História Tempestade De Verão - Capítulo 16


Escrita por: ~ e ~SimoneVIP

Postado
Categorias SHINee
Personagens Jinki Lee (Onew), Jonghyun Kim, KiBum "Key" Kim, Minho Choi, Taemin Lee
Tags Jongho, Onkey, Ontae, Shinee, Taekai
Visualizações 27
Palavras 2.081
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Dezesseis


Fanfic / Fanfiction Tempestade De Verão - Capítulo 16 - Dezesseis

O barulho da chuva se chocando contra o pára-brisa somado a buzina de uma moto fez todas as imagens armazenadas em sua cabeça dissiparem, a fila andou seguindo vagarosamente em frente, antes porem de alcançarem o sinal de transito, novamente ele fechou. Onew deu um muro no volante praguejando.

Ao lado sentado no banco do carona, uma figura encolhida teve um leve sobressalto.

- Está com frio Key? – ele olhou para o lado esticando o braço, tomando sua mão. – Está fria. – comentou fazendo um carinho.

Key estremeceu os cabelos bagunçados caindo sobre os olhos.

- Hoje o dia foi cansativo. – Onew suspirou. – sonolento.

Voltavam do aeroporto. O vôo tinha atrasado meia hora, o bastante para os dois se despedirem. Pai e filho se olhando como há muito tempo não faziam falando sobre pedidos de desculpas, arrependimentos e perdão a conversa fluía alternando com algumas pausas para o choro e risos.  Embora Onew tivesse se sentado num canto um pouco afastado ainda assim escutava pequenas partes da conversa murmurada do homem dizendo: - Você lembra Bummie quando era pequeno... – Ou. – E teve aquela vez que sua mãe...

Key ouvia atentamente, animado feito criança. Revivendo uma época na qual acreditava possuir uma família casual como todo mundo.

Quando o homem se foi, e o seu avião sumiu virando um pontinho brilhante no céu, ainda permaneceu em pé fitando o horizonte, e teria permanecido ali, não fosse Onew o envolver com carinho e arrastá-lo suavemente. 

- Obrigado. – sussurrou apertando os dedos de Onew.

- Pelo que? – pestanejou aturdido.

O sinal abriu e a onda metálica moveu-se ultrapassando uns aos outros.

- Por cuidar... De meus pais.

 Onew queria olhá-lo com um pouco mais de atenção, mas isso o impediria de ser cuidadoso e o risco de uma colisão era eminente.

- Hum. – murmurou, numa rápida olhadela viu as mãos de Key se apertaram em seu colo, olhar fixo na janela os lábios uma fina linha tremula.

Ele parecia mergulhado em um estado de confusão.

Certamente havia inúmeras perguntas agitando seus pensamentos embora curiosamente optasse por se manter calado o resto do caminho até chegar a casa. Onew mal colocou os pés dentro do apartamento e sentiu um solavanco no instante que sua cintura foi fortemente agarrada, Key grudou em suas costas a respiração pesada umedecendo o tecido da camisa.

- Hei o que há? – perguntou tocando as mãos atadas a sua cintura.

- Me perdoe eu nunca quis te enganar...  Eu juro... Odiava mentir pra você... Mas o Minho me convenceu... Ele disse não haver melhor chance para... Ficar... Com você. E movido por meu egoísmo eu aceitei... Não pensei duas vezes... E aceitei...

Onew sentia o ritmo acelerado de seu coração batendo loucamente.

- Key não há razão alguma pra pedir perdão sendo que também menti e enganei nas mesmas proporções. – falou o tranqüilizando. – Não gosto de lembrar, mas no começo usei você pensando em reconquistar Tiffany. Achei que a vingança poderia me fazer sentir melhor... Mas eu estava absolutamente equivocado, não se consegue tirar nada de bom da vingança. Eu quase me perdi de mim mesmo, do homem que eu sempre fui. E acredite se não fosse por você eu teria me afundado cada vez mais nesse mar de lama e perdido minha alma.

Key afrouxou as mãos saindo de trás de Onew.

- Eu?!Verdade?- sussurrou.

- Sim você. Quem em sã consciência resiste a esse rostinho. – falou o tomando nos braços. – Lembra quando me assegurou que faria de tudo para me apaixonar por você?

Ele assentiu com a cabeça timidamente.

- Naquele exato instante eu já estava completamente apaixonado.

Key não pode evitar a surpresa os olhos brilharam marejados, em um segundo depois uma nuvenzinha negra encobriu o seu semblante.

