História Teluriel - Capítulo 11


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Categorias Originais
Tags Anjo, Apocalipse, Céu, Demônio, Deus, Grigori, Inferno, Lucifer, Nefilim
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Palavras 649
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Não é aquele cara de sobretudo do Supernatural, pelo amor de Elohim. Castiel é o arcanjo da música e da calmaria.

Capítulo 11 - Castiel


Fanfic / Fanfiction Teluriel - Capítulo 11 - Castiel

 Castiel havia retirado seus headphones, colocando-os no pescoço. Escutei a música que tocava. " Let the sun beat down upon my face, stars to fill my dreams. I'm a traveller of both time and space, to be where i've been. " Já havia visto coisas estranhas, mas era a primeira vez que via um anjo escutar Led Zeppelin.

 A arcanja não usou a espada para me atacar. Ao invés, jogou ela aos meus pés, e começou a descer as escadas.

_Vamos lá fora, quero te ver morrer com um mínimo de honra.

 E fomos ao deserto, enquanto eu vigiava qualquer movimento brusco dela. Ela permaneceu indiferente com aquilo, e nos colocamos cada um na frente de uma rocha colorida na areia. Era como um duelo. Eu estava usando a espada, Castiel não tinha nada em mãos. Assim que tentei avançar para atacá-la, senti meu pé direito preso. Olhei para baixo, vi um amontoado de areia ao seu redor, como um bloco.

 _É meu mundo, minhas regras. Esperava ganhar de mim aqui?

 _Eu nem queria estar aqui. Mas sou obrigado a acabar com você. Espero que não te magoe quando cortar sua cabeça fora.

 _Pobre Teluriel, tentado pelo inferno.

 _O inferno é um lugar bem melhor do que o céu de seu Deus babaca.

 Castiel permaneceu calma, e estendeu a mão. Tentei me soltar da areia, mas não adiantava, a pressão era grande. Uma esfera amarelada se formou na mão da anja, e começou a criar uma ventania que vinha em direção à esfera. A areia levantava, tive que fechar os olhos e cobrir o rosto com o braço livre. Depois a corrente de ar cessou, mas eu vi a esfera vindo em minha direção, circulando areia em toda sua extensão. Eu achei que aquele golpe iria doer, mas fiquei extremamente surpreso com o que aconteceu a seguir. Nada. Era apenas uma bola de ar, com areia dentro. O poder mais ridículo que alguém tentaria acertar no inimigo.

 _Mas que merda foi essa?

 Castiel começou a rir como uma criança que havia pregado uma peça. Fiquei confuso, tentando entender se aquilo havia sido uma piada. Senti a areia em meu pé afrouxando. Aproveitei o momento para correr de uma vez contra a arcanja, mirando a espada em seu peito.

 Castiel então parou de rir e levantou os braços, fazendo o ar subir e formar uma parede de energia quase transparente. A lâmina bateu no obstáculo, que estilhaçou. O impacto me fez retroceder um pouco, mas eu consegui continuar avançando. Atingi a lâmina no meio do peito de Castiel. Não sei o por quê, mas senti algo estranho em minha barriga. Era um tipo de vazio. Eu nunca havia sido amigável, mas aquilo era meu primeiro assassinato. O quê diabos eu estava me tornando?

 Castiel engasgou com o próprio sangue e começou a chorar.

 _Você... Não sabe brincar...

 Retirei a espada, expressando espanto em meu rosto. O corpo da anja caiu na areia, tornando-se energia. Dei de costas para não ser cego pela luz amarelada dela.

 Era isso. Havia matado o primeiro arcanjo, e havia sido fácil. Castiel não era uma anja guerreira. Era calma e inocente. Talvez por isso preferisse aquele deserto, que tinha uma certa beleza apesar de ser monótono. O deserto começou a se distorcer, como uma pintura derretendo. Apareci no quarto de minha casa.

 Uma lágrima escorreu pelo meu rosto, eu a limpei, impedindo que Babilônia a vesse. Pois minha namorada estava logo a minha frente.

 _Demorou, hein? Aonde você foi, sabe, depois de enlouquecer?

 Eu não respondi ela. Estava cansado demais para falar com demônios agora.

 _Vou tirar uma soneca, depois eu falo.

 Fui para o quarto e caí sobre a cama. Droga, eu havia perdido o controle da minha vida. Eu não queria aquilo. Queria fugir de tudo e de todos, ali e agora. Mas, ao invés disso, deixei que minhas pálpebras se fechassem e dormi.



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