História Tempo e Escolha - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Jikook, Kookmin, Namjin, Taekook, Taekookmin, Vkook, Vkookmin, Yoonseok
Exibições 110
Palavras 2.676
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Relou

Esse capítulo seria mais um daqueles de 6000 palavras, só que eu dividi ele em dois porque senão, o próximo já seria o último e eu ainda não estou preparada pra me despedir de vocês e da fanfic. Então o cap tá mais curto do que o comum por causa disso. Não me julguem, eu sou bem boba mesmo

Pra quem tava com saudade da Sowon, say hello ♥
o namorado dela - que não vai aparecer no capítulo, apenas citado - é o Jay Park mozão

Me desculpem qualquer erro e boa leitura ♥
ah, como sempre, se atentem aos detalhes

Capítulo 16 - Significado


Sentado ao lado de Jungkook, Jimin olhou para o relógio. Já se aproximava das 14h30 e normalmente ele estaria se preparando para se despedir de Jungkook, de modo que pudesse estar em casa quando as garotas voltassem da escola. Hoje, entretanto, Tzuyu iria visitar uma de suas amigas e Nayeon havia sido convidada para uma festa de aniversário no aquário municipal, e nenhuma das duas voltaria para casa antes do horário do jantar. O fato de que suas filhas tinham seus próprios planos para aquele dia era uma coincidência bem-vinda, pois ele precisaria demorar mais do que o habitual. Mais tarde, ele iria se reunir com o neurologista e o administrador do hospital.

Ele estava ciente do motivo da reunião e não tinha dúvidas de que os dois estariam com a maior dose de tristeza possível, apoiada em tons moderados e encorajadores. O neurologista lhe diria que, como não havia mais nada que o hospital pudesse fazer por Jungkook, este teria de ser transferido para uma casa de repouso. Jimin receberia garantias de que, como a condição do marido era estável, o risco seria mínimo e que um médico o examinaria semanalmente. Além disso, ele provavelmente seria informado de que os profissionais que trabalhavam em casas de repouso eram totalmente capazes de prestar os cuidados de que Jungkook precisaria diariamente. Se Jimin protestasse, o administrador provavelmente entraria na conversa e o lembraria de que, a menos que Jungkook estivesse na UTI, o plano de saúde cobriria o máximo de três meses de internação no hospital. Ele poderia também dizer que, como o propósito do hospital era servir a comunidade local, não havia mais espaço para mantê-lo ali em longo prazo, mesmo que Jungkook tivesse feito parte do quadro de funcionários. Realmente, não havia mais nada que ele pudesse fazer. Essencialmente funcionando como uma equipe naquela reunião, eles queriam se certificar de que as coisas seriam feitas do jeito deles.

O que nenhum deles parecia perceber era que a decisão não era tão simples. Por baixo da superfície havia outra realidade – enquanto Jungkook estivesse no hospital, as pessoas presumiam que ele acordaria dentro de pouco tempo, pois era ali que os pacientes em coma temporário ficavam. Pacientes em coma temporário precisavam de médicos e enfermeiras por perto para monitorar as mudanças que indicariam as melhoras que eles sabiam que aconteceriam a qualquer momento. Em uma casa de repouso, as pessoas presumiriam que Jungkook simplesmente nunca mais iria acordar. Jimin não estava pronto para aceitar aquilo, mas parecia que não teria escolha.

Jungkook, entretanto, tinha uma escolha, e, no fim das contas, sua decisão não seria baseada no que o neurologista ou o administrador dissessem a ele. Jimin basearia sua decisão naquilo que ele achava que Jungkook gostaria.

Do lado de fora da janela, o pombo havia desaparecido, e Jimin imaginou se ele teria ido visitar outros pacientes, como um médico andando de quarto em quarto; e, se aquilo realmente acontecesse, se os outros pacientes notavam o pombo da mesma forma que ele.

- Me desculpe por ter chorado mais cedo. – Sussurrou Jimin. Ao olhar para Jungkook, ele observou que o peito do mais novo subia e descia cada vez que ele respirava. – Eu não consegui evitar.

Ele não alimentava ilusões de que ouviria a voz do marido desta vez. Aquilo só acontecia uma vez por dia.