- Onew se souber das coisas que fui forçado a fazer no club...

Ele o silenciou colocando um dedo em seus lábios, o mesmo dedo percorreu gentilmente acariciando a boca e indo enxugar uma lágrima furtiva que descia pela face quente.

- Eu não ligo para o seu passado... Tenho ciúmes, um ciúme monstruoso, mas prometo superar. Vamos fazer assim. Esqueçamos tudo de ruim que passamos ou fizemos até agora eu proponho recomeçarmos uma nova vida, só nos dois...

- E Comme des. – interrompeu Key de súbito motivado.

- Claro como pude esquecer nosso primeiro filhotinho. Eu, você e Comme des deixaremos esse lugar e as lembranças se bem que nem todas ruim e procuraremos um novo lugar para vivermos, sem club, sem Minho e sem Tiffany. O que me diz?

- Está serio sobre isso... Ou vai rir como fez da ultima vez?- Havia receio no tom de sua voz.

Onew corou lembrando-se de algo embaraçoso.

- Fui um imbecil, estava fora de mim. – Onew suavizou suas palavras. - Não vou rir, pois tudo que estou dizendo vem daqui. – ele pegou a mão de Key impacientemente e levou ao próprio peito. – Eu quero muito que você me aceite como seu companheiro quero dividir minha vida com você... Quero cuidar de você... Eu... Ti amo Key e essa é no momento minha única certeza. Não sei o que nos aguarda, continuo sem dinheiro e de novo sem emprego, mas se você vier comigo acredito que daremos um jeito. Vou procurar um emprego qualquer e vou me reerguer. E aí esta disposto a viver uma vida de privações com o mínimo de conforto e cheio de incertezas?Sei que não é nada tentador, mas...

- Eu aceito! – respondeu rapidamente, voz firme e segura. Tremia com os olhos encharcados de lágrimas as mãos agarradas com força no tecido da camisa de Onew. - É tudo que sempre quis. È lógico que aceito. –respondeu corando delicadamente com a pressa estampada na voz.

Houve um silencio em que ambos se encararam e então Onew sorriu soltando um longo assobio.

- Ufa!Que alivio! Estava morrendo de medo de levar um pé na bunda. –disse inclinando para o lado a cabeça e de um jeito maroto acrescentou. -Vamos arrumar as malas antes ou... Depois de fazermos amor?

Estava fazendo um calor insuportável. Onew retornava de mais um dia de trabalho, suas roupas assim como todo seu corpo cheirava a gordura e condimentos. Três anos e meio trabalhando como garçom em um modesto restaurante de subúrbio e ainda não se acostumava ao odor. Key estava de folga os dois conseguiram uma vaga no mesmo lugar e juntos trabalhavam das sete da manhã a meia noite. Mas com o movimento fraco devido a um ferido o dono decidiu fechar e dispensar todos no final da tarde. Onew saiu apressado, embora o vento estivesse quente ainda assim estava agradecido por respirar o ar da silenciosa rua quase deserta, radiante por poder voltar pra casa mais cedo. Trazia consigo sobras da cozinha e uma garrafa de vinho tinto cortesia de um cliente bonachão pelo ótimo atendimento. Sua cabeça latejava lembrando-se da última conversa que teve com Minho. Onew não podia evitar lembrar o exato instante em que ele tristonho e febril lhe perguntará se era aquilo mesmo que queria, e tendo a resposta, decepcionado, virou-lhe as costas resmungando:- Isso é um motim, nunca pensei que meus melhores marujos se rebelariam contra mim. Foi uma luta convencê-lo a aceitar de volta o apartamento ele relutou muito em pegar a chave tanto quanto relutou em soltar sua mão na despedida parecia querer dizer algo, mas não o fez, talvez porque Jonghyun o policiava o tempo todo, se certificando de que não falasse nada que o fizesse se arrepender depois.

Três anos e meio pensou Onew revirando suas memórias nesse tempo aconteceu à mudança de casa a busca por emprego a morte da mãe de Key fato doloroso que os afetou muito e deixou Key extremamente abalado. Teve o medo também presente em todos os dias durante um mês inteiro em que o pai vindo para o funeral da mulher convidou o filho para passar uns dias com ele. Onew lembrava bem desse tempo, pois se por um lado o incentivou a ir, tinha por outro lado a árdua missão de reprimir o temor colossal de perdê-lo.

Foram dias tristes e noites longas de uma pura solidão inquietante, no entanto quando voltou... Era como se uma montanha inteira tivesse sendo içada de seus ombros, ao tocá-lo, ao sentir sua pele o seu calor soube que sua vida só era vida ao seu lado.

