História Tempestade De Verão - Capítulo 15


Escrita por: ~ e ~SimoneVIP

Postado
Categorias SHINee
Personagens Jinki Lee (Onew), Jonghyun Kim, KiBum "Key" Kim, Minho Choi, Taemin Lee
Tags Jongho, Onkey, Ontae, Shinee, Taekai
Visualizações 33
Palavras 2.690
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - Quinze


Fanfic / Fanfiction Tempestade De Verão - Capítulo 15 - Quinze

Ficou em silêncio pensativo, em seguida após encará-lo por um momento, recuperou seu bom humor.

- Parabéns Sherlock. Suponho passar por um interrogatório, agora?Vejamos o que quer saber?- ele falava apressadamente, atropelando algumas palavras. - Ah já sei!Vou começar contando a historia de um pobre garotinho, cuja mãe quando jovem trabalhava numa linda mansão igual aquelas descritas em contos de fadas. Mas na realidade essa mansão não tinha absolutamente nada de conto de fadas. Ela se assemelhava mais a um conto de horror. Porque nela vivia um velhote pervertido, seu passatempo preferido consistia em toda calada da noite invadir o quartinho humilde da empregada e estuprá-la. A diversão perdurou até a pobre coitada por ventura engravidar e após a senhora dona da casa e os filhos descobrirem tudo e colocarem a insolente no olho da rua sem direito a nada.

Ele se calou, olhou em direção a Onew parecendo esperar por um sinal, ou qualquer outra coisa que o força-se a prosseguir com a narrativa.

- Eu... Sinto muito. –Onew disse lentamente, pego de surpresa.

- Quando a criança indesejada nasceu. – continuou sem dar importância ao que disse. – Não havia mais dinheiro, nem comida e nem onde morar. Ela se viu sozinha com um filho pequeno nos braços, sem serviço por culpa dos rumores de que tinha se deitado com seu antigo patrão ninguém a contratava. Ela então resolveu aceitar sua fama e deitar na cama, literalmente. Comemos o pão que o diabo do meu pai amassou. - Ele segurou o riso. – Era assim que minha mãe o chamava, o velho diabo, irritante como ela nos comparava o tempo todo. Berrava que ele havia destruído a sua vida e como se não bastasse dizia que a engravidara de propósito para infernizá-la e destruir o que restou. Ah Onew! Não me olhe assim. Não quero que sinta pena de mim. Tirando o ódio e a rejeição até que tive uns bons momentos, lembra?De nossos planos no colégio?Éramos bolsistas num colégio pomposo, só a elite usufruía da instituição. Suas provas de admissões eram desumanas. Passei porque minha mãe fez uma visitinha à cama do diretor. – ele lambeu seus lábios secos e sorriu envergonhado. -Acho que a indigência nos uniu, éramos dois pobretões ousados. Convivendo em meio a realezas. Fantasiando planos impossíveis.

Onew sorriu buscando aliviar a tensão.

- Não eram tão impossíveis assim.

-Pra você sem dúvida não. Mas para mim... Você sempre teve talento – Minho deu uma pausa encarando a toalha da mesa sacudindo a cabeça conformado, depois ergueu os olhos e continuou. - Eu, no entanto não passava do filho da criada de reputação contestável... E ademais, deveria supor ser uma péssima idéia assumir minha homossexualidade no seio de um colégio arcaico regido por uma moral secular, tendo como base uma liberdade de expressão postiça. Todo mundo passou a olhar torto pra mim, você por um lado era o único que arriscava a falar e a andar comigo. Nós éramos amigos não éramos?

- Claro. - respondeu prontamente. - Nunca duvide disso, naquela época você era o meu melhor amigo.

- Então porque as coisas mudaram quando conheceu Tiffany?Porque Onew, você me abandonou?!

- Eu me apaixonei! Ou pelo menos achei que me apaixonei... Não foi intencional. –explicou. - Espere um momento nessa época você sabia de quem se tratava?

- Lógico. – respondeu inalando profundamente. –Passei um sufoco convencendo aquela estúpida de que eu era o Best friend gentil e compreensivo disposto a ceder parte de meu precioso tempo, brincando de confidente, na torcida por um final feliz do príncipe e a princesa.

Sua aura mudou de repente e seus olhos se estreitaram divertidos e maliciosos, Onew estranhamente sentiu-se aliviado, gostava mais do velho Minho arrogante e prepotente do que daquele que se mostrou frágil há poucos minutos atrás.

