História Tell me the truth - Capítulo 39


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Annabeth Chase, Apollo, Atena, Atlas, Bianca di Angelo, Calipso, Charles "Charlie" Beckendorf, Chris Rodriguez, Clarisse La Rue, Connor Stoll, Dionísio, Frank Zhang, Frank Zhang, Frederick Chase, Gwendolyn "Gwen", Hades, Hazel Levesque, Hazel Levesque, Hefesto, Hera (Juno), Jason Grace, Jason Grace, Leo Valdez, Luke Castellan, Nico di Angelo, Octavian, Octavian, Percy Jackson, Personagens Originais, Piper Mclean, Piper McLean, Poseidon, Quíron, Rachel Elizabeth Dare, Sally Jackson, Silena Beauregard, Thalia Grace, Travis Stoll, Will Solace, Zeus
Tags Caleo, Frazel, Jasiper, Percabeth, Solangelo, Thaluke
Visualizações 125
Palavras 1.747
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oooooooooiiiiiiiiiii
*apareço e tiro a minha foto de um alvo de dardos*
Eu acredito que vocês não vão aceitar minhas desculpas, mas mesmo assim, DESCULPAAAA *implora de joelhos*
Nessas férias fiquei muito atarefada e tava sem idéias. Não, essa não é uma desculpa cliché tipo "tava sem idéias" para me livrar da culpa, é a verdade. Eu já tinha as idéias na cabeça mas não sabia como escrever, e foi só agora que a lâmpada da criatividade ascendeu em minha cabeça.
Agora eu vou parar de escrever aqui *aponta para esse espaço* porque vocês vieram aqui depois de quase um mês para ler um capítulo novo e não minhas desculpas
PS leiam as notas finais, nunca pedi nada a vocês

Capítulo 39 - Capítulo 35 - A terceira confição


Percy's Pov


Passados dois meses desde o começo das aulas, mais especificamente em novembro, chegaram as primeiras provas.

As provas bimestrais.

Um dia antes das provas as pessoas estavam estudando desesperadas, pegando anotações dos amigos e arrancando os cabelos porque "Eu não vou conseguir e meus pais vão me matar se eu ficar de recuperação e adeus minha vida social porque vou perder o celular e minha vida acabou", e coisas assim.

Eu tava de boas, já tinha passado a semana inteira estudando, tinha as anotações em dia, prestava atenção nas aulas...

É, eu era um pouco Nerd. Mas só porque tinha que ter notas boas. Se eu não tivesse boas notas eu estaria tão desesperado quanto os outros alunos.

Estávamos os quatro no quarto. Jason e Luke estavam cada um em sua mesa estudando e Leo estava sozinho na mesa no meio do quarto, livros e cadernos abertos e espalhados.

Eu estava deitado na cama, ouvindo música com meu headfone e olhando para a parede azul.

E estava entediado. E triste também. A música que eu ouvia era um pouco depressiva e lembranças indesejadas invadiam minha mente.

Calcei o tênis que estava do lado da cama e desci, precisava de ar.

No térreo tinha um mapa da escola, e descobri que tinha uma academia. Fui até lá.

Na academia tinha um saco de pancadas, duas esteira, pesos, uma bicicleta e uns colchões para exercícios. E tinha um espelho. Um espelho bem grande que cobria quase a parede inteira. Tinha um vestiário e bebedouros também.

A raiva transbordava de meu ser. Jason uma vez me disse uma frase, não sei de onde ele tirou isso, mas era assim: "a dor precisa ser sentida". Ele disse que a raiva também precisava ser sentida, assim como a tristeza.

Comecei a socar o saco de pancadas, ignorando a dor na mão.


"- Irmão! - gritei - Irmããão!!

Eu tinha quatro anos e estava perdido em uma multidão.

- Irmããão!!

Eu chamava meu irmão, desesperado, ele estava comigo e depois sumiu, por que ele tinha me abandonado daquele jeito?

Sentei em um banco e esperei a multidão diminuir. Nada aconteceu, só apareceu mais gente.

Comecei a chorar. Abracei minhas pernas e escondi a cabeça. Não gostava que as pessoas me vissem chorar. Afinal, eu tinha que ser forte para proteger as pessoas que amava.

Passado algum tempo, levantei a cabeça e fui procurar meu irmão, mais uma vez embrenhado na multidão.

- Irmão!

Uma mulher se aproximou de mim.

- Como chama seu irmão?

- Irmão.

- Você não sabe o nome dele?

- Sei. O nome dele é irmão, mas as pessoas chamam ele de um nome estranho...

- Você lembra esse nome estranho?

- Não.

A moça ofereceu a mão.

- Quer ajuda para procurá-lo?