Onew havia percorrido as duas quadras e se encontrava entrando no prédio antigo coberto de pichações, subiu os lances de escadas pulando os degraus de dois em dois. A madeira rangia dengosa debaixo dos pés apertados dentro da bota grosseira de couro sintético, na mão trazia a sacola com as marmitas, e o vinho. Estava todo sorriso porque curtia muito a sensação do retorno, da surpresa e a comoção que causava ao voltar pra casa, Key o recebia carente de carinho e isso o alegrava, pois nada podia ser mais reconfortante depois de um dia estafante de trabalho que o calor de seus braços.

 Ia ser uma surpresa ele nem imaginava vê-lo tão cedo, seria uma surpresa e tanto e foi...

A mão girou lentamente a maçaneta empurrando com cautela, a porta rangeu, e junto do barulho das dobradiças elevou-se uma voz bastante conhecida:- Oras. Vejam quem chegou senhores?Se não é ele, o nosso sumido amigo Onew em pessoa.

Onew não se moveu, ficou ali mesmo paralisado emoldurado pela porta olhando abismado para Minho e companhia, acampados no meio de sua sala minúscula desprovida de luxo ou de conforto.

Pensou estar sonhando ou sob o efeito de uma insolação. Aquele momento em que você vê porem se nega a acreditar, demora um pouco para passar por isso não pode sorrir, nem piscar, ficar feito uma estatua parecia ser sua única opção.

Key aproximou tomando as sacolas e o conduziu para dentro fechando a porta.

- Eles simplesmente apareceram. – explicou num sussurro.

- Vindo do inferno. – completou Onew sem querer em voz alta.

- Que feio a gente cruza a cidade inteira pra te ver e você diz uma coisa dessas. Sorria!Porque hoje é seu dia de sorte.

- Engraçado eu também achava até dar de caras com vocês... Sem ofensa Kai... Taemin, Jonghyun.

- Peraí porque não disse o meu nomezinho?

Onew deu de ombro sorrindo debilmente se moveu rumo ao sofá puído. As costas doíam suas pernas e o pulso principalmente. Naquele dia em especial o movimento tinha sido fraco, contudo nos dias anteriores sofreu equilibrando bandejas, limpando mesas e sendo gentil com quem consideraria bem no íntimo esganar. A primeira lição que aprendeu a duras penas era que nem todo freguês tinha razão muito embora eles achassem que tinham. O problema era bem esse, pois com esse poder ilusório em mãos eles manipulavam o pobre garçom o obrigando a se render a seus desejos mais mesquinhos e constrangedores.

- Vejamos. O que os trazem aqui?- perguntou se jogando no sofá soltando um suspiro exagerado.

- Saudades. – respondeu Minho um pouco desconcertado, seu tom era de brincadeira, mas seus olhos não desgrudavam de Onew, denunciando haver uma pontinha de verdade em sua resposta.

- Negócios para ser mais exato. - disse Kai imperturbável e direto como de costume.

Onew encontrou o olhar de Key, parado junto à pequena mesa, Taemin e Jonghyun fuçavam despreocupadamente dentro das sacolas arrebatados pelo cheiro bom da comida.

- Não se preocupe. Relaxe somos todos amigos afinal.

Onew voltou sua atenção para Minho

- É eu sei. Por isso tenho que me precaver. Se me recordo da última vez que dei ouvidos a um amigo eu quase me ferrei.

- Não seja ingrato. – rebateu Minho. – Olha só pra você... Recém casado, vivendo do suor de seu rosto, morando nesse lugarzinho simpático... – ele pausou de repente franzindo o sobrolho em asco. - Mas o que é aquilo?!

 Onew presenciou um pequeno roedor cruzar rapidamente a sala, escapado por baixo da porta.

- É um rato. – disse se divertindo com a expressão confusa e assustada de Minho. – Temos vários iguais a esse por aí.

- Vários. – repetiu encolhendo os ombros.

Kai sorriu parecia que nada o abalava nem mesmo a pobreza gritante ou o fato de Taemin estar comendo restos de uma cozinha sem classe e sem estrelas.

- Como consegui viver assim?

- Minho não seja indelicado. – advertiu Jonghyun. –Lembre-se do que me prometeu.

Ele fez um gesto com uma das mãos torcendo o nariz.

- Eu sei, eu sei.

- Afinal o que os trazem aqui? –insistiu na pergunta. - Ou melhor, o que estão tramando?



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