 - Devo deduzir que seu plano de vingança já existia, ou estou enganado?

Ele sorriu sacudindo a cabeça.

- Está redondamente enganado meu caro amigo. Na verdade eu passei a arquitetar minha vingança quando o universo passou a conspirar a meu favor.

Minho se inclinou na mesa apoiando os cotovelos e entrelaçando os dedos.

- Primeiro: Key. O queridinho amigo e também um bolsista Zé ninguém como a gente do qual me fez companhia na maior parte do tempo que fiquei sozinho porque o meu melhor amigo caiu de amores por uma cadela, surgiu inesperadamente na porta de meu club. Implorando por ajuda. Nota importante você era o crush dele e ele bonitinho nunca te esqueceu embora tenha o tratado muito mal. Segundo: Em um belo dia de manhã, um freguês assíduo de meu club me faz uma revelação bombástica. Contou-me ser na realidade um detetive particular contratado por seu sogro. Sorte minha se tratar de um conhecido amigo, loucamente apaixonado por um de meus Hoster.  Ele me cedeu de bom grado informações valiosas e interessantes. Soube através dele, que a principio, supostamente pretendiam apenas confirmar minha ignorância a respeito de meu pai biológico. Terceiro: e não menos importante depois de convencê-los com ajuda de uma pequena mentirinha fazendo Key se passar por mim, a fim de sondar o que de fato queriam,fiquei pasmo com o rumo que as coisas estavam tomando. Tiffany passou a jogar um jogo perigoso de sedução e traição, assim se formou uma conspiração contra você... Onew, o único que não sabia de nada. E acho que por esse motivo te dispensaram. Tiraram-lhe da jogada para evitar que, mas gente soubesse da verdade. Quarto: cereja do bolo, você aparece em minha casa, falido, rejeitado, abandonado pela cadela e sua corja a mesma corja que jogou minha mãe na sarjeta. Nessa hora eu pensei, não posso de jeito nenhum desperdiçar essa oportunidade.

Onew estava lívido, e um pouco magoado.

-Entendi. Nós dois, eu e Key nessa bagunça toda não passávamos de meras marionetes servindo a seus propósitos. – disse lhe dando um olhar significativo.

- Marionetes. Não. Eu os via como meus preciosos aliados. – respondeu de imediato.

Onew entorpecido engoliu em seco, desejoso por uma bebida.

- Você já parou pra pensar que o que aconteceu comigo é grande parte sua culpa?- comentou respirando fundo. – Minho você acabou com a minha vida, antes disso veja o que fez com Key!Como pode... - a voz falhou. - Ele lhe pediu ajuda, e você o que fez?! O atirou aos leões!

Minho arregalou os olhos.

- Não venha com essa pra cima de mim!Sou o culpado de tudo agora?!Não é minha culpa a mãe dele adoecer e o pai acovardar e cair na jogatinha acumulando dividas das quais não possuía cacife pra pagar, e quanto a você devia me agradecer por não ter mais que fazer parte daquela família corrupta e mesquinha!Eu... Eu resgatei vocês. Se hoje estão juntos foi porque eu os uni. Portanto ao invés de ficar me culpando devia me agradecer. Você não o ama? Fale Onew. O ama ou não?

Ele levantou indo apoiar-se no parapeito, atordoado avistou Key empurrando a cadeira de rodas de sua mãe na companhia do pai passeando no jardim. Ele estava sorrindo aparentemente feliz, isso foi o suficiente para baixar sua guarda.

- Sim. Eu o amo. - respondeu quase num sussurro.

Vendo-os seguir rumo aos bancos de jardim. Seu coração disparou dentro do peito, sem se conter, virou apoiando as costas no parapeito. Queria muito se livrar de um incomodo uma sensação torturante.

- Quer me fazer uma pergunta? – adiantou-se Minho percebendo sua hesitação.

- Quero. - Onew correu a mão pelos cabelos nervosamente. – Você e Key... Digo Meu Deus! Como é difícil falar disso. – Seu semblante endureceu. – Vocês tiveram um caso?Eu preciso saber.

Minho levantou o queixo sorrindo.

- Precisa saber?Por quê?Se a resposta for sim, vai abandoná-lo?

Ele tremeu, sentiu uma pontada violenta no meio do peito, cruzou os braços lançando um olhar rápido em direção do jardim, estava lá seu amado, junto dos pais deveria ainda estar sorrindo seu doce sorriso de menino, encantador, o mesmo sorriso envolvente que discretamente o conquistou.