Eu, como a criança que era, aceitei e peguei a mão da moça, indo com ela procurar meu irmão."


Parei e respirei um pouco. Minha mão ardia muito e eu transpirava.

Respirei fundo e tão rápido quanto a anterior, uma lembrança apareceu, o que me fez voltar a agredir o saco de pancadas.


"Minha mãe chorava. Eu não entendia por que, afinal, não é dever de uma criança de seis anos saber o que está acontecendo no hospital.

Meu irmão estava na cama, fios em seus braços e respirando por uma máquina.

Um barulho, pi pi pi, me irritava. Cada pi parecia estar ficando mais lento.

Então aconteceu. Um pi longo, alto, ensurdecedor. Médicos apareceram. Alguém gritou "parada cardíaca" e logo eu e minha mãe fomos empurrados da sala.

Horas depois, veio a notícia. Meu irmão tinha morrido."


Parei de bater. Minha mão doía muito, estava a ponto de sangrar. Estava morrendo de calor, então tirei a camisa. Estava sozinho, ninguém iria se importar ou ficar encarando.

Bom, eu achava que estava sozinho.

Fui beber água em um bebedouro que tinha na academia mesmo. Assim que me virei, encontrei Annie, parada na porta da academia.

- Oi - ela disse timidamente.

- Oi - respondi.

- O que você está fazendo aqui? - ela perguntou.

- Eu que deveria fazer essa pergunta.

- Fui dar uma volta. E você?

- Precisava de ar.

- Ah

A academia estava com o ar condicionado desligado, e eu estava com calor.

- Aqui está quente ou é só o exercício que eu fiz?

- É você. Q-quer dizer, esse lugar está quente. Q-que-quer dizer, é o ar condicionado!- ela gaguejou e ficou vermelha - Vo-Você... você quer ir lá fora? - ela disse apontando para o jardim

- Tá bom - disse, rindo. Annie fica tão fofa vermelha!

Saímos e nos sentamos em um banco do jardim.

- Esse lugar é muito bonito - ela disse

- É mesmo. A Calipso me mostrou o jardim. É bem impressionante.

- Vocês são muito amigos, não é? - ela disse. Parecia com... ciúmes?

- Sim, somos amigos.

- Hum. Melhores amigos?

- Não. Você é minha melhor amiga.

- Ah tá. É que você fica "Calipso isso", "Calipso aquilo"...

Sentei de frente à ela, confuso.

- Annie, o que está acontecendo com você? Você está estranha.

- Eu não estou estranha. É só que eu não aguento mais você ficar falando dela! Parece que você quer conversar dela comigo.

- Eu só falei dela uma vez, que foi agora!

- É, mas você fica olhando para ela...

- Ela é minha amiga!

- Eu também sou!

Parei de olhar para ela e suspirei cansado.

- Você prefere ela do que eu.

- Afe Annie. Cala a boca.

- Vem calar!

Revirei os olhos e a beijei, fazendo ela se calar.

- Viu? - disse depois de um tempo - Você parou de falar

- Adorei seu jeito de me fazer calar a boca - ela disse envergonhada - Você não beija ela assim.

Nós rimos.

- Sério, temos uma amizade um pouco estranha.

- Graças a sua prima.

Minha prima.

- Thalia você está aí? - perguntei, para ninguém em específico

Silêncio. Annie deveria estar me achando louco, jogando perguntas no ar em plena noite.

Depois de mais alguns segundos, uma voz saiu de um arbusto.

- Talvez...

- Thalia! - gritamos juntos

- Ai, finjam que eu não estou aqui! - ela protestou

Annie e eu levantamos.

- Esperem! Não vão... esse arbusto é tão frio e solitário...

Entramos de novo na academia e eu vesti minha camisa, ignorando completamente o arbusto falante.

- Nossa, você bateu bastante - disse Annie pegando minha mão, que quase sangrava

- É - concordei, tentando não lembrar do motivo que me fizera espancar o saco de pancadas. Estávamos longe agora, andando rumo às escadas.

- Por que você bateu tanto? - ela perguntou

- Nada - disse, puxando minha mão - Quer dizer, eu só estava um pouco...

- Ansioso? - ela sugeriu me interrompendo

- Não...

- Nervoso?

- Não...

- Hum... Triste?

- Bravo, triste, depressivo, chame como quiser.

Paramos. Bem, Annie parou e eu a copiei. Já estávamos na escada.

- Por quê?

- Porque - Eu ri de nervoso - Porque... Porque eu lembrei de algumas coisas.

Ela se sentou em um degrau da escada e bateu a mão ao seu lado, como se dissesse "senta aqui". Sentei ao seu lado, relaxando os músculos.

