História Tempestta - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Mascára da Morte de Câncer
Exibições 5
Palavras 8.555
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Científica, Luta, Romance e Novela, Sci-Fi
Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E a viagem do cavaleiro de Câncer sobre sua história começa...

Capítulo 2 - Descobertas


Fanfic / Fanfiction Tempestta - Capítulo 2 - Descobertas

 

Os dois visitantes foram conduzidos para o interior do templo. Marius e Evans ficaram impressionados com a beleza do local.

- Apesar dos séculos que se passaram este templo continua majestoso. – observou Marius – como o conserva? – indagou.

- Existem muitas técnicas de conservação senhor Marius. – disse Atena. – mas nesse caso uso meu cosmo.

- Cosmo seria a essência humana? Uma força interna que pode ser manipulada e usada?

- Sim. – sorriu. – todos os seres humanos têm, mas poucos conseguem manifestá-la e utilizá-la.

- Compreendo. Em nosso sistema isso também ocorre, mas apenas os elementares conseguem utilizá-la.

- Há pessoas no seu planeta que conseguem utilizar o cosmo? – indagou Aiolos bastante curioso.

-Não no meu planeta, mas alguns povos têm faculdades especiais. Nas minhas terras somente os Tempesttas conseguem utilizar essa energia.

- Por favor, fiquem a vontade. – Atena indicou uma porta feita de madeira negra e não querendo que seus cavaleiros fizessem mais perguntas. Pelo menos por enquanto.

Foram conduzidos para a varanda térrea do templo. Um lugar espaçoso contendo inúmeros sofás, almofadas e cadeiras acolchoadas. O grupo esparramou pela sala, sendo que os dois forasteiros sentaram próximos. Atena pediu a seus cavaleiros que se apresentassem.

- E sou Atena. - sorriu. - ou Saori se preferir. Sintam-se a vontade.

Marius respirou fundo antes de começar a falar.

- Muitos de vocês devem saber que o universo é infinito e possui milhares de galáxias. Vocês habitam a Via Láctea, ou VL19, como é chamada no meu mundo e o nome da nossa é GS. Ela é habitada por diferentes povos, com graus medianos de evolução entre si, contudo mais evoluídos que os terráqueos. O centro da galáxia ou como vocês dizem a "capital" da galáxia é o planeta Ranpur. – fez uma pausa para que os presentes absorvessem as informações. -  depois de alguns conflitos entre planetas, a galáxia foi unida sob o comando da família Tempestta. Nos liames da nossa galáxia está a galáxia S1. Somos pacíficos, mas essa galáxia é conhecida por seu povo hostil e já tivemos inúmeros problemas com eles, o último foi a quinze anos atrás. Foi uma guerra sangrenta que se espalhou por todo o sistema. – deu uma pausa.

- Milhares de vidas foram perdidas nessa batalha. – disse Evans, que ate então estava calado. – nessa guerra perdi meus dois filhos e esposa que faziam parte da policia galáctica... se não bastasse os vários homens e mulheres que morreram, o nosso rei Soren, também sucumbiu.

- Felizmente. – Marius retomou a palavra. – saímos vitoriosos e um novo período de paz se iniciou.

- É triste pensar que mesmo em civilizações avançadas a guerra se faz presente. – disse Atena.

- Infelizmente.

- Mas senhor Marius, - iniciou Miro. - se esses elementares são como Atena, eles não entraram na guerra?

- Eles não estão em GS, Miro.

- Deixaram de existir seria a melhor definição. - disse Evans com a voz seca.

- Eles existem Evans. - Marius o fitou.

- Existem. - respondeu com ironia. - claro que existem, simplesmente pegaram suas naves e partiram para algum lugar. Há milênios. Desculpe Marius, mas os elementares deixaram de existir.

- Como assim? - indagou Atena.

- Há milênios, os elementares, decidiram deixar GS, - disse Evans. - em toda galáxia não tem mais seres como eles. Por isso são chamados de elementares puros.

- São deuses? - indagou Aldebaran.

- Não os denominamos . Mas foram responsáveis pela proteção dos demais povos de GS. Eles se foram, mas sobrou seres que são descendentes indireto deles: três ramificações. Os Eijis, os Atlantiks e a família Tempestta, sendo esses últimos contem o DNA mais próximo dos elementares.

- O senhor disse que há muitos povos na sua galáxia. – iniciou Mu. – essas ramificações são parecidos conosco?

Marius sorriu diante do “conosco.”

- Temos três grupos principais. Os Eijis,  Atlantiks e os humanos que são a maioria, mas mesmo entre nós humanos há ramificações como os Kalahastis, Routers e Toois.  Confesso que fiquei surpreso por encontrar Atlantiks aqui. – Marius fitou Shion e Mu. – perdemos contato há seculos.

Os cavaleiros fitaram-se entre si sem entender.

- Quem são esses Atlantiks? – indagou Dohko surpreso por existir "Ets" na Terra.

- Em sua linguagem são chamados de lemurianos.

Os dois arianos olharam-no na hora.

- Sabe sobre nossa raça? - perguntaram ao mesmo tempo.

- Claro. Os lemurianos vivem no planeta Alaron. Milênios atrás um grupo resolveu viver em uma galáxia distante, escolheram a Terra fixando-se numa porção de terra que deram nome de Atlântida. Para os padrões da época eram bem avançados.  Soubemos que houve uma catástrofe, grande parte dos sobreviventes voltaram para Alaron, mas um grupo resolveu ficar. Depois disso perdemos o contato.

- Tudo que sei sobre nossa história é que éramos do continente Lemuria e que nossa raça quase foi extinta pela catástrofe. – disse Shion. – não imaginava que não éramos da Terra.

- É um povo muito pacifico e evoluído. Há muitos de vocês?

- Infelizmente só restou três. – disse Mu.

- Interessante. – Evans sorriu. – a princesa Alisha ficará feliz ao saber disso.

- Então há muitos lemurianos nesse planeta? - o grande mestre estava impressionado.

- Sim. Creio que seja como a população da Terra.

Shion sorriu. Era bom saber que sua raça não estava extinta. Como seria encontrar com outros lemurianos?

- E as pessoas acham que estamos sozinhos no espaço. - brincou Aiolos.

- Desculpe as minhas palavras senhor Aiolos, - disse Evans. - mas o seu sistema solar não passa de um grão de areia numa praia. É muita pretensão imaginar que o resto da galáxia não tem ninguém.

- Eu concordo. Seria um desperdício de espaço.

- Já viajaram para outras galáxias? - indagou Saga.

- Nossa galáxia é um pouco isolada das demais, o que não permite viagens constantes - disse Marius. - temos tratados, mas nada muito profundo.

- Senhor Marius... – começou Atena. – como soube da minha existência e dos fatos que aconteceram?

- A caminho daqui iniciamos algumas pesquisas com base nos relatos dos antigos Atlantiks. Em orbita realizamos um escaneamento em toda a população em busca do homem que teria o sangue Tempestta. A partir daí levantamos dados sobre vocês.

Os cavaleiros ouviam completamente pasmos. Tudo aquilo era surreal, planetas, raças, guerras galácticas.

