História Teluriel - Capítulo 2


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Categorias Originais
Tags Anjo, Apocalipse, Céu, Demônio, Deus, Grigori, Inferno, Lucifer, Nefilim
Visualizações 30
Palavras 925
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


O tom do conto vai mudar muito a partir de agora, mas tenham em mente o fato de que o primeiro era narrado por um anjo, e esse por um adolescente rebelde.

Capítulo 2 - Luke


Fanfic / Fanfiction Teluriel - Capítulo 2 - Luke

 Eu me chamo Luke. Vivi em um orfanato desde bebê até hoje, dia no qual eu completo 18 anos. Tenho cabelos e olhos negros, pele esbranquiçada. Sempre estou vestido com uma blusa preta com capuz. Um visual completamente gótico, combinando com minha personalidade questionável. Nunca gostei desse orfanato, e finalmente poderei sair dele. Não fui adotado, talvez seja meu semblante revoltado. As pessoas dessa cidade sempre foram muito alegres, e eu acho isso um pouco irritante.

 Tenho que dizer algo. Tem essa garota loira de olhos azuis no orfanato, que apareceu do nada, quando ainda tinha cerca de 10 anos. A Gabrielle. Diziam que ela tinha perdido os pais. Ela era muito feliz para ter perdido os pais. E possuía a mesma data de aniversário que eu. Tinha algo de errado com ela, eu sentia isso. Ela queria se aproximar de mim, como se eu tivesse algo que ela procurava. Eu não estava nem um pouco interessado. E ela começou a mudar, parecia imitar minha atitude. Isso me fez ficar ainda mais puto naquele lugar, parecia que ela estava zombando de mim. Agora que completamos 18 anos, ela parece estar ainda mais interessada em mim, fica me seguindo aonde quer que eu vá. Merda, não posso comprar um maço de cigarros sem ver aquele rosto perambulando por perto. É, ela está me seguindo.

 Eu tinha um emprego. Trabalhava fazendo máscaras, era a minha paixão. Tinha feito um curso de make-up, apesar de não frequentar nem um pouco a escola. O convívio social não era para mim. Sempre criava máscaras terroríficas, e alguns poucos malucos frequentavam a lojinha que eu tinha feito num barraco alugado. Meu único amigo de verdade frequentava a loja de máscaras. Era o Aster, um cara de cabelo comprido preto e desgrenhado. Cheirava a uísque, tinha uma coleira de espinhos no pescoço. Um roqueiro, coisa que não se achava fácil naquela cidade. Apesar de eu considerá-lo um irmão, até para mim ele era estranho. Sumia por semanas e ninguém o avistava pela cidade. E, às vezes, quando eu olhava para ele via um tom vermelho em seus olhos. Era bizarro, quando eu olhava de novo os olhos eram pretos outra vez. Talvez ele usasse lentes que mudam conforme a iluminação, sei lá, foda-se.

 Minha vida finalmente mudaria. Quando eu saí do orfanato com minhas malas, respirei fundo. Era o ar da liberdade. O ruim é que tinha uma garota loira me imitando logo ao lado. Gabrielle, aquela vadia, ainda queria me seguir.

 _É sério, me deixa em paz. -falei irritado, olhando fixamente para ele.

 _Não estou fazendo nada, Tel.

 _Tel? Que porra de apelido é esse?

 _Nada não, deixa pra lá.

 Eu suspirei e caminhei pela calçada. Eu iria para o barraco que era minha nova casa. Talvez, tirando um pouco dos entulhos de make-up de lá, eu poderia chamar a loja de lar.

 Percebi que Gabrielle havia sumido da vista. Finalmente, pensei. Quando cheguei na loja, me deparei com Aster aguardando no portão.

 _Eaí, mano. Demorou pra vir, hein?

 _Tive que limpar a porcaria do meu quarto antes de ir embora.

 _Que saco. 

 Peguei a chave no meu bolso e voltei a olhar para Aster. Ele estava olhando alguma coisa atrás de mim, de olhos entreabertos. Estava assustado?

 _Gabriel?!

 _Oi, Astaroth, seu empregadinho de Lúcifer.

 Eu não entendi nada, vendo Gabrielle e Aster conversarem daquela maneira. Ela estava me perseguindo até ali, não havia ido por outro caminho como imaginei. Sem poder sequer pensar direito, escutei um barulho estranho. Sabe aquele barulho do sabre de luz sendo ativado em Star Wars? Era tipo aquilo. Estava vindo de Gabrielle, que agora era outra pessoa. Que merda era aquela? Gabrielle agora era um anjo. Aqueles da bíblia, com direito a asinhas brancas e uma toga romana branca saindo dos ombros e cobrindo o corpo. E ela não era bem uma garota agora. Era um andrógino, de cabelos dourados e olhos azuis. Nas mãos, carregava uma espada prateada, que eu não fazia ideia de onde tinha saído. Fiquei paralisado olhando o anjo, tanto que nem percebi quando Aster fez o mesmo que Gabrielle. Agora, ele era o completo oposto do anjo, tinha asas negras, garras e os olhos vermelhos. É, não eram lentes, mesmo...

 Tentei fugir daquele lugar, eles começaram a lutar. Aster, ou melhor, Astaroth, cortava Gabriel com suas garras. E Gabriel cortava Astaroth com a espada. Ninguém defendia, apenas se feriam repetidamente como se fosse uma prova de resistência. Eu não sabia o que fazer, tinha um anjo e um demônio ali, era surreal demais. Pensei no que um cara normal faria naquela hora. Peguei meu celular e comecei a discar o número da polícia. Atitude estúpida, o que um policial faria contra os dois? Mas o sinal ficou fraco. O celular logo depois começou a ficar quente, deixei ele cair e vi Astaroth com a mão apontada para o celular. E meu celular explodiu. Mesmo sabendo que estaria me dirigindo a um demônio, gritei.

 _Porra, custou muito caro! Você vai me pagar, seu desgraçado!

 Gabriel aproveitou a distração. Astaroth foi acertado com a espada no rosto, um corte enorme se formou pelo lado esquerdo de sua cabeça. Ele urrou, e o anjo lhe acertou outro golpe. Dessa vez, ele fincou a lâmina em sua barriga.

 Uma luz avermelhada iluminou todo o lugar, e mesmo de dia era muito forte. Não consegui enxergar, coloquei o braço sobre meus olhos. Quando a luz cessou, Astaroth havia desaparecido. Gabriel andou lentamente até mim, e começou a falar, com uma voz calma.

 _Você virá comigo.


Notas Finais


Kkk, "Gabrielle", "Aster" ...Tinha que ter colocado nomes que não entregassem tanto assim o verdadeiro ser por trás deles.


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