- Sabe o que eu gosto em você? – Perguntou Jimin. – Além de praticamente tudo? – Ele forçou um sorriso. – Gosto do jeito como você cuida de Molly. Ela está bem, e os quadris dela ainda estão firmes. Ela ainda gosta de se deitar na grama sempre que pode. Toda vez que eu a vejo fazendo isso, me lembro dos primeiros anos em que estivemos juntos. Lembra-se de quando costumávamos levar os cachorros até a praia para passear? Quando íamos cedo e podíamos tirar as coleiras deles para que eles pudessem correr? Aquelas manhãs eram sempre... relaxantes, e eu adorava ver você rindo quando perseguia Molly em círculos, tentando bater no traseiro dela. Ela ficava louca quando você fazia isso; ficava com certo brilho nos olhos, a língua para fora da boca, esperando que você encostasse nela.

Ele fez uma pausa, percebendo, com certa surpresa, que o pombo havia voltado. Ele devia gostar de escutá-lo conversando, concluiu Jimin.

- Foi aí que eu percebi que você seria um ótimo pai. Por causa do jeito como você agia com Molly. Mesmo na primeira vez em que conversamos... – Ele balançou a cabeça, rememorando o passado. – Acredite ou não, eu sempre gostei do fato de que você estava furioso quando foi até a minha casa naquela noite que nos falamos pela primeira vez, e não apenas porque acabamos nos casando. Você parecia um pai urso protegendo seu filhote. É impossível ficar tão furioso, a menos que você seja capaz de amar profundamente, e depois de observar como você cuidava de Molly, com muito amor e carinho, muita preocupação, e que não deixaria ninguém neste mundo tratá-la mal, eu sabia que você seria exatamente daquele jeito com crianças.

Ele deslizou seu dedo por cima do braço do marido. – Você sabe o quanto isso significou para mim? Saber o quanto você ama nossas filhas? Você não faz ideia do quanto isso me confortou durante todos esses anos.

Jimin aproximou seu rosto do de Jungkook. – Eu te amo, Jungkook, mais do que você imagina. Você é tudo que eu sempre quis em um esposo. Você é cada esperança e cada sonho que eu já tive, e você me fez mais feliz do que qualquer homem poderia sonhar em ser. Não quero ter de abrir mão disso. Eu não posso. Você me entende?

Jimin esperou por uma resposta, mas não houve nada. Nunca havia nada, nem um sinal, como se Deus estivesse lhe dizendo que o amor que Jimin sentia não era o suficiente. Olhando fixamente para Jungkook, ele repentinamente se sentiu muito velho e muito cansado. Ajustou o lençol, sentindo-se sozinho e distante de seu esposo, percebendo que era um marido cujo amor por Jungkook havia fracassado.

- Por favor. – Sussurrou ele. – Você tem de acordar, querido. Por favor. Nosso tempo está acabando. – Fez uma pausa. – Eu queria poder respirar por você, amor.

- Oi. – Disse Sowon. Vestida com uma camiseta e uma calça jeans, ela não se parecia em nada com a profissional de sucesso que havia se tornado. Morando em Daegu, ela era a gerente de projetos sênior de uma empresa de biotecnologia que crescia rapidamente. Entretanto, nos últimos três meses, ela havia passado três ou quatro dias por semana em Yeosu. Desde o acidente, ela era a única pessoa com quem Jimin realmente conseguia conversar. Ela era a única que conhecia os segredos dele.

- Oi. – Disse Jimin.

Ela atravessou o quarto e se apoiou na lateral da cama. – Oi, Jungkook. – Disse ela, beijando-o no rosto. – Você está bem?

Jimin adorava o jeito como sua irmã tratava Jungkook. Com exceção de Jimin, ela era a única pessoa que sempre parecia estar confortável na presença de Jungkook. Sowon puxou outra cadeira e trouxe-a para perto de onde Jimin estava sentado. – E como está você, irmão mais velho?

- Bem. – Ele disse.

Sowon lhe deu um olhar de cima a baixo. – Você está péssimo.

- Obrigado.

- Você não está se alimentando direito. – Ela colocou a mão em sua bolsa e tirou um pacote de salgadinhos. – Coma isto.

- Não estou com fome. Acabei de almoçar.

- Quanto?

- O suficiente.

- Coma, apenas para me deixar feliz. – Ela usou os dentes para abrir a embalagem. – Simplesmente coma estes salgadinhos e eu prometo que vou calar a boca e não o incomodarei novamente.

- Você diz isso toda vez que vem para cá.

- Faço isso porque você continua com uma aparência péssima. – Ela inclinou a cabeça em direção a Jungkook. – Aposto que ele disse a mesma coisa, não foi? – Ela nunca havia questionado as alegações de Jimin quando ele dizia que podia ouvir a voz de Jungkook em sua cabeça. Ou, se ela o fez, seu tom de voz não refletiu nenhuma preocupação em relação àquilo.