- Confesso que não estou entendendo nada. – brincou Shura. – isso tudo... é fantasioso. Viajaram numa nave espacial ate aqui?

- Levamos cinco dias. - respondeu o capitão.

- Cinco dias??!! – exclamaram todos.

- Vocês moram longe, hein? – brincou Kanon.

- Não é tão longe. – observou Aldebaran. – se pensar que de avião leva-se 24 horas do Brasil ao Japão e a distancia é de mais de dezessete mil quilômetros...

- Um avião deve ter uma velocidade de uns 800km/h.. – Aioria fazia as contas. – então...

Marius e Evans trocaram olhares divertidos.

- Não é tão longe assim. – concluiu o leonino.

- A velocidade das nossas naves é bem maior que essa, Aioria. – disse Evans. – para vir não utilizamos a velocidade máxima, pois não havia hadrens para esse local e como era uma rota desconhecida resolvemos não usar a aceleração máxima....

- E qual é a velocidade máxima? – Kamus já tinha noção que o valor seria absurdo, mas queria ter certeza.

- Dentro de um hadren a velocidade da Euroxx é duzentos e quatorze vezes a velocidade da luz. Em vias normais usamos dez vezes a velocidade da luz.

Houve silencio. Realmente aquilo não fazia sentido.

- E o que o trouxe aqui? Em terras tão ... – Afrodite demorou no “tão” – distantes?

- Como já disse, quinze anos atrás a guerra eclodiu. Para salvar seu filho, o rei Soren o enviou para algum lugar. Durante todos esses anos sua localização ficou desconhecida ate que vasculhando os arquivos do antigo rei dos Atlantiks descobrimos que no exato dia um hadren apareceu ligando a nossa galáxia a esse local.

- O que é hadren? – indagou MM cortando-o.

- São vias de locomoção, ou atalhos que diminuem a distancia entre dois pontos. São fenômenos naturais da nossa galáxia que sempre existiram, mas apenas há quinhentos anos conseguimos ter tecnologia para usá-los. Não podem ser criados, mas nos últimos anos temos intensificado pesquisas com a ajuda da família Tempestta. Eles tem a capacidade de detectar e ativar um hadren novo. Estamos avançando nesse campo. Se tivesse um hadren, levaríamos apenas horas para chegarmos aqui.

- Supostamente o rei de vocês, - iniciou Saga. - que é um Tempestta ativou um hadren o enviando para cá, mas como foi morto na guerra, essa informação se perdeu.

- Correto.

- Confiamos na sorte. – disse Marius. – e na rainha Lirya. Ela sabia da profunda admiração que Soren tinha pelos os Atlantiks. Deduzimos que ele enviaria o filho para a Terra.

 - E o que quer de nós senhor Marius? – indagou Atena, mas já sabendo a resposta. E ela estava entre os seus cavaleiros.

O homem levantou de onde estava, a passos lentos caminhou ate MM e provocando espanto ajoelhou diante dele.

- Longa vida, a vossa alteza real, o príncipe Eron Ceratto Tempestta. Herdeiro legítimo da família real Tempestta.

 Arregalaram os olhos.

- É... senhor Marius... - Giovanni nem sabia o que dizer. -  sei que viajou por muitos dias e deve está cansado... mas meu nome é Giovanni, sou da Itália. Acho que me confundiu....

- É só olhar para você e ver todos os antepassados da família Tempestta.

- Mesmo assim... – sorriu sem graça. – não sou eu.

Atena fitava seu cavaleiro seriamente, suas suspeitas não eram infundadas. Percebia que MM era diferente e certa vez ainda no Olimpo, anos antes de nascer, sentiu que uma criança de grande poder chegara ao santuário. Pensou que se tratava de Mu ou Shaka, mas agora tudo fazia sentido. Os demais acompanhavam o dialogo calados, tudo aquilo era fantasioso demais...

- Senhor Marius... – murmurou MM já ficando sem graça.

- Lembra-se disso? – ele tirou do bolso uma pequena caixa e abrindo-a tirou uma nave em miniatura. – é a representação da Euroxx, a nave oficial da família Tempestta. Ela é feita de oricalco, o mesmo material de suas armaduras. Seu pai encomendou aos Atlantiks, já que são os únicos que conseguem fabricar e manusear esse material. 

- Fabricar? – indagou Shion.

- Oricalco é muito comum em Alaron, mas é encontrado só lá. Quando não estão em seu planeta de origem os Atlantiks conseguem fabricá-lo. Vocês,- olhou para os arianos. – conseguem manipulá-lo.

- Mas não fabricamos. – disse Mu.

- De certo o ensinamento foi perdido.

Mask se quer prestava atenção na conversa, olhava fixamente para o objeto.

- Veja. – Marius o entregou.

O cavaleiro o pegou examinando-o. Sua mente trouxe imagens... Estava num bonito jardim cercado por flores e fontes. O pequeno canceriano corria portando nas mãos um brinquedo no formato de uma nave.  Em um dado momento parou ao ver um casal se aproximando. Correu em direção a eles...

Marius o fitou sorrindo, estava nítido que ele lembrou-se de alguma coisa. E como o achou parecido com os pais. Fisicamente era como a mãe, mas a expressão, o modo de andar, de falar, gesticular era como o do rei.

- Lembrou?

Ele ainda piscou algumas vezes antes de “acordar”. Que lembranças eram aquelas? Quem era aquele casal?

- É um belo brinquedo, pena que nunca tive. O senhor se enganou. - disse indiferente.

- Deixe me ver... – Dite o pegou. – bonito.

- É... – concordou, mas por algum motivo não gostou de ver o objeto nas mãos de outra pessoa.

- Essa nave tem um dispositivo... – Marius deu uma pausa para encontrar as melhores palavras. – como o GPS seus. Ao ser ativado mostra o mapa de Shermie, capital de Ranpur. Deve está desatualizado pois é de quinze anos atrás.

- E como se abre? – Dite ainda o segurava.

- Com uma chave, que está com o dono. – olhou para MM. – você está com a chave.

- Eu não tenho isso. – desviou a atenção para Afrodite que brincava com o objeto.

- Deixa eu ver. – Aioria não agüentou a curiosidade e aproximou de Afrodite pegando o objeto. – nave legal. – sorriu. – parece de verdade. – literalmente começou a brincar de aviãozinho.

MM olhava apreensivo, Aioria não tinha o direito de pegar naquilo. E se deixasse cair?

- Me devolve. - Tomou o objeto de maneira bruta. – já caiu uma vez e o papai demorou a consertar. – disse sem perceber. – pois tio Samir não estava em casa.

Marius sorriu. Aquilo era a prova que sua busca chegara ao fim. Eron tinha um estreito relacionamento com Samir, o rei de Alaron, portanto Giovanni era Eron.

- E... – o canceriano silenciou-se... o que estava dizendo? – tome senhor Marius. Sinto muito, mas está enganado. Meu nome é Giovanni Romanelli, filho de Sorrento e Liriana Romanelli, um legitimo siciliano.

Evans deu um sorriso impressionado. Os nomes terrestres assemelhavam aos nomes de Soren e Lirya.

