me despindo sem me importa com ele por perto.

— Outra, como sabe que eu iria negar o seu convite?

Apareci só de lingerie na porta do banheiro.

— Você aceitaria?

— Não — murmurou ele ríspido.

O que me fez rir.

— Larga de ser razinza — dizia com uma voz provocativa, soltando o fecho do meu sutiã e jogando para ele — e vem tomar banho comigo.

Ele me olhou, mordia o lábio e fui descendo a calcinha.

— Vem — fiz um gesto com o dedo para ele, enquanto entrava novamente no cômodo e levantei o pé para jogar a peça de baixo em algum canto.

Saberia que ele viria, uma boa provocação sempre deu certo com ele e eu queria mesmo é finalizar esse dia com um bom sexo.

— Mesmo que teria dito não — ouvi Brock reclamando enquanto entrava no banheiro —, você deveria ter me dito algo e não ter chamado logo assim do nada o Capitão Rogers.

Já estava dentro da banheira, jogava um pouco de água no meu ombro e me mantive de costas para ele. Mesmo reclamando, Brock foi de retirando a roupa — como o imaginado, ele não iria dispensar esse momento — e me dei conta que a calça seria retirada quando ouvi o barulho do cinto sendo aperto.

Virei-me para olha-lo e mordi os lábios ao vê-lo nu.

Claro que eu o amava, pensei comigo enquanto o observava entrar na banheira. Era impossível não amar um homem tão maravilhoso como ele. Com um corpo tão delicioso como ele tinha.


Notas Finais


E ai, o que acharam? Desculpe se o capítulo não saiu lá aquelas coisas, mas eu realmente estava sem ideias para ele, só sei que queria chegar com ele até um momento, só que desisti e decidi deixa-lo para o outro capítulo. Queria postar logo esse capítulo ;D
Espero que tenham gostado, não tenham desistido da fic, que eu ainda tenha leitores e até uma próxima. Que é certeza que não vai demorar tanto como esse capítulo, prometo não demora.
Bjs <3


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