- Disse, sim.

Ela o forçou a pegar o pacote. – Então pegue os salgadinhos.

Jimin pegou o pacote e o colocou sobre o colo.

- Agora coloque alguns na boca, mastigue e engula. – Ela falava igual à mãe deles.

- Alguém já lhe falou que você é meio inconveniente, às vezes?

- Eu ouço isso todos os dias. E acredite, você precisa de alguém para ser inconveniente e mandar em você. Você tem sorte de ter uma irmã como eu em sua vida. Sou uma bênção para você.

Pela primeira vez no dia, ele soltou uma risada verdadeira. – Se você diz, eu acredito. – Ele despejou alguns salgadinhos na palma da mão e começou a mastigar. – Como vão as coisas entre você e Jaebeom?

Sowon estava namorando com Park Jaebeom há dois anos. Um dos gerentes de fundos mútuos mais bem-sucedidos do país, ele era incrivelmente rico, bonito e considerado por muitos o solteiro mais desejado do sul da Coreia do Sul.

- Ainda estamos juntos.

- Problemas no paraíso?

Sowon deu de ombros. – Ele me pediu em casamento outra vez.

- E o que você disse?

- O mesmo que eu havia dito antes.

- E como ele reagiu?

- De maneira normal. Bem, ele fez aquela cena dizendo "estou magoado e com raiva", mas voltou ao normal depois de alguns dias. Passamos o último fim de semana em Seul.

- Por que você não se casa com ele de uma vez?

- Provavelmente eu me casarei.

- Aqui vai uma dica, então. Seria bom você dizer "sim" quando ele pedir a sua mão.

- Por quê? Ele vai voltar a perguntar.

- Você parece ter muita certeza quando diz isso.

- Tenho sim. E eu direi "sim" quando eu tiver certeza de que ele quer se casar comigo.

- Ele já pediu três vezes. Você ainda não tem certeza?

- Ele somente acha que quer se casar comigo. Jaebeon é o tipo de cara que gosta de desafios, e, neste momento, eu sou um desafio. Desde que eu continue sendo um desafio, ele vai continuar pedindo para eu me casar com ele. E, quando eu souber que ele realmente está pronto, é aí que direi "sim".

- Eu não sei...

- Pode confiar em mim. – Disse ela. – Eu conheço os homens e tenho meus encantos. – Os olhos dela brilharam com o luzir de alguma travessura. – Ele sabe que eu não preciso dele, e isso praticamente o mata de ódio.

- Não. – Disse Jimin. – Você definitivamente não precisa dele.

- Então, mudando de assunto, quando é que você vai voltar ao trabalho?

- Em breve. – Resmungou ele.

Ela colocou a mão dentro do pacote de salgadinhos e trouxe dois até a boca. – Você sabe que o nosso pai não é mais o garoto saltitante de antigamente.

- Eu sei.

- Então... que tal na próxima semana?

Quando Jimin não respondeu, Sowon cruzou as mãos na frente do rosto. – Certo, aqui está o que vai acontecer, já que você obviamente não pensou a respeito. Você vai começar a aparecer na clínica e ficar lá no mínimo até a uma hora da tarde. Este é o seu novo horário de trabalho. Ah, e você pode fechar a clínica ao meio-dia nas sextas-feiras. Assim, nosso pai só vai ter de ir até lá quatro tardes por semana.

Ele apertou os olhos. – Dá para ver que você está pensando nisso há um bom tempo.

- Alguém tem de fazer isso. E, para a sua informação, não estou fazendo isso apenas pelo nosso pai. Você precisa voltar ao trabalho.

- E se eu achar que não estou pronto para isso?

- Não faz a menor diferença. Você vai trabalhar e pronto. Se não quer fazer isso por você, faça por Nayeon e Tzuyu.

- Do que você está falando?

- Suas filhas. Lembra-se delas?

- Eu sei quem elas são.

- E você as ama, certo?

- Que tipo de pergunta é essa?

- Então, se você as ama – disse ela, ignorando a pergunta que ele fizera –, você precisa começar a agir como um pai de família novamente. E isso significa que você tem de voltar ao seu emprego.

- Por quê?

- Porque tem de mostrar a elas que, não importa quantas coisas horríveis aconteçam na vida, você ainda tem de seguir em frente. É a sua responsabilidade. Quem mais irá ensiná-las a agir assim?

- Sowon...