- Se me lembro bem, - o chanceler não desistiria, viajou por quilômetros e voltaria para Ranpur levando Eron. – para que o filho não perdesse a chave, Soren a prendeu numa corrente. Eron sempre usava essa corrente.

Instintivamente MM levou a mão ao pescoço depositando a mão na corrente que usava. Gesto esse visto por todos.

- Mostre a ele Gio. – disse Dite, que o já vira usar. – talvez ele saiba o que é esse treco estranho que carrega.

O canceriano o fitou assustado. Não era uma chave, apenas um pedaço de metal em formato de estrela e alguns símbolos estranhos.

- Mostre a ele Giovanni. – disse Atena de forma mais incisiva.

O cavaleiro enfiou a mão por dentro da blusa e tirou a corrente fina.

- A chave! – exclamou Evans. 

- Abra Eron. – Marius mostrou-lhe a nave. – só você pode abrir.

Ainda ressabiado MM pegou a nave, olhava para os dois objetos e novamente a mente foi invadida por imagens sem nexos. Ele virou a nave ao contrario, debaixo dela havia um orifício de dois centímetros de comprimento. Sem hesitar encaixou a estrela no orifício.

O que sucedeu-se depois deixou a todos assombrados, diante deles foi projetado uma espécie de maquete em 3D. Via-se prédios, carros, ônibus e outros veículos que não identificaram mas que tinham em comum o vôo. A imagem era congelada, mas dava para ver perfeitamente que os veículos voavam. MM não prestava atenção nos demais itens do “mapa” apenas numa construção que ficava ao centro.

- É o seu lar Eron. – disse Marius. – o palacio real.

A imagem durou mais alguns segundos antes de desaparecer.

- Uau... – comentou Kanon. – me sinto como se estivesse no filme Star Trek.

 Evans olhou no relógio, faltava vinte minutos para o escudo de invisibilidade da nave desativar.

- Senhor Marius, não temos muito tempo.

O chanceler não tirou a atenção de MM que fitava os objetos. Sabia como ele se sentia, na certa para que crescesse feliz, Soren havia implantado memórias falsas no consciente dele, restando apenas fragmentos de sua vida em Ranpur.

- Senhorita Atena. – Marius a fitou. – “acho que não precisa de provas de que seu cavaleiro é Eron, não é?” – dizia telepaticamente.

- “Não há duvidas que MM é Eron. Sei o que senhor vai propor. Pode fazê-lo.”

- “Obrigado.”

Shaka, Mu e Shion, perceberam que eles conversavam telepaticamente.

- Tenho uma proposta a vocês. – disse o chanceler. – não gostariam de conhecer o meu planeta e toda GS? Uma viagem de um mês. Ao final os trarei de volta.

- Está nos convidando para andar na nave? – Aioria mostrou-se empolgado. – lógico que eu quero, claro se Atena permitir.

- Eu também quero. – disse Aldebaran. – vai ser uma experiência única.

- Não é um passeio... – murmurou Giovanni olhando os objetos. – tudo o que se ouve são explosões, naves avariadas, hadrens destruídos e estrelas desintegradas... – a voz saia melancólica. – tudo é destruição.

Os cavaleiros silenciaram. Marius deu um suspiro, infelizmente Eron só tinha lembranças ruins de sua terra natal, era normal que ele tivesse esquecido de tudo e tivesse receio de voltar.

- A guerra acabou Gio. – Dite tocou o ombro do amigo. – encare como se fosse férias. – sorriu.

Marius achou curioso a forma como o tal Afrodite falava, mostrava que eles eram amigos de longa data.

- Estão liberados para irem, inclusive Kanon e Shion.

O grande mestre arregalou os olhos e já ia protestar.

- Eu ficarei Shion. - disse Aiolos. - e também os cavaleiros de bronze chegarão em breve, não tem com que se preocupar.

- Sendo assim... – Miro deu um pulo. – vamos arrumar as malas.

- Não será necessário. – interveio Evans, de olho no relógio. – tudo que necessitarem será providenciado.

- Então podemos ir. – Mu estava empolgado, pois conheceria seus ancestrais.

Saga, Kamus, Shaka e Shion não estavam ainda confiantes na história, mas resolveram ir. Se algo desse errado tinham como intervir.

- Podemos levar nossas armaduras? – indagou o virginiano.

- Claro.

O grupo saiu, na porta despediram de Atena. MM ainda relutava em ir, mas Dite praticamente o puxava.

- “Sonho... tudo não passa de sonho.” – dizia o canceriano a si mesmo. – “vou acordar e tudo voltará ao normal.”

- Giovanni.

A voz de Atena chamou-lhe a atenção. A deusa caminhou até ele, pegando em suas mãos.

- Não sei o que poderá encontrar em sua terra natal, mas saiba que aqui também é o seu lar. Não deixará de ser um cavaleiro de Atena.

- Obrigado. – sorriu. – ao final desse mês estarei de volta e se possível cuide dos pirralhos na minha ausência.

 - Pode deixar.

- Senhor Marius. – Evans o fitou.

- Está autorizado.

O comandante voltou a atenção para os soldados que ficaram de prontidão.

- Preparem tudo estamos indo embora. – ergueu o braço direito, ele usava uma espécie de relógio, mas que com um simples apertar mostrou uma tela.

- Comandante Evans. – na tela apareceu a imagem de um homem.

- Estamos voltando. Ordene que as esquadras em VL19-6 fiquem apostos.

- Sim senhor.

A tela sumiu, os dourados olhavam impressionados.

- Vamos senhores. – Marius apontou para a entrada da nave.

Ainda ressabiados, os treze homens de Atena entraram nela. Ela era pequena e acomodaram-se num compartimento. MM continuava calado.

Aos poucos sentiram que levantavam vôo e antes que pudessem dizer algo o compartimento voltou a abrir.

- Alteza, senhores sejam bem vindos a Euroxx.

Foram saindo um a um, arregalando os olhos ao verem onde estavam. Sem duvida aquilo era grande, notaram dezenas de pessoas indo de um lado para o outro. Vestidas com um uniforme padrão e diferente dos da Terra. Viram armas, robôs, e diversas aparelhagens que nem sabiam do que se tratava. Marius os conduziu ate a cabine.

- É daqui que Evans comanda a nave.

Não conseguiram dizer nada, pois diante deles estava a Terra, em toda a sua majestade azul.

- Incrível... – murmurou Shaka impressionadíssimo.

- Ei vejam isso. – Shura chamou a atenção de todos.

Ao virarem para o grande painel de vidro ficaram ainda mais perplexos. Uma dezena de naves estavam postas ao lado.

- Jamais imaginei que isso era possível... – Saga estava impressionado. – naves, outros planetas, sempre fui um pouco cético a isso.

- Os humanos da Terra ainda têm muito o que evoluir Saga. – disse Marius. – e..

O sinal de alerta cortou Marius. Os cavaleiros ficaram apreensivos, luzes demais acessas indicam problemas.

- Grande quantidade de energia aproximando. – disse uma voz metálica.

