História Teluriel - Capítulo 5


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Categorias Originais
Tags Anjo, Apocalipse, Céu, Demônio, Deus, Grigori, Inferno, Lucifer, Nefilim
Visualizações 20
Palavras 803
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Não tenho escolha. POV Teluriel.

Capítulo 5 - Eligor


Fanfic / Fanfiction Teluriel - Capítulo 5 - Eligor

 É, aquilo tudo estava acontecendo rápido demais. Há poucos dias, eu estava na terra, comemorando o fato de estar livre da droga daquele orfanato. No mesmo dia, fui para o céu e caí no inferno. Agora, eu estava na sala de estar de uma casa cujas paredes pareciam sangrar, borradas em escarlate. Havia decoração, não mais que o necessário. Afinal, era a casa de um demônio: Uriel, meu pai. No inferno, costumavam chamá-lo de Eligor. Todo anjo caído mudava de nome. Um exemplo? O nome verdadeiro de Lúcifer é Samael. Por falar no imperador do abismo, meu pai disse que iríamos visitá-lo. Algo sobre os arcanjos estarem querendo entrar no inferno para me levar de volta a Deus. Se eu dissesse que estaria com medo de Deus há alguns dias, provavelmente ririam de mim. Mas eu descobri recentemente que Nosso Senhor é a criatura mais fria que eu já havia conhecido. Sim, eu estava no inferno e achava melhor do que estar no paraíso.

 Voltando para a sala de estar. Eu estava debruçado sobre o sofá assistia um programa infantil na televisão. Era uma das cortesias de Lúcifer. No inferno, sua tortura seria perder todo o entretenimento e ter que assistir o Mickey Mouse na televisão por toda a eternidade. Ridículo, mas agonizante. Uma voz feminina chamou meu nome. Era minha mãe, Lilith. Eu já sabia toda a história do meu pai e ela. Ela insistia em dizer que tinha sido pelo bem da humanidade.

 _Filho, em poucos minutos iremos sair. Se apresse!

 Eu me levantei do sofá, suspirando desanimadamente. Ver o rei dos demônios seria diferente do meu último encontro com uma divindade? Fui até meu quarto. Lembrei de meu pai ter dito que eles tinham reservado um lugar para mim assim que souberam que eu nasceria. O quarto era tão melancólico e avermelhado quanto o resto da casa. Tinha umas coisas minhas nele, que meu pai havia buscado na terra. As malas com meus pertences do orfanato e as máscaras da minha loja. Manuseei uma máscara, que estava guardada numa bolsa de couro num canto. A máscara parecia viva em minhas mãos. Seus olhos eram feitos de vidro azulado, como se fossem óculos. Tinha o formato de uma cabeça de lobo da neve, com cores pálidas. Ao ver minha criação, não pude conter um sorriso. A coloquei, provando seu tamanho em meu rosto. Era perfeita para mim. Escutei minha mãe gritando novamente para eu me apressar. Uriel parecia tentar acalmá-la. Ela com certeza era uma devota de Lúcifer, mas meu pai parecia não ligar muito para seu rei.

 Terminei de me arrumar, e saímos da casa. As ruas eram como as da terra, com a exceção de ter vísceras e corpos gemendo em todo lugar. Ainda não tinha refletido sobre uma coisa, mas naquela hora ela me acertou como uma bala. Se eu tinha despertado meus poderes, aonde eles estavam?

 _Pai, eu não consigo usar minhas asas como você. - falei olhando para Eligor.

 _Eu sei, filho. Isso deve demorar um pouco. Mas você já deve conseguir fazer algumas coisas...

 Uriel estendeu a mão, fazendo um brilho azulado fraco sair dela. Lilith olhou feio para ele.

 _Não use poderes de anjo aqui, amor. Você sabe que ninguém gosta disso. -disse minha mãe, colocando sua mão sobre o braço dele para que ele abaixasse.

 Eu me imaginei fazendo aquilo. Parecia tão... básico. Era a versão angelical do flash de luz vermelha que meu pai havia usado duas vezes no palácio de Deus. Levantei o braço e forcei os músculos dele. Meus pais nem estavam olhando, mas eu havia conseguido fazer a luz angelical.

 _Pai, mãe, eu consegui!

 Eles me olharam, assustados. Uriel começou a gargalhar, Lilith ficou vidrada na luz azul.

 _Esse é meu filho, um verdadeiro prodígio.

 Meu pai me explicou durante o caminho que a luz era apenas o começo de um monte de poderes que eu poderia desenvolver com treinamento. A energia dela se chamava Maná. Me senti no filme do Doutor Estranho, com aquelas coisas de magia na ponta dos dedos.

 Chegamos a uma escadaria imensa numa montanha escura. No topo, estava um castelo repleto de tentáculos o rodeando. Teríamos de subir aquela porcaria. Mas uma mão agarrou meu tórax, percebi que era meu pai levando Lilith e eu com as asas batendo. Fomos literalmente voando.

 Quando adentramos pelo portão de ferro com espinhos, que não era guardado por nenhum demônio, eu vi um tapete vermelho se estendendo e abrindo em nossa direção. Tomei um susto rápido, mas recobrei a atenção e olhei para a frente, com os pés em cima do tapete. Aquele que o enviara era o próprio diabo, mas não o que eu achei que encontraria.

 Lúcifer, o rei do inferno, era um adolescente loiro com roupas havaianas, sorrindo para mim que nem um retardado.

 



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