História Tem Sido Sempre Você - 19 Days - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags 19days, Jian Yi, Lemon, Shounen Ai, Yaoi, Zhan Zheng Xi
Exibições 86
Palavras 2.109
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá, olá? Como vocês estão? Eu estou... NA MERDA. EU CONSEGUI ENFIM FICAR COM O CRUSH, FOI UMA MARAVELHA, FOI TIPO UMA FANFIC porém agora estou sendo trouxa. Meu sorriso esconde minha dor -q

Capítulo 8 - Capítulo 8


 Três dias haviam se passado desde que Zhan Zheng Xi dissera que estava disposto a tentar algo semelhante a uma tentativa de relacionamento com Jian Yi, e desde então o garoto não conseguia concluir um bom ciclo de oito horas de sono. Dormia tarde e acordava cedo, tendo como seu ultimo e primeiro pensamento o rapaz de pele levemente bronzeada do sol e seus olhos verdes seguros. Mal podia acreditar. Estava tão eufórico.

    Ao contrário do que imaginou, Zheng não lhe beijou logo após sua decisão. Nem depois, ou mesmo um dia posterior. Zheng não lhe fez carícias, declarou-se ou sequer encostou em seus lábios. Ao invés disso, ele lhe dissera que precisaria conversar seriamente com Liang, e Jian teria que respeitar isso. Zheng era um alguém bom demais para assumir-se com outra pessoa enquanto não terminasse o primeiro relacionamento, ou para que desse qualquer passo na seguinte direção. 
   Entretanto, incomodava, para Jian, que absolutamente nada tivesse mudado desde então. Nem mesmo trocavam mensagens de duplo sentido. Era claro que Jian estava adiantando as coisas... Ele  não podia se conter. Há quanto tempo não vinha sonhando com Zheng, sua alma e, principalmente, seu corpo? Pegava-se sempre a imaginar-lhe soando pequenos ruídos de seus lábios entreabertos enquanto seu corpo se movimentava em um só segmento, coberto por uma fina camada de suor... E então ele acordava. Era sempre assim. Todavia, não achava mesmo que insistir em ter esse tipo de fantasia, naquele momento, fosse ser benéfico de alguma forma. 
    Aquele havia sido um ano perdido para Jian, já estavam na metade do ano. Agora ele devia estudar para tentar entrar para faculdade no próximo ano e Zheng, a contragosto, lhe ensinaria algumas coisas em seus raros momentos vagos. Zheng Xi era um universitário, e entristecia Jian saber que o amigo começara aquela fase importante da vida sozinho, sem ele ao lado, mesmo após Jian ter lhe dito que viveriam toda a vida juntos. Pré-escola, faculdade, trabalho... Teria Zheng arrumado uma namorada se Jian não tivesse ido?
    Jian estava largado em seu quarto escuro cochilando as seis da tarde quando recebera uma mensagem, indo aceso até o aparelho branco, jogando algumas peças de roupa pelo ar no trajeto. 
    Já estou em casa... 
    De: Zhan Zheng Xi (XiXi)
    Ah, sim. Algo havia mudado. Havia todo um ar de comprometimento naquelas palavras. Ou seria Jian Yi que estaria flutuando demais na expectativa? 
    Imediatamente levantou-se desesperadamente da cama, levantando mais uma leva de roupas. Dirigiu-se ao armário e de lá retirou uma de seus moletons brancos, bem como uma camisa e cueca de mesma cor. Dirigiu-se ao banheiro e banhou-se brevemente, gastando alguns minutos a mais em frente ao espelho em uma tentativa de ajeitar seus cabelos sempre monótonos e perfumar-se. 
     (...)
    Ao sair do banho Zhan Zheng Xi ejetou um enorme suspiro cansado. O dia anterior fora de muita dor de cabeça. Zheng não acreditava no que estava fazendo; achava que estava ficando louco. Por outro lado, não arrependia-se de ter terminado o seu pseudo-namoro com Liang. A garota, como previra, não aceitou simplesmente o término. Gritou, esperneou, bateu em seu peito, perguntou quem seria a outra "vadia" - termo usado por ela - e no fim rendeu-se as lágrimas. Zheng juntou-se a ela para consola-la, e após bastante relutância, Liang fora embora, contrariada. E hoje encarou um longo dia de aula. Zheng fechou os olhos e franziu a testa por longos segundos ao ouvir o som de batidas na porta. Após mais um suspiro, rendeu-se e foi ao encontro de Jian, erguendo uma das sobrancelhas ao abrir a porta e encontrar a figura anormalmente bem vestida e com um penteado inusual. Parte do cabelo de Yi estava penteado para trás, além do cheiro notável de um perfume que não recordava-se de já ter sentido. Lembrou-se, então, do que havia lhe dito.
    Era mais do que óbvio que o objetivo de Jian não era exatamente o de estudar. Entretanto Zheng, exausto, ignorou completamente as segundas intenções do outro. 
    - Onde está o seu caderno? - Perguntou ao fechar a porta atrás de Jian.
    - Foi mal. Eu esqueci. 
 