- Cheque os dados. – disse Evans. – preparem as fontes de energia. Traçam a rota.

- Coordenadas X897 e P897.

- Avise as outras naves, mantenha a esquadra unida.

Kanon lembrava-se de cada cena vista em Star Trek, estava se sentindo nos filmes.

- Senhor detectamos a energia. – disse um controlador. – ela vem da região do VL19S, passa por VL19-3 e segue nas coordenadas X879 e P800.

- Em qual sentido?

- Estamos contra ela.

- E onde estas coordenadas nos deixam?

- Na área sessenta e três.

- Relatório dessa área. – o comandante olhou para a tela.

- GS, região do planeta Lif

Evans ficou sério. Marius notou isso.

- O que foi Evans?

- Confirme a hipótese de ser um hadren.

- Processando os dados.

- Um hadren? – indagou Marius surpreso. – aqui? Mas não há dados que há um hadren aqui. Como é possível?

- Hadren confirmado.

Todos na sala de comando que deveria ser do tamanho do templo de Atena em largura assustaram-se.

- Algum problema senhor Marius? – indagou Kamus.

- Não existe hadren aqui. – a voz saiu fria.

Ate então Giovanni estava calado. Lentamente aproximou-se de Evans.

- Podem seguir por ele. – disse. – não há perigo.

- Como pode afirmar isso? – Evans o fitou surpreso.

- Não sei ao certo. – a voz saia tranqüila. – mas lembro de alguém me dizer que esse hadren ficaria oculto e só tornaria visível se um Tempestta estivesse na orbita da Terra.

Marius e Evans trocaram olhares. O chanceler sorriu.

- Preparem os aceleradores. – disse Evans, confiando no amigo. – liguem os vandreds, tracem a coordenada de Lif, avise as outras naves.

Rapidamente os demais controladores apressaram para cumprir as ordens. MM recuou sentando numa cadeira. Sentia a mente confusa.

- Você está bem? – Deba aproximou.

- Estou... foi só uma tonteira.

Marius o fitava, Soren tinha sido esperto ao ocultar aquele hadren, sem ele dificilmente alguém viria ate esse planeta procurar por seu filho.

- Vandreds ligados, energia a cem  por cento, refletores abertos, posições Y587, X984, Z397.

- Vamos.

Os cavaleiros voltaram a atenção para a grande janela lateral de vidro, viram aos poucos uma luz azulada aparecer na frente de cada umas naves. A luz transformou-se em vários círculos que se propagavam como ondas, segundos depois os círculos transformaram se em cones e cada nave os transpassou. No lugar onde elas estavam, restou um rastro de vários feixes de luz como tentáculos de um polvo. As naves tinham sumido. Voltaram a atenção para o painel da frente. Viram uma luz azul vir em direção oposta a eles e tudo ficou claro...

Luzes piscaram freneticamente, viam a nave em volta de uma luz azul, pareciam está dentro de um cano feito de energia.

- Navegação ajustada. Índices de energia normais. Margem de erro: 0,003 por cento.

- O que aconteceu? – indagou Saga maravilhado.

- Isso é um hadren, numa explicação simples um grande cano, que liga dois pontos. Chegamos mais rápido ao nosso destino e a chance de ficarmos perdidos é nula.

Alguns dourados não entenderam muito bem a explicação, mas Saga e Kanon entenderam perfeitamente. Aquilo era uma espécie de fendas dimensionais semelhantes a “outra dimensão.”

- Que tecnologia... – murmurou o geminiano mais novo.

- Preparem os escudos refletores. Sinal de alerta em amarelo. Deixem de prontidão a equipe dos Legos. – Evans ditava as ordens. – posicionem os canhões na posição E31.

- Sistema amarelo ativado.

- Evans vamos para a parte residencial. – disse Marius.

- Sim senhor. - olhou para MM. – seja bem vindo a sua nave alteza. – fez uma leve reverencia.

Os dourados foram conduzidos para o interior da nave. De uma plataforma puderam ver a extensão da mesma.

- Isso é enorme... – murmurou Shura. – qual o tamanho?

- Tem dez mil metros de comprimento e dois mil de altura.

Olharam-no imediatamente.

- Isso tudo? – Miro estava impressionado. – não consigo nem comparar.

- A torre Eifel tem mais ou menos 300 metros, - iniciou Kamus. - então imagine trinta torres uma em cima da outra.

- É grande mesmo. - disse Shura surpreso. - há mais delas?

- Alem da Euroxx, existem mais duas naves de grande porte. A Galaxy e nau capitania Antares que tem uso exclusivamente militar. Galaxy tem quinze mil metros e Antares dezenove mil.

- Como essa nave é dividida?

- Temos a parte residencial que abriga cinco mil pessoas, o compartimento de carga, energia, o auditório, compartimento das espaçonaves, dos Legos, a área reservada a alimentação, alem de escritórios, hospital, outras unidades, etc. Para locomoção a nave conta com um sistema de transporte semelhante as linhas férreas que vocês usam.

- E quantas pessoas têm aqui?

- Duas mil atualmente, pois nem todas as áreas estão ativadas. Terão tempo de conhecer a nave. Por favor, me acompanhem.

Eles pegaram o transporte interno, que era muito parecido com um vagão de metrô. Passaram por varias partes do veiculo espacial ate atingirem o perímetro residencial. Marius mostrou a todos seus respectivos quartos, que ficavam um ao lado do outro, contudo Shion achou melhor eles ficarem em dois quartos. Marius atendeu o pedido. Um grupo ficaria no principal destinado a Giovanni. Afrodite nem esperou que MM tomasse a iniciativa foi abrindo a porta de madeira. Ficou estarrecido.

- Que suíte! – o quarto semelhava a uma suíte de um hotel de luxo.

- Fiquem a vontade. Vou providenciar a arrumação do outro quarto.

Assim que a porta fechou...

- Uau... – Shura deitou na cama. – eu achava que já tinha visto de tudo, mas pensar que estamos no espaço rumo a outra galáxia é imaginável.

- Concordo. – Aioria sentou no tapete. – ainda nem acredito. Atena iria gostar se tivesse vindo.

Afrodite que examinava o quarto reparou que MM estava num canto calado, condição esta desde que estava na cabine.

- O que foi Mask? – aproximou.

- Eu quero acordar. – disse sem fita-lo.

- Mas está acordado. – brincou Kanon.

- Você não entende? – virou-se para o geminiano com a expressão séria. – isso só pode ser um pesadelo. Que loucura é essa? Eu não sou o tal príncipe que aquele cara falou. Meu nome é Giovanni.

- Mas ele... – Deba silenciou-se.

- Eu não quero ficar nesse lugar nem mais um minuto. – caminhou em direção a porta. – vou embora, voltar para a quarta casa.

- Giovanni espere. – disse Shion.

Ele parou.

- Não acha que pode ser verdade?

Todos voltaram a atenção para o grande mestre.

- Se Mu e eu pertencemos a essa raça Atlantiks, por que você não pode ser de outra galáxia?

- Porque tenho sobrancelhas ao invés de pintas! – apontou para a testa. – só por isso.

Saiu batendo a porta.