- Eu não poderia. – respondeu. – Não sei mais... Viver sem ele.

Minho o fitou detidamente e desatou a rir.

- Ah Onew! Você não faz idéia do quanto me agrada ouvir essas palavras vindo de você. Deve estar confuso?Perdido talvez?Se apaixonar por um homem...

- Não importa. – interrompeu. – Key é especial.

A voz soou terna, apaixonada.

Boquiaberto Minho revirou os olhos pulando fora da cadeira.

- Que fofo!Eu lhe dou as boas vindas ao mundo dos tolos. – disse fazendo uma reverencia. Aproximou-se tocando seu ombro. - E antes que me esqueça relaxe. Eu nunca, jamais, encostei um dedo sequer em seu escolhido, afinal... Ele sempre só teve olhos pra você.

Depois de tantas noites mal dormidas Onew enfim pode deixar sua mente relaxar. Feito o céu se abrindo logo depois de um forte temporal, o peso sobre os ombros cedeu, incrível como as palavras consolaram seu coração. O simples e remoto pensamento de Key nos braços de Minho fervia seu sangue, o arrastando a margem da loucura.

- Nossa sua fisionomia mudou da água pro vinho.

- Estou aliviado Minho. Desculpe-me se pareço indelicado, mas... Essa questão me afligia imensamente.

- Ora, por quê?Eu e Key formamos um belo casal não acha?

- De forma alguma e pare de me provocar. –refutou, percebendo seu tom irreverente. – Mas mudando de assunto. Preciso dizer uma coisa, ainda dá tempo de recuperar o que é seu por direito...

Minho soltou um suspiro desgostoso e se afastou Onew o seguiu determinado.

- Há tempo ainda- continuou. - De salvar o seu legado. Tome posse do que é seu Minho. Mostre para eles, para todos, que riram de você um dia, prove que é capaz!

Ele se voltou bruscamente parecendo ofendido.

- Não!Eu não sou capaz! – berrou. – Hei! Olhe pra mim Onew... Eu sou o dono de um Hoster club é essa a minha realidade. Não tenho competência nenhuma pra lidar com esse tipo de negocio e por que eu iria querer me enfiar na empresa do homem que causou a mim e a minha mãe tanto... Dissabor. Responda-me se puder... Convença-me de que ele não foi o responsável... – ele parou sufocando um soluço, o rosto muito corado - Minha mãe... Eu sempre soube, ela não gostava de mim... Não era culpa dela não. Eu até atendia. A culpa... - ele levantou a mão pousando-a sobre um dos olhos, tapando-o. -Descobri quando vi pela primeira vez uma foto daquele velhote... Eram iguais. Meus... Olhos. Iguaiszinhos aos do homem que acabou com sua vida. Deve ter sido duro. Olhar-me todos os dias e ver os olhos daquele homem em mim...

- Chega Minho!Basta.

Onew o segurou subitamente e o chacoalhou. As mãos firmes em torno dos braços. Minho debateu-se atônito desvencilhando. Seu semblante teve uma mudança brusca, seu traço e expressão pareciam pertencer à outra pessoa, havia uma coisa infantil em seu modo de mover-se, procurando deixar um grande espaço entre eles como se houvesse traçado uma linha da qual não era permitido ultrapassar.

- Basta digo eu. Chega Onew eu me recuso continuar essa...

-Minho eu pretendo ir embora. – interrompeu. – Acabou. Estou pedindo demissão do club vou sair daquele apartamento, e irei levar Key comigo.

Ele nada disse, apenas lançou um olhar perplexo em direção da cadeira indo calmamente até ela se sentar.

- Me ouviu?

- Cla... Claro. Ouvi sim. – começou a dizer tirando um lenço e limpando o suor da testa. - E a nossa aliança?Achei que tínhamos um acordo...

Onew suspirou avançando, notou que Minho se retraiu levemente perturbado.

- Eu sinto muito, mas não quero mais compactuar com isso. Ouvi nos noticiários recentes sobre a empresa ter sido abalada pelo ocorrido com a água cristalite, fui eu quem entregou as provas nas mãos de Kai. Eu me apossei dos e-mails de Tiffany, agi pelas suas costas, eu te trai... Minho. 

Ele esboçou um sorriso amarelo, encarando em assombro, não acreditando em tamanha rebeldia.

