História Teluriel - Capítulo 4


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Categorias Originais
Tags Anjo, Apocalipse, Céu, Demônio, Deus, Grigori, Inferno, Lucifer, Nefilim
Visualizações 26
Palavras 929
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


É sério, estou meio envergonhado por só notar agora que tenho uma escrita muito corrida. Não detalho as coisas de maneira sucinta, me apresso ou fico lento nas horas que não deveria. Mas vou melhorar com o tempo, sou basicamente uma criança ainda... Enfim, esse capítulo tem a perspectiva de Uriel. Aviso aqui pois detesto a palavra "POV". Que palavra grotesca.

Capítulo 4 - Uriel


Fanfic / Fanfiction Teluriel - Capítulo 4 - Uriel

 Eu havia criado uma barreira que impedia Teluriel de utilizar seus poderes de anjo e demônio. Ela tinha uma duração de cerca de 20 anos, pois eu queria que ele despertasse somente quando fosse crescido. E agora meu filho estava com 18 anos. Eu sempre o observava de longe, visitando aquela monótona cidade. Lilith e eu lamentávamos ter que ser assim. E eu o vigiava, sabendo que tinha um anjo infiltrado naquele orfanato. Era o arcanjo Gabriel. Várias vezes pensei em pegá-lo caminhando fora daquele lugar, sem ninguêm por perto, para poder acabar com sua vida. Mas meu irmão era cauteloso. Ele sabia que haviam demônios soltos pela cidade. Astaroth, um dos duques do inferno, tirou férias para ficar por perto quando o anjo perseguia Teluriel. Virou um sujeito bêbado e roqueiro, Aster. Era o melhor amigo do meu filho. Claro, Gabriel não tinha plena certeza de que Luke, o nome dado a Teluriel pelo orfanato, era quem o céu procurava. Apenas no aniversário dele, com os poderes começando a acordar, que os arcanjos se tocaram de que aquele jovem realmente era um anjo-demônio.

 Eu o procurei por toda a parte na cidade. Fui até o orfanato disfarçado de velho caquético. Perguntei se Luke estava por lá, mas fiquei sabendo que ele havia saído. Me deparei com Gabriel perto dali, tentando se esconder enquanto vigiava alguém. Eu segui Gabriel pelas ruas, ocultando os poderes que me entregariam. Pude ver quem ele estava seguindo. Era Teluriel.

 Teluriel estava de frente a sua loja de máscaras, conversando com Aster. Gabriel já ia atacar ambos, eu sentia sua força angelical começando a fluir. Quando fui revelar meus poderes para impedir que ele fizesse algo, Gabriel virou subitamente e tocou uma mão em meu peito. Quando fui ver, estava naquela cidade, mas longe da loja. Não sabia o que estava acontecendo com meu filho agora, mas já tinha uma ideia do que os anjos fariam. Levariam Teluriel para o castelo celeste a fim de executá-lo. Era um ritual que Deus fazia quando decidia que alguém deveria desaparecer.

 Eu fui para um beco qualquer na cidade, e liberei minha forma de demônio. Não conseguia mais me teleportar como os arcanjos. Então lembrei do método de teleporte dos bruxos. Eles se cortavam e usavam o sangue para fazer um pentagrama circulado no chão. Mentalizavam aonde queriam ir, e pisavam no centro. Usei minhas garras para cortar os pulsos. O sangue jorrou das seis aberturas em meu braço, usei a outra mão para desenhar o símbolo. Imaginei o céu, que não via há anos, mas ainda estava em minha memória. Estradas azuladas feitas de energia angelical, ilhas flutuantes que eram os lares dos anjos. E o imenso palácio de Deus. Me senti um pouco tonto, e apareci em outro lugar rapidamente. Estava numa estrada azul, que guiava o caminho até o castelo. Corri até ele, pois sentia a força de um demônio. Usei o que me restava de força angelical para ficar invisível. Quando não era guardião do Éden, abusava dessa capacidade para visitar oradores na terra. Agora, eu usava para poder matar a minha própria raça.

 Teluriel estava de pé no salão, perto da escadaria que levava ao trono de meu pai. O último fez um gesto, apontando para o meu filho. Eu entendi o que era, era uma ordem de execução. Não esperei que fossem para cima dele. Me revelei como demônio, fazendo o brilho vermelho de minha alma se alastrar pelo salão, cegando todos. Tirei a espada de prata da minha bainha, o último armamento que me restava do céu. Cortei a garganta de Melahiel, aquele que havia me ajudado anos atrás numa luta contra demônios. Não liguei para o fato de estar matando brutalmente meus irmãos. Eu era um demônio, seu inimigo mais mortal. Me matariam se tivessem a oportunidade mais prévia. Matei mais e mais deles, que estavam desorientados, com as mãos cobrindo os olhos.

 Olhei para Teluriel.

 _Olá, filho. -eu disse, s

 Ele parecia chocado. Continuei dilacerando os anjos. Um deles escapou da morte, colocando o braço na frente da lâmina. Teve o braço violentamente mutilado, e gritou. Era um dos arcanjos, Raphael.

 _Como pode nos ferir, irmão. Deveríamos estar juntos nessa guerra contra o inferno.

_Dane-se, Raphael. Eu só quero meu filho de volta.

 Raphael estava aflito, agarrando a espada com força. Ele desferiu um golpe com ela, bati minha lâmina contra a dele. Ele não aguentou a pressão, demônios naturalmente eram mais fortes fisicamente. Sua espada caiu para o lado, aproveitei a oportunidade e lhe dei um chute na perna esquerda, fazendo-a quebrar. Raphel urrava com lágrimas nos rostos. Deixei ele sofrendo no chão. Percebi que Teluriel estava logo atrás de mim, assustado. Minhas asas o cobriam da visão de Deus, que nos fitava zangado. Nosso Senhor, como costumava chamar Deus antigamente, iria ter usado seus poderes divinos contra nós, se eu não tivesse brilhado em vermelho novamente. Peguei meu filho em meus braços, comecei a voar. Teluriel e Deus estavam cegos assim como antes. A diferença era que agora eu já retornava para o lado de fora, deixando uma pilha de corpos no salão e alguns poucos anjos sem visão.

 Apenas um salto, e estaríamos fora do céu. Nunca entendi como, mas quando se caia de lá você imediatamente aparecia no inferno. Dessa maneira, a única maneira de fugir do céu sem ir para o abismo era o teleporte dos anjos. Isso impedia que humanos tentassem ir embora.

 _Segure firme, Teluriel.

 Pulei da estrada, esperando aparecer em frente a minha casa, com Lilith ansiosa para ver nosso filho.



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