História Teluriel - Capítulo 12


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Categorias Originais
Tags Anjo, Apocalipse, Céu, Demônio, Deus, Grigori, Inferno, Lucifer, Nefilim
Visualizações 12
Palavras 1.017
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 12 - Metatron


Fanfic / Fanfiction Teluriel - Capítulo 12 - Metatron

 Nos dias seguintes, o mundo inteiro entrou em choque. As almas no céu agora estavam na terra, os entes queridos das pessoas voltavam como mortos-vivos. Não os zumbis de The Walking Dead. Apenas cadáveres capazes de andar e falar. Não precisavam comer nem beber, um alívio. Afinal, estavam provocando uma superpopulação, e se consumissem algo, quebrariam a economia e a produção, uma verdadeira bagunça.

 Eu me afastei de Babilônia. Não apenas dela. De todos. Lúcifer, Eligor, Lilith. Não queria mais ficar perto de demônios. Estava me sentindo de cabeça pesada por virar um assassino. Imagino que as crianças amem heróis que virem monstros hoje em dia, mas eu não era só um monstro. Aquela coisa dentro de mim era uma besta, repleta de ódio. Não podia deixar que se apossasse de meu corpo novamente. Me isolei na casa da fenda dimensional, bloqueei a passagem de outros que não fossem eu. Acho que Babilônia ficou meio bolada, mas eu não ligo. Que o inferno resolva os assuntos do apocalipse. Enquanto eu estiver sozinho, não serei afetado.

 Às vezes eu estudava alguns livros que estavam na casa. Falavam várias coisas sobre demônios, anjos e sobre a maná. Aprendi a fazer a barreira que bloqueava meus poderes. Aproveitava isso para sair e comprar uns cigarros. Tudo bem que as ruas tinham um monte de gente morta sorrindo enquanto a cara delas caía, mas aquilo era perfeitamente normal para mim. Poucas pessoas mundanas andavam pela rua. A maioria estava paranóica quanto aos mortos.

 Eu achei que tudo ia acontecer como estava na bíblia, mas algo me dizia que os demônios tramavam mudar os eventos. Eu não queria me envolver, mas eu achava céu e inferno lados diferentes da mesma moeda. Queria fazer eles pararem com essa briguinha por almas humanas, e faria algumas coisas menores para atrapalhar ambos os lados.

 Mesmo com os poderes ocultos, eu ainda estava com meu corpo costumeiro. Não tinha aprendido a mudar de aparência ainda. E isso foi fatal para mim. Porque, em um belo dia andando pelas ruas de uma cidade desconhecida e tomando sorvete, vi alguém que definitivamente não queria ver no momento. Um homem de cabelo azulado e óculos, que transbordava energia angelical. E ele me viu. Joguei o sorvete pro alto e saí correndo. Era só me concentrar, que eu logo estaria em casa, protegido. Mas o maldito anjo conseguiu me parar. Não sei como, mas meu corpo estava paralisado. Seria aquilo um tipo de telecinese?

 _Moleque ignorante. Deveria ter se curvado quando Deus ainda tinha misericórdia. -disse ele, enquanto uma energia prateada me fazia virar contra a minha vontade. -Eu poderia quebrar sua cabeça agora. O quê acha de admitir que é uma aberração antes de eu executá-lo?

 Finalmente reconheci quem era. Já tinha o visto no palácio, li sobre ele nos livros daquela casa. Metatron, o escriba de Deus.

 _Me solte, seu anjo escroto. Eu não estou fazendo nada a ninguém.

 Metatron franziu as sombrancelhas.

 _Então, se acha inocente? -ele usa a energia para me arremessar, e grita- Mesmo sendo a causa do apocalipse?

 Eu bato em um carro parado, amassando a lataria. Tento me levantar, mas Metatron aparece na minha frente e me dá um soco.

 _Cretino ignorante.

 Eu me encho de ódio, e cerro os punhos. O sangue escorre pela minha boca.

 _Eu não tenho culpa de ter nascido! Vai se fuder!

 Eu faço minhas asas surgirem e saio da traseira do carro, voando. Metatron ajeita o óculos no nariz, e volta a usar a telecinese com a mão em minha direção. Sinto a energia me cercar, mas dessa vez forço meus músculos a se mexerem. Avanço contra o anjo, tentando dar um soco nele.

 _Por quê vocês não somem da minha vida de uma vez?!

 Meu punho acerta em cheio a face de Metatron, quebrando seu óculos. Ele expressa irritação, e quando tento me afastar ele passa a voar, retirando a espada da bainha e se aproximando.

 _Não adianta ficar esperneando, você ainda é uma alma perdida.

 A lâmina acerta meu braço, fazendo um corte profundo. Eu grito, mas continuo me afastando. E ele continua me seguindo. Era como uma corrida pelo céu. Mas eu sabia que perderia em velocidade, então decidi usar a pirocinese. Uma bola de fogo surgiu em minha mão, e eu a atirei em Metatron. Ele desviou.

 _Tenha mais respeito com anciões, moleque.

 Metatron levanta um carro com seus poderes telecinéticos, e joga em minha direção. Sou atingido, e sinto meu corpo todo doer. Caindo no asfalto, escuto um barulho nada agradável de estalo. Minhas asas haviam quebrado. Urrei de dor, ainda debaixo do carro, que abafava o grito. Eu estava sendo quase esmagado. Teria que usar a força de um demônio para levantar o carro. E foi o que eu fiz, tentando apenas libertar a parte de demônio em meus braços. Joguei o carro para longe, que bateu em uma vitrine de shopping.

 Vi Metatron em pé, parado. Ele estava concentrando a energia na palma da mão, criando um turbilhão de vento assim como Castiel tinha feito. Dessa vez não seria um golpe fraco, eu sabia. Tinha que bloquear aquilo. Fiz chamas aparecerem em meus braços, e logo meu corpo inteiro estava envolvido nelas. Ergui o braço, transportando todo o fogo em um jato flamejante. O arcanjo atirou a esfera prateada e brilhante, que se chocou contra minhas chamas. Embora a esfera tenha cortado o jato ao meio, o fogo ainda atingiu Metatron. E o golpe dele também me acertou. Senti como se uma serra cortasse meu peito, enquanto a energia me perfurava. Meu peito foi quase esburacado, pela blusa rasgada eu podia ver um ferimento circular enorme. Segurei meu peito, grunhindo. Olhei para Metatron. As chamas haviam o engulfado, sua roupa queimava. Ele tentava se livrar daquilo, sem sucesso.

 _Isso ainda não terminou. Eu vou descobrir aonde você mora, fedelho.

 E o arcanjo sumiu, se teleportando. Eu caí em meus joelhos, e minhas mãos estavam cobertas por sangue. Foi aí que senti uma presença estranha.

 Olhei para cima, e vi Babilônia com um olhar frio sobre mim. Ela portava uma espada.



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