- Vamos atrás dele. – sugeriu Shura.

- É melhor não. – disse Shion. – deixe-o absorver essa história.

No andar acima ficava o escritório de Marius. Estava sentado a sua mesa, olhando distraidamente para a janela, tudo que via era os pontos luminosos azulados que compunham o hadren.

- Com licença chanceler. Mandou me chamar?

Diante dele apareceu um homem que fez uma leve mesura. Era jovem, de vinte e três anos, os cabelos eram negros e olhos amarelos.

- Como está a defesa?

- Continuamos em alerta amarelo. Desculpe senhor, mas...

- Tudo bem Etah. – Marius apertou um botão fazendo uma cadeira aparecer. – por favor, sente-se.

- Obrigado.

- Como comandante dos Legos, você precisa saber de tudo. Encontramos o príncipe em VL19-3, mas ele recorda pouco de sua infância em Ranpur. Levará tempo ate entender quem é realmente.

- Compreendo. - respondeu polidamente, mas estava surpreso com a revelação.

- Além dele vieram mais doze pessoas, sendo duas delas Atlantiks.

- Encontrou Atlantiks em VL19-3? – indagou impressionado.

- Os dois últimos deles. Quero que fique responsável por essas pessoas e pelo príncipe. Leve-os para conhecer a nave, mas não diga ao restante da tripulação que o príncipe Eron está entre eles. Poderia aumentar a tensão.

- Sim senhor. – levantou.

- Dispensado.

O jovem fez novamente uma mesura e sumiu. Marius apertou outro botão e uma pequena tela suspensa apareceu diante dele.

- Beatrice.

Na tela apareceu a imagem de uma mulher.

- Sim.

- Envie uma mensagem a Alaron informando a princesa Alisha que fizemos contato com os Atlantiks remanescentes.

- E quanto à majestade?

- Apenas informe a sede da policia galáctica que estamos voltando. Chegaremos daqui a vinte e cinco horas.

- Algo mais?

- Etah vai mostrar aos nossos convidados a nave, quero que acompanhe-o e faça um relatório sobre cada um deles. Não utilize a telepatia.

- Sim senhor.

A imagem da tela sumiu. Marius relaxou na cadeira. Ao que tudo indicava a viagem seria tranqüila, ao contrario do que seria quando chegasse a Ranpur. A noticia que o herdeiro Tempestta está vivo espalharia rapidamente pela galáxia. Sabia que boa parte da população de GS ficaria feliz, mas alguns compatriotas não pensariam o mesmo. Com Eron de volta, era prenuncio de conflitos.

- Que tudo dê certo. – pensou voltando a atenção para a janela.

No corredor de acesso a ala destinada ao príncipe, Etah enviava os últimos relatórios. Apesar de estarem num hadren todo cuidado era pouco.

- Como se sente sendo guia turístico?

O rapaz ergueu o rosto, deparando com uma moça de longos cabelos rosa e olhos castanhos.

- Será um prazer Beatrice. E você?

- O chanceler quer que eu o acompanhe, importa-se?

- Claro que não. – sorriu. – vamos.

No quarto, os doze homens discutiam se deveriam ou não ir atrás de Giovanni. Foram interrompidos por batidas na porta.

- Entre. – disse Shion, temendo ser o chanceler.

Foi com grande alivio que viu dois jovens entrando.

- Bom dia. – disse o jovem. – meu nome é Etah Hyu, sou comandante das tropas de Legos e serei guia de vocês. É um prazer conhecê-los. – fez uma leve mesura.

- Eu sou Beatrice Vronsk. Sou auxiliar do senhor Marius. Muito prazer.

- Bom dia. – disse o mestre. – meu nome é Shion e esses são... – falou o nome de todos. – agradeço a hospitalidade.

Beatrice e Etah o fitaram espantados, sem duvida ele era um legitimo Atlantiks.

- Poderiam me acompanhar?

O grupo fez um gesto positivo, Aldebaran estava prestes a perguntar sobre Giovanni, mas Shion ordenou que ele ficasse calado. Se aqueles dois não se referiam ora alguma sobre a condição de Mask era sinal que não o conheciam.

- “Vamos evitar alarmes.” – disse telepaticamente.

Beatrice que possuía essa habilidade ficou intrigada.

O passeio começou pela área residencial, durante o trajeto, Etah fazia perguntas sobre a Terra, ao mesmo tempo que respondia sobre Ranpur. Beatrice apenas fazia alguns comentários. Seu objetivo era analisar os visitantes. Andaram por toda parte residencial, pegaram um elevador chegando ao compartimento de carga, no ultimo nível da nave, o que não se mostrou tão diferente de um típico deposito terrestre. O próximo lugar seria os geradores.

- É aqui que fica nossos geradores, que abastece o operacional da nave. – disse Etah.

Eles estavam numa espécie de varanda, fortemente protegida. Há vários metros a frente ficava uma bola azul, grande e presa por hastes metálicas, das hastes “saltavam” pequenos raios.

- Isso são relâmpagos? – Aioria aproximou-se do vidro.

- Mais ou menos. - o olhar foi para os demais. -  Além desse sistema, temos mais oito. É muito eficiente, e é utilizado para manter o funcionamento da nave enquanto estamos num hadren, já que os vandreds necessitam de outra energia.

- Entendi... – Aioria estava maravilhado. – vandred são um tipo de motor?

- Sim. Altamente potentes para se locomover nos hadrens, com isso podemos elevar a velocidade muito acima da luz.  É uma tecnologia desenvolvida pelos povos Tooi e Router.

Beatrice observava o leonino, não era apenas ele, mas todos pareciam ter habilidades especiais, sentia isso. Para humanos comuns, eles eram especiais. Perguntava-se qual deles era Eron. Desde pequena ouvia historias sobre o príncipe desaparecido. Seria ele?

- Poderia mais tarde explicar sobre esses hadrens? – indagou Saga interessadíssimo, assim como Kanon.

- Claro.

A jovem fitou os gêmeos, pelo menos tinha certeza que nenhum dos dois era o príncipe.

O passeio continuou seguindo para o auditório. Não imaginavam que pudesse ter um tão grande dentro da nave, seguramente cabia todos os tripulantes. Passaram rapidamente pela enfermaria ficando impressionados com a aparelhagem.

 Seguiram para o compartimento das naves, os olhos de Shura brilharam ao vê-las.

- Isso é tão legal. – comentou.

- Estou me sentindo no filme Star Trek. – disse Deba. – olha só para isso!

Andavam por uma passarela e do alto podiam ver milhares de pequenas naves estacionadas e o vaivém de pessoas.

- Pilotar uma dessa deve ser incrível. – disse Miro.

- São as nossas naves de combate. Num possível ataque, elas defendem a nave.

- Sem duvida a tecnologia de vocês é avançada. – Shaka o fitou. – quando conquistaram o espaço?

- Foi gradual, enviamos a primeira nave há cerca de setecentos anos e a tecnologia para navegar num hadren a quinhentos anos.

- Os Atlantiks também? – Mu queria saber mais sobre sua raça.

- Sim. Foi uma evolução equilibrada. – Beatrice respondeu. – todas as raças têm o mesmo nível.

- Eu quero uma dessas... – murmurou Shura, com a expressão de uma criança ao ver um brinquedo novo.

- Em VL19-3 ainda não mandaram uma tripulação a outros planetas? – indagou a moça.

- Não. Nosso conhecimento é limitado perante os seus. – disse Kamus. – o maximo que temos é uma estação em orbita.

- Agora pegaremos um transporte para irmos ao compartimento dos Legos. Venham comigo.

O grupo voltou a andar de menos Shura que continuava parado olhando as naves.

- Acorde Shura. – Kanon o puxou. – pare de “secar” as naves.

Tomaram um transporte e dez minutos depois estavam do outro lado da nave. O lugar semelhava-se ao compartimento das naves, contudo no lugar delas, havia robôs de seis metros de altura.

- Uau! – exclamou Miro. – eu quero um!

- Menos Miro. – Kamus revirou os olhos.

- São de controle remoto? – virou-se para Etah.

- Não. – sorriu. - São tripulados.

- Qualquer dia me leva para andar?

- Aos modos Escorpião. – disse Shion. – somos visitas.

- Tudo bem. – Etah achou graça, pois quando viu um Lego de perto teve a mesma reação de Miro. – assim que chegarmos a Ranpur, o levarei.

- A função deles é de proteção?

- Sim Dohko. Eles auxiliam as naves. É um regimento especial, cada planeta tem o seu, eu comando o dessa nave.

- Tão jovem e com tamanha responsabilidade. – Shaka comentou.

- Aprendemos a ser assim desde pequenos Shaka. – deu um meio sorriso. – a guerra de quinze anos atrás nos obrigou a isso.

- Perdeu seus pais. – Sentiu os sentimentos dele.

Beatrice olhou para o virginiano, de todos, ele era o mais misterioso.

- Meu pai. Ele fazia parte da policia galáctica.

- Seu pai não desejava a morte, - disse Kamus. – mas ele deveria ser muito correto em suas ações. De certo cumpriu seu dever ate o fim.

A jovem fitou o cavaleiro, não tinha reparado nele, mas achou-o bonito, alem do olhar centrado. Era o mesmo olhar que seu pai tinha. Morto também na guerra.

- Sei que sim. – Etah sorriu. – vamos continuar?

O grupo prosseguiu indo agora para a área reservada a nutrição.

- Como isso é possível...? – murmurou Dohko. – parece uma fazenda...

Realmente ficaram impressionados. Naquela área deveria caber vários campos de futebol e nela havia vários tipos de plantações. Grãos, frutas, verduras, tudo poderia ser encontrado lá.

- Carregam uma plantação? – Saga fitou o jovem.

- Nossas missões podem demorar por dias, mas principalmente porque a Euroxx sempre é mantida em orbita. Estocar alimentos não seria vantajoso. Então trazemos os alimentos. Alem do mais somos duas mil pessoas.

- Isso tudo é fantástico. – Dite esfregou as mãos na terra. – é terra mesmo...

- Como se fosse uma propriedade em qualquer planeta.

Ficaram mais um pouco e depois foram aos demais compartimentos, no fim voltaram para o quarto.

- Terão tempo para saberem mais sobre nossa nave. – Beatrice sorriu simpática.

- Agradecemos o passeio. – disse Shion.

Os dois jovens despediram-se, seguindo para a sala do chanceler.

- Como foram?

- Ficaram impressionados com a nossa tecnologia senhor. – disse Etah.

- Natural. VL19-3 ainda é muito atrasado. O príncipe...

- Não se manifestou como tal.

- Compreendo. - murmurou. - O que achou deles?

- Parecem ser pessoas corretas.

- Entendo. Bom... Volte as suas funções e obrigado.

- Foi uma honra senhor. – Etah fez uma leve mesura.

Beatrice esperou Etah sair para se pronunciar.

- E então Beatrice?

- Concordo com Etah senhor. Não possuem a índole má.

- E o que me diz?

- Shaka parece ter uma faculdade sensitiva. Shura apreciou nossas naves e Dohko e Aldebaran  gostaram das armas.Miro gostou dos Legos. Afrodite pareceu ficar a vontade no departamento da nutrição. Aioria interessou-se pela área de energia. Os gêmeos pediram mais informações a respeito dos hadrens. Os Atlantiks parecem ter grandes poderes. Kamus parece ser o mais centrado do grupo.

Marius escutava com atenção, antes de pousar na Terra, pesquisara sobre eles. Talvez esses interesses em determinadas áreas seria conseqüência de seus poderes.

- E Giovanni?

A garota estranhou a pergunta.

- Não são doze pessoas?

- Não... – silenciou-se, por que o príncipe não estava com eles? – não se preocupe. Então tem avaliações positivas? – mudou de assunto.

- Sim. Notei que eles possuem algo incomum...

- Correto. Eles são uma versão simplificada dos elementares.

- Entendo.

- Prepare um relatório, encaminharemos a majestade posteriormente.

- Sim senhor.

Beatrice fez uma mesura e saiu.

Marius acomodou-se um pouco mais na cadeira, uma tela apareceu diante dele.

- Número de passageiros.

- Carregando o sistema. – soou uma voz mecânica.

Em poucos segundos Marius tinha o número de todos que estavam na Eurox. Olhou no marcador: 2013. Ficou preocupado, onde estaria o príncipe?

Desde que saíra do quarto MM andava sem rumo, quando passava pelas pessoas, elas o fitavam de maneira estranha.

- “Deve ser por causa da roupa.” – pensou.

Para evitar ser interrogado, tomou corredores mais vazios. Dobrou a direita, esquerda, desceu alguns andares, parando no terceiro. Não tinha a menor idéia do que encontraria. A porta do elevador abriu. Deu alguns passos percebendo que estava numa espécie de passarela. Arregalou os olhos ao ver pequenas naves.

- “Por que não acordo desse pesadelo?” – debruçou nas grades. – preciso ir embora.

Ficou por muito tempo encarando as naves abaixo dele. Precisava de um plano, mas qual?

- Quem é você?

O canceriano virou o rosto passando a fitar uma garota. Era Beatrice. Ela por sua vez recuou um passo. O que era aquela sensação que provinha daquele homem?

- Não pode ficar. – tentou ficar tranqüila. – é uma área restrita.

- Dou a mínima. – voltou a atenção para as naves.

- Identifique-se!

O canceriano deu um suspiro desanimado. Tudo o que não precisava era de alguém para lhe encher a paciência. Afastou-se da grade passando a caminhar na direção dela.

- Não se aproxime!

Não se intimidou com a frase.

- Mandei parar. – recuou um passo. – pare ou toco o alarme.

- Como se eu desse a mínima.

Parou a poucos centímetros dela. Beatrice tentava se mexer, nada a prendia, mas sentiu os músculos ficarem rígidos. Encarava aqueles orbes azuis, eles eram hipnotizantes.

- Não vai tocar o alarme? – deu um sorriso zombeteiro.

Beatrice tentou abrir a boca, mas o músculo facial não se mexia, foi com muito custo que disse:

- Quem é você?

- Giovanni.

Teve um estralo, era o nome que Marius tinha falado.

- Já estou saindo. - MM afastou-se.

A respiração voltou ao normal, segurou-se na grade para não ir ao chão. Que sensação era aquela? Era como se algo a encobrisse.

- Giovanni... – murmurou. – se Marius perguntou por ele significa... – o rosto alarmou-se. – naquela hora o Atlantiks referia-se a ele.. quer dizer que... – olhou para trás, mas MM já tinha ido. – ele é o Eron...

O.o.O.o.O.o.O

De volta ao quarto os cavaleiros trocavam impressões.

- Vai ser as férias que eu pedi. – Miro deitou na cama. – nem um mês em Ibiza, vai se comparar a isso.

- Comportem-se. – disse Shion. – não sabemos ate quando vamos ser tolerados.

- Relaxa Atlantiks. – Dohko sorriu, gostou do nome. – vai dar tudo certo. Pense que vai conhecer vários de sua raça, não é bom?

Shion ficou pensativo. Seria excelente e poderia tirar muitas duvidas sobre seus poderes.

- Mestre e o Mask? – indagou Dite. – É seguro ele andar por aí? Está certo que ele é o príncipe mas...

- Por falar nisso... – Shaka olhou para Shion. – como ele chegou ao santuário?

- Na época não me dei conta das circunstancias da chegada dele. Um soldado o encontrou nas mediações de Rodorio. Ele dormia embaixo de uma árvore e não trazia nada, apenas uma carta.

- Carta? - indagou Saga.

- Sim.

- Nela dizia o local de seu nascimento, a data, o nome dos pais: Sorrento e Liriana Romanelli e que era para ficar aos cuidados de lemurianos. - fitou a todos. - o soldado de certo achou que eu havia pedido a presença do menino e o levou até o alojamento dos aspirantes. Eu só o conheci duas semanas depois, quando foi apresentado junto aos demais. Eu não tinha muito controle sobre isso e a carta deve ter sido levada direto para os arquivos do santuário.

- Lembro disso. - disse Dite. - ele simplesmente foi deixado lá. E para os tutores era mais um aspirante.

- Estranho... – murmurou Kamus. – pois ficaria registrado em algum lugar, se na Grécia uma nave tivesse aparecido, ou algo assim.

- Infelizmente o único que pode nos dizer sobre isso é ele que não se lembra. - comentou Mu.

- Isso é o menor dos problemas. – Shaka pronunciou. – ele vai aceitar sua nova condição?

- Deve ser difícil descobrir que seu passado é uma mentira. – disse Deba.

Concordaram.

- Se dentro de meia hora ele não aparecer vamos comunicar ao senhor Marius. – Shion caminhou até a janela. – MM já não é apenas responsabilidade nossa.

O.o.O.o.O.o.O

  Agora estava num lugar que ninguém, mas ninguém mesmo iria encontrá-lo. Estava sentado encostado numa parede de metal. Os olhos admiravam o bailar das luzes azuis. Era estranho, sabia que no espaço não havia oxigênio mas como poderia estar ali?

- Na certa podemos respirar dentro desses trecos azuis... – MM murmurou a si mesmo.

Desde o encontro com a garota procurava um local onde ninguém poderia incomodá-lo. Pensou que o único lugar seria fora da nave e instantaneamente estava la. Ficou admirado, pois sua telecinese não era assim tão boa, mas que naquela situação funcionou perfeitamente.

Com o rosto baixo olhava a nave de brinquedo. Realmente ela era uma miniatura da nave o qual viajava. Começou a lembrar de quando era criança e de suas brincadeiras no quintal de casa. Não era possível que aquilo tudo fosse ilusão. Que os doces que sua mãe preparava eram ilusões. Que os passeios com o pai na fazenda eram ilusões. Que sua infância era ilusão.

- Caspita...

O.o.O.o.O.o.O

Marius cansado de ficar em seu escritório, dirigiu-se para a sala de controle. Evans analisava alguns relatórios.

- Você sempre foi perfeccionista.

- Pensei que fosse você. – Evans não tirou o olhar da tela. – falta pouco para sairmos do hadren.

- Estou ansioso para voltar para casa. – Marius fitou a imagem a frente. Apesar de estarem dentro do hadren a imagem que se via era de um céu em dia ensolarado.

- Nossa jornada foi longa. – Evans encostou na cadeira. – dois meses vagando por todos os cantos do espaço. Cheguei a pensar em desistir.

- Eu sei. - voltou a atenção para ele. - mas não iria permitir. - sorriu.

- Cumpriu sua promessa. A rainha Lirya ficará muito feliz.

- Viagem finalizada. Tempo restante trezentos segundos.

- Estamos em casa. – disse Evans assumindo o controle. – preparem os vandreds. Relatório da estabilidade da nave e dos sistemas de defesa. – ordenou.

A imagem do céu foi retirada.

- Potencia dos vandreds caindo gradualmente. – disse um controlador olhando para uma tela laranja. – preparando os motores auxiliares.

- Estabilidade normal. Posição CR0706.

- Níveis de energia: noventa por cento. Sistema de alerta amarelo ativado.

- Estabilizadores ligados, velas abaixando, ligando motores auxiliares em setenta por cento.

- Relatório da posição. – disse Evans.

- Posição X879 Y800, área 63. Dez segundos para o fim do hadren.

- Velas abaixadas. Motores auxiliares ligados a cem por cento.

- Nove segundos... oito...sete....seis....cinco...quatro...três...dois...um.... Área 63. Sem riscos aparente. Desligando os geradores seis, sete e oito. Refletores fechados. Velas na posição correta, motores auxiliares sem anomalias.

Saíram do hadren, a imagem agora era negra, com alguns pontos luminosos distantes.

A essa hora MM estava de pé. Ficou admirado por ver a imensidão do espaço.

- Fantástico.

Na sala de controle...

- Ligar piloto automático. Mantenha o alerta amarelo até entrarmos no próximo Hadren.

- Como sempre fez um excelente trabalho Evans. – Marius tocou-lhe no ombro.

- Faço o que posso. – levantou. – vamos?

Estavam saindo, mas um botão começou a piscar em amarelo.

- Mal chegamos e já querem comunicação. – brincou o chanceler.

- Não é da policia. É do quarto do príncipe. – apertou o botão, uma tela apareceu com a imagem de Shion. – senhor Shion.

- Temos um problema. – a principio Shion não queria envolve-los no sumiço de MM, mas como eram convidados e aquela nave possuía grandes dimensões, não teve alternativa senão avisá-los. Se estivessem no santuário... – Giovanni saiu do quarto e ate agora não voltou. Sei que ele é o príncipe, mas por enquanto é melhor ele ficar conosco.

- Compreendo. – disse Marius que escutara. – vamos localizá-lo.

- Obrigado.

A tela desapareceu.

- O príncipe quer explorar a nave. – brincou o chanceler.

- Mas seria melhor em companhia de algum de nós. Por enquanto os tripulantes não sabem quem ele é. – Evans voltou a sentar.

- Localizei as duas mil e treze pessoas.