- Que coisas? - ela perguntou, curiosa

- Bem, umas coisas. Lembranças desagradáveis.

- Você quer me contar?

Abri a boca e fechei várias vezes, hesitando. Levei a mão aos cabelos e cocei a cabeça.

Ela é sua amiga, pensei, Annie é de confiança.

- Bem eu... - Como explicar? - Eu lembrei de uma vez que me perdi de meu irmão.

- Você tem um irmão? - ela perguntou, espantada como se tivesse dito que tinha matado uma pessoa.

Ah, é claro. Thalia. Provavelmente (e com provavelmente eu quero dizer com certeza) ela tinha dito que eu não tinha irmãos.

- Tinha. Ele morreu, o que é outra lembrança.

Ela ficou em silêncio, com pena no olhar.

- Ah Percy - ela disse me abraçando - Sinto muito.

- Tudo bem - abracei ela de volta - Não é culpa sua, e já fazem doze anos.

- Mesmo assim. Desculpa fazer você lembrar.

- Você não me fez lembrar. Eu lembrei sozinho.

- Por que você lembrou? - ela perguntou, me soltando

- Não é como se eu quisesse. Eu sempre lembro de alguma coisa, seja como flashback ou sonho.

- É sempre a morte do seu irmão?

- Não. As vezes... são outras lembranças.

- Você não quer falar sobre isso, não é mesmo?

Obrigado! Muito obrigado!

- Para ser franco, não.

- Tudo bem. Não precisa me contar.

Nos levantamos.

- Mas algum dia você vai me contar - ela disse, mais para si mesma do que para mim

- O quê? - perguntei, ela tinha falado tão baixo... - Não consegui ouvir direito.

- Nada. Não foi nada - ela disse ficando vermelha

Senti o celular tremer em meu bolso.

- Dois minutos - disse, pegando e vendo uma mensagem do Leo.



Leo
Online

Cara, me ajudaa! Tô ficando desesperado!


Pera, já tô indo. Sem desespero.


Valeu!! Mas vai rápidoo!!!


Cara, mas para que tanto desespero?


Eu não entendo!


O quê?


A MATÉRIA DE MATEMÁTICA! ME AJUDA, PRECISO PASSAR SEM RECUPERAÇÃO!!!!!!


Afe, tô indo. Calmae




Desliguei o celular e guardei ele no bolso.

- O que foi? - ela perguntou

- Leo precisa de ajuda para estudar.

- Entendo. Silena me pediu ajuda também.

- Então... Nos vemos amanhã?

Ela sorriu.

- Nos vemos amanhã.

Ela subiu as escadas e eu fui logo depois, indo para meu quarto. Abri a porta e ouvi Leo gritar.

- PEEEEEERCYYYYY!!! - gritou Leo - OBRIGADOO!! VOCÊ É A MELHOR PESSOA DO MUNDOO!!

- De nada e... obrigado. O que você não entendeu? - perguntei indo até a mesa.

- Eu não entendi sua letra - disse ele empurrando o caderno para mim

Ah, pensei, ele tinha pego o caderno errado.

Quando Annie quebrou o braço (agora ela já estava sem gesso e podia plantar bananeira), eu escrevia em dois cadernos ao mesmo tempo. Percebi que um ficava bonito e o outro horrível. Então, e escrevia em um caderno qualquer e à noite eu reescrevia no caderno certo.

- Tenta esse - disse dando o caderno certo para Leo

- Nossa! - ele folheou o caderno - Muuito melhor!

- Você não estava entendendo a letra, mas e a matéria?

- O Bad Boy Supreme aqui entendeu a matéria. Só sua letra de médico que era indecifrável.

Rimos.

- Ok então - me afastei da mesa e meu joguei na cama de novo.

Passaram-se dois minutos, estava no meio de uma música aleatória da minha playlist quando Leo me cutucou.

- O que foi Leo? - perguntei, pausando a música e tirando o Headfone.

- Bem, não era só a sua letra.

Me sentei na cama, rindo.

- O "Bad Boy Supreme" - fiz aspas com as mãos - Não entendeu a matéria?

- Cala a boca, cara. Vai me ajudar ou não?

Eu ri e me levantei. Sentei na mesa com Leo e ensinei ele a matéria toda. Eram dez da noite e eu estava cansado, então tomei um banho e me deitei. Leo continuou estudando sozinho, ele tinha entendido.

Fechei os olhos e dormi, torcendo em vão para não ter outro pesadelo.






Notas Finais


Oi pessoas que chegaram até aqui!! Tudo bom com vocês??
Gente, eu vou escrever uma fanfic Percabeth logo, então se alguém estiver interessado assim que escrever eu vou passar o link aqui
AMO vocês


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