História Teluriel - Capítulo 3


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Categorias Originais
Tags Anjo, Apocalipse, Céu, Demônio, Deus, Grigori, Inferno, Lucifer, Nefilim
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Palavras 704
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Deus


Fanfic / Fanfiction Teluriel - Capítulo 3 - Deus

 Não pude me defender contra Gabriel. Eu era só um mero humano. E ainda não entendia o quê um anjo queria comigo. Meu melhor amigo, que na verdade era um demônio, estava morto agora. E uma das orfãs que passei a vida junto estava me obrigando a ir com ela a algum lugar. Gabriel me tocou, e em um instante estávamos em outro lugar. Eu vi uma cidade feita de ouro, protegida por uma muralha do mesmo material. Vi várias ilhas flutuantes, enquanto caminhávamos numa estrada de energia azul. Aparentemente, o anjo estava me levando para o palácio de Deus. Eu estava extremamente nervoso com aquilo. Os anjos não deveriam prestar mais atenção nisso? Aquela coisa, que antes era Gabrielle, sequer me olhava enquanto puxava meu braço. Tinha um olhar frio, focado na estrada azul.

 E então chegamos nos portões do palácio. Haviam cinco anjos nos olhando, cada um com uma espada. Um deles trajava armadura. Este veio até mim.

 _Você deve estar confuso agora.

 Ele falou o óbvio, mas era melhor do que ser tratado com frieza.

 _É, não entendi nada do que aconteceu lá em baixo...- eu disse, tentando parecer calmo.

 _Seu nome verdadeiro é Teluriel. Você é filho de Uriel e Lilith.

 Uriel? Isso era nome de anjo. Mas Lilith não era. Eu estranhei.

 _Sou filho de um anjo?

 _Não é só isso. Lilith é um demônio.

 Eu fiquei ainda mais nervoso, os anjos me olhavam sem ao menos piscar. Eu tentei falar algo, para me defender, sabendo que não haviam me trazido para parabenizar o aniversário de um demônio.

 _Eu não posso ser... Você sabe. Um demônio. Nem tenho poderes. Devem ter pegado a pessoa errada...

 _Não, você é aquele que andamos procurando há anos. Uriel colocou um tipo de barreira em seus poderes, te impedindo de ser localizado.

 _Localizado?! E era para me encontrarem?

 _Deus não quer que você continue andando no planeta dele.

 Eu dei um passo para trás quando o anjo se aproximou de mim. Eu estava ficando borrado de medo, sabia que não iria acabar bem para mim.

 _Você é um monstro. -disse o anjo, sem qualquer expressão na face.

 Eu tentei correr, visando escapar daquela situação, mas não tinha pra onde ir. Mesmo assim, o que importava era fugir. Mal dei três passos e um dos cinco anjos me parou, agarrando meu capuz.

 _Você é um pouco apressado, não é? -disse o anjo que me prendia.

 Tentei tirar a blusa, mas um dos anjos estalou os dedos e algemas apareceram em meus pulsos. Era o fim, pensei. Logo no meu dia de liberdade, quando eu poderia ser considerado adulto, iria morrer da maneira mais incomum possível. Mas nenhum dos anjos fez algo contra mim. Ao invés, me levaram para dentro do palácio.

 Eu estava sendo arrastado por dois anjos, e ainda tentava resistir. Mas meus tênis escorregavam pelo chão de ouro. Senti que estavam me empurrando com mais força, e fui lançado para a frente. 

 _Levante-se, Teluriel. -disse uma voz suave.

Me levantei e virei, relutante. Eu vi Deus. Era um anjo como os outros, mas tinha uma coroa encrustada com safiras e não tinha apenas duas, mas quatro asas. E era um pouco maior que os outros.

 _Teluriel, você não faz parte do plano do universo.

 _Por favor, me poupe da morte, sou apenas um garoto. -eu disse, tentando soar convincente, mas eu nem acreditava que falaria daquele jeito algum dia.

 _Eu não sou seu criador. Você não faz parte do plano do universo. -Deus repetiu, sem ligar para o que eu disse.

 Quando Deus levantou a mão, apontando para mim, eu finalmente notei que haviam vários outros anjos no salão. Estavam sentados em tronos. Eles se levantaram, entendendo o que Deus queria. Tiraram da bainha espadas de prata, e começaram a andar para a frente. Eu estava cercado, não tinha como enfrentar uma tropa de anjos. Mas a salvação chegou na hora certa.

 Um brilho vermelho cobriu todo o salão, cegando todos no local. Eu fiquei com a visão embaçada, e depois voltei a enxergar. Tinha um demônio no local, matando os anjos com uma espada de prata igual a deles. Ele olhou para mim, enquanto cortava a garganta de um deles.

 _Olá, filho.

 



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