- Mas quando estamos dentro de um hadren, o sistema pode apresentar falhas e não precisar a localização geografica. - o capitão acessou seu computador. – posição dos tripulantes.

- Carregando sistema.... duas mil e doze pessoas a bordo, um na superfície da nave.

- Como?! – exclamaram os dois.

- Imagem.

- Carregando...

Segundos depois apareceu na tela principal a imagem do exterior da nave, mais precisamente da área onde ficava os canhões.

- Como... – Evans arregalou os olhos. – como ele foi parar lá? Não tivemos alerta de danos na nave ou a abertura de algum portão.

- Deveria se perguntar como ele está respirando... – Marius estava surpreso. - Quanto tempo para entrarmos no hadren?

- Vinte minutos.

- Acione o Shion. Peça Etah que o escolte ate lá. Ele só vai obedecer ao Atlantiks.

- Mas ele é o príncipe.

- Ele não pensa assim e Shion é o superior dele.

Shion estava encostado na parede com os olhos fechados, os cavaleiros por sua vez permaneciam em silencio. Sabiam que quando MM voltasse levaria a maior bronca.

Depois de duas batidas a porta abriu. Era Marius, Etah e Evans.

- Senhor Shion.

- Senhor Marius, desculpe incomodá-lo, mas achei prudente não tomar as rédeas, já que estamos sobre sua responsabilidade.

- Agradeço a confiança. Localizamos o príncipe, mas vamos precisar da sua ajuda. Ele não vai querer nos ouvir...

Etah ficou surpreso, o príncipe tinha sumido?

- Claro.

- Desculpe senhor Marius... – Dite adiantou-se. – mas onde ele está?

- Na parte externa da nave.

- O que?! – foram as exclamações dos cavaleiros mais de Etah.

- Senhor Evans... como ele chegou lá? – o jovem soldado estava pasmo.

- Não faço idéia. Só preciso que seja rápido. - Evans o fitou. - entraremos novamente num hadren.

- Giovanni está passando dos limites. – disse Shion. – quando voltarmos ficará preso uma semana no cabo Shounion.

Marius, Etah e Evans trocaram olhares, pelo modo do Atlantiks falar dava para ver que era bem enérgico.

- Vamos senhor Shion? – indagou Etah.

- Vamos.

Os quatro saíram sendo acompanhados de perto por doze curiosos e ansiosos para verem a bronca que o canceriano iria levar.

Desceram ate o compartimento dos Legos.

- Vestirá isso. – Etah deu a Shion um traje espacial. – vou conduzi-lo ate ele.

- Você vai de Lego? – indagou Miro. – que legal...

Shion abaixou o rosto desanimado, Miro parecia uma criança.

- Comportem-se.

Com tudo pronto, um dos compartimentos foi aberto. Etah usava seu robô Lego e levava Shion nas mãos. De uma tela na parede superior acompanhavam o “resgate.”

- Senhor Marius. – Shaka aproximou. – como ele chegou ate lá? Qualquer abertura na nave tocaria algum alarme.

- Ele possui telecinese não possui?

- Pouca mas possui. – o virginiano não entendeu. – ele se teleportou para lá?!

- Sim.

- Roubou um traje, teleportou para fora da nave... – iniciou Shura. – mestre Shion vai acabar com ele. – sorriu.

- Ele não roubou. – disse Evans. -  Está sem roupas especiais.

- Como? – Kanon arregalou os olhos. – mas no espaço não tem ar.

- Me digam, - Marius que olhava para a tela voltou a atenção para eles. – alem de teleportar, ele possui alguma outra faculdade?

- Não que saibamos. – respondeu Dohko.

-  A família Tempestta tem o DNA mais próximo dos elementares puros, portando eles tem poderes mais aguçados. Teletransporte e telecinese são um deles. É provável que ele tenha mais faculdades.

Os cavaleiros trocaram olhares, que mistérios o canceriano ainda guardava?

Giovanni olhava distraído para a escuridão do universo quando pressentiu o cosmo de Shion.

- Lá vem o mala... – murmurou.

O Lego pilotado por Etah parou a pouco dele, Shion estava assustadíssimo com a viagem, mas MM era prioridade maior. Ainda incomodado com o traje espacial caminhou ate o cavaleiro que não agüentando começou a rir.

- Tenha mais respeito cavaleiro de câncer!

- Desculpe... mestre...é que o senhor parece um ET.

- O que faz aqui fora??? – uma veia saltava pela testa.

- Pensar. – disse carrancudo. – só queria sossego.

- Volte imediatamente para a nave. Somos convidados, esqueceu?

- Estou cansado desse papo de galáxia, planeta, família real.. quero voltar para a quarta casa.

- Encare os fatos Giovanni. Você é Eron e ponto final!

- Não sou!

- E como explica esta fora da nave e conseguindo respirar?

O canceriano calou-se. Desde que tocara naquela nave de brinquedo sentia-se estranho.

Etah olhava atentamente para o cavaleiro. Certamente seu pai deve lhe ter mostrado algum retrato do príncipe, mas não se lembrava. Então aquele era o herdeiro desaparecido?

- Não quero ser esse Eron, Mestre. – disse. – quero continuar sendo o cavaleiro de Atena.

Shion compadeceu.

- Sei que deve está sendo difícil Giovanni, mas pense que para sua família também não deve ter sido fácil esconder você. – tocou no ombro dele. – vamos respeitar qualquer que seja a sua decisão.

- Mesmo que seja voltar para o santuário?

- Sim. Agora volte para nave, essa roupa esta me sufocando.

Concordou, mas sem antes cair na gargalhada.

De volta a nave Shion suspirou aliviado ao tirar aquele aparato.

- O senhor está bem mestre? – indagou Mu.

- Estou.

- Obrigado senhor Shion pela ajuda. – agradeceu Marius.

- As ordens. Espero que compreenda o que vou fazer...

- O que...

- GIOVANNI, VÁ PARA O QUARTO IMEDIATAMENTE E SÓ SAIA DE LÁ QUANDO EU MANDAR!

Etah, Marius e Evans olharam assustados para o ariano, os demais seguraram o riso.

- Eu sou o príncipe. – disse MM de cara lavada.

- Só quando te convém. – a voz saiu fria. – agora vá.

O italiano fechou a cara mais obedeceu, o que deixou Etah abismado.

- Senhor Evans... – Etah cochichou. – por acaso o atlantiks era superior dele ou algo assim?

- Sim. Alias todos eles estão sobre as ordens de Shion.

- Entendi...

- Ah... senhores... – iniciou o chanceler ainda impressionado. – em poucas horas estaremos em Ranpur.

- Ficaremos no nosso quarto senhor Marius. Quando for o momento nos chame. – Shion virou-se para os outros. – todos para o quarto. Agora.

Nem ousaram contrariar e dentro do quarto, Shion não poupou xingamentos ao canceriano que ouvia tudo calado. Evans voltou para a cabine pois entrariam num hadren, Etah para seus afazeres e Marius para seu quarto.  A subordinação de Eron a Shion era a mesma que Soren tinha a Samir.

- É de família. - sorriu.

 



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