História Teluriel - Capítulo 8


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Categorias Originais
Tags Anjo, Apocalipse, Céu, Demônio, Deus, Grigori, Inferno, Lucifer, Nefilim
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Palavras 1.084
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - Gabriel


Fanfic / Fanfiction Teluriel - Capítulo 8 - Gabriel

 Eu acordei, extrememente assustado. O suor escorria pela minha face. Eu tinha despertado de um pesadelo, no qual era perseguido por corvos numa floresta. E eu nunca chegava a lugar algum. Apenas mais e mais árvores, escutando o gorjeio das aves tenebrosas. Babilônia já estava acordada. Na verdade, ela parecia estar quase saindo dali. Se arrumava, na porta do quarto.

 _Ei, não vá ainda. -eu disse, fazendo ela olhar para mim. - Preciso que me ajude, tem muitas coisas que ainda não entendo.

 _Bobinho. Eu não estava indo embora. Lúcifer pediu para eu te acompanhar aonde quer que você fosse.

 O rei do inferno queria que ela ficasse me stalkeando por aí? Bom, isso era uma coisa que eu queria. Até que enfim algo positivo naquela bagunça que minha vida estava se tornando.

 Percebi que minhas costas ardiam um pouco. Fui ao banheiro, sem se importar com o fato de estar sem roupas. Olhei para minhas costas no espelho. Haviam duas grandes manchas em cada lado delas. Babilônia apareceu atrás de mim, sorrindo.

 _Parece que suas asas despertaram. Deve estar doendo um pouco.

 _Realmente... - eu disse, e fui para o quarto me vestir.

 O dia naquela casa foi incrivelmente normal. Babilônia me ensinou várias coisas. Vou tentar resumir o que aprendi.

 Todo anjo e demônio possui uma forma verdadeira, a forma que aparecem quando são invocados por um bruxo ou quando bem quiserem. Mas essa forma fica mais fraca na presença de outros seres sobrenaturais, por alguma razão estranha. Parece ter algo a ver com a pressão de auras. Ela me explicou que poderia demorar para eu conseguir descobrir minha forma verdadeira. Nesse momento, eu poderia virar qualquer coisa, como um centauro com cabeça de leão ou um dragão de várias cabeças. Formas verdadeiras pareciam ser bem aleatórias, eu não queria me transformar numa galinha gigante ou coisa do gênero.

 Os arcanjos no céu eram sete, assim como os arquidemônios. O líder dos arcanjos era Mikhael, e o dos arquidemônios era o próprio Lúcifer. Deus não era um arcanjo, mas sim um elohim, um deus nos termos bíblicos. Além de elohim, havia serafim, anjos poderosos, querubim, anjos menores, e ofanim, os anjos que sentavam em tronos no palácio de Deus. Os demônios eram classificados como súcubos e íncubos, demônios do sexo com versões masculina e feminina respectivamente, imps, demônios menores, cavaleiros, que eram apenas quatro, e os demônios experientes, que não tinham denominação.

 A maná, a energia que me permitia usar magia, podia ser desenvolvida apenas por seres sobrenaturais e bruxos. Com ela, se podia fazer praticamente qualquer coisa, desde criar chamas até levitar objetos. Eu treinei um pouco com Babilônia. Ela me ensinou como manipular o fogo. Era algo bastante fácil para demônios, embora poucos anjos soubessem fazê-lo. Meu pai era um desses poucos em seus tempos de anjo. Acho que esse é o motivo para eu ter aprendido tão facilmente a manipulação do fogo.

 Eu não sabia dizer se era noite ou dia, pois a paisagem era estática e não mudava. Mas haviam se passado alguns dias naquela casa. Embora eu não precisasse dormir, o hábito humano ainda ficou. E eu sempre dormia após transar com Babilônia pela casa, em meus impulsos.

 Eu estava ficando entediado e claustrofóbico, preso naquele lugar. Em certo momento, decidi dar um basta. Fui falar com a demônio que agora era minha namorada.

 _Por favor, vamos dar uma volta na terra. Essa casa é um saco.

 _Não sei se Lúcifer quer isso, mas tudo bem.

 Babilônia não havia me ensinado como sair daquele lugar nem como entrar. Mas eu a faria me ensinar quando saíssemos dali. Demos as mãos, e ela me teleportou. Aparecemos em frente a um pequeno barraco. Era a minha loja de máscaras. Babilônia já sabia da minha profissão. Eu abracei o portão de metal, como se fosse um ser vivo. Estava alegre por rever meu canto de reflexão, aonde também praticava o que eu mais amava fazer.

 _Vou ficar com ciúmes do portão. -disse Babilônia, rindo.

 -Obrigado por me trazer aqui. Eu te amo. -eu disse, beijando a testa dela.

 Procurei as chaves em meu bolso. Ali estavam, não tinha largado as chaves da loja. Abri o barraco, e entrei com a minha ruiva. Era um lugar pequeno, mas me trazia lembranças.

 _Nunca foi muito fã de limpeza, não é? -perguntou Babilônia, mexendo em um entulho de materiais de make-up.

 Babilônia era o tipo de pessoa que organiza tudo, e tem obscessão por limpeza. Eu resmunguei, não ligava para aquilo como ela. Fui para a porta dos fundos, que dava em um tipo de porão aonde eu guardava alguns pertences. Não prestei atenção em minha namorada. Errei feio. Um barulho de batida me fez olhar para trás.

 _Sabia que apareceria por aqui alguma hora, Teluriel. -disse o anjo loiro, com uma mão aberta na direção de Babilônia.

 Babilônia estava caída no meio dos materiais, inconsciente. Gabriel havia usado a telecinese para tirá-la do caminho.

 _Por quê você não some logo, seu anjo desgraçado?! -gritei, endurecido.

 _Não está em condições de falar algo, seu pássaro amedrontado.

 Gabriel avançou contra mim, tirando a espada da bainha rapidamente. Tentei libertar meu lado demoníaco, sem sucesso. Então senti o corte em meu peito, rasgando a camisa. Caí para trás, enquanto Gabriel se preparava para enfiar a espada em minha cabeça. Ele erguia a lâmina com um olhar frio, segurando-a com ambas as mãos. Eu não tinha como desviar, estava preso entre duas caixas de papelão velhas.

 _Você deveria sentir nojo de si mesmo, sua aberração.

 Eu fechei os olhos, aguardando o golpe fatal que ceifaria minha vida. Mas não aconteceu nada. Eu os abri, e vi um Gabriel com os olhos arregalados, encarando o nada. Sangue escorria por sua boca.

 _Sua... Vadia... -disse o anjo, desabando para o lado.

 Um brilho azulado intenso iluminou todo o local, fazendo minha visão ficar turva. Gabriel havia sumido, e Babilônia me estendia a mão ensanguentada, com as garras aparecendo.

 _Vamos, se levante. -ela disse, como se matar um arcanjo fosse normal.

 _Você matou Gabriel.

 _E salvei sua vida, duas coisas para alegrar seu dia. Agora levanta.

 Eu apertei a mão dela, e fui erguido.

 _Por quê eu não consegui?

 _Seu corpo ainda não se acostumou com os novos poderes.

 Eu apertei com força meu ferimento, que ainda sangrava muito.

 _Eu não quero mais ser fraco. Não quero ficar sendo salvo.

 _E quer que eu faça o quê quanto a isso?

 _Me ensine a virar demônio. O mais rápido possível.



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