Não estou dizendo que vai ser fácil. O que estou dizendo é que você não tem escolha. Afinal, você não deixou que elas desistissem, não foi? Elas ainda estão na escola, não estão? Você ainda está cuidando para que elas façam a lição de casa, não está?

Jimin não disse nada.

- Então, se espera que elas cuidem das suas responsabilidades, e elas têm 6 e 8 anos, somente, você vai ter de cuidar das suas. Elas precisam ver que você está voltando ao normal, e o trabalho é uma parte disso. Desculpe. A vida é assim.

Jimin balançou a cabeça, sentindo seu ódio começar a lhe dominar. – Você não entende.

- Eu entendo perfeitamente.

Ele trouxe os dedos até o lugar onde o nariz se juntava com a testa e apertou. – Jungkook é...

Quando ele não continuou, Sowon colocou a mão no joelho dele. – Passional? Inteligente? Gentil? Moral? Engraçado? Indulgente? Paciente? Tudo que você imaginou querer em um esposo e um pai? Em outras palavras, praticamente perfeito?

Ele olhou para Sowon, surpreso.

- Eu sei. – Disse ela, em voz baixa. – Eu também o amo. Eu sempre o amei. Ele não foi somente um irmão para mim, mas meu melhor amigo também. Às vezes, parecia que ele era o único amigo de verdade que eu tinha, além de você, é claro. E você está certo. Ele foi maravilhoso com você e as crianças. Você não podia ter feito nada além do que já faz, oppa. Por que você acha que eu continuo vindo até aqui? Não é somente por ele, nem por você. É por mim mesma. Eu também sinto saudades dele.

Sem saber como responder, ele não disse nada. Em meio ao silêncio, Sowon suspirou.

- Você já decidiu o que vai fazer?

Jimin engoliu em seco. – Não. – Admitiu ele. – Ainda não.

- Já faz três meses.

- Eu sei. – Disse ele.

- E quando vai acontecer a reunião?

- Daqui a meia hora.

Observando seu irmão, ela aceitou aquilo. – Certo. Bem, vou deixar você pensar mais um pouco a respeito. Vou dar uma passada na sua casa e ver as meninas.

- Elas não estão lá, mas voltarão mais tarde.

- Você se importa se eu esperar por lá?

- Claro que não. Tem uma chave-

Ela não deixou que ele terminasse. – Embaixo do sapo de gesso na varanda? É, eu sei. E, se você estiver curioso a respeito disso, tenho certeza de que a maioria dos ladrões vai acabar descobrindo também.

Ele sorriu. – Amo você, Sowon.

- Eu também amo você, Jimin. E você sabe que eu estarei aqui ao seu lado, não é?

- Eu sei.

- Sempre. A qualquer momento que você precisar.

- Eu sei.

Olhando para ele, ela finalmente assentiu. – Vou esperar até você chegar, certo? Eu quero saber o que vai acontecer.

- Tudo bem.

Levantando-se, Sowon pegou sua bolsa e a colocou por cima do ombro. Ela beijou o irmão na testa.

- Até mais tarde, então, Jungkook. – Disse ela, sem esperar uma resposta.

Ela já estava saindo pela porta quando ouviu a voz de Jimin novamente.

- Até onde devemos ir em nome do amor?

Sowon parou e olhou para trás. – Você já me perguntou isso antes.

- Eu sei. – Hesitou Jimin. – Mas estou perguntando a você sobre o que você acha que eu deveria fazer.

- Então eu lhe direi o que sempre digo. Que quem deve escolher como lidar com isso é você.

- O que isso significa para mim?

A expressão dela parecia quase perdida. – Não sei, Jimin. O que você acha que significa?

 

 

 


Notas Finais


e vocês? o que acham que significa?

o próximo capítulo já ta pronto então não vou demorar pra atualizar
me desculpem por toda essa demora, é que as coisas aqui estão fodas

Mas hein, tem alguma blackjack aqui? como vocês estão lidando com o disband da 2NE1? eu tô muito sei lá, não to sabendo lidar. principalmente porque entrei no fandom há pouco tempo, daí quando recebi a noticia fiquei tipo ????? mas já? eu acabei de entrar, porra, não acaba agora não
imagino a dor dos fãs que já faziam parte do fandom há muito mais tempo
eu queria poder abraçar vocês

enfim, eu sei que demorei pra caramba e que não é justo eu dividir o capítulo já que vocês estão esperando tanto pra saber qual vai ser a escolha do Jimin, mas eu realmente não tô preparada pra dizer adeus, por isso quis adiar um pouco o fim
ainda mereço comentários? ♥


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