    - Sei. - Zheng sussurrou, trancando a porta. - Arrume um lugar para sentar aí. Eu já volto. - Disse, entrando em seu quarto. Cinco minutos depois voltou com um caderno, dois lápis e uma borracha em mãos, encontrando Jian Yi sentado no chão atrás da mesa de centro, de pernas cruzadas e olhar perdido. Parecia inquieto, nervoso. Ansioso. Zheng sentiu um pequeno mal estar ao notar que o garoto esperava algo mais do que estudar. Sentou-se ao lado dele, abrindo uma parte aleatória de seu caderno em silêncio. - Uma das matérias que cairão no vestibular é aritmética e... Jian. Preste a atenção. - Zheng bateu levemente com o caderno na cabeça de Yi ao notar que o garoto não lhe ouvia. 
    - Foi mal, foi mal. Aritmética você disse...
    Quase quarenta minutos haviam se passado enquanto Zhan, com um aspecto cansado, lhe explicava desde a teoria até alguns exercícios que ele mesmo estava resolvendo enquanto Jian Yi fingia interesse. Em algum momento, a voz de XiXi afastou-se em seu consciente, se tornando um murmurio. Aos poucos, toda a euforia esvaiu-se do seu corpo, ao perceber que, realmente, as intenções do mais velho eram apenas de ensinar-lhe a matéria, e algo dentro de si morreu. Talvez Zheng estivesse brincando ao dizer que tentaria algo com ele, ou talvez tivesse desistido... Ou, talvez fosse tão minusculamente significante que ele simplesmente esqueceu-se. Jian inspirou fortemente, acolhendo um de seus joelhos ao contrair as pernas. Seu olhar se perdeu no sofá à sua frente. Sabia que algo assim era impossível, e que nutrir esperanças era estupides de sua parte.
    - Agora tente você fazer os exercícios 6, 7 e.. Jian? - Zheng notou ao olhar para o lado que o amigo não prestara a atenção em nada do que ele havia dito, e uma enorme sensação de fúria começou a consumi-lo, juntamente com a vontade de arremessar-lhe o caderno na cara. Porém, esses desejos foram esquecidos ao notar que o garoto estava tão compenetrado em seus próprios pensamentos que não ouviu sua voz. Jian tinha uma postura totalmente diferente da de quando chegou em sua casa. Seus ombros estavam caídos, seu olhar desfocado e a cabeça tombada para o lado indicava que seus devaneios não eram muito animadores. - Jian.
    Finalmente Yi o olhara, e percebendo que fora pego não prestando a atenção tentou fingir uma compostura. Tarde demais, Zheng levantou-se e recolheu os materiais:
    - Se for para tomar o meu tempo não fazendo nada, por favor, da próxima vez não me chame. Eu estou cansado demais para brincadeiras.
    Jian sentiu um aperto no peito que, para um alguém que acordara tão feliz e certo da vida, parecia não lhe pertencer.
    - Ok... - Levantando-se do chão, ele ajeitou a camisa e falou para alguém que não estava mais ali. - Desculpa por tomar seu tempo. Não faço mais. 
    (...)
    - Ei, você quer... Jian?! - Percebendo que falava sozinho, Zheng deu uma volta por seu pequeno apartamento, percebendo tarde demais que o garoto havia ido embora. Fugido. Novamente. E a culpa era sua. - Tsc...
    Seu plano era não ir muito longe. Conhecendo o Jian, sempre estava por perto, remoendo em algum lugar. E como era de se esperar, o rapaz estava sentado em um banco na frente de uma árvore e ao lado de um poste de luz, do outro lado da calçada onde havia um Burgue King, bebendo um copo de refrigerante. 
    - Então você está aí. - Disse sentando-se ao seu lado. 
    - Pensei que você estivesse cansado. - Resmungou Jian, mal disfarçando sua carranca. 
   - Jian. Se você tem algo para me dizer, simplesmente diga. Eu já disse antes. Odeio que você guarde tudo para si mesmo. Costumava me contar tudo...
    - Certo. - Respondeu o outro, rápido demais, interrompendo Zheng. Afastou o canudo do copo de sua boca e colocou-o de lado, virando-se para Zheng. - Eu tenho sim. Enquanto eu estive aqui nesse banco vi alguns casais e refleti sobre você.
    - Hm - Zheng franziu as sobrancelhas, preparando-se para o que o outro iria dizer. Zheng não estava preparado, nunca estava. Rezava silenciosamente que Jian não lhe cobrasse atitudes, pois ele ainda não sabia exatamente o que deveria fazer, ou como se sentia em relação ao amigo. Apreensivo, ouvia.
    - Eu vi muitos casais passeando por aqui. Nenhum com dois caras. - Zheng surpreendeu-se não só com as palavras, como o ar sério que Jian raramente adotava. - Porque isso não é normal. Eu não sou normal e eu sei que você vai discordar disso... porque é meu amigo. Também sei que você somente disse aquelas coisas pois sentiu pena de mim. - Jian fez uma pausa antes de continuar, a voz embargada. - Mas, eu estou cortando com isso aqui. Eu não quero que você entre em uma enorme confusão por minha causa, e finja sentimentos inexistentes. Será melhor para ambos se essa farsa são se prolongar... Você não é gay. É um cara comum que gosta de garotas e provavelmente se casará com uma linda mulher e terá dois filhos. - Uma lágrima lhe escapou quando disse isso. Jian lembrava-se da promessa que fizera a si mesmo que, quando este dia chegar, tudo que vivenciara com Zheng seria definitivamente cortado. - Você não conseguiria, mesmo se quisesse, desenvolver qualquer sentimento por mim; serei sempre o seu melhor amigo, e um cara. E está tudo bem sermos apenas isso... eu me condenaria por toda eternidade se fosse o motivo de sua vergonha. Então é isso. Nada mudou. 
    No fim das palavras e do sorriso falso no rosto de Jian, Zheng ficou, pela primeira vez em muito tempo, sem saber o que falar. Quando viu Jian sentado naquele banco imaginou que haveria todo um drama e no fim tudo se resolveria, como sempre. Entretanto, ele acabou por ouvir os sentimentos ocultos de seu amigo, sobre si. E estava boquiaberto. Seu peito começara a doer como sempre ocorria quando Jian demonstrava um falso contentamento disfarçando a sua intensa vontade de chorar. O sorriso de Jian podia realmente machucar, principalmente quando estava molhado por suas lágrimas sinceras. Aquilo doía tanto quanto uma dor física de um objeto cortante.
    - "Anormal", "pena", "vergonha"... - Zheng sentiu seu rosto molhar, vendo como o amigo sentia-se sobre si mesmo, e o que ele achava que significava para Zheng. - É isso o que você acha que é? - Perguntou firme apesar do pranto, vendo o outro confirmar com a cabeça. 
    Zheng levantou-se do banco ficando de frente para Jian, e em seguida, o levantou puxando-o pelos braços. Suas mãos inseguras e tremulas foram em direção aos ombros do amigo procurando estabilidade, e quando encontrou, Zheng ergueu o queixo de Jian com uma das mãos, notando que o amigo procurava esconder sua face. Seus olhos incertos se encontraram nos olhos incrédulos de Jian, e então ocorreu. 
    Sua boca vagamente foi de encontro à de Yi, e quando Zheng sentiu que poderia novamente vacilar e ferir ainda mais o amigo, ele o puxou, selando-o não só aquela insegurança, como o beijo que se seguiu, ali embaixo da árvore, iluminados por um poste qualquer. Zheng deixou que seus lábios rolassem até que capturassem o lábio inferior de Jian, começando ali uma sessão de carícias que tornaram-se úmidas conforme Zheng o manipulava em suas mãos; migrando sua mão direita para as costas de Jian e a esquerda para sua nuca. Jian rapidamente o acompanhou deixando de lado a surpresa para dar lugar as sensações que sempre desejou, apoiando uma de suas mãos na cintura de Zheng e outra em seu antebraço. As lagrimas rapidamente secaram em seus rostos, mas não se podia dizer o mesmo do beijo que se desenrolava com calma e curiosidade. Jian pôde constatar a macies que sempre sonhou enquanto dormia, aproveitando-se das brechas para chupar-lhe forte o lábio, na intenção de garantia. 
    Poucos minutos depois, consciente de onde estavam, Zheng foi o primeiro a afastar-se, assustado com o possível público, deixando uma expressão frustrada em Jian. Ao olhar para os lados notou que poucas pessoas passavam por ali, a maioria do outro lado da calçada e todos compenetrados demais em seus próprios encontros. Olhou então envergonhado para Jian, que não demonstrava o mesmo. Jian parecia embasbacado, e sedento. 
    - Isso é... - Desconversou Zheng - Para comprovar que o fato de você ter um pênis entre as pernas não... significa nada. 
     Definitivamente algo não estava normal. Zheng dissera "pênis", e também dissera algo incomum de sua parte, para um alguém não muito confiável.
 



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