História Tempo de Chuva - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Otabek Altin, Yuri Plisetsky
Tags Otário, Otayuri
Visualizações 29
Palavras 1.518
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oee pessoas que estão lendo essa fic ♥ é realmente um milagre eu atualizar as coisas tão rápido mas é pq por algum motivo eu estou amando escrever essa fic.

EU PEGUEI PESADINHO com o Yurio nessa capítulo mas juro que foi por uma boa cousa ♥ n me odeiem.
Espero que vocês gostem desse capítulo.
Apreciem♥

Capítulo 2 - Hortelã e Chuva


Permaneceram assim por mais alguns minutos, as lágrimas de Plisetsky se converteram em soluços e ele tremia nos braços do outro que continuavam o apertando.

Não se preocupe. Você não está sozinho. Não se preocupe.”

Uma sensação de segurança lhe acalentava o coração e aos poucos ele se acalmava.

-São 2:30 da manhã... – Falava Otabek. –... Eu escutei quando você perguntou mas eu estava tão envergonhado que não consegui falar nada... – Ele escondeu seu rosto nos cabelos loiros do garoto que ele abraçava, tentava esconder a vergonha que parecia voltar com a lembrança do momento passado. -... Então eu decidi fingir que estava distraído para não ter que olhar para você.

Se ainda havia alguma coisa que fizesse o loiro chorar, naquele momento ela foi varrida para o fundo dos seus pensamentos, pois a revelação feita pelo moreno fez com que caísse na gargalhada. Quanto mais ficava ali, mais se convencia de que aquele cara era um completo idiota mas ao mesmo tempo  vinha uma vontade de querer conhecê-lo mais.

Finalmente a ficha de que estava abraçado com um cara até então desconhecido, as 2:30 da manhã em uma loja de conveniência caiu. Empurrou-o com nervosismo, agradeceu por tudo e saiu o mais rápido que pôde. A grande tempestade já havia passado, apenas uma suave garoa o acompanhava. Um sorriso discreto estava estampado em seu rosto, seu coração batia forte com as lembranças do acontecimento.

-Aquele idiota.

Quando estava quase na frente de sua casa, viu um carro parado, estava ligado e o motorista olhava em direção a sua janela enquanto estava com o telefone na orelha. Cabelos acinzentados e um terno negro. Ele sabia muito bem quem era e por saber, agradeceu por ter esquecido o telefone em casa, só precisava ficar ali e esperar que o mesmo desistisse.

-Yuri! – O homem agora saia do carro e vinha em sua direção.

Que saco.” Pensou.

-O que está fazendo essa hora na chuva? – Perguntou o homem.

-Fui comprar algumas coisas. –Respondeu.

O homem passou o braço por seu ombro e começava a guiá-lo em direção a entrada do prédio no qual morava. Só de pensar nas intenções desse homem algo dentro de si revirou-se e sentiu um enjôo.

-Hoje eu não estou afim. – Falou de maneira direta.

O homem riu com deboche. Sua reação já era esperada, o loiro jamais negaria um sexo casual, afinal eles já se “conheciam” a alguns dias e quase sempre era o loiro quem o convidava quando estava se sentindo “sozinho”. Claro que tudo não passava de uma fachada para que os homens com quem ficava se sentissem importantes e insubstituíveis. Mas hoje se sentia fadado daquilo, não suportava ver aquele homem, não suportava sentir aquele perfume, não suportava aquela voz.

-Estou falando sério. Não estou me sentindo bem hoje. – Reforçou com a entonação mais grave na voz.

-Então deixe-me cuidar de você. – Abaixando-se, sussurrou bem próximo a orelha do outro.

Repugnante.

-Saia daqui! – Gritou.

Empurrando o homem, fitou o mesmo com seriedade na tentativa de intimidá-lo.

-Você é idiota ou o que? – A expressão do homem agora se tornara séria, ele o encarava com raiva. – Acha que vai conseguir assustar com esse seu corpo de princesa? Olhe para mim, se eu quiser posso fazer o que quiser com você.

Um arrepio percorreu o corpo do loiro. Ele estava com medo. Era verdade, com seu corpo ele não seria capaz de fazer nada contra aquele homem e sabia da capacidade do mesmo. Precisava pensar em alguma coisa, rápido.

Se tentasse fugir sabia que seria em vão, sabia que era mais rápido mas se o mesmo o pegasse as coisas piorariam e para onde correria?

A imagem da loja de conveniência passou por sua cabeça, mas o que diria para Otabek? Ele queria acreditar que aquele garoto era diferente desses caras mas não sabia se podia confiar. Acima de tudo uma sensação de nojo cruzou todo seu corpo só de pensar em explicar aquilo para o garoto.

Eu realmente sou o pior.”

Então tomou a decisão mais covarde e patética que poderia escolher. Se deixou ser usado por aquele homem. Toda vez que sentia suas estocadas sentia nojo de si mesmo. Quando sentia aquelas mãos apertando seus braços sentia vontade de simplesmente morrer ali mesmo. Seu corpo ainda estava mole por não ter tomado os remédios. O homem sussurrava coisas perversas e repugnantes sobre seu corpo e sobre ele.

Durante todo o ato sentia seus olhos pesarem. Queria chorar, queria que tudo aquilo tivesse um fim mas não daria ao outro o prazer de fazê-lo chorar.

-Você é tão péssimo nisso. – Falou enquanto ainda era dominado pelo outro. – Aposto que prefere quando é ao contrário... – Aproximou sua boca da orelha do outro como se fosse mordê-la. -... Sei que você adora ser usado por mim. Vamos, não precisa ter vergonha, você ama dar essa bundinha pra mim mas não é homem suficiente para assumir.

Gargalhou. Estava mesmo desesperado, esperava que esse provocação fizesse o outro desistir do que estava fazendo e ir embora, queria mesmo era que ele nunca mais aparecesse e com isso tinha certeza que seria exatamente o que aconteceria.

Voltou a deitar a cabeça no travesseiro, sentiu que a mão que antes segurava seu pulso havia o soltado.

“Parece que ele desistiu”. Sorriu vitorioso.

Uma forte dor agora tomava conta de seu rosto, de sua boca agora escorria o que parecia ser sangue. Olhos furiosos o encaravam por cima e as estocadas continuavam mas agora com mais violência. Ele havia lhe dado um soco no rosto.

-Cale essa boca, sua bichinha. – Cuspia as palavras quase gritando com o outro.

-Parece que estamos no mesmo barco então, bichinha. – Pôs ênfase na última palavra.

Esperava que outro soco viesse, ou algo mais forte dessa vez. O homem chegou ao seu ápice, retirou o seu membro de dentro do loiro e fez questão de sujá-lo com todo seu esperma.

-Você é imundo.

Selou um último beijo seco na boca do loiro e gargalhou do estado do outro, apenas levantou-se, vestiu suas roupas e saiu.

Era exatamente assim que ele se sentia. Um imundo. Pensou o que seu avô pensaria se o visse levando aquela vida, fazendo aquelas coisas.

-Você não está aqui, vovô. – Chorava feito uma criança. –Você não está aqui.

Com dificuldade foi em direção ao banheiro, ignorou completamente o espelho, sabia que tipo de coisas seria capaz de fazer se olhasse para seu rosto agora mesmo. Entrou na banheira e ali ficou, enquanto esperava mesma ficar cheia com água quente, abraçava seus joelhos e chorava.

Ficou ali, naquela posição por horas, chorando sem cessar, até adormecer.

Havia alguém segurando seu pescoço. Um súbito pânico tomou conta de sua mente mais uma vez. Era mesmo o homem. Sentia como se estivesse se afogando.

Não importa.” Pensou.

Foi então que sentiu uma mão suave lhe tocando o rosto. Uma voz que não lhe era estranha repetia várias vezes que tudo ficaria bem. Parecia muito com seu avô. Abriu os olhos e o mesmo lhe olhava sorrindo.

-Não tem problema Yu. Todos nós erramos, não tem porque se culpar tanto. Você esqueceu que eu sou um velho? Já tive muita experiência com essa vida e já fiz muita besteira – Ele sorriu suavemente. – Mas algo que cabe a nós é decidir se vamos continuar errando. Não tem problema em se sentir sozinho e sei que você descobriu sozinho que é melhor se sentir assim a fazer o que estava fazendo.

As mãos de seu avô agora seguravam seus ombros e o puxavam para fora da água.

-Você é jovem, e está tão perto de conseguir o que você realmente quer. Não desista.

Com um sorriso ele repetia várias vezes que ficaria tudo bem.

-Já passou. Vai ficar tudo bem. ­–A voz que repetia agora era diferente da do seu avô e a imagem do mesmo ia ficando cada vez mais clara.

-Não me deixe... – Choramingou uma última vez.

Agora já começava a despertar, a voz ficava cada vez mais próxima e ainda repetia a mesma coisa.

Otabek?

Aquela mesma sensação de segurança voltou a cercá-lo. Todas as imagens ruins eram vagarosamente arrastadas para cada vez mais longe. A lembrança do rosto do homem que apertava seu pescoço agora era substituída por um par de olhos negros que fitavam sem parar os seus que lentamente tentavam se adaptar a luminosidade do local. Aninhou seu rosto na curva do pescoço do moreno e se permitiu absorver aquele cheiro por mais um tempo. Ele tinha um cheiro suave de hortelã misturado com chuva. Se permitiu rir ao notar que tudo a respeito daquele garoto era estranho, até seu cheiro era confuso.

Levou sua mão até os cabelos do mesmo, algo dentro de si ainda pensava que aquilo era um sonho. Acariciou suavemente a área da nuca do moreno e depois deixou que sua mão descesse pelo peito do mesmo, até que sentiu algo forte e agradável, parou sua mão ali, as batidas do coração do outro estavam tão rápidas que ele podia jurar que era apenas uma questão de tempo para o outro colapsar.

Não seja um sonho.” 


Notas Finais


Chegamos ao fim de mais um cap ♥ espero que tenham gostado. Eu geralmente não leio novamente os capítulos depois que escrevo, então qualquer erro me perdoem ♥ comentários são aceitos de todo o coração.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...