- Tudo bem... Eu não ligo. Verdade... Não estou magoado. - gaguejou.

- Não. Absolutamente não está nada bem. – enfatizou Onew. – A vingança nos leva a caminhos tortuosos cheio de armadilhas, intriga, traição eu nunca quis me envolver nisso o fiz somente porque fui um fraco. Achei que tinha perdido minha capacidade de amar e por conta disso poderia ferir e fazer com eles o mesmo que fizeram comigo. Mas eu reconheço o meu erro, eu estava enganado!Eu nunca quis realmente destruir a empresa que dei duro para tornar a maior e melhor do país, na real eu não odeio a Tiffany tenho é pena dela, Acho até engraçado quando penso que um dia eu me apaixonei por aquela mulher de certa forma adorável e fútil. E quanto a você Minho eu não queria te trair não foi legal da minha parte passar para trás o único amigo que me estendeu a mão quando mais precisei.

Minho sorriu para ele amplamente.

- Ah eu entendi. Você está tendo uma crise de consciência.

- Chame como quiser. Eu to fora. Deu pra mim não sou mais seu aliado e nem o meu Key.

Ele riu novamente levando o lenço aos lábios num gesto afetado.

- Meu Key?!Sua paixão está te cegando Onew.

Falou se pondo de pé.

- Muito pelo contrario eu nunca estivesse mais lúcido em toda minha vida. - respondeu determinado.

- Ouviu Jonghyun. – disse Minho vendo-o abrir a porta e adentrar a sacada. – Esse tonto me trocou por outro. – completou com um fraco sorriso.

- É melhor assim. - respondeu baixinho indo para perto dele, erguendo seu queixo e o beijando suavemente nos lábios. – Pode não parecer, mas às vezes eu sentia ciúmes de vocês dois.

Jonghyun envolveu-o num abraço terno, Minho agarrou-se a ele afundando o rosto em seu peito, era muito provável estar chorando. As mãos que se agarravam com força, tremiam.

É melhor assim, repetiu Onew em seu pensamento, fechou-se um ciclo, acabarão as mentiras e as farsas.

Seria ele novamente lutando com suas próprias armas usando de seu caráter e aplicando seus ideais, chega de manipulações ou troca de favores. As cordas presas e suspensas se desprenderam, a marionete estava livre... E cheio de planos pra começar apagaria todos os seus contatos.

Nada mais de Tiffany ou de qualquer outro, seu coração passou a bater mais rápido o ar passou a circular prazerosamente dentro dos pulmões. Seria essa a sensação de estar e se sentir plenamente vivo?!

Antes de partir aproximou-se o tocando de leve, ele permanecia quieto protegido nos braços de Jonghyun.

- Sei que seu velho foi um tremendo calhorda. O que fez com sua mãe, foi repulsivo. Porem, ele te reconheceu. Deixou aos seus cuidados aquilo que, mas prezava talvez se soubesse de sua existência antes, as coisas teriam tomando outro rumo, quem sabe o velho diabo não teria sido um bom pai.

Minho se contorceu em desagravo.

- Padecendo em seu leito, ele pensou em você, maltratado pela doença já a beira da morte seus últimos pensamentos foram todos pra você!Aquela empresa era sua maior alegria sua maior conquista. Ele poderia ter escolhido qualquer um! Pense um pouco, se isso não é amor de pai eu não sei o que é. Minho não se moveu e nem respondeu quando Onew disse adeus saindo sem olhar para trás, abrindo e fechando a porta as suas costas.

Preso no congestionamento olhando os carros em meio à chuva teimosa, mais uma vez Onew se pegou pensando em Minho, ele não saia de sua cabeça. Jonghyun assegurou estar tudo bem. Ele havia cochilado no quarto cedido pela clinica e logo que despertasse chamariam um taxi. Não estava arrependido, mas preocupado, de maneira alguma pretendia abalar a força que sempre enxergou em Minho. Mas saber que adormeceu depois de tanto chorar, particularmente achava muito estranho e perturbador. Absolutamente não era do feitio do amigo, deixar-se dominar pelas emoções muito menos pelas lágrimas. Quando o incentivou a relevar o mal que o pai lhe causou, o fez porque achou ser a coisa certa a fazer. Alguém deveria dar créditos ao ultimo desejo de um velho escroto a beira da morte. Alguém tinha que dar importância ao pedido de perdão de um pai arrependido que sequer sabia da existência